ANO XXX - NUMERO 45
1978
BOTA ta 06 O
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INFORMAÇÕES GERAIS
Rodriguésia é publicação periódica de 4 números por ano, publicados em março, junho,
setembro e dezembrç, sem publicidade, editada pelo Jardim Botânico do Rio de Janeiro.
A divulgação de dados ou de reprodução desta publicação deve ser feita com referência à
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co 1008 Rio de Janeiro.
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Jardim Botânico, 1008, Rio de Janeiro, Brasil.
(
INVENTARIO -bn
Ü0.l61.37é-9
SciELO/JBRJ
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Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal
JARDIM BOTÂNICO
RODRIGUÉSIA
ANO XXX -NÚMERO 45
RIO DE JANEIRO
BRASIL
1978
SciELO/JBRJ
Jardim Botânico
R. Jardim Botânico, 1008 — Rio de Janeiro, Brasil
DIRETOR
Osvaldo Bastos de Menezes
RODRIGUÉSIA; revista do Jardim Botânico,
a 1 - Junho 1935 “ Rio de Janeiro
V. i 1 ust . 22 cm
1. Botânica - Periódicos. I. Rio de Ja-
neiro - Jardim Botânico.
CDD 580.5
CDU 58 (05)
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COMISSÃO DE REDAÇÃO
Leonam de Azeredo Penna Ida de Vattimo Carlos Toledo Rizzini
SUMÁRIO
VATTIMO, Ida De — Contribuição ao conhecimento da distribuição geográfica do
gênero Pilostyles Guill. (Rafflesiaceae) 7
VATTIMO, ÍTALO — Notas fitogeográficas III - Localidades de ocorrência de
Bryophyta musci no Brasil ' 13
FEvereiro, V. P. B., Févereiro, P. C. A. E Abreu, C. L B. De - Levantamen-
to dos tipos do Herbário do Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Leguninosae
- Mimosoideae II 23
FALCÃO, W. F. Et A. E Falcão, J. I. Et A. — Contribuição ao estudo das Convol-
vuláceas de Pernambuco 63
SANTOS, E. — Revisão das espécies do gênero Heliconia L. (Musaceae S.l) espontâneas
na região fluminense . 93 .
EMMERICH, MARGARETE — Contribuição ao conhecimento da tribo Cusparineae
(Rutaceae). Nova conceituação de Raputia e gêneros derivados 223
Gonçalves Costa, C. EElenice Et Lima Costa - Levantamento dos “tipos”
do Herbário do Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Connaraceae 309
ICHASO, C. L FALCÃO — Tipos de sementes encontradas nas Scrophulariaceae . 335
Ormon^W t. Maria Celia Bezerra Pinheiro, Alicia Rita Cortella
77 T u LLS e ^ ria Celia Rodrigues Correia - contribuição
ao estudo biossistemático e ecológico da Ludwigia leptocarpa (Nutt.) Hara . . 345
TRAVASSOS, O. P. - Contribuição ao estudo das Pteridófitas. I. Chave para determi-
nação das famílias * ' 355
Ba UTI ST A, EL P. E ABREU, C. L B. Et - Levantamento dos tipos do Herbário do
Jardim Botamco do Rio de Janeiro. Combretaceae R. Br 381
DUARTE, A. P. — Contribuição ao conhecimento da germinação de algumas essências
iiorestais a
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CONTRIBUIÇÃO AO CONHECIMENTO DA DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA
DO GÊNERO PILOSTYLES GUILL. (RAFFLESIACEAE) .
IDA DE VATTIMO
Pesquisador em Botânica
Jardim Botânico
Rio de Janeiro
Estudando espécimens de Rafflesiaceae, a nós enviados pelo New York
Botanical Garden, para identificação, coletados no Distrito Federal, Goiás, Mina?
Gerais e Bahia, tivemos a oportunidade de registrar novas localidades de ocorrên-
cia para Pilostyles ulei S. — L., P. goyazensis S. — L. e P. blanchetii (Gardn.) R.
Br., as quais damos a público neste trabalho, com o objetivo de contribuir para um
melhor conhecimento, não só da flora do cerrado, mas também da distribuição
geográfica deste importante gênero de parasitas.
Damos a seguir a relação das espécies por nós identificadas e de suas locali-
dades de ocorrência, novas para a ciência.
Pilostyles blanchetii (Gardn.) R. Br. 1845, 247; Hooker f. 1873, 115;
Solms-Laubach, 1878, 1 25 ; id, 1901, 14.
Sin.: Apodanthes blanchetii Gardn., 1844, t. 6558; Frostia blanchetii
Karst. 1858,922.
Bahia — Vale do Rio das Ondas, parasitando Bauhinia sp., fruto castanho
— violeta, a maioria caida, em picada na mata e cerrado adjacente, cerca de 10 km
oeste de Barreiras, 500 m de altitude, H.S. Irwin, R. M. Harley e G. L. Smith, mar-
ço 1971 (NY — 31315, RB); Espigão Mestre, parasitando Bauhinia sp., planta púr-
pura-avermelhado escuro, cerrado cerca de 5km oeste de Cocos, próximo a pedras
calcáreas cerca de 530m de altitude, W.R. Anderson, M. Stieber e J.H. Kirkbride
Jr., março 1972 (RB — 37104, RB); Vale do Rio das Ondas, parasitando Bauhinia
sp., fruto castanho - violeta escuro, muito comum no local, cerrado e galeria de
barro, encostas baixas do Espigão Mestre cerca de 4km oeste de Barreiras, cami-
nho para Santa Rita de Cassia, cerca de 550m de altitude, H. S. Irwin, R. M.
Harley e G. L. Smith, março 1971, (NY - 31588, RB); Vale do Rio das Ondas,
Rodriguésia
Rio de Janeiro
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parasita em Bauhinia sp., fruto violeta escuro, cerrado arenoso, encostas superiores
do Espigão Mestre, cerca de 32km oeste de Barreiras, cerca de 600m de altitude,
H. S. Irwin, R. M. Harley e G. M Smith, março 1971 (NY - 31545, RB); drena-
gem do rio Corrente, oeste da Bahia, cerrado próximo do rio Piauí, cerca de
150km sudeste de Barreiras, 850m de altitude, parasita em Bauhinia sp., frutos na
maioria secos e caidos, H. S. Irwin, J. W. Grear Jr., R. Souza e R. Reis dos San-
tos, abril 1966 (NY - Plants of the Planalto do Brasil 14911, RB).
Goiás — Norte de Goiás, caminho arenoso, mata aberta, em cerrado bem
desenvolvido, cerca de 2km norte de Araguaina, cerca de 300m de altitude, para-
sita em Bauhinia sp., fruto purpúreo-castanho, H. S. Irwin, M. Maxwell e D. C.
Wasshausen, março 1968 (NY - Plants of the Planalto do Brasil 21129, RB); nor-
te de Gioás, cerrado, afloramentos de saibro, cerca de 27 km sul de Paraiso, cerca
de 600m de altitude, parasitando Bauhinia sp., flores e frutos, D. C. Wasshausen,
março de 1968 (NY — Plants of the Planalto do Brasil 21673, RB).
Minas Gerais — Cerrado e galeria, cerca de 12km de Corinto, 600m de alti-
tude, parasita em velhos ramos de Bauhinia, fruto castanho - violeta, H. S. Irwin,
S. F. da Fonseca, R. Souza, R. Reis dos Santos e J. Ramos, março 1970 (NY -
Plants of the Planalto do Brasil, 26910, RB).
Pilostyles caulotreti (Karst.) Hook. f., 1873, 46; Solms - Laubach 1878,
124; idem 1901.
Sin. ; Sarna caulotreti Karst. 1856, 415; idem 1858,922.
Território de Roraima - Rio Uraricoera, vizinhança de Uaicá, mata em ter-
ra Firme, parasita em liana de Bauhinia sp., G.T. Prance, T. Dobzhansky e R. J. F.
Ramos, dezembro de 1973 (NY - Plants of the Brazilian Amazônia 19.988, RB).
Pilostyles goyazensis Ule
Ule, 1915,475
Distrito Federal - Encostas de campo em Rajadinha, cerca de 15km. sul
de Planaltina, BR- 13, cerca de lOOOrn de altitude, parasita em Mimosa sp., flqres
castanho - violeta, H. S. Irwin, S. F. da Fonseca, R. Souza, R. Rei dos Santos e J.
Ramos, fevereiro 1970 (NY - Plants of the Planalto do Brasil 26518, RB); cerrar
do, cerca de 2km a este do lago Paranoá, DF-6, cerca de lOOOrn de altitude, para-
sitando Mimosa sp., flores ainda não emersas, H. S. Irwin, S. F. da Fonseca, R.
Souza, R. Reis dos Santos e J. Ramos, fevereiro 1970 (NY — Plants of the Planal-
to do Brasil 26681, RB); Chapada da Contagem, cerca de 25Km, nordeste de Bra-
sília, encosta de campo adjacente a vale de mata densa, cerca de 1200m de altitu-
de, parasita em Mimosa sp., flores ferrugíneo-castanhas, localmente frequente, H.
S. Irwin, H. Maxwell e D. C. Wasshausen fevereiro 1968 (NY - Plants of the Pla-
nalto do Brasil 19412); cerrado no cume da Chapada da Contagem, llOOm de al-
titude, infrequente, parasita em Mimosa sp., flores castanho-violeta, H. S. Irwin,
R. Souza e R. Reis dos Santos, janeiro 1966 (NY — Plants of the Planalto do Bra-
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sil 11657, RB); córrego Covancas, próximo a Chapada da Contagem, cerca de
20km nordeste de Brasília, cerca de lOOOm de altitude, encostas escarpadas de
campo, parasita em Mimosa sp., flores purpúreo-castanhas, localmente frequente,
H. S. Irwin, R. Souza e R. Reis dos Santos, janeiro de 1966 (NY - Plants of the
Planalto do Brasil 1 1544).
Bahia - Cerrado cerca de 5km ao sul do Rio Roda Velha, cerca de 150km
sudoeste de Barreiras, 900m de altitude, parasita em Mimosa sp., fruto purpúreo-
-castanho, H. S. Irwin, J. W. Grear Jr., R. Souza e R. Reis dos Santos, abril 1966
(NY - Plants of the Planalto do Brasil 14880).
Pilostyles ulei S. — Laub, Solms - Laubach inGoebel 1900,434;Ule 1915,
Ber. Deut. 474; Vattimo 1950, 192- 193.
Sin. : Pilostyles ingae (Karst.) Hook. f. in Endriss 1902, 206 (quoad
cit. spec. Ulei).
Goiás - Serra dos Cristais, cerrado cerca de 25km sul de Cristalina, 1 150
m. de altitude, parasita em Mimosa sp., flores castanho-violeta, H. S. Irwin, J. W.
Grear Jr.,R. Souza e R. Reis dos Santos, março 1966 (NY - Plants of the Planal-
to do Brasil 13830, RB); Serra dos Cristais, campo cerca de 2km Norte de Crista-
lina, 1250m de altitude, parasita em Mimosa sp., flores castanho-violeta, H. S.
Irwin, J. W. Grear Jr., R. Souza e R. Reis dos Santos, março 1966 (NY - Plants
of the Planalto do Brasil 13.330, RB). Chapada dos Veadeiros, margem de ensea-
da e encostas rochosas adjacentes, cerca de 15km oeste de Veadeiros, 1000m de
altitude, H. S. Irwin, J. W. Grear Jr., R. Souza e R. Reis dos Santos, tevereiro
1966 (NY - Plants of the Planalto do Brasil 12642, RB), Serra dos Pirineus,
ocasional no Pico dos Pirineus, cerca de 20km noroeste de Corumbá de Goiás,
próximo ao caminho para Niquelândia, parasitando Mimosa sp., pedra arenosa
escarpada, encostas cerca de 1400m de altitude, H. S. Irwin, H. Maxwell e D. C.
Wasshausen, janeiro 1968 (NY - Plants of the Planalto do Brasil 19266); Serra
dos Pirineus, Pico dos Pirineus, cerca de 20km. nordeste de Corumbá de Goiás
próximo ao caminho para Niquelândia, parasita em Mimosa sp., flores purpúreo-
-acastanhadas, localmente comum na encosta do campo, encostas e afloramentos
de pedra arenosa, cerca de 1400m de altitude, H. S. Irwin, H. Maxwell, D. C.
Wasshausen, janeiro 1968 (NY - Plants of the Planalto do Brasil 19394); Serra
dos Pirineus, parasitando Mimosa sp., flores castanho-violeta, campo sujo, cerrado
com afloramentos de pedra arenosa e campo sujo adjacente, cerca de 23km a este
de Pirenópolis, H. S. Irwin, W. R. Anderson, M. Stieber e E. Y. - T. Lee Janeiro
1972 (NY - Plants of the Planalto do Brasil 34438, RB); Serra Geral do Paranã,
lkm este de São João da Aliança, cerca de 1 100m de altitude, campo sujo, isto é,
campo gramíneo com pequenos arbustos esparsos, parasita em Cassia, W. R. An-
derson 7896, março 1973 (NY - Plants of the Planalto do Brasil); Serra Geral do
Paranã, campo cerrado cerca de 10km sul de São João da Aliança, cerca de 950m
de altitude, sobre herva até 50m, de altura, capítulos brancos, H. S. Irwin, R. M.
Harley e G. L. Smith, março 1971 (NY - Plants of the Planalto do Brasil 32922,
RB); Serra Geral de Goiás, Rio Paranã, cerca de 35km norte de Formosa, 950m de
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altitude, cerrado, parasitando Mimosa sp., fruto castanho, H. S. Irwin, W. Grear
Jr., R. Souza e R. Reis dos Santos, março 1966 (NY — Plants of the Planalto do
Brasil 14322), cerca de 17km sul de Niquelândia, mata de galeria e cerrado subja-
cente, cerca de 750m de altitude, parasitando Mimosa sp., flor castanho-violeta, de
odor fétido, H.S. Irwin, W.R. Anderson, M, Stieber e E.Y. - T. Lee, janeiro 1972
(NY - Plants of the Planalto do Brasil 34897, RB); Serra Geral de Goiás, cerrado,
Rio Paranã, cerca de 35km norte de Formosa, 950m de altitude, infrequente, fruto
castanho, parasita em Mimosa sp., H. S. Irwin, J, W. Grear Jr., R. Souza e R. Reis
dos Santos, março 1966 (NY — Plants of the Planalto do Brasil 14273).
Minas Gerais - Serra do Espinhaço, Serra do Cipó, cerca de 1200m de alti-
tude, declive, cerrado rochoso, ladeado por mata, ao longo de rio e por capinzal
(campo de pasto), recentemente queimado, solo arenoso com pedra arenosa, para-
sita em Leguminosa Mimosoidea, planta avermelhado - purpúrea, W. R. Anderson,
M. Stieber e J. H. Kirkbride Jr. fevereiro 1972 (NY - Plants of the Planalto do
Brasil 36126. RB); Serra do Espinhaço, cerrado com penhascos e afloramentos de
pedra arenosa Serra do Cipó, cerca do km 105 (cerca de 130km norte de Belo Ho-
rizonte) 1 150m de altitude, H. S, Irwin, H. Maxwell e D. L. Wasshausen, fevereiro
1968 (NY - 20351, RB); Serra do Espinhaço, encostas oeste, cerrado com penhas-
cos e afloramentos de pedra arenosa expostos, Serra do Cipó, cerca do km 105
(cerca de 130km norte de Belo Horizonte), 1 150m de altitude, parasita em Mimo-
sa sp., flores castanho escuro-violeta, frequentes, H. S. Irwin, H. Maxwell e D. C.
Wasshausen, fevereiro 1968 (NY — Plants of the Planalto do Brasil 20350, RB);
Morro das Pedras cerrado e margem de galeria, cerca de 30km nordeste de Patrocí-
nio, lOOOrn de altitude, parasitando Mimosa, flores castanho-violeta, infrequente,
H. S. Irwin, E. Onishi, S. F. da Fonseca, R. Souza, R. Reis dos Santos e J. Ramos,
janeiro 1970 (NY - Plants of the Planalto do Brasil 25663, RB); Morro das Pe-
dras, nordeste de Patrocínio, cerca de lOOOmsm, infrequente, afloramentos e cam-
po arenosos, flores castanho-violeta, parasitas de Mimosa sp., H. S. Irwin, E.
Onishi, S. F. da Fonseca, R. Souza, R. Reis dos Santos e J. Ramos, janeiro 1970
(RB 25613, NY); Serra dos Óculos, campo cerca de 60km norte de Patrocínio,
1050m de altitude, parasita em Mimosa sp., flores castanho-violeta, infrequente,
H. S. Irwin, E. Onishi, S. F. da Fonseca, R. Souza, R. Reis dos Santos, e J. Ramos,
fevereiro 1970 (NY - Plants of the Planalto do Brasil 25831, RB); Serra do Ca-
bral, logo a leste de Joaquim Felício, cerca de 850m de altitude, parasitando Mi-
mosa L., sem caules secos da estação anterior cerrado e campo misturado encostas
do meio, H. S. Irwin, S. F. da Fonseca, R. Souza, R. Reis dos Santos e J. Rarpos,
março 1970 (NY - Plants of the Planalto do Brasil 27044).
Distrito Federal - Rajadinha, encostas de campo, cerca de 15km sul de
Planaltina, BR- 13, cerca de lOOOrn de altitude, parasita em Mimosa sp., flores
castanho-violeta, H. S. Irwin, S. F. da Fonseca, R. Souza, R. Reis dos Santos e J.
Ramos, fevereiro 1970 (NY - 26518, RB); cerrado, cerca de 2km a leste do lago
Paranoá, DF-6, cerca de lOOOrn de altitude, parasitando Mimosa sp., H. S. Irwin,
S. F. da Fonseca, R. Souza, R. Reis dos Santos e J. Ramos, fevereiro 1970 (NY -
26681, RB); Chapada da Contagem, Brasília, cerrado, localmente comum, parasi-
ta em Mimosa sp., enseada pantanosa, margem e cerrado adjacente cerca de 1000
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m. de altitude, H. S. Irwin, H. Maxwell e D. C. Wasshausen, (NY - Plantsof the
Planalto do Brasil 19451, RB).
AGRADECIMENTOS
Agradecemos ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tec-
nológico a Bolsa, que nos permitiu a realização deste trabalho.
ABSTRACT
New localities of occurence of Pilostyles blanchetti (Gardn.) R. Br., P. cau-
lotreti (Karst.) Hook. f., P. goyazensis Ule e P. ulei S. - Laub. (Rafflesiaceae) in
the Brazilian “cerrado”, based on data of plant material of the New York Botani-
cal Garden and the Jardim Botânico of Rio de Janeiro Herbaria, are given in this
paper.
LITERATURA CONSULTADA
BROWN, R. — Rafflesiaceae, in Trans, Linn. Soc. London XIX: 214 - 247, 1845.
ENDRISS, W. — Monographia Von P. ingae, in Flora 9:206 - 236, 1902.
GARDNER, G. - Apodanthes calliandrae, in Ic. Pl. 7 (n. s. 3) : t. 6558.
GOEBEL. K. - Organ. Pfl. II, I (434), Abb 292, 1900.
HOOKER, F„ J. D. - Cytinaceae, in D. C. Prod. XVII: 110-116, 1873.
KARSTEN, H. - Uber die Stellung einiger Familien Parasitischer Pflanzen in
Naturlichen System. 2 - Uber einige Rafflesiaceen, in Nov. Acta
Acad. Nat. Cur. XXVI: 91 1 - 923, 1858.
SOLMS — LAUBACH, G. — Rafflesiaceae, in Mart. Fl. Bras. IV (2) : 18 - 126,
1878.
ULE, E. M. - Uber Brasilianische Rafflesiaceen, in Ber. Deut. Bot. Ges. 33: 468 -
478, 1915.
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NOTAS FITOGEOGRÁFICAS III - LOCALIDADES DE OCORRÊNCIA
DE BRYOPHYTA-MUSCI NO BRASIL
ITALO de vattimo
Pesquesador em Botânica
Jardim Botânico
Rio de Janeiro
Examinando material dos Herbários do Museu Nacional (R) e do Jardim
Botânico (RB) do Rio de Janeiro, pudemos constatar várias localidades de ocor-
rência de espécies de diversas famílias de Bryophyta, cuja divulgação é de impor-
tância para o conhecimento da distribuição geográfica deste grupo de vegetais,
principalmente no que se refere ao material coletado por Ernst Ule, cujos espéci-
mens típicos, depositados no Botanisches Museum de Berlim, foram destruídos na
segunda guerra mundial. Há muitas duplicatas desse material destruído, no Herbá-
rio do Museu Nacional do Rio de Janeiro, que a seguir são relacionadas.
BRYACEAE
Bryum argentum L.: Rio de Janeiro, Chácara do Lage na Rua Jardim Botâ-
nico, vegetando sobre muro, 3-8-1923, col. M. Bandeira (RB), det. Brotherus.
Bryum densifolium Brid. : Rio de Janeiro, Andaime Grande, Paineiras,
6-7-1927, col. Pedro Occhioni (RB), det. Brotherus.
DICRANACEAE
Campylopus arenicola (C. M.) Mitt. : Rio de Janeiro, mata Andaime, Ponte
do Inferno, Corcovado, rupícola, entre Sphagnum, 17-3-1925, col. M. Bandeira
(RB), det. Grout.
Campylopus occhionii Broth.: Rio de Janeiro, Paineiras, local úmido, esté-
ril, agosto de 1924, col. Pedro Occhioni (RB), det. Brotherus.
Dicranella guilleminiana (Mont.): Rio de Janeiro, Pico do Corcovado, em
barrancos úmidos de barro vermelho, 1 1-1-1925, det. Brotherus.
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Dicranella martiana Hamp.: Rio de Janeiro, Pico do Corcovado, em barran-
cos úmidos de barro vermelho, 1 1-1-1925. col. M. Bandeira (RB), det. Brotherus.
FABRONIACHAE
Helicodontium tenuirostre (Sw.) Broth: Rio de Janeiro, Jardim Botânico,
vegetando sobre estipe de palmeira, 30-10-1923, col. M. Bandeira (RB) det.
Brotherus.
FUNARIACEAE
Physcomitrium angustifolium Broth.: Rio de Janeiro, Jardim Botânico
(viveiros), vegetando entre Bauhinias em germinação, col. M. Bandeira (RB), det.
Brotherus.
HOOKERIACEAE
Hookeriopsis beyrichiana (Hpe.) Broth.: Rio de Janeiro, Corcovado, Ponte
do Inferno, rupícola, na sombra em local úmido, 17-3-1925, col. M. Bandeira
(RB), det. Brotherus.
HYPNACEAE
Isopterygium curvicollum (C. M.) Broth.: Rio de Janeiro, Jardim Botânico,
sobre argila, agosto de 1924, col. J. G. Kuhlmann (RB), det. Brotherus.
Vesicularia glaucopinnata C. M.: Rio de Janeiro, Jardim Botânico, no gra-
mado na aléa das jaqueiras (neste material foram observadas pelo prof. Lapicque
palhetas cintilantes), outubro de 1927, col. M. Bandeira (RB), det. Brotherus.
LEUCOBRYACEAE
Leucobryum clavatum Hpe.: Rio de Janeiro, Tijuca, estrada da Cascatinha,
epífita, estéril, 3-5-1923, col. M. Bandeira (RB), det. Brotherus.
Leucobryum longifolium Hamp.: Rio de Janeiro, mata das Paineiras, entre
o andaime e a estrada nova, 27-7-192.8, col. Pedro Occhioni (RB), det. Brotherus.
Leucobryum sordidum Aongstr.: Rio de Janeiro, Gávea, Pai Ricardo, colhi-
do sobre troncos em decomposição, 28-8-1924, col. Luiz G. S. Gomes (RB), det.
Brotherus; matas da base do Pico da Tijuca, sobre troncos em decomposição,
28-6-1926, col. M. Bandeira (RB), det. M. Bandeira.
Octoblepharum albidum (L.) Hedw.: Rio de Janeiro, Jardim Botânico, epí-
fita, em palmeiras, 10-5-1923, col. M. Bandeira (RB), det. Grout.
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METEORIACEAE
Capillaria nigrescens (Sw.) Broth.: Rio de Janeiro, Tijuca, estrada Excel-
sior, epífita pendente, sem frutificações, 3-5-1923, col. M. Bandeira (RB), det.
Brotherus.
Meteoriopsis remotifolia (Hornsch.) Broth.: Rio de Janeiro, Chácara do
Lage na Rua Jardim Botânico, vegetando sobre pedras muito úmidas, junho de
1924, col. Pedro Occhioni (RB), det. Brotherus.
NECKERACEAE
Neckeropsis undulata (Hedw.) Broth.: Rio de Janeiro, Corcovado, Chácara
do Fonseca, epífita, 17-2-1925, col. Pedro Occhioni (RB), det. Brotherus.
ORTHOTRICHACEAE
Schloteimia fuscoviridis Hornsch.: Rio de Janeiro, Jardim Botânico, epífi-
ta, na estipe de uma palmeira, 10-1-1924; Tijuca, estrada da Cascatinha, na base de
tronco velho, 3-5-1923, col. M. Bandeira (RB), det. Brotherus.
PHYLLOGONIACEAE
Phyllogonium immersum Mitt. : Rio de Janeiro, Corcovado, aqueduto das
Paineiras, pendente da rocha, 17-3-1925, col. M. Bandeira (RB), det. Brotherus.
POLYTR1CHACEAE
Polytrichadelphus semiangulatus (Pers.) Broth.: Rio de Janeiro, Corcova-
o, em barrancos no alto do pico, caliptra cuculada, opérculo fusco e apófise ró-
sea, 11-1-1925, col: M. Bandeira (RB), det. Brotherus.
i f ^°l ytr * c h um antillanum Rich.: Rio de Janeiro, Pedra da Gávea, no cume,
plantinha rupícola, na sombra, 12-8-1925, col. A. Ducke e J. G. Kuhlmann (RB), '
det. Brotherus.
Rhacopilum tomentosum Brid.: Rio de Janeiro, estrada das Paineiras ao
vestre, rupícola, agosto de 1924, col. Pedro Occhioni (RB).
Sematophyllum caespitosum (Sw.) Broth.: Rio de Janeiro, aqueduto nas
ameiras orcovado, 1 1-1-1925, formando tapetes sobre o aqueduto, col. M. Ban-
eir a ( ) et Brotherus; Corcovado, Ponto do Inferno, 17-3-1925, rupícola, na
sombra em local umido, col. M. Bandeira (RB), det. Brotherus.
loo/i ^ U *^°P S ' S filaria (Mitt.) Broth.: Rio de Janeiro, Jardim Botânico, 14-2-
1924, qo barro, no meio da grama, col. Luiz Gurgel (RB), det. Brotherus.
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SPHAGNACEAE
Sphagnum aciphyllum C. Mull.: Santa Catarina, Laguna, dezembro de
1889, col. E. Ule n9 99 (R), det. C. Muller, obs.: etiqueta original pertencente a
E. Ule, Bryotheca Brasiliensis.
Sphagnum amblyphyllum Russ.: Minas Gerais, Ouro Preto, janeiro de
1892, col. E. Ule n9 1292 (R), obs.: a etiqueta original não faz menção do coletor,
mas sua grafia pertence a E. Ule e traz o n9 1 292, citado por Warnst. em Hedwigia
XXXVI, 1897, p. 156.
Sphagnum brachyholax C. Mull.: Santa Catarina, Laguna, novembro de
1889, col. E. Ule n9 98 (R), det. C. Muller, obs.: etiqueta original de E. Ule,
Bryotheca Brasiliensis.
Sphagnum densum C. Mull et Warnst.: Rio de Janeiro, Serra de Itatiaia,
2200m alt., nos rochedos, março de 1894, col. E. Ule n9 324 (R), obs.: além do
n9 do coletor acima mencionado, há outro a lápis, n9 1743, cuja grafia pertence a
E. Ule e é citado por Warnst. em Hedwigia XXXVI, 1897, p. 148 para material
típico.
Sphagnum ellipticum C. Mull. et Warnst.: Rio de Janeiro, Serra de Itatiaia,
2300m alt., em rochedos, março de 1894, col. E. Ule n9 333 (R), obs.: além do n9
do coletor citado acima, há outro a lápis, n9 1752, cuja grafia pertence a E. Ule e é
citado por Warnst. em Hedwigia XXXVI, 1897, p. 165 para material típico.
Sphagnum erythrocalyx Hpe. variedade laeve Warnst.: Rio de Janeiro, Tiju-
ca, em rochedos, setembro de 1893, col. E. Ule n9 1637 (R), obs.: exemplar citado
por Warnst. em Hedwigia XXXVI, 1897, p. 175; Serra de Itatiaia, 2100m alt., em
pântanos, março de 1894, col. E. Ule n9 339 (R), obs.: além do n9 do coletor aci-
ma, há outro a lápis, n9 1758, cuja grafia pertence a E. Ule e é citado por Warnst.
em Hedwigia XXXVI, 1897, p. 175.
Sphagnum gracilescens Hpe.: Rio de Janeiro, Serra de Itatiaia. 2000m alt.,
em pântanos, fevereiro de 1 894, col. E. Ule n9 334 (R), obs. : além do n9 do cole-
tor citado acima, há outro a lápis, n9 1753, cuja grafia pertence a E. Ule e é citado
por Warnst. em Hedwigia XXXVI, 1897, p. 168; S. gracilescens Hpe. var. minutu-
lum f. dasy-brachyelada C. Mull. et Warnst. = S. trigonum C. Mull. et Warnst.: Rio
de Janeiro, Pico do Papagaio, dezembro de 1893, col. E. Ule n9 1634 (R), obs.: ci-
tado para material típico apenas o n9 1636 como ocorrendo no Brasil por Warnst.
em Hedwigia XXXVI, 1897, p. 159; Tijuca, em rochedos, setembro de 1893, col.
E. Ule n9 1635 e n9 1636, obs.: igual à de n9 1634; Agulhas Negras na Serra de
Itatiaia, 2300m alt., em rochedos, março de 1894, col. E. Ule n9 332, obs.: além
do n9 do coletor acima citado, há outro a lápis, n9 1751, cuja grafia pertence a E.
Ule e é citado por Warnst. em Hedwigia XXXVI, 1897, p. 169;Minas Gerais, Ouro
Preto, em pântanos, janeiro de 1892, col. E. Ule n9 1305, obs.: sem etiqueta origi-
nal, trazendo apenas um n9 cuja grafia pertence a E. Ule n9 1305, e é citado por
Warnst. em Hedwigia XXXVI, 1897, p. 168. (Todas as indicações que aqui cons-
tam foram retiradas do trabalho de Warnst).
Sphagnum griseum Warnst.: Rio Grande do Sul, São Leopoldo, 30m alt.,
banhado, 20-10-1936, obs.: etiqueta original do herbário Shenem n9 1 13;Cachoei-
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ra, 23-2-1893, col. C. A. Lindman B— 186 (R), obs.: etiqueta original do herbário
Regnell. Musei Bot. Stockholm. Exped. Imae. Regnellian. Musei B— 186.
Sphagnum hymenophyllofilum C. Mull. (= S. oxyphyllum): Santa Catari-
na, Serra Geral, janeiro de 1 890, col. E. Ule n9 97 (R), obs. : etiqueta original de E.
Ule, Bryotheca Brasiliensis.
Sphagnum itacolumitis C. Mull. et Warnst.: Minas Gerais, Itacolomi, em
pantanos, fevereiro de 1892, col. E. Ule n9 1302 (R), obs .: sem etiqueta original,
trazendo apenas um n9 cuja grafia pertence a E. Ule, n9 1302 que é citado por
arnst. em Hedwigia XXXVI, 1897, p. 173. Todas as indicações que aqui constam
toram retiradas do trabalho de Warnst.
Sphagnum itatiaiae C. Mull et Warnst.: Rio de Janeiro, Serra de Itatiaia,
Agulhas Negras, 2300m alt., entre rochedos, março de 1894, col. E. Ule n9 322
( ), obs.. além do n9 do coletor acima mencionado, há outro a lápis, n9 1741, cu-
njov pertence a E - UIe > este n9 é citado por Warnst. em Hedwigia XXXVI,
’ p o 147 para material típico; Serra de Itatiaia, 2300m alt., em pântanos, mar-
ço e 94, col. E. Ule n9 323 (R), obs. : além do n9 acima citado para o coletor,
ia outro a lápis, n9 1742, cuja grafia pertence a E. Ule, e é citado por Warnst. em
Hedwigia XXXVI, 1897, p. 147 para material típico.
Sphagnum laceratum C. Mull et Warnst.: Minas Gerais, Serra do Caraça,
1650m alt.. março de 1892, col. E. Ule n9 1294 (R), obs.: sem etiqueta original,
trazendo apenas um n9 cuja grafia pertence a E. Ule, n9 1294, que é citado por
arnst. em Hedwigia XXXVI, 1897, p. 150 para material típico. (Todas as indica-
ções que aqui constam foram retiradas do trabalho de Warnst.)
Sphagnum lindbergii Schpr.: Rio de Janeiro, Serra de Itatiaia, 2100m alt.,
em pantanos, março de 1894, col. E. Ule n9 320 (R), obs.: além do n9do coletor
acima citado, há outro a lápis, n9 1739, cuja grafia pertence a E. Ule; Serra de Ita-
tiam 20 ° m alt., em pântanos, março de 1894, col. E. Ule n9 3 18 (R), obs.: além
o n citado acima para o coletor, há outro a lápis, n9 1737, cuja grafia pertence a
31 7 í tatiaia ’ 1900m alt., nas encostas, março de 1894, col. E. Ule n9
( X obs.: além do n9 acima citado para o coletor, há outro a lápis, n9 1736,
cuja gra ia pertence a E. Ule; Serra de Itatiaia, 2000m alt., em pantanos, col. E.
.Jli 1 ' . oEs - ; a 'ém do n9 do coletor acima citado, há outro a lápis, n?
’ P e rtence a E. Ule; Serra de Itatiaia, 2100m alt., em pântanos,
arço e 4, col. E. Ule n9 319 (R), obs.: além do n9do coletor acima citado,
ha outro a lapis, n9 1 738, cuja grafa pertence a E. Ule.
3.S - s ^ pEa ^ n “ m * Elc ^ nian h Warnst.: Paraguai, Vila Rica, em capinzais úmidos,
•i p ’,. C0 . ' • ^ Lindman B-263 (R), obs.: etiqueta original do herbário Bra-
' Re S ne11 - Musei Bot. Stockholm. Exped. Imae. Regnellian. Musei B-263.
, Sphagnum bngistolo C. Mull.: Rio de Janeiro, Serra dos Órgãos, em pân-
, agos o e 93, col. E. Ule s. n. (R); Serra dos Órgãos, em lugares úmidos,
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1 1-12-1891, col. E. Ule nP 1227 (R), obs.: material típico citado por Warnst. em
Hdwigia XXXVI, 1897, p. 169.
Sphagnum magellanicum Brid. = S. médium Limpr.: Santa Catarina, Or-
leães, 95m alt. , 25-11-1946, col. R. Reitz nP 2275 (R), det. Bartram em 1947,
obs.: etiqueta original do herbário Barbosa Rodrigues; Rio de Janeiro, Serra de
Itatiaia, 2300m alt., nas encostas, março de 1894, col. E. Ule 327 (R), obs.: além
do nP do coletor acima citado, há outro a lápis, nP 1746, cuja grafia pertence a E.
Ule, e é citado por Warnst. em Hedwigia XXXVI, 1897, p. 176;Serrade Itatiaia,
2200m alt., ern rochedos, março de 1894, col. E. Ule nP 328 (R), obs.: além do
nP do coletor acima citado, há outro a lápis, nP 1 747, cuja grafia pertence a E. Ule
e que é citado por Warnst. em Hedwigia, 1897, XXXVI p. 176; Serra de Itatiaia,
2000m alt., em pântanos, fevereiro de 1894, col. E. Ule nP340 (R), obs.: além do
nP do coletor acima citado, há outro a lápis e a tinta, nP 1759, cuja grafia pertence
a E. Ule; Agulhas Negras, Serra de Itatiaia, 2300m alt., em rochedos, março de
1894, col. E. Ule nP 329 (R), obs.: além do nP do coletor acima citado, há outro
a lápis, nP 1748, cuja grafia pertence a E. Ule e é citado por Warnst. em Hedwigia
XXXVI, 1897, p. 176.
Sphagnum minutulum C. Mull. et Warnst.: Rio de Janeiro, Serra de It-
tiaia, 2100m alt., em pântanos, fevereiro de 1894, col. E. Ule nP 330 (R), obs.:
além do nP do coletor acima citado, há outro a lápis, nP 1 749, cuja grafia pertence
a E. Ule e é citado como tipo por Warnst. em Hedwigia XXXVI, 1897. p. 167.
Sphagnum mirabile C. Mull et Warnst.: Minas Gerais. Caraça, março de
1892, col. E. Ule nP 1287 (R), obs.: não tem etiqueta original, mas traz o nP
1287 cuja grafia pertence a E. Ule. e é citado por Warnst. em Hedwigia XXXVI,
1897, p. 161, obs.: todas as indicações que aqui constam foram extraídas do tra-
balho de Warnst.
Sphagnum ouropretense C. Mull. et Warnst.: Minas Gerais, Ouro Preto, em
pântanos, janeiro de 1892, col. E. Ule nP 1288 (R). obs.: não tem etiqueta origi-
nal, mas traz o nP 1288, cuja grafia pertence a E. Ule e é citado por Warnst. em
Hedwigia XXXVI, 1897, p. 172 para material típico (todas as indicações que
aqui constam foram extraídas do trabalho de Warnst).
Sphagnum ovalifolium Warnst. var. angustatum Warnst.: Goiás, Serra Dou-
rada, num ribeiro, janeiro de 1 893, col. E. Ule nP 625 (R), obs. : além do nP acima
citado do coletor traz também a tinta o nP 1527 e a lápis o nP 57, cujas grafias
pertencem a E. Ule. S. ovalifolium Wa.nst. var. homocladum Warnst.: Minas Ge-
rais, Caraça, março de 1892, col. E. Ule nP 1297 (R). S. ovalifolium Warnst. var.
robustior Warnst. et C. Mull.: Minas Gerais, Serra do Caraça, março de 1892, col.
E. Ule nP 1295 (R), obs.: não traz etiqueta original, mas apenas o nP 1295, cuja
grafia pertence a E. Ule e é citado por Warnst. em Hedwigia XXXVI, 1897, p.
168. S. ovalifolium Warnst. var. tinuissimum Warnst. et C. Mull.: Minas Gerais,
Caraça, março de 1892, col. E. Ule nP 1303 (R), obs.: não traz etiqueta original,
mas apenas o nP 1303 cuja grafia pertence a E. Ule e é citado por Warnst. em
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cm
Hedwigia XXXVI, 1897, p. 168 (todas as indicações que aqui constam foram
extraídas do trabalho de Warnst.)
Sphagnum oxyphyllum Warnst.: Rio de Janeiro, Serra de Itatiaia, 2100m
alt nas encostas, março de 1894, col. E. Ule nP473 (R), obs.:além do nPdo cole-
tor acima citado traz a lápis o n9 1903, que é citado por Warnst. em Hedwigia
XXXVI, 1897, p. 150. S oxyphyllum Warnst. var. nanum C. Mull. et Warnst.: Ser-
ra de Itatiaia, 2300m alt., col. E. Ule nP 1744 (R), em março de 1894 e n9 325 em
fevereiro de 1894, obs.: não traz etiqueta original, mas apenas o nP 1744 além do
n9 citado acima de coletor, a lápis, cuja grafia pertence a E. Ule e é citado por
Warnst. em Hedwigia XXXVI, 1897, p. 150 (todas as indicações que aqui constam
foram extraídas do trabalho de Warnst.
Sphagnum perforatum Warnst.: Rio de Janeiro, Serra de Itatiaia, 2000m
alt., em pântanos, março de 1894, col. E. Ule nP338 (R), obs.: além do nPdo co-
letor citado acima, há o nP 1757 a lápis, cuja grafia pertence a E. Ule e é citado
por Warnst. em Hedwigia XXXVI, 1897, p. 169; Minas Gerais, Serra do Caraça,
março de 1892, col. E. Ule nP 1296 (R), obs.: citado por Warnst. em Hedwigia
XXXVI, 1897, p. 169; Rio de Janeiro, Serra de Itatiaia, 2000m alt., março de
1894, col. E. Ule nP 1755 (R), obs .: não traz etiqueta original, mas apenas o nP
1755, cuja grafia pertence a E. Ule e é citado por Warnst. em Hedwigia XXXVI,
1897, p. 169 (todas as indicações que aqui constam foram extraídas do trabalho
de Warnst. S. perforatum Warnst. var. rotundifolium Warnst.: Goiás, Serra do Piri-
neus, em pântanos, agosto de 1892, col. E. Ule nP 626 (R), obs.: além do nPdo
coletor acima citado, há os números. 1528 a tinta e 68 a lápis, cujas grafias perten-
cem a E. Ule.
Sphagnum platyphylloides Warnst.: Rio de Janeiro, Serra de Itatiaia, 2100
m alt., em pântanos, fevereiro de 1894, col. E. Ule nP 336 (R), obs.: além do nP
do coletor acima citado, há o nP 1755 a lápis, cuja grafia pertence a E. Ule.
Sphagnum pseudoacutifolium C. Mull et Warnst.: Rio de Janeiro, Serra de
Itatiaia, 2000m alt., em pântanos, março de 1894, col. E. Ule nP 326 e nP 1745
(R), obs.: não traz etiqueta original, além dos números do coletor acima citados, há
o nP 1745 a lápis, cuja grafia pertence a E. Ule e é citado por Warnst. em Hedwigia
XXXVI, 1897, p. 149 para material típico (todas as indicações que aqui constam
foram extraídas do trabalho de Warnst).
Sphagnum purpuratum C. Mull.: Santa Catarina, Laguna, novembro de
1889, co. E. Ule s.n. (R), det. C. Muller, obs.: etiqueta original de E. Ule,
Bryotheca Brasiliensis.
Sphagnum ramulinum Warnst.: Minas Gerais, Serra de Ouro Preto, março
de 1892, col. E. Ule nP 1304 (R), obs.: material típico.
Sphagnum recurvum P. Beauv.: Rio de Janeiro, Serra dos Órgãos, em pân-
tanos, agosto de 1899, col. E. Ule s.n. (R). S. recurvum P. Beauv. var. amblyphyllum
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Russ.: Minas Gerais, Caraça, março de 1892, col. E. Ule nP 1293 (R), obs. : citado
por Warnst. em Hedwigia XXXVI, 1897, p. 156; Minas Gerais, Ouro Preto, janeiro
de 1892, col. E. Ule nP 1292 (R), obs.: citado por Warnst. em Hedwigia XXXVI,
1897, p. 156; Rio Grande do Sul, Porto Alegre, Canoas, em pântanos na área de
vegetação umbrófila. 3-10-1892, col. C. A. M. Lindman B— 91 (R), obs.: etiqueta
original do herbário Brasil. Regnell. Musei Bot. Stockholm. Exped. Imae.
Regnellian. Musei B— 9 1 ; Rio de Janeiro, Serra de Itatiaia, 2100m alt., março de
1894, col. E. Ule nP 1738 (R), obs.: não traz etiqueta original mas apenas o nP
1738, cuja grafia pertence a E. Ule e é citado por Warnst. em Hedwigia XXXVI,
1897. p. 156 (todas as indicações que constam desta ficha foram extraídas do tra-
balho de Warnst.) S. recurvum P. Beauv. var. pulchricoma (C. Mull.) : Rio de Janei-
ro, Serra de Itatiaia, 1900-2200m alt. março de 1894, col. E. Ule nP 1737, obs.:
não traz etiqueta original mas apenas o nP 1737, cuja grafia pertence a E. Ule e é
citado por Warnst. em Hedwigia XXXVI, 1 897, p. 1 56.
Sphagnum rotundatum C. Mull et Warnst.: Rio de Janeiro, Serra de Ita-
tiaia, 2100m alt. em pântanos, março de 1894, col. E. Ule nP341 (R). obs. : além
do nP do coletor acima citado, há o nP 1760 a lápis, cuja grafia pertence a E. Ule
e é citado por Warnst. em Hedwigia XXXVI. 1897, p. 162 para material típico.
Sphagnum rotundifolium C. Mull. et Warnst.: Rio de Janeiro. Serra de Ita-
tiaia, 2100m alt. em pântanos, março de 1894, col. E. Ule nP337 (R), obs.: além
do nP do coletor acima citado, há o nP 1756 a lápis, citado por Warnst. em Hedwi-
gia XXXVI 1897, p. 160 para material típico.
Sphagnum subovalifolium C. Mull. et Warnst.: Rio de Janeiro, Serra de Ita-
tiaia, 2300m alt., em rochedos úmidos, março de 1894, col. E. Ule nP 335 (R).
obs.: além do nPdo coletor aicma citado, há o nP 1754 a lápis, cuja grafia pertence
a E. Ule e é citado por Warnst. em Hedwigia XXXVI, 1897, p. 163 para material
típico. S subovalifolium C. Mull. et Warnst. var. pumilum C. Mull. et Warnst.: Rio
de Janeiro, Serra de Itatiaia, Agulhas Negras, 2400m alt., em rochedos, março de
1894, col. E. Ule nP 331 (R), obs.: além do nP do coletor acima citado, há o nP
1750 a lápis, cuja grafia pertence a E. Ule e é citado por Warnst. em Hedwigia
XXXVI, 1897, p. 164 para material típico.
Sphagnum subundulatum C. Mull. et Warnst.: Minas Gerais, Serra de Ouro
Preto, janeiro de 1892, col. E. Ule nP 1298 (R), obs.: não traz etiqueta original,
mas apenas o nP 1298 cuja grafia pertence a E. Ule e é citado por Warnst. em
Hedwigia XXXVI, 1897, p. 153 para material típico (todas as indicações que aqui
constam foram retiradas do trabalho de Warnst).
Sphagnum turgescens Warnst.: Goiás, Serra dos Pirineus, agosto de 1892,
col. E. Ule nP 628 (R), obs. : além do nP acima citado para o coletor, há os núme-
ros 59 a lápis e 1530 a tinta, cuja grafia pertence a E. Ule.
Sphagnum vesiculare C. Mull et Warnst.: Minas Gerais, Itacolomi, sobre pe-
dras úmidas, fevereiro de 1892, col. E. Ule nP 1301 (R), obs.: não traz etiqueta
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original, mas apenas o nP 1301 cuja grafia pertence a E. Ule e é citado por Warnst.
em Hedwigia XXXVI, 1897, p. 174 para material típico.
Sphagnum weddelianum Besch.: Minas Gerais, Serra de Ouro Preto, feve-
reiro de 1892, col. E. Ule nP 1300 (R), obs.: citado por Warnst. em Hedwigia
XXXVI, 1897, p. 175; Rio de Janeiro, Serra de Itatiaia, 2300m alt., nas encostas,
março de 1894, col. E. Ule nP 342 (R), obs.: além do nP do coletor acima citado,
há o nP 1761 a lápis, que é citado por Warnst. em Hedwigia XXXVI, 1897, p. 175;
Rio de Janeiro, perto de Mauá, em pântanos, 14-9-1895, col. E. Ule s.n. (R);Rio
de Janeiro, Serra dos Órgãos, em pântanos, agosto de 1899, col. E. Ule s.n. (R);
Rio de Janeiro, Pico da Tijuca, em rochedos, julho de 1899, col. E. Ule s.n. (R);
Rio de Janeiro, Itatiaia, Retiro, em arbustos, 26-5-1902, col. P. Dusén nP 124 (R);
Rio de Janeiro, Mauá, 1875, obs.: etiqueta original do Herb. Schwacke nP 908
(além dessa etiqueta há outra do herbário J. de Saldanha nP6610); Rio de Janeiro,
Campo das Antas, Teresópolis, 2100m alt., cols. L. E. Mello, Frota Pessoa e Alci-
des L. Gomes ( R ) ; Rio de Janeiro, Petrópolis, Morro do Morim, em lugares úmi-
dos, 26-3-1879, col. Glaziou (R), obs.: herbário de J. de Saldanha nP 5266, São
Paulo, Serra da Bocaina, setembro de 1879, obs.: etiqueta original do herbário
Schwacke nP 1966 (além dessa etiqueta há outra do herbário J. de Saldanha nP
6608); Rio de Janeiro, Paineiras, ao lado do encanamento, 26-9-1880, cols. J. Sal-
danha, Glaziou e Franklin (R), obs.: etiqueta do Gabinete de Botânica da Escola
Politécnica nP 5496 e do herbário J. de Saldanha; Rio de Janeiro, perto de Cabo
Frio, em brejos, outubro de 1 899, col. E. Ule s.n. (R).
AGRADECIMENTO
O Autor agradece ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e
Tecnológico a Bolsa, que lhe permitiu realizar o presente trabalho.
ABSTRACT
Brazilian localities of occurence of some families of Bryophyta, based on
data obtained in herbarium plant material of the Museu Nacional and Jardim Bo-
tânico of Rio de Janeiro are related.
The data of many duplicates of specimens collected by E. Ule, destroyed
last war in Botanisches Museum of Berlin-Dahlen, preserved in the Herbarium of
the Museu Nacional of Rio de Janeiro are given in this paper.
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BIBLIOGRAFIA
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levantamento dos tipos do herbário do jardim botânico do
RIO DE JANEIRO
LEGUMINOSAE-MIMOSOIDEAE II
VÂNIA PERAZZO BARBOSA FEVEREIRO*
PAULO CESAR AYRES FEVEREIRO*
CORDÉLIA LUIZA BENEVIDES DE ABREU*
INTRODUÇÃO
Em continuação aos trabalhos de levantamento dos tipos das Leguminosae Mimosoi-
dea do Herbário do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, apresentamos desta vez o gênero
Parkia R. Br., seguindo o mesmo critério anteriormente adotado.
Relação do material estudado:
1. Parkia alliodora Ducke - RB 50.719
2. Parkia decussata Ducke - RB 23.262, 23.263
3. Parkia gigantocarpa Ducke - RB 10.215
4. Parkia igneiflora Ducke - RB 23.261
5. Parkia igneiflora Ducke var. aurea Ducke - RB 35.088
6. Parkia igneiflora Ducke var. purpurea Ducke - RB 23.259, 23.260
7. Parkia ingens Ducke - RB 16.860, 16.861, 16.862, 10.220
8. Parkia inundabilis Ducke - RB 35.089
9. Parkia parviceps Ducke - RB 35.090
10. Parkia reticulata Ducke - RB 16.859
Jardim Botânico do Rio de Janeiro e Bolsista do CNPq.
Rodriguésia
Rio de Janeiro
Vol. XXX - N° 45
1978
23
SciELO/JBRJ
11 12 13 14
cm
1. Parkia alliodora Ducke (Foto 1)
Ducke, Boi. Tecn. Inst. Agron. Norte Pará 2:9.1944
“Habitar in silvis primariis solo argiloso non inundabili. Haud infrequens circa Esperança ad
ostium fluminis Javary (5-11-1942. Ducke 1015); prope São Paulo de Olivença visa.”
EXEMPLAR RB 50.719 - HOLÓTIPO
1? SCHED.:
N° 50.719
Pam. Leg. Min.
Nome scient. Parkia alliodora Ducke n. sp.
Procedência Amazonas - Esperança mat. t.f.
Observações arv. entre as maiores — fl. toda branca - a casca tem cheiro de alho podre.
Collegit A. Ducke 1015 Data 5-2-1942
2? SCHED.:
Esperança
Matta da t. f.
5-2-42 A. D.
Árvore entre as maiores; flores todas brancas.
A casca tem cheiro de alho podre.
D 1015
2. Parkia decussata Ducke (Foto 2 e 3)
Ducke, Notzbl. Bot. Gart. Berlin 1 1 : 472.1932.
“Brasília: Habitat in silvis non inundatis, in civitate Amazonas prope Rio Negro supenorem su-
per affluentem Curicuriary (23. Nov. 1929 florifera et cum fructibus vetustis - Herb. Jard.
Bot. Rio n. 23262; dupl. in Herb. Berol, et aliis); ad Manaos (Jan. et Pebr. florens - Herb.
Jard. Bot. Rio n. 23263; dupl. in Herb. Berol. etc.); prope Tabatinga et São Paulo de Olivença
(in regione fluvii Solimões) visa - In civitate Pará ad limen occidentale prope Juruty Velho
(27 Mai. 1927 fructibus maturis Herb. Jard. Bot. Rio n. 20185; dupl. in Herb. Berol.) -
Specimina omnia legit. A. Ducke.”
A) EXEMPLAR RB 23262 - SÍNT1PO
1? SCHED.:
N° 23262 Data 23-1 1-1929
Nome scient. Parkia decussata Ducke n. sp.
Procedência Iucaby, Alto Rio Negro, Amazonas.
Collegit A. Ducke.
2? SCHED.:
Rio Negro acima do afll. Curicuriary;
Matta da t. f. perto do sito Iucaby.
23-11-1929 A. D.
Arv. grande, fl. brancas, as da base avermelhadas.
B) EXEMPLAR RB 23263 - SÍNTIPO
1? SCHED.:
N<? 23262 Data 30-1-1930
Fam. Leg. Mim.
Nome scient. Parkia decussata Ducke n. sp.
Procedência — Manáos (Amazonas).
Collegit A. Ducke.
24
SciELO/ JBRJ
11 12 13 14
2? SCHED.:
Manaos
matta da região de Maripatá, t? . fí alta.
30-1-1930 A. D.
Arv. grande, flores da parte basal do capitulo vermelho até a metade, a outra metade do
mesmo e a parte apical do capitulo d’um branco crême.
3. Parkia gigantocarpa Ducke (Foto 4)
Ducke, Arq. Jard. Bot. Rio de Janeiro 1 : 19.1915
Habitat in silvis primariis haud inundatis ad Belem do Pará, Ourém ad flumeii Guamá
(fructus in collectione Mus. Paracnsis 1. J. Huber) et Oriximiná ad flumen Trombetas inferius
(1. A. Ducke, H.A.M.P. 11 482);floret decembre ad februarium.”
EXEMPLAR RB 10.215 - ISOSINTIPO
1? SCHED.:
N9 10215
Pam. Leg. Mim.
Gen. Parkia
Spe. gigantocarpa Ducke
Collegit A. Ducke. Herb. Amaz. 11.482
2? SCHED,:
Ex Herbário Amazônico Musei Paraensis (Museu Goeldi). Pará (Brasil)
N911 482 Famille: Leg. Mim.
Parkia gigantocarpa Ducke
Localité: Oriximiná, bas Trombetas État de Pará.
Collectionneur A. Ducke
4. Parkia igneiflora Ducke (Poto 5 e 6)
Ducke, Notzbl. Bot. Gart. Berlin 11:472.1932.
Habitat in silvis aliquanto paludosis at non inundatis ad rivulos nigros lieis humosis et
arenosis, in civitate Amazonas: prope Broba, Rio Madeira (17. Jan. 1930 florifera cum legumi-
nibus vetustus - Herb. Jard. Bot. Rio n. 23 261; cotypi in Herb. Berol. et aliis); ad urbem
Manáos sat frequens (Jan. et Februario Florens - Herb. Jard. Bot. Rio n. 23 260; dupl. in
Herb. Berol.) — Specimina omnia legit A. Ducke. — Prope Camanáos (Rio Negro superior) a
me visa.”
EXEMPLAR RB 23.261 - SINTIPO
1? SCHED.:
N9 23.261
Pam. Leg. Mim.
Nome scient. Parkia igneiflora Ducke n. sp.
Procedência Borba, Rio Madeira, Amazonas.
Collegit A. Ducke.
29 SCHED.:
Borba
matta das margens um pouco pantanosas d’um riachinho de água vermelha, próximo de
campo arenoso.
17-1-1930 A. Ducke.
Arv. bast. grande infloresc. em raminhos compridos erectos, flores da parte basal do capí-
tulo d um bello vermelho alaranjado.
Os capítulos cheiram a alho.
/
25
SciELO/JBRJ
11 12 13 14
cm ..
5. Parkia igneiflora Ducke vai. aurea Ducke ( Foto 7 e 8)
Ducke, Arq. Inst. Biol. Veg. 4 (1): 8.1938.
“Staminodia pulchre aurea, caeterum ut species typus. São Paulo de Olivença, 5-2-1 937, leg. A.
Ducke. H.J.B.R. 35 088.”
EXEMPLAR RB 35.088 - HOLÔTIPO
14 SCHED.:
N°35 088
Fam. Leg. Mim.
N. scient. Parkia igneiflora Ducke
Var. aurea Ducke
Nome vulgar arara-tucupy.
Procedência S. Paulo de Olivença (Amazonas)
Collegit A. Ducke. Data 5-2-1937
Determ. por A. Ducke. Data 1937
2? SCHED.:
S. Paulo de Olivença
matta de t. f. arenosa.
5-2-1937 A. D.
Arv. bast. alta, f. (estaminódio) amarelo intenso.
6. Parkia igneiflora Ducke var. purpurea Ducke (Foto 9 e 10)
Ducke, Arq. Jard. Bot. Rio de Janeiro 6: 18.1933.
"Habitat prope Manáos in silva mediocris altitudinis aliquanto paludosa at non inundata, locis
Cachoeira do Mindú et Pensador, fcbruario 1930 leg. A. Ducke (H.J.B.R. n. 23 259 ct
23 260).”
A) EXEMPLAR RB 23.259 - Sl\'TlPO
1? SCHED.:
N° 23 259 Data 1-2-1930
Fam. Leg. Mim.
Nome scient. Parkia igneiflora Ducke n. sp.
Var. purpurea Ducke n. var.
Procedência Manáos (Amazonas), Cachoeira do Mindú.
Collegit. A. Ducke.
2? SCHED.:
Manaos
matta pantonosa ao redor da Cachoeira do Mindú.
1-2-1930 A. D.
Arv. peq.
B) EXEMPLAR RB 23.260 - SlNTIPO
1? SCHED.:
N9 23 260 Data 7-2-1930
Fam. Leg. Mim.
Nome scient. Parkia igneiflora Ducke n. sp.
Var. purpurea Ducke n. var.
Procedência Manáos (Amazonas), logar Pensador.
Collegit A. Ducke.
26
SciELO/JBRJ,
11 12 13 14
cm
2? SCHED.:
Manáos
mattinha pantanosa do Pensador.
7-2-1930 A. Ducke.
Arv. pequ., capítulos
purpúreo-escuros, em ramos alongados.
7. Parkia ingens Ducke (Foto 11 e 12)
Ducke, Arq. Jard. Bot. Rio de Janeiro 4: 34.1925.
“Habitat in silvis primariis non inudatis, terris argilosis fetilibus: prope Bragança (Herb. J. B.
Rio n. 16.860), in insulis Breves prope flumen Jaburuzinho (H. J.B.R. n. 16.861), in regione
occidentali insulae Marajó prope flumen Anajaz (H.J.B.R. número 16.862), in regione fluminis
Xingú inter Victoria at Altamira (Her. Amaz. Mus. Paraensis n. 16.644), et loco Francez pro-
pe médium flumen Tapajoz (H.J.B.R. n. 10.220); leg. A. Ducke; flor. VII et VIII.”
A) EXEMPLAR RB 16.860 - SINTIPO
1? SCHED.:
N9 16 860 Data 29-7-1923
Fam. Leg. Mim.
Nome scient. Parkia ingens Ducke.
Procedência Bragança (Pará).
Collegit A. Ducke.
2? SCHED.:
Bragança
matta da t. f.
29-7-1923 A. Ducke.
árvore muito grande.
3? SCHED.:
Bragança
matta da t. f. dos arredores.
7-1-1923 A. Ducke.
Arv. grande.
4? SCHED.:
N9 16 860
Fam. Leg. Mim.
Nome scient. Parkia ingens Ducke.
Procedência Bragança (Pará).
Collegit A. Ducke.
B) EXEMPLAR RB 16.861 - SfNTIPO
1? SCHED,:
N9 16.861 Data 12-7-1923
Procedência Breves (Pará).
Collegit A. Ducke.
2? SCHED.:
Breves
ilhas altas do Jaburuzinho
matta da t. f.
12-7-1923 A. Ducke.
arv. grande, flores todas amarellas
27
SciELO/JBRJ
11 12 13 14
cm ..
C) EXEMPLAR RB 16.862 - SfSlTIPO
1? SCHED.:
N9 16862 Data 24-11-1922
Pam. Leg. Mim.
Procedência Rio Anajaz (Marajó, Pará).
Collegit A. Ducke.
2? SCHED.:
Rio Anajaz (parte Occidental do Marajó)
matta da t. firme baixa.
24-11-1922 A. Ducke.
Arv. grande copa larga.
D) EXEMPLAR RB 10.220 - SINTIPO
1? SCHED.:
N° 10.220
Pam. Leg. Mim.
Gen. Parkia
Spc. ingens Ducke
Pátria R. Tapajoz (Pará) Seringal Prancez.
20-12-1919
2? SCHED.:
R. Tapajoz, logar Prancez,
matta da ta. fe. baixa
20-12-1919 A. D.
Arv. muito grande com copa larga.
8. Parkia inundablilis Ducke (Foto 13)
Ducke, Arq. Inst. Biol. Veg. Rio de Janeiro 4 (1) : 7.1938.
“Habitat non rara loco Bom Futuro (ad fluvii Solimões ripam borealem super São Paulo de
Olivença) in silva periodice inundabili, leg. A. Ducke martio 1937, H.J.B.R. 35 089.”
EXEMPLAR RB 35.089 - HOLÓTIPO
1? SCHED.:
N9 35 089
Fam. Leg. Mim.
N. scient. Parkia inundabilis Ducke n. sp.
Nome vulgar arara-tucupy
Procedência Bom Futuro, Rio Solimões acima de São Paulo de Olivença (Amazonas),
margem Norte.
Collegit A. Ducke Data 111-1937
Determ. por Ducke. Data 1938
2? SCHED.:
Bom Futuro (Rio Solimões acima de S. Paulo de Olivença,
margem Norte), matta da várzea alta,
4-2-1937 A. D.
Arv. gr. de copa muito larga.
“arara-tucupy”
Flor. abertus III, brancas.
9. Parkia parviceps Ducke (Foto 14)
Ducke, Arq. Inst. Biol. Veg. Rio de Janeiro 4 (1) : 7.1938.
28
SciELO/ JBRJ,
) 11 12 13 14
cm
Habitat in ripis saxosis Rio Negro infra Santa Izabel versus locum Quitiá, leg. A. Ducke
8-12-1936, H.J.B.R. 35 090.”
EXEMPLAR RB 35.090 - HOLÓTIPO
1? SCHED.:
N9 35 090
Eam. Leg. Mim.
N. scient. Parkia parviceps Ducke n. sp.
Procedência Santa Isabel, Rio Negro (Amazonas).
Collegit A. Ducke Data 8-12-1936
Determ por A. Ducke. Data 1938
2? SCHED.:
Sta. Izabel, Rio Negro,
margem rochosa (ta. fe.) perto do logar Quatiá
8-12-1936 A. D.
Arv. apenas mediana;
fl. branca, cheirosa
10. Parkia reticulata Ducke (Foto 15 e 16)
Ducke, Arq. Jard. Bot. Rio de Janeiro 5:126.1930.
Habitat in silva non inundabili prope Bragança (civitate Pará) ubi cum congeneribus P. pen-
dula, paraensis, ingens et velutina “visqueiro” apellatur; arborem vidi unicam, floriferam
27-3-1927 (legit A. Ducke, H.J.B.R. n. 16 859).”
EXEMPLAR RB 16 859 - HOLÓTIPO
1? SCHED.:
N ° 16 859 Data 27-3-1927
Fam. Leg. Mim.
Nome scient. Parkia reticulata Ducke n. sp.
Nome vulgar visqueiro.
Procedência Bragança (Pará).
Collegit A. Ducke.
2? SCHED.:
Bragança
Matta da t. f. perto da cidade.
27-3-1927 A. D.
Arvore gr. flores amarellas (côr de enxofre), fétidas.
AGRADECIMENTOS
Agradecemos ao CNPq pelas bolsas concedidas e ao Dr. Jorge Fontella Pereira pela
orientação dada.
SUMMARY
This paper is connected with the classification and publication of the types from the
Rio de Janeiro Botanical Garden herbarium (RB).
Photograhs illustrate each species cited by the auther.
29
SciELO/ JBRJ
11 12 13 14
BIBLIOGRAFIA
DUCKE, A
30
2 3
1915. Leguminosae (I) Mimosoideae in Plantes nouvelles ou peu connues de lá
region amazonienne. Arq. Jard. Bot. Rio de Janeiro 1 : 1 2-20, pl. 4—7.
1925. Leguminosae in Plantes nouvelles ou peu connues de la région amazo-
nienne. Arq. Jar. Bot. Rio de Janeiro 4: 12-99, t. 1-8.
1930. Leguminosae in Plantes nouvelles ou peu connues de la région amazo-
nienne IV Arq. Jard. Bot. Rio de Janeiro 5: 1 19-142, t. 8-18 figs. 10-33.
1932. Leguminosae in Neue Arten aus der Hylaea Brasiliens. Notizbl. Bot. Gart.
Berlin 11 (105):47M74.
1933. Leguminosae in Plantes nouvelles ou peu connues de la région amazo-
nienne. V. Arq. Jard. Bot. Rio de Janeiro 6: 13-38, t. 1-3.
1938. Leguminosae in Plantes nouvelles ou peu connues de la région amazo-
nienne X. Arq. Inst. Biol. Veg. Rio de Janeiro 4 (1): 4-24, 1 pl.
1944. New or notrworthy Leguminosae of the brazilian amazon. Boi. Tecn.
Inst. Agr. Norte 2: 33pp.
SciELO/JBRJ
11 12 13 14
Foto 1
’ T
-
Foto 1 : Parkia alliodora Ducke
cm 1234
SciELO/JBRJ
Foto 2: Parkia decussata Ducke
cm l
SciELO/ JBRJ
33
Foto 3
Foto 3: Parkia decussata Ducke
SciELO/JBRJ
D 11 12 13 14
Foto 4: Parkia gigantocarpa Ducke
37
Foto 5: Parkia igneiflora Ducke
cm l
SciELO/ JBRJ
Foto 5
Foto 6
2\za
Foto 6: Parkia igneiflora.Ducke
41
11 12 13 14
Foto 7 : Parkia igneflora Ducke var. aurea Ducke
cm 1234
SciELO/JBRJ
Foto 8
Foto 8: Parkia igneiflora Ducke var. aurea Ducke
45
SciELO/JBRJ
11 12 13 14
Foto 9
Foto 9: Parkia igneiflora Ducke var. pupurea Ducke
47
cm 1
SciELO/JBRJ
11 12 13 14
Foto 10
Foto 10: Parkia igneiflora Ducke var. purpurea Ducke
49
cm 1
SciELO/JBRJ
) 11 12 13 14
Foto 11
Foto 1 1 : Parkia ingens Ducke
51
cm 1
SciELO/JBRJ
11 12 13 14
Foto 12
Foto 12: Parkia ingens Ducke
53
SciELO/JBRJ
11 12 13 14
cm l
SciELO/JBRJ
) 11 12 13 14
Foto 13
Foto 13: Parkia inundabilis Ducke
Foto 14
Foto 14: Parkia pârviceps Ducke
cm 1
SciELO/JBRJ,
0 11 12 13 14
cm l
SciELO/JBRJ
Foto 15: Parkia reticulata Ducke
Foto 15
I
Foto 16: Parkia reticulata Ducke
61
cm
2 3 4
SciELO/JBRJ
11 12 13 14
“CONTRIBUIÇÃO AO ESTUDO DAS CONVOLVULÁCEAS DE
PERNAMBUCO”.
WANDETTE FRAGA DE ALMEIDA FALCÃO
e
JOAQUIM INÁCIO DE ALMEIDA FALCÃO
Pesquisadores em Ciências Exatas e da Natureza
do Jardim Botânico e Bolsista do CNPq.
Continuando nossos estudos concernentes à familia Convolvulaceae, apre-
sentamos o estudo das espécies citadas para o estado de Pernambuco.
Fazemos o estudo sistemático dos gêneros e espécies, relacionamos o mate-
rial estudado, determinamos a área geográfica de cada espécie, e apresentamos al-
gumas fotos.
Espécies citadas para Pernambuco
Aniseia uniflora Choisy Ipomoea alba L.
Bonamia burchellii (Choisy) Hallier Ipomoea asarifolia (Desr.) Roem et Sch.
Bonamia maripoides Hallier
Evolvulus elegans Moricand
Evolvulus filipes Mart.
Evolvulus glomeratus Nees et Mart.
Evolvulus gypsophiloides Mart.
Evolvulus incanus Pers
Evolvulus nummularius L.
Evolvulus ovalus Fernald
Evolvulus pterocaulon Moricand
Evolvulus phyllanthoides Moricand
Evolvulus sericeus Swartz
Ipomoea acuminata Roem et Sch.
Rodriguésia
Rio de Janeiro
63
Volume XXX - N° 45
1978
SciELO/JBRJ
11 12 13 14 15
Ipomoea bahiensis Willd
Ipomoea batatoides Choisy
Ipomoea carica (L.) Sweet
Ipomoea coccinea L.
Ipomoea fistulosa Mart.
Ipomoea hórrida Huber
Ipomoea Marcellia Meissner
Ipomoea pes-caprae (L.) Sweet ssp. brasiliensis (L.) V. Ootstroom
Ipomoea Pickeli Hoehne
Ipomoea phyllomega (Vell.) House
Ipomoea quamoclit L.
Ipomoea sericophylla Meissner
Ipomoea sobrevoluta Choisy
Ipomoea stolonifera (Cyr.) Gmelin
Ipomoea subincana Meissner
Ip. trifida (H.B.K.) Don
!p. tubata Nees
Jacq. densiflora (Meissn.) Hallier
Jacq. ferruginea Choisy
Jacq. sphaerostigma (Cav.) Rusby
Jacq. ramnifolia (L.) Griseb
Merremia aegyptia (L.) Urban
Merr. cissoides (Lam.) Hallier
Merremia digitara (Spr.) Hallier
Merr. dissecta (Jacq.) Hallier
M. ericoides (Meissn.) Hallier
M. macrocalyx (Ruiz et Pav.) 0’Donell
M.tuberosa (L.) Rendle
M. umbellata (L.) Hallier
Opercutina alata Urban
“CHAVE PARA GÊNEROS”
A
B
Estilete bífido profundamente bipartido: estigmas
capitados: Bonamia R. Br.
Estilete não bífido, estigma capitados Operculina Manso
Estigmas filiformes
bl - Estigmas bilobados-
b2 - Estigmas ovais-planos
b3 - Estigmas globosos; anteras torcidas no ápice .
b4 - Estigmas globosos; anteras não torcidas no
ápice
Evolvulus L.
Anise ia -Choisy
Jacquemontia Choisy
Merremia Dennst
Ipomoea L.
DESCRIÇÃO SUMÁRIA DOS GÊNEROS
Aniseia Choisy
Ervas ou sub-arbustos de folhas geralmente hastadas. Cálice com 5— sépalas erbáceas,
as exteriores bem maiores. Corola campanulada, alva. Ovário com 2-lóculos, biovulados.
Estigma bilobado, lobos ovados. Fruto cápsula globosa, glabra bilocular, 4-valvar. Sementes
trígono-ovóidea, às vêzcs sub-globosa.
Bonamia R. Brown
Ervas ou sub-arbustos. Folhas ovais, oval-oblongas, elíticas, oblongo-elíticas, corda-
64
SciELO/JBRJ
11 12 13 14 15
cm
das, glabras ou tomentosas. Sépalas— 5, imbricadas. Corola campanulada, alva. Ovário com 2—
lóculos, 2— ovulados. Estilete bífido, profundamente bipartido. Estigmas capitados. Fruto
cápsula 4-valvar.
Evolvulus L.
Geralmente ervas. Folhas geralmente pequenas, podendo ser lanceoladas, oblongas,
ovais; sésseis ou curto-pecioladas, membranáceas, de margem inteira. Cálice composto de
5-sépalas, persistente no fruto, geralmente lanceoladas. Corola de 5-pétalas, com áreas
episépalicas de coloração geralmente azul ou alva. Estames 5, filiformes. Ovário com 2-lócu-
los, geralmente com 2-óvulos, ocasionalmente 1-lóculo com 4-óvulos. Estiletes 2, cada um
dos quais bifurcados. Estigmas filiformes. Fruto cápsula geralmente globosa ou ovóide. Se-
mente glabra.
Ipomoea L.
Trepadeiras, arbusto, rasteiras. Folhas inteiras, 3-5 lobadas a partidas, raro pinati-
séctas, glabras ou pubescentes. Sépalas 5-erbáceas, às vêzes coriáceas. Corola gamopétala,
5-pétalas com áreas episépalicas, de coloração alva, amarela, azul, rôxa, purpúrea. Ovário
com 2-4 lóculos. Estigmas 2-globos. Pólen armado. Fruto cápsula globosa. Semente ovói-
deotrígona, glabra, âs vêzes puberula.
Jacquemontia Choisy
Trepadeiras, arbustos. Folhas geralmente cordadas, inteiras, glabras ou pilosas.
Sépalas 5-erbáceas. Corola campanulada, violácea, rôxo-claro, geralmente azulada. Ovário
2-locular, 2-ovulado. Estigmas ovais-planos. Fruto cápsula geralmente deiscente com
4-8 valvas. Semente glabra.
Merremia Dennst
Plantas de hábito diverso, Trepadeiras, volúveis ou pequeninos arbustos. Folhas
inteiras, sagitadas. cordiformes, oblongas, lineares, palmatilobadas a profundamente palma-
tipartidas; ou bem palmadas com 3-7 segmentos glabros ou com pubescência simples ou
estrelada. Flores solitárias, axilares, ou dicasios com poucas flores. Sépalas geralmente su-
biguais. Corola campanulada, grande, alva, amarela ou rosada. Antéras via de regra retorci-
das helicoidalmente depois da antese. Pólen inerme.
Operculina Manso
Trepadeira ou arbusto de folhas palmatipartidas. Pedicelo ou caule alados. Sépalas
grandes, coriáceas. Corola grande, infundibuliforme. Ovário bilocular, 2-ovulado. Estigmas
capitado. Fruto pixídio ou de deiscência irregular. Semente subtígono globosa.
DESCRIÇÃO DAS ESPÉCIES
Aniseia uniflora Choisy
(In DC. Prodr. 9:430.1845)
- Aniseia cernua Choisy, DC. Prodr. 9:430.1845
Trepadeira, completamente glabra. Folhas oblongo-lanceoladas, breví-pecioladas,
ápice arredondado. Pedúnculo com 1-3 flores alvas, protegidas por 2 brácteas. Sépalas
elíticas. Corola alva. Ovário 2-locular. Estigma bilobado. Fruto cápsula globoso.
Material examinado: - RB. 93697, Pernambuco - IPA leg. V. Sobrinho, em 10.04.1936.
Area geográfica no Brasil: - Amazonas, Pará, Bahia, Pernambuco, Rio de Janeiro.
65
■SciELO/ JBRJ
11 12 13 14 15
cm ..
“CHAVE PARA B0NAM1A”
A — Folhas ovais, bastante tomentosas, panícula terminal
com flores alvas B. burchellii
Folhas oblongo-clíticas, face dorsal apresentando pê-
los seri'ceosdourados;cimeiras-umbeliformescom flo-
res alvas B. maripoides
Bonamia burchellii (Choisy) Hallier)
(ln Bot. Jahrb. 563.1893)
- Breweria burchellii in DC. Prodr. 9:439.1845
Convolvulus agrostopolis Vell. Fl. Flum. 1753 t. 51. Text. 71.
Arbusto. Folhas ovais, levemente acuminadas bastante tomentosas nas duas faces.
Inflorescência em panícula terminal, flores alvas. Sépalas coriáceas. Corola alva. Ovário bilocu-
lar. Estilete bífido, profundamente partido. Estigma capitado. Fruto cápsula. Semente ovói-
dea.
Material examinado: - Herbário do 1PA n. 1749, Pernambuco-Limoeiro, Leg. Leal e Otávio,
em 29.06.1950.
Área geográfica no Brasil: - Pernambuco, Esp. Santo, Rio de Janeiro.
Bonamia maripoides Hallier
(Bot. Jahrb. 529.1893)
Maripa spectabilis Choisy. DC. Prodr. 9: 327.1845).
Volúvel. Folhas ovais ou oblongas-eliticas, apresentando na face dorsal pêlos serí-
ceos dourados. Bractéas escamiformes, pequenas. Inflorescência em panicula axilares com
muitas flores. Sépalas coriáceas. Corola alva. Estilete bífido, profundamente bipartido. Estig-
mas capitados. Fruto cápsula, semi-exserta, 4-valvar. Sementes trígono-ovoidea, glabra.
Material examinado: IPA 1827, Camaragibe, leg. Dardano A. Lima, em 24.07.950.
Área geográfica no Brasil: Pará, Pernambuco.
“CHAVE PARA EVOLVULUS”
A — Folhas oblongas:
al — corola azul E. glomeratus
B - Folhas oval-oblongas:
bl - tomentosas; flores axilares, azuis • • E. incanus
b2 - pilosas; flores alvas ou azuis, situadas na axi-
la das folhas menores E. phyllanthoides
C - Folhas largamente ovais:
cl - glabras; corola alva E. nummularius
c2 - pilosidade vilosa em ambas faces; corola
azul E. ovatus
D - Folhas lineares:
dl - seríceo-vilosas na face dorsal; corola alva, azul
lilás E. sericeus
d2 - pêlos esparsos;corola alva ou azul-pálido ... E. filipes
d3 - seríceo-tomentosas em ambas as faces; corola
azul E. gypsophiloides
66
SciELO/JBRJ
11 12 13 14 15
cm
d4 — pêlos alvos ou castanhos; espigas com flores
alvas ou azuis E. pterocaulon
E - Folhas linear-lanceoladas:
cl - agudas no ápice, arrendodadas na base; corola
azul-pálida E. elegans
Evolvulus elegans Moricand
(Moric. Pl. Nouv. Am. 1838.55 T. 36)
- E. elegans Moric. var. strictus in Mart. F. Bras. vol. 7: 341.1869
Arbusto. Folhas linear-lanceoladas ou oblongo-lanceoladas, agudas ou acuminadas no
ápice, atenuadas, agudas ou arredondadas na base, de 4-10mm, de comprimento por 1-2,5
mm de largura. Pedúnculos na áxila das flores superiores, excedendo estas, filiformes, com
1—3 flores. Sépatas ovais, acuminadas. Corola azul pálido. Estiletes 2, cada um dos quais bifur-
cados; estigmas filiformes. Fruto cápsula oval.
Material examinado: - 1PA 4652, Tapera, leg. B. Pickel, em 1929.
Ârea geográfica no Brasil: - Ceará, Bahia, Pernambuco, Minas Gerais, São Paulo.
Evolvulus filipes Martius
(Choisy in DC. Prod. 9:448.1845)
- E. linifolius Auct. non L., Benth. in Hook. Lond. Journ. Bot. 5: 355.1845
E. exilis Meissn. in Mart. Fl. Bras. vol. 7: 342.1869
E. saxifragus Mart. var. paraensis Meissn. in Mart Fl. Bras. 1. c. 343
E. nanus Meissn. in Mart. Fl. Bras. 1. c. 346
E. alsinoides auct. non L. Glaziou in Buli. Soc. France LVIII (1911) Mem.
111.489
E. filipes Mart. var. exilis (Meissn.) Chod. et Hassl. in Buli. Herb. Boiss. sér.
2:684.1905
Erva anual. Folhas sésseis ou curto-pecioladas, geralmente lineares ou estreitamente
lanccoladas; glabras na face ventral, agudas ou obtusas e mucronuladas no ápice, agudas na ba-
se. Sépalas lanceoladas. Pedúnculos excedendo às folhas, filiformes, com 1-2 flores. Corola
azul-pálido ou alva. Estiletes 2, cada um dos quais bifurcados; estigmas filiformes. Ovário sub-
■globoso, bilocular. Fruto cápsula globosa.
Material examinado: - IPA 4654, Tapera, Leg. B. Pickel, em 1929.
Área geográfica no Brasil: - Amazonas, Maranhão, Piauí', Ceará, Bahia, Pernambuco, Rio de
Janeiro, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso.
Evolvulus glomeratuSNces et Mart.
(Nov. Act. Nat. Cur. XI 1:81.1823)
- Evolvulus capitatus Nees et Mart., Choisy in DC. Prodr. 9:80.1845
Erva de solo pedregoso. Folhas sésseis ou curto pecioladas, variando muito quanto à
forma, tais como: linear, lanceolada, oblongas ou elíticas. Inflorescência terminal ou algumas
vêzes lateral, glabra ou ovóide. Sépalas vilosas. Corola azul. Ovário bilocular. Estiletes 2, cada
um dos quais bifdrcados; estigmas filiformes. Fruto cápsula.
Material examinado: - RB. 70890, Pernambuco - Quipapá, leg. Otávio Alves, 231, em 12.07.
1950.
Área geográfica no Brasil: - Amazonas, Piauí, Bahia, Paraíba, Pernambuco, Mato Grosso,
Goiás, São Paulo, Paraná.
Evolvulus gypsophiloides Moricand
(Pl. Nouv. Ame. (1838) 52 t. 35)
- E. gypsophiloides var. brevifolius Hoehne in Anex.
Inst. Butantan, Bot. Fase. 6: 37.1922
67
; SciELO/ JBRJ
11 12 13 14 15
Sub-arbusto de folhas sésseis, estreitamente acuminadas no ápice, agudas na base,
densamente seríceo-tomentosas em ambas as faces, de 5-18 mm por 0,25-2 mm de largura.
Flores no ápice dos ramos solitárias. Sépalas vilosas. Corola azul. Estiletes 2, cada um dos
quais bifurcados; estigmas filiformes. Fruto cápsula.
Obs.: - Segundo V. Ootstroom (especialista do gênero) ocorre em Barreiros - Per-
nambuco.
Área geográfica no Brasil: - Rio Grande do Norte, Ceará, Bahia, Pernambuco, Rio de Janeiro,
Minas Gerais, Mato Grosso.
Evolvulus incanus Pers.
(Mart. in Flora XX 4; 1 1.1 841 Beibl. 40)
- E. incanus auct. no Pers, Prod. 9; 144. 1845
E. canenscens Meissn. in Mart. PI. Bras. vol. 7 : 350.1869
E. aurigenius Mart. var. tomentosus Meiss. 1. c. 350
Erva rasteira. Folhas curto pecioladas, quase sésseis, ovais ou oval-oblongada, bastante
tomentosas, agudas ou obtusas no ápice, arredondadas ou subcordadas na base de 5-15 mm
de comprimento por 1-2,5 de largura. Flores axilares, solitárias. Sépalas iguais, lanceoladas.
Corola azul. Ovário bilocular. Estiletes 2, cada um dos quais bifurcados; estigmas tiliformes.
Fruto cápsula. .
Obs.: Segundo V. Ootstroom (especialista do gênero) ocorre em Pernambuco.
Área geográfica no Brasil: - Pernambuco, Goiás, Minas Gerais, São Paulo.
Evolvulus nummularius L.
(Choisy Mém. Soc. Phys. Genève 8: 72.1838)
— Convolvulus nummularius L. Sp. Plant. cd. 1:157.1753
Evolvulus vcronicaefolius H.B.K. Nov. Gen. et Spec. 3 . 1 17.1818
E. reniformis Slaz. ex Choisy in Mém. Soc. Phys. Geneve 8: 7. .1837
E. dominguensis Spr. ex Choisy 1. c.
E. capraeolatus Mart. ex Choisy in DC. Prodr. 9:11
E. dichondroides Oliv. in Transact. Lin. Soc. XXIX 117. 1875
E. nummularius L. var. grandifolia Hehne in An. Inst. Butantan : 39.192.
Erva perene. Folhas curto-pecioladas, largamente ovais ou orbiculares, algumas vezes
oblongas, arredondadas ou cmarginadas no ápice, arredondadas, truncadas ou subcordadas na
base, de 4-15 mm de comprimento por 3-15 mm de largura, glabras em ambas as faces.
Flores 1-2 situadas na áxila das folhas com pedúnculos pequenos. Sepalas iguais. Corola alva,
raro azul-pálido. Estiletes 2, cada um dos quais bifurcados; estigmas filiformes. Ovário glabro.
Material examinado: - RB. 89175, Rio Formoso - Pernambuco, leg. J. Falcão, Egler, E. Pe-
reira, 955, em 05.09.1954.
Área geográfica no Brasil: - Amazonas, Pará Território do Amapá, Bahia, Pernambuco, Rio de
Janeiro, Goiás, Minas Gerais.
Evolvulus ovatus Fernald
(Proc. Amer. Acad. 33:89.1898) .
Erva perene. Folhas curto-pecioladas, ovais ou ovais-oblongas, agudas no ap.ee, arre-
dondadas ou subcordadas na base, de 10-15 mm de comprimento por 6-10 mm de largura,
com pilosidade vilosa nas duas faces. Flores 1-2 na axila das folhas. Sepalas lanceoladas. Co-
rola azul. Ovário bilocular. Estiletes 2. cada um dos quais bifurcados; estigmas filiformes. Fru-
to cápsula.
Material examinado: - RB. 89176, Ibimirim - Pernambuco, leg. J. Falcão, Egler. E. Pereira.
1043, em 12.09.1954; 1PA 16555, leg. Andrade Lima, cm 12.04.1968.
Área geográfica no Brasil: - Amazonas, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Espírito Santo, Rio de
Janeiro, Mianas Gerais.
68
SciELO/JBRJ
11 12 13 14 15
cm
Evolvulus pterocaulon Moricand
(Pl. Nouv. Am. 1838. t. 84)
Arbusto de folhas lanceoladas ou oblongo-lanccoladas, sésseis, viloso-tomentosas,
com pêlos alvos ou castanhos, mais ou menos atenuadas na base, agudas, apiculadas no ápice,
de 1,5-5 cms. de comprimento, 3-8 ou raramente 15 mm de largura. Inflorescência em espi-
ga-amentiforme. Sépalas vilosas. Corola alva azul. Ovário glabro. Estiletes 2, cada um dos quais
bifurcados; estigmas filiformes. Fruto cápsula globosa.
Material examinado: - IPA. 178, Pernambuco - Água Branca, leg. A. Lima em 12.07.1956.
Área geográfica no Brasil: - Bahia, Pernambuco, Espírito Santo, São Paulo, Minas Gerais,
Goiás, Mato Grosso.
Evolvulus phyllanthoides Moricand
(Pl. Nouv. Am (1838) 52 t. 54)
- E. tenuis auct. non Mart. Glaziou in Buli. Soc. Botl France LVIIi (11911)
Mém. III: 489
Sub-arbusto de folhas sésseis ou brevi-pecioladas, esparsamente pilosas em ambas as
faces, ovais ou oval-oblongas, obtusas e mucronuladas, no ápice, arredondadas ou agudas na
base, de 1,5-4 cms. de comprimento por 1-2 cms. de largura. Flores na áxila das folhas me-
nores. Pedúnculos curtos. Sépalas estreitamente oblongo-lanceoladas ou estreitamente lanceo-
ladas, agudas ou acuminadas, de 4-5 mm de comprimento, esparsamente pilosas ciliadas.
Corola alva, com o tubo bem pequeno. Ovário glabro. Estiletes 2, cada um dos quais bifurca-
dos; estigmas filiformes. Fruto cápsula.
Material examinado: IPA 13947, Pernambuco, Jataúba - Fazenda Balame, leg. A. Lima, 4514,
em 09.04.1966.
Área geográfica no Brasil: - Piauí, Pernambuco, Minas Gerais Gerais.
Evolvulus sericeus Swartz
(Choisy in Mém. Soc. Phys. Genève 8: 74.1837)
— Convolvulus minimus Aubl. PI. 1 : 141.1775
E. sericeus Sw. var. B. Lam. Encycl. 3: 538.1789
Convolvulus proliferus Vahl. sclog. Am 1 : 18.1796
E. sericeus var. Commersoni Pers. Syn. Plant. 1: 288.1805
E. angustissimus H.B.K. Nov. Gen. et Spec. 1 16.1818
E. commersoni Lam. ex Stend. Nom. ed. 2, 1 : 408.1 840
E. brtvipedicellatus Klotz. in Schomb. Faun. et Guian. (1848) 1153
E. sericeus Sw. var. latior Mcissn. in Mart. Fl. Bras. vol. 7: 353.1869
E. anomalus Meissn. in Mart. Fl. Bras. vol. 7: 353.1869
E. alsinoides L. var. sericeus (Sw.) OK. Rev. Gen. 1: 1891.441 1:441.1891
E. sericeus Sw. f glabrataChod.ct Hass. in Buli. Herb. Boiss. 2 sér. 5:684.1905
E. sericeus Sw. f. erecta Chod. et Hassl. in Buli. Herb. Boiss. 2 sér. 5: 685.1905
E. sericeus Sw. var. angustifolius Hoehne in Anex. Mcm. Inst. Butantan, Bot.
1, fase. 6:42.1922
E. sericeus Sw. var. Leofgrenii L.C. 42
Erva, Folhas de forma variável: lineares, lanceoladas, oblongas, oval-oblongas a díti-
cas, seríceo-vilosas na face dorsal, com o ápice geralmentc agudo. Flores solitárias ou poucas
na áxila das folhas, sésseis ou curto-pecioladas. Sépalas oval-lanceoladas, hirsutas. Corola alva,
lilás ou azul-pálido, ocasionalmcnte amarela. Ovário bilocular. Estiletes 2, cada um dos quais
bifurcados; estigmas filiformes. Fruto cápsula, globosa.
Material examinado: - IPA: 4656, Pernambuco - Prazeres, leg. B. Pickel, em 1920.
Área geográfica no Brasil: Amazonas, Território de Roraima, Bahia, Pernambuco, Minas Ge-
rais, São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul.
69
SciELO/JBRJ
11 12 13 14 15
“CHAVE PARA IPOMOEA”
À -
Folhas ovais
a 1 - corola estreita e longa, além de 50 mm de com-
primento; corola alba ou rósea
a 2 - inteiras, margens onduladas; cimeira com 2-5
flores róseas com o tubo interior mais escuro .
a 3 - inteiras ou grossamente dentadas, ápice agudo,
base cordada; sépalas corniculadas; corola pur-
púrea
. Ip. coccinea (Foto 4)
a 4 - ápice bastante acuminado; arbusto de 3 ms. de
altura; cimeiras multi-floras; corola rósea . . . .
a 5 — inteiras, com 1—3 dentes; corola alva ou rósea
com o tubo interior purpúreo
a 6 — levemente acuminadas, pilosas em ambas as fa-
ces; cimeiras com 1-3 flores de coloração
sanguínea
B -
Folhas cordadas
b 1 - trilobadas, sépalas vilosas; corola azul-celeste
b 2 - cimeira, com muitas flores róseas
b 3 - pilosas, inflorescência em cimeira-umbelifor-
me, com muitas flores róseas .
b4— ápice emarginado, bilobado; flores rôxas . . .
Ip. pes-caprae (Foto J )
b 5 - face dorsal das folhas novas com uma colora-
ção arroxeada; inflorescência em cimeira c /
muitas flores rôxo-claro
C -
Folhas trilobadas:
c 1 - apresentando pêlos setáceos nos ramos pare-
ccndo acúleos corola lilás:
c 2 — corola purpúrea -
D -
Folhas oval-agudas:
dl- toda planta envolta por um tomento alvo;
face dorsal bastante esbranquiçada; flores
alvas com o tubo interior róseo
E -
Folhas oval-obtusas:
e 1 - pedúnculos alongados dicotômicos; corola
amarela .
F -
Folhas pinnatisséctas:
f 1 - com 9-19 pares de segmentos alternos ou
opostos, lineares; corola sanguínea
f 2 - segmentos lanccolados; corola lilás
II -
Folhas palmatipartidas:
hl- segmentos inteiros; corola lilás
70
,SciELO/ JBRJ ^ 12 13 x 4 15
cm
I - Folhas orbiculaies:
i 1 - base, cordada, ápice obtuso, às vêzes leve-
mente emaiginado; flores lóseas . . Ip. asarifolia (Foto 3)
i 2 - base obtusa, ápice emarginado; corola alva c /
tubo interior amarelo Ip. stolonifera (Foto 2)
Ipomoea alba Lin.
(Sp. Plant. 1:161.1753)
- Convolvulus aculeatus L., Sp. 1 : 155.1753
Ipomoea bona-nox L., Sp. Plant. 1,2 (1762) 228-229
Calonyction bona-nox (L.) Bojer. Hort. Maurit. 227.1837
Convolvulus aculeatus L. var. bona-nox (L.) O.K. Rev. Gen. Pl. 111 2: 212.1898
Convolvulus bona-nox (L.) Spreng. Syst. Veg. 1 : 600.1825
Calonyction speciosum Choisy, Conv. Orient. 50.1 833
Calonyction aculeatum (L.) House, Buli. Torrey Club. 31 : 590.1504
Calonyction pulcherTimum Parodi, Contr. FI. Paraguay (1892) 24-25
Convolvulus pulcherrimum Vell. Fl. Flum. 72.1825
Ipomoea aculeata (L.) O.K. var. bona-nox (L)O.K. Rev. Gen. Pl. 2:442.1891
Trepadeira robusta, perene, ramificada, completamente glabra em todas as suas
partes, ou mais raro apenas pilosa. Pecíolos de 3 - 1 8 cms. Folhas ovadas ou mais raro oval-lan
ceoladas, inteiras ou às vêzes (no mesmo individuo) angulosas ou trílobada, aurículas arredon-
dadas, mais raro agudas, ápice agudo a largamente acuminado. Inflprescência de diferentes for-
mas. Pedúnculos de 3-25 cms., grossos. Brácteas e bracteolas caducas. Sépalas elíticas. Corola
alva ou rósea, com o tubo estreito e longo, além de 50 mm de coprimento. Ovário 2 locular,
4- ovulado. Estigmas 2, globosos. Fruto cápsula ovoidea, de 3 cms. de comprimento, glabra.
4- valval, 4- sementes. Sementesnegras.de 11-13 mm de comprimento, glabras.
Material examinado: — 1PA. 4666, Palmares, leg. B. Pickel, em 22.1 1.1933.
Área geográfica no Brasil: - Pernambuco, Rio de Janeiro, São Paulo, Santa Catarina, Rio G.
do Sul, Minas Gerais.
Ipomoea acuminata (Desr.) Roem et Sch.
(Syst. Veg. 228.1819)
— Convolvulus mutabilis Spr. Syst. 1, 1593
Ipomoea mutabilis Ker. Bot. Reg. t. 39.1815
Trepadeira anual de folhas cordadas, trílobadas, às vezes anguladas com 5 lobos, indi-
visos, com pêlos deitados ou sub-glabra. Pedúnculos com 1 -3 flores. Sépalas vilosas. Corola
azul-celeste. Ovário 4-locular. Estigmas 2 - globosos. Fruto cápsula, em geral 4 valvar. Se-
mente normalmente em forma de cunha, de dorso convexo, com 5—5,2 mm de comprimento
por 3,2-3, 4 mm de largura.
Material examinado: - 1PA. 4676, Pombos, leg. B. Pickel, em 1934
Área geográfica no Brasil: - Pernambuco, Paraíba, Bahia, Rio de Janeiro, Minas Gerais, São
Paulo, Mato Grosso.
Ipomoea asarifolia (Desr.) Roem et Sch.
(Syst. Veg. 4:251.1819)
Convolvulus asarifolius Desr. in Lam. Encycl. Méth. 3: 562.1789
Ipomoea urbica (Salzm. ex Choisy), Choisy in DC. Prodr. 9: 340.1845
Ip. nymphaeifolia Griseb. Cat. Pl. Cub.'(1866) 203
Ip. pes-caprae (L.) Sweet var. heterosépala Chodat et Hassler, Buli. Hcrb. Biss.
série 5: 692.1905
Rasteira, completamente glabra. Pecíolos grossos, de 1-9 cms. de comprimento, lisos
71
SciELO/JBRJ
11 12 13 14 15
ou finamente muricados. Folhas orbiculares, sagitadas ou hastadas, de 2—12 cms. de compri-
mento por igual largura; base cordada, ápice obtuso às vêzes levemente emarginado. Flores
solitárias, ou cimeiras com 2-10 flores róseas, interiormente mais escuras, exteriormente gla-
bras. Pedúnculos 0,2-6 cms., glabros ou com alguns pêlos em sua base. Pedicelosde 0, 5-2,5
cms., geralmente muricados. Sépalas desiguais. Ovário cônico, glabro. Estigmas 2, globosos.
Fruto cápsula globosa, glabra, de 8-12 mm. de diâmetro.
Material examinado: — IPA: 4680, Russinha, leg. B. Pickel, em 1925; (US) Tapera, leg. B.
Pickel, 2791 em 03.10.1931.
Área geográfica no Brasil: - Amazonas, Pará, Ceará, R. G. do Norte, Bahia, Pernambuco, Rio
de Janeiro, M. Gerais.
Ipomoea bahiensis Willd
(In. DC. Prodr. 9:388.1845)
- Ipomoea Salzmanni Choisy, in DC. Prodr. 9: 379.1845
Trepadeira de folhas cordadas, de ápice acuminado, base arredondada, longi-peciola-
das, glabras. Inflorescência em cimeira plurifloras. Sépalas erbáceas. Corola purpúrea. Ovário
4-locular. Estigmas 2, globosos.
Material examinado: - IPA. 4669, Pomar, leg. B. Pickel, em 1934
Área geográfica no Brasil: - Ceará, Bahia, Pernambuco, Paraíba, Minas Gerais.
Ipomoea batatoides Choisy
(Conv. rar. 136.1839)
Volúvel, ramificada. Pecíolos de 1,5-1 lcms. glabros ou pubescentes, pubescência
mais notável no ápice e base. Folhas ovadas, inteiras, ou com as margens apenas onduladas, de
3- 17cms. de comprimento por 3-11 cms. de largura, ápice agudo, base cordada a subtrunca-
da, glabras. Inflorescência em cimeira com 2-5 flores, ou inflorescência racemiforme por flo-
res solitárias. Coroloa rósea, com o tubo interior mais curto. Pendúnculos de 1-10 cms. gla-
bros ou pubescentes. Sépalas coriáceas. Ovário 2-locular. Estigmas 2, globosos. Pedicelos de
4- 14 mm glabro ou pubescentes.
Material examinado: - IPA. 4680, Russinha, leg. B. Pickel, em 1925.
Área geográfica no Brasil: - Amazonas, Pará, Rio Grande do Norte, Bahia, Pernambuco, Rio
de Janeiro.
Ipomoea cairica (L.) Sweet
(Hort. Brit. 287.1827)
Convolvulus cairicus L. Syst. cd. 10: 922.1759
- Ipomoea palmata Forsk Fl. Aegypt. - Arab. 43.1775
Convolvulus tuberculatus Desr. in Lam. Ency Méth. 3: 545.1789
Ipomoea pentaphylla Cav. Ic. Descri. Pl. 3: 39.1797
Ip. stipulacea Jacq. Hort. Sch. Syst. Veg. 4: 208.1819
Ip. cavanillesii R. et Sch. Syst. Veg. 4: 214.1819
Convolvulus limphaticus Vell. Fl. Flu. 2: 70.1825
Ip. rosea Choisy var. pluripartita Hassler, Fl. Pilcom. 98.1909
Ip. cairica (L.) Sweet var. uniflora (Meissn.) Hoehne, Anex. Mem. Inst. Butan-
tan 1:77.1922
Trepadeira perene. Pecíolos de 1-9 cms. lisos ou muricados, muito frequentemente
apresentando em sua áxila ramos cobertos com folhas muito pequenas que simulam estipulas.
Folhas 5- palmatipartidas, segmentos inteiros, lanceolados, oval-lanceolados, agudos ou obtu-
sos, glabros ou com pêlos muito curtos nos bordos. Cimeiras com poucas flores, ou flores soli-
tárias. Pedúnculos de 0,5-7 cms. Pedicelos de 0,7-2,5 cms. Botões agudos. Sépalas subiguais,
glabras, mucronuladas. Corola infundibuliforme, rosa-violácea ou lilás, com o tubo interior
violáceo. Ovário ovóideo, glabro, 2-locular, 4-ovulados. Estigmas 2-globosos. Fruto cápsula
subglobosa, 2- locular, 4-seminada.
Material examinado: IPA. 4671, zona da Caatinga, leg. B. Pickel em 1934.
72
SciELO/JBRJ
cm
Área geográfica no Brasil: - Pernambuco, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná.
Santa Catarina, Rio Grande do Sul.
Ipomoea coccinea L.
(Sp. Plant. 160.1753)
- Quamoclit coccinea (L.) Moench. Méth. 453.1794
Convolvulus coccineus (L.) Salisb. Prodr. 124.1796
Neorthosis coccinea (L.) Raf. H. Tellur 4:75.1838
Mina coccinea (L.) Bello, Ap. Fl. P. Rico 1 : 294.1881
Convolvulus coccineus (L.) Salisb. var. typicus O.K. Rev. Gen. 3: 213.1898
Anual, erbácea. Raiz pouco profunda. Folhas ovais, de 2-14 cms. de comprimento
por 1-11 cms. de largura, inteiras ou grossamente dentadas; base cordada, ápice agudo. Cimei-
ras com 2-8 flores ou mais raro reduzidas a flores solitárias de coloração vermelha. Sépalas
corniculadas. Pedúnculos angulosos, de 1-13 cm lisos ou muricados. Estames exsertos, de
2,7-3 cms. Pólen armado. Ovário supero, 4- locular, 4- ovulado. Estigmas 2, globosos. Fru-
to cápsula subglobosa, de 6-7 mm. de diâmetro, glabras, 4- loculares. Sementes negras ou
pardas, de 3,5 mm. de comprimento, finamente tomentosas.
Material examinado: - IPA. 4664, Olinda, leg. B. Pickel, em 1916
Área geográfica no Brasil: - Bahia, Paraíba, Pernambuco, Rio de Janeiro, Paraná, Minas Ge-
rais, Mato Grosso.
Ipomoea hórrida Huber
(Huber ex Ducke, An. Acad. Bras. Sc. 31: 304.1959)
Erva anual, multiramosa, sedosa. Folhas trílobadas, lobos acuminados. Apresenta pê-
los setáceos nos ramos secos parecendo acúleos. Flores longi-peduhculados, pedúnculos tríflo-
ros. Sépalas oblongas. Corola rôxo-claro ou lilás, com dimensões avantajadas. Ovário 4-locu-
lar. Estigmas 2, globosos. Fruto cápsula.
Material examinado: - IPA. 7748, Vitória de S. Antão, leg. Lima, em 24.08.1954.
Área geográfica no Brasil: — Ceará, Paraíba, Pernambuco.
Ipomoea fistulosa Mart. ex Choisy
(In DC. Prodr. 9:349.1845)
- Batatas crassicaulis Bentham, Voy. Sulphur, fase. 5: 134.1845
Ipomoea texana Coult. Contr. U.S. Nat. Herb. 1 : 45.1890
Ip. gossypioides Parodi, Contr. Fl. Parag. 27.1892
Ip. gossypiodes Hort. ex Dammann, Wiener lllustr. Gart. Zeit. XXII, 1: 26.
1897 fig. 9
Ip. crassicaulis (Benth.) Rob. Proc. Amer. Acad. Sc. (1916) 530.
Arbusto ereto, de 3 ms. de altura, pouco ramificado, nas partes jovens finamente se-
ríceo-pubescentes. Pecíolos de 2-10 cms. Folhas ovais, de ápice acuminado, de 10-30 cms.
de comprimento por 3-15 cms. de largura, inteiras, glabrescentes. Cimeiras axilares, multiflo-
ras, Sépalas subiguais, ovadas a suborbiculares, bordo escarioso, finamente pubescentes. Coro-
la rósea. Estigmas 2, globosos. Ovário 2, locular. Fruto cápsula ovoide.
Material examinado: -RB. 65450, Horto Florestal de Saltinho, leg. E. Pereira, Egler, J. Fal-
cão, em 1954.
Área geográfica no Brasil: - Piauí, Pernambuco,- Rio de Janeiro, Espírito Santo, S. Paulo. Sta.
Catarina, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Mato Grosso, Goiás.
Ipomoea marcellia Meissner
(Mart. Ft Bras. vol. 7: 257.1869)
- Marcellia villosa Choisy, in DC. Prodr. 9: 328.1845
Volúvel. Toda planta cano-tomentosa. Folhas oval-obtusas, de base levemente corda-
da, apresentando na face dorsal retículas subseríceas. Pedúnculos alongados, dicotômicos,
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cymosomultifloros. Sépalas ovais. Corola gamopátala, amarela. Ovário 4- locular. Estigmas
2, globosos.
Material examinado: - RB. 93699, Cabo, leg. V. Sobrinho, em 1936.
Área geográfica no Brasil: — Ceará, Pernambuco, M. Gerais
Ipomoea pes-caprae (L.) Sweet ssp. brasiliensis (L.) Van Ootstroom
(V. Ootstr., Blumea 3: 533.1940)
- Convolvulus brasiliensis L. Sp. Pl. ed. 1 : 159.1753
Ip. pes-caprae (L.) Sweet var. emarginata Hallier, Bul. Soc. Roy. Bot. Belg.
37:98.1808
Ip. brasiliensis (L.) G. G. W. Mey. Prim. El. Esseq. 97.1818
Rastejante. Glabra. Folhas de base arredondada, truncada, cordada, lateralmente ova-
da ou orbicular, ou ainda reniforme, de ápice arredondado, emarginado, bilobado. Pedúnculos
iguais, cimosos, com uma ou mais flores rôxas. Sépalas coriáceas. Ovário 2 Ioculos; estigmas
2, globosos.
Material examinado: - RB. 93700, Boa Viagem, leg. V. Sobrinho, em 1937.
Área geográfica no Brasil: - Todo litoral brasileiro.
Ipomoea pickeli Hoehne
(Boi. Agre. S. Paulo 477.1934)
Folhas profundamente trilobadas, lobos laterais semi-cordados, margem inteira, ápice
acuminado, base cordiforme. Pedúnculos rígidos. Inflorescência axilares. Sépalas obtusas. Co-
rola purpúrea. Ovário 2— locular. Estigmas 2, globosos. Fruto cápsula rijas, quase esféricas, le-
vemente aguçadas para o ápice, com 2- sementes negro-castanhas.
Material examinado: - n. 18312 do herbário -da Seção de Botânica c Agric. do lnst. Biol. de
Defesa Agrícola e Animal.
Área geográfica no Brasil: - Somente em Pernambuco.
Ipomoea phillomega (Vell. ) House
(Housc, Ann. N. Y. Acad. Sei. 18: 246.1908)
Trepadeira vistosa de folhas cordiformes, apresentando na face dorsal das folhas no-
vas uma coloração arroxeada. Inflorescência em cimeira com muitas flores alvas, longi-pedun-
culadas. Sépalas vilosas. Ovário 4-locular; estigmas 2, globosos.
Material examinado: - IPA 1700, Pc. Macacos, leg. A. Lima, em 19.02.1950.
Área geográfica no Brasil: - Pernambuco, Rio de Janeiro, Paraná, Minas Gerais.
Ipomoea quamoclit L.
(Sp. Pl. 227.1753)
— Convolvulus pennatus Dcsr in Lam. Encycl. Méth. 3:567.1789
Convolvulus pinnatifidus Salisb. Prodr. 124.1796
Convolvulus quamoclit (L.) Spreng Syst. Veg. 1:59.1825
Quamoclit vulgaris Choisy, Conv. Orient. 224.1833
Quamoclit pinnata (Desr.) Bojer, Hort. 224.1837
Quamoclit vulgaris Choisy var. albi-flora G. Don. Gen. Hist. 4: 260.1838
Ip. cyamoclita Saint-Lager, Ann. Soc. Bot. Lyin VII 1: 128.1880
Quamoclit quamoclit (L). Britton in Britton and Brown, lllustr. H. North
Amer. 3: 22.1898
Elos cardinalis Rumphius, Herb. Amboin. 5: 30.1750
Anual, volúvel, ramificada, CQmpletamente glabra. Folhas de contorno ovado ou díti-
co, de 1-9 cms. de comprimento por 0,8—7 cms. de largura, profundamente pinatiscctas, com
9-19 pares de segmentos alternos ou opostos, lineares. Flores solitárias, ou cimeiras com 2-5
flores sanguíneas. Sépalas elíticas. Pedúnculos de 1,5—15 cms., angulosos. Pedicelosde 8—25
mm. Ovário bilocular. Estigmas 2- globosos. Fruto cápsula.
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cm
Material examinado: — 1PA 4690, Tapera, leg. B. Pickel, em 1932
Área geográfica no Brasil: - Pernambuco, Rio de Janeiro, Mato Grosso.
Ipomoea sericophylla Meissner
(Mar. FI.Bras.vol. 7:260.1869)
Caule esbranquiçado. Trepadeira de folhas cordadas, ovadas, orbiculares, breves, ligei-
ramente pilosas, inferiormente sedosas. Pedúnculos do peciolos iguais, dicotômicos. Inflores-
cência em cimeira-umbeliforme. Sépalas vilosas. Corola campanulada, rósea. Ovário 4, locular.
Estigmas 2, globosos.
Material examinado: - 1PA. 4682, Tapera, leg. B. Pickel, em 1932.
Área geográfica no Brasil: - Pernambuco, Minas Gerais, Goiás.
Ipomoea sobrevoluta Choisy
(DC. Prodr. 9:386.1845)
Volúvel. Peciolos de 1-7 cms. glabros. Folhas 5—7 palmatisectas, segmentos lanceo-
lados, linear-lanceolados, raro elíticos. Flores solitárias. Sépalas exteriores oval-lanceoladas,
glabra, mucronadas, agudas; as interiores ovais, quase deltoides. Corola lilás. Ovário cônico,
glabro. Estigmas 2, globosos. Fruto cápsula.
Material examinado: - IPA. 4684, leg. B. Pickel, cm 1935.
Área geográfica no Brasil: - Pernambuco, Minas Gerais.
Ipomoea stolonifera (Cyr.) Gmelin.
(Gmelin, Syst. Veg. 1: 345.1796)
Rasteira. Folhas de formato muito variado: elíticas, lineares, lanceoladas, oval-oblon-
gas, bilobadas no ápice, ou 3-7 lobadas. Flores solitárias, ou cimeiras com 2-3 flores. Corola
alva, com o tubo interior amarelo. Sépalas coriáceas. Ovário glabro, 4- locular. Estigmas 2,
globosos.
Material examinado: - IPA, 468, Boa Viagem, leg. V. Sobrinho, em 1956.
Área geográfica no Brasil: - Alagoas, Pernambuco, Rio de Janeiro, Espirito Santo. São Paulo,
Santa Catarina.
Ipomoea subincana Meissner
(Mart. Fl. Bras.vol. 7: 259.1869) •
— Rivca subincana Choisy, in DC. Prodr. 9: 325.1845
Arbusto. Toda planta envolta por um tomento esbranquiçado. Folhas de base arre-
dondada ou cordada, largamente oval-aguda, apresentando na face dorsal um tomento alvo.
Pedúnculos racemosos com muitas flores alvas, com o tubo interior róseo. Sépalas coriáceas.
Ovário 4- locular. Estigmas 2, globosos.
Material examinado: - IPA. Pombos, leg. B. Pickel, 3532, em 24.02.1942.
Área geográfica no Brasil: - Pariba, Pernambuco.
Ipomoea trifida (H.B.K.) Don
(G. Don. Hist. 4:280.1838)
Volúvel, densamente ramificada. Peciolos de 1-13 cms., com pubescência fina ou
glabros. Folhas ovais, inteiras, com as margens apenas onduladas, com 1-3 dentes subtriloba-
das, trilobadas, ou mais raro 5- lobadas; lóbulo médio ovado, os laterais semiovados, ápice
agudo a acuminado, base cordada; ambas as faces subtomentosas ou pubescentes com pêlos fi-
nos recostados. Cimeiras multifloras, mais raro paucifloras, ou reduzidas a flores solitárias.
Sépalas coriáceas. Corola rósea ou alva, com o tubo interior purpúreo ou rosa-purpúreo. Es-
tigmas 2, globosos. Ovário ovóideo, 2- locular, 4- ovulado. Fruto cápsula.
Material examinado: - IPA 4686, Garanhuns, leg. B. Pickel, 2180, em 11/1929.
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cm ..
Área geográfica no Brasil: - Pernambuco, Bahia, Território de Roraima.
Ipomoea tubata Nees
(Nees in Flora 301.1821)
Arbusto de folhas ovais, levemente acuminadas, longi-pecioladas, pilosas em ambas as
faces. Pecíolo tênue. Sépalas com um tomento alvo. Corola sanguínea. Ovário bilocular; es-
tigmas 2, globosos.
Material examinado: - IPA, 13973, Pe. Sanharó, mata do Massul, leg. A. Lima, em 07.05.1 966.
Área geográfica no Brasil: - Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, São Paulo.
Ipomoea operculata Mart.
(Mart. H. Bras. vol. 7:211.1869)
- Convolvulus macrocarpus Lin., Sp. Pl. 222.1753
Ipomoea operculata Mart., em DC. Prodr. 9: 361 .1 845
Operculina convolvulus Silva, L.c. 1 2 e 49.
Arbusto glabro. Caule quadrangular, avermelhado e glabro. Pedicelo membranaceo-
-alado. Folhas grandes, longi-pecioladas, palmati-5 lobadas, lobos agudos, glabras. Sépalas
coriáceas. Corola campanulada, alva, 1- flor, raro 2. Ovário bilocular. estigmas 2, globosos.
Material examinado: — Herb. Schol. Agric. São Bento 41 12. Tapera, leg. B. Picke, em feverei-
ro de 1936.
Área geográfica no Brasil: - Em todo o território nacional.
“CHAVE PARA AS ESPÉCIES DE JACQUEMONTIA"
A — Folhas oval-lanceoladas
a 1 - ambas faces ferrugíneas; corola alva J. ferruginea
a 2 - tomentosas; corola azul-celeste, com as áreas
episepalicas alva L sphaerostigma
a 3— corola azul, com o tubo interior claro J. tamnifolia
B - Folhas oval-oblongas
bl- corola azul claro J. densiflora
Jacquemontia densiflora (Meissn.) Hallier
(Peter ex Hallier f. in Bot. Jahrb. 16:543.1893
Trepadeira. Folhas oval-oblongas, membranáceas, ápice acuminado, base obtusa.
Flores longi-peduneuladas, agrupadas. Sépalas membranáccas. Corola campanulada, azul-
-claro. Ovário bilocular. Estigmas 2, ovais-planos.
Material examinado: - Vitória de S. Antão, leg. J. Falcão, Egler, E. Pereira, 1001, em 11.11.
1954.
Área geográfica no Brasil: — Ceará, Paraíba, Pernambuco, Bahia, Rio de Janeiro, Paraná.
Jacquemontia ferruginea Choisy
(DC. Prodr. 9: 396.1845)
Trepadeira. Caule com tomento ferrugíneo. Folhas oval-lanceoladas, ambas faces
ferrugíneas. Inflorescéncia em cimeira-umbeliforme, com muitas flores. Sépalas linear-lanceo-
ladas, acuminadas, vilosas. Corola alva. Ovário bilocular. Estigmas 2, oval-planos.
Material examinado: - IPA. 6967, Russinha, leg. B. Píckel em 07.01.1934.
Área geográfica no Brasil: — Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, São Paulo.
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Jacquemontia sphaerostigma (Cav.) Rusby
(Rusby, Buli. Torrey Bot. Club. 26: 151.1899)
- Jacq. azurea Choisy in DC. Prodr. 9: 397.1845
Erbácea, volúvel ou decumbente. Folhas ovais ou oval-lanceoladas, bordos lisos ou
apenas ondulados, de 1,2-7 cms'. de comprimento, por 0,5-3 cms. de largura, base cordada,
arredondada ou truncada, ápice agudo a acuminado: tomentosas a pubescentes. Cimeiras-um-
-beliformes ou corimbiformes, com 3-20 flores, raro reduzidas a flores solitárias. Pedúnculos
de 1-15 cms. Sépalas ciliadas. Corola azul-celeste, com as áreas episepálicas alvas. Ovário bilo-
cular. Estigmas 2, ovais-planos.
Material examinado: - 1PA: 5436, Pe. Inajá, leg. M. Magalhães, 4822, em 09.07.1952.
Área geográfica no Brasil: - Amazonas, Pernambuco, Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais, Ma-
to Grosso, São Paulo.
Jacquemontia tamnifolia (L.) Griseb.
(Griseb. Fl. Brit. W. Ind. Isl. 474.1864)
- Ipomoea tamnifolia L. Sp. Pl. ed. 1 : 162.1 753
Convolvulus praelongus Spencer Moore, Trans. Lin. Soc. Ser. 2, 4: 403.1895
Jacq. rondonii Hoehne, Anex. Inst. Butantan 1, 6: 53.1922
Jacq. mattogrossensis Hoehne, 1. c. 54, tab. 9
Erva anual, a princípio ereta, logo decumbente ou volúvel. Ramos tomentosos. Pecío-
los de 1-7 cms., com pubescência ou tomento similar aos ramos. Folhas ovais ou oval-lanceo-
ladas, inteiras ou com os bordos levemente sinuosos, de 2-12 cms. de comprimento por 1-7
cms. de largura; base cordada ou subcordada, ápice agudo a acuminado; pêlos hirsutos. Inflo-
rescência em cimeira-capituliforme, com poucas ou muitas flores. Corola azul-celeste, com o
tubo interior mais claro. Sépalas oval-lanceoladas. Ovário subgloboso, glabro, bilocular. Es-
tigmas 2, ovais-planos. Fruto cápsula de 4,5-5 mm de diâmetro.
Material examinado: - RB. 89181, Curados, leg. J. Falcão, Egler, E. Pereira, 222, em 24.08.
1954.
Área geográfica no Brasil: — Amazonas, Pará, Ceará, Pernambuco, Mato Grosso.
“CHAVE PARA AS ESPÉCIES DE MERREMIA"
A - Plantas com pêlos estrelados B
Plantas glabras, ou com pêlos não-estrelados C
B - Segmentos foliares agudos, estreitos, lanceolados . . M. digitata
Segmentos foliares aciculares M. ericoides
Segmentos foliares maiores além de 4 cms., de mar-
gem inteira, ápice emarginado M. macrocalyx
(Foto 6)
Segmentos foliares elíticos ou lanceolados, sem
pêlos glandulosos M. cissoides
Segmentos 7-9, dentado-sinuados M dissecta (Foto 7)
Segmentos 5, M. aegyptia
C - Inflorescência em umbella; cojola amarela M. umbellata (Foto 8)
Inflorescência cm cimeira; corola amarela M. tuberosa
Merremia aegyptia (L.) Urban
(Urb. Symb. Abtill. 4:505.1910)
- Ip. aegyptia L., Sp. Pl. cd. 1: 162.1753
Convolvulus pentaphyllus L., Sp. Pl. ed. 2: 223.1762
Ip. pentaphylla (L.) Jacq. CoU. 2: 297.1788
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cm ..
lp. pilosa Cav., Iconea 4: 1 1 .1797
Spiranthera pentaphylla (L.) Boyer, Hort. Maurit. 226.1837
Batatas pentaphylla (L.) Choisy, Conv. Orient. (1834) 54-55
Merremia pentaphylla (L.) Hallier, Engler’s Bot. Jahrb. 16: 552.1893
Operculina aegyptia (L.) House, Buli. Torrey Bot. Club 33: 502.1906
Convolvulus nemorosus Wíll ex Roem et Schult. Syst. 4: 303.1819
Ipomoea sinaloensis Brandegee, Zoe 5: 217.1905
Volúvel. Caules cilíndricos, de 2-4 mms. de diâmetro, longitudinalmente sulcados,
glabros ou mais comuncnte com pubescência hirsuta, amarela. Folhas com 5 segmentos, pal-
madas. Inflorescência com 6-9 flores, raro solitárias. Pedúnculos de 15-20 cms. Sépalas com
pubescência hirsuta, amarela. Corola campanulada, alva, de 2-3 cms., exteriormente glabra.
Ovário glabro, 4- locular, quadriovulado. Anteras torcidas no ápice. Estigmas 2, globosos.
Fruto cápsula subglobosa (mais ou menos 10 mm. de diâmetro).
Material examinado: - RB. 89183, Curados, leg. J. Falcão, Egler, E. Pereira, em 24.08.1954.
Área geográfica no Brasil: — Ceará, Paraíba, Pernambuco, Bahia, Rio de Janeiro, Minas Gerais.
Merremia cissoides (Lam.) Hallier
(Hallier, H. Engler's Bot. Jahrb. 16: 552.1893)
- Convolvulus cissoides Lam. Tabl. Enc. meth. 1 :462.1 791
Convolvulus viscidus Roxb., Hort. Beng. 14.1814
Convolvulus calycinus H.B.K., Nov. Gen. Sp. Plant. 3: 109.1818
Convolvulus riparius H.B.K., Nov. Gen. Sp. Plant. 3: 109.1819
Convolvulus oronocensis Willd cx Roem et Schult. Syst. 4: 1819:303 4:303.
1819
Batatas cissoides (Lam.) Choisy, Conv. Orient. (1834) 55-56
Convolvulus guadaloupensis Stendel, Nom. ed. 2: 409.1840
Batatas cissoides (Lam.) Choisy var. integrifolia Choisy, DC. Prodr. 9: 33.
1845.
Ipomoea cissoides (Lam.) Griseb. Fl. Brit. West. Ind. 473.1861.
Ipomoea potentilloides Meissn., Fl. Bras. vol. 7 : 230.1 869
Pharbites cissoides (Lam.) Peter, Engler-Prantl, Pflanz. 4: 3.1897.
Merremia cissoides (Lam.) Griseb. f. vulgaris L 1. Bras. vol. 7: 230.1869.
Merremia cissoides (Lam.) Hallier f. var. subssesilis (Meissn.) Hoehne, Mem.
lnst. Butantan 1:59.1923
Volúvel. Caule cilíndrico, hirsuto-piloso ou glabro. Folhas palmadas, com 5— jegmentos elíti-
cos, mucronados. Sobre as nervuras na face inferior e nos bordos das folhas abundantes pêlos
glandulares. Inflorescência cimosas paucifloras (1—7 flores), raro flores solitárias. Corola alva,
com linhas escuras claramcnte visíveis nas áreas episcpalicas. Estames desiguais, antéras torci-
das. Ovário glabro, 4— locular, 3-4 óvulos. Estigmas 2, globosos.
Obs.: Segundo Carlos 0'Donell (especialista argentino do gênero) ocorre em Per-
nambuco.
Área geográfica no Brasil: — Amazonas, Pernambuco, Rio de Janeiro, Minas Gerais.
Merremia digitata (Spreng.) Hallier
(Bot. Jahrb. 16:552.1893)
- Gerardia digitata Spreng., Syst. Veg. 2: 800.1825
Ipmoea albiflora Moric., Plant. Nouv. Amcr. (1841) 114-116, tab. 70
!p. albiflora Moric. var. stricta Choisy, DC. Prodr. 9:352.1 845
lp. albiflora Moric. var. cinerea Meissn. FL Bras. vol. 7: 231.1869
Ereta ou rasteira. Caules cilíndricos, glabros ou com pubescência simples ou estrelada.
Folhas geralmcnte subsésseis, com 5-7 segmentos lanceolados ou díticos, geralmente agudos,
raro obtusos, glabros ou com abundante pêlos glandulares nos bordos. Flores solitárias, axila-
res. peduneulares. Sépalas mais ou menos iguais, geralmente com pubescência estretada, raro
glabras. Ovário 2; estigmas 2, globosos.
78
ISciELO/ JBRJ
11 12 13 14 15
cm
Material examinado: - IPA. 7921, Goiana - Eng. Carobá, leg. A. Lima, em 08.05.1955.
Área geográfica no Brasil: - Paraíba, Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, Goiás, M. Grosso.
Merremia disseeta (Jacq.) Hallier
(Hallicr, H. Engler’s Bot. Jahrb. 16:552.1893)
- Convolvulus dissectus Jacquin, Obs. Bot. 2:4.1767 tab. 28
lpomoea disseeta (Jacq.) Pursh, Fl. Am. Sept. (1814) 145
Ip. sinuata Ortega, Meissn. in Mart. Fl. Bras. vol. 7: 284.1869
Operculina disseeta (Jacq.) House, Buli. Torrey Bot. Club 33:500.1906
Volúvel, caule cilíndrico, com largos pêlos amarelados e hirsutos ou glabros, longitu-
dinalmente estriados. Folhas palmatissectas, divididas desde a metade até quase a base em 7-9
segmentos, de dentado-sinuados a quase inteiros, geralmente glabros em ambas as faces ou
com pêlos hirsutos. Flores solitárias ou em dicásios de 2-6 flores. Sépalas glabras. Corola alva,
amplamente campanulada, com linhas escuras notáveis nas área episepálicas. Ovário glabro,
bilocular, com 4 óvulos. Estigmas 2, globosos. Anteras torcidas no ápice.
Material examinado: - IPA 4689, Grajaú, lcg. B. Pickel, em maio de 1933.
Área geográfica no Brasil: - Amazonas, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul.
Merremia ericoides (Meissn.) Hallier
(Hall. 18:552.1894)
- lpomoea ericoides Meissner, Fl. Bras. vol. 7: 251.1869
Reptante. Pequeno arbusto ereto, ramificado desde a base. Caules rígidos, cobertos
com pêlos glandulares. Folhas sésseis, partidas até a base em 5- segmentos filiformes. Flores
solitárias, axilares. Antéras torcidas no ápice. Sépalas mais ou menos iguais, membranáceas.
Corola alva. Ovário 2 lóculos; estigmas 2, globosos.
Obs.: Segundo 0'Donell (especialista argentino já falecido) ocorre em Pernambuco.
Área geográfica no Brasil: - Pará, Ceará, Bahia, Pernambuco, Minas Gerais.
Merremia macrocalyx (Ruiz et Pavon) 0'Donell
(Choisy in DC. Prodr. 9: 362.1845)
— Convolvulus glaber Aublet, PI. Guina 1: 13 8. 1775
Convolvulus macrocalyx Ruiz et Pavon, Fl. Per. Chil. 2: 10. 1799, tab. 118 b
Convolvulus contortus Vell., Fl. Flum. 2: 1827 tab. 48 text. 70.
Batatas glabra (Aublet) Choisy, DC. Prodr. 9: 362.1 845
Ip. macrocalyx (Ruiz et Pavon) Choisy, in DC. Prodr. 9: 362.1845
Ip. hostmanni Meissner in Mart. Fl. Bras. 7 : 290.1869
Merremia glabra (Aublet) Hallier, f., Engler’s Bot. Jahrb. 16: 352.1893
Merremia glabra (Aublet) Hall. f. var. pubescens Van Ootstr. ex Macbridé,
Field Mus. Publ. Bot. 2: 3.1931
Volúvel, profusamente ramificada. Folhas com 5 segmentos. Segmentos de lanceola-
dos a oblongos, agudos ou obtusos. Inflorescência multifloras (10-20 flores). Corola alva am-
plamente campanulada, exteriormente glabra, com as linhas mesopétalas bem diferenciadas.
Botão floral agudo. Antéras torcidas no ápice. Sépalas membranáceas, oval-lanceoladas. Ovário
4- locular; estigmas 2, globosos.
Material examinado: - RB. 70895, Estrada da Aldeia, leg. Otávio Alves em 19.17.1950; IPA.
544, També, leg. V. Sobrinho, em 10/937
Área geográfica no Brasil: - Amazonas, Pará, Pernambuco, Rio de Janeiro, S. Paulo, Paraná,
Minas Gerais.
Menremia tuberosa (L.) Rendle;
(Rendle, in This-Dyer, Flora Trop. Afie. 4: 104.1905)
- Convolvulus americanus, mandiocae ultifido folio, heptaphyllos flore, albo
79
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11 12 13 14 15
cm ..
fundo purpureo, radice tuberosa, cortice albo.Plukenet, Almagestum 1 16.1696
Convolvulus major heptphyllus, flore sulphureo odorato Sloane, Jamaica
1:152.1707
Convolvulus gossypiifolius H.B.K., Nov. Gen. Sp. Plant. 3: 107.1818
Convolvulus tuberosus (L.) Sprengel, Syst. 1 : 591.1825
Convolvulus macrocarpus Sprengel, Syst. 1 : 591 .1 825
Batatas tuberosa (L.) Bojcr, Hort. Maurit. 226 (1837)
Ip. tuberosa L. var. uniflora Choisy, DC. Prodr. 9: 362.1845
Operculina tuberosa (L.) Meissner, H. Bras. vol. 7: 212.1869
Ip. nuda Peter, Engler-Prantl, Pflanz. 4: 31.1891
Ip. glaziovii Dammer, Engler’s Bot. Jahrb. 23 (1897) Beibl. 57 pg. 40
Volúvel, robusta. Caules ramificados, glabros ou raramente com pubescência fina e
amarelada. Inflorescência cimosas, multifloras ou flores solitárias. Sépalas membranáceas,
oval-oblongas. Corola amarela. Ovário bilocular. Estigmas ovais. Antéras torcidas no ápice.
Material examinado: — (15108169 US) Pernambuco, Olinda, leg. B. Pickel 2602, em 07/1931.
Área geográfica no Brasil: - Ceará, Bahia, Pernambuco.
Merremia umbellata (L.) Hallier
(Hallier, H„ EnglcCs Bot. Jahrb. 16: 552.1 893)
- Convolvulus umbellata L., Sp. Pl. ed. 1 : 155.1753
Convolvulus multiflorus Miller, Gardn Dict. ed. 8:15:1768
Convolvulus sagittifer H.B.K., Nov. Gen. Sp. Plant. 3: 100.1 81 8-1 819
Convolvulus caracassanus Roem et Sch. Syst. 4: 301.1819.
Convolvulus micans Garcke, Linnaea 22: 66.1 849
Convolvulus densiflorus Hooker. Voy. Beechey (1841) 303.
Convolvulus luteus Mart. et Gal. Buli. Acad. Roy. Brux. XII (1845) 260, sep. 6
Convolvulus aristolochiaefolius Miller, Gerd. ed. 8 (1768) n. 9
Hallier, H. Engler’s Bot. Jahrb. 26: 552.1893 Van Ootstr., M. Suriname 81.
1932
Ipomoea umbellata (L.) Meyer, G.F. Prim. El. Esscqueboniensis(1818) 99-100
Ip. polyanthes Roem et Sch., Syst. 4: 134.1819
Ip. mollicoma Miq., Stirp. Surin. (1830) 132, tab. 37
Ip. sagittifer (H.B.K.) Don. Gen. Syst. 4: 273.1837
lp. primulaeflora Don, Gen. Syst. 4:270.1837
Ip. multiflora (miller) Roem et Sch. Syst. 4: 234.1819
Merremia rondoniana Hoehne. An. Mem. Inst. Butantan 1 : ( 1922 ) 60 - 61 ,
tab. 13
Trepadeira volúvel. Caule de mais ou menos 2 mm. de diâmetro, glabresscentes, fina-
mente sulcados. Folhas inteiras de tamanho-e forma muito variável, cordiformes, sagitadas ou
hastadas, densamente pubescentes ou glabras. Pecíolosde 2-15 cm. Pedúnculos de 6-15 cm.
Inflorescência em umbella, com 5-40 flores. Corola amarela. Ovário bilocular, quadrtovulado.
Antéras torcidas no ápice. Estigmas 2, globosos. Sépalas iguais, oblongas, côncavas, glabras ou
pubescentes. Fruto cápsula com 8 mm. de diâmetro, bilocular, com 4 sementes pardas.
Material examinado: - RB. 70892, Mata do Macaco, leg. Otávio Alves, em 19.06.1950; IPA
259, Cabo, leg. V. Sobrinho em 10/1936
Área geográfica no Brasil: - Amazonas, Pará, B.-hia, Paraíba, Pernambuco, Minas Gerais.
Operculina alata Urban
(Meissn. in Mart. 1-1. Bras. vol. 7: 213.1869)
- Ip. altíssima Mart. Choisy in DC. Prodr. 9: 359.1845
Caule anguloso, alado. Folhas cordiformes, agudas, longipecioladas, glabérrimas. Brác-
teas membranaceas, oblongolineares. Pedúnculo com 1- flor esverdeada. Ovário bilocular; es-
tigmas capitado. Sépalas membranáceas, glabras.
*Material examinado: - Herb. Schol. Agric. S. Bento 4207, leg. B. Pickel. Tapera, cm 1936
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cm
Área geográfica no Brasil: - Amazonas, Pará, Maranhão, Piauí', Pernambuco, Goiás, M. Grosso
SUMMARY
In Ihis paper 7 genera with 48 species fo Convolvulaceae of the State of Pernambuco,
Brazil, are studied.
Keys for identification of genera and species, geographical distribution in Brazil, and
list of examined specimens are given.
BIBLIOGRAFIA
FALCÃO, J. I. A.
Contrib. ao estudo das esp. bras. do gênero Merremia Dennst - Rodri-
guésia - Anos XVI e XVII, ns. 28-29, Dez. 1954.
MEISSNER, C. F. - M. Bras. de Mart., vol 7: 1869: 200-390, tab. 74-124
0’DONELL, C. A. - Convolvulaceas americanas nuebas ou criticas, Lilloa 23.1950
- (1959) Las especies americanas de Ipomoea. Lilloa n° 29
- (1960) Notas sobre Convolvulaceas americanas. Lilloa n9 30.
OOTSTROOM, S. J. Von - A monogr. of the genus Evolvulus - Meded. Bot. Mus. en
Herb. Uthecht. 14:1-267, 1934
PETER.A. - Convolvulaceae - Nat. Pflzt. 4, 3a. (1891) 1-40
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Foto !: Ipomoea pes-caprae
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cm
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cm 1
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Foto 2: Ipomoea stolonifera
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cm
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cm 1
Foto 6: Merremia macrocalyx
Foto 7: Merremia dissecta
Foto 8: Merremia umbellata
97
REVISÃO DAS ESPÉCIES DO GÊNERO HELICONIA L. (MUSACEAE s. 1.)
ESPONTÂNEAS NA REGIÃO FLUMINENSE
EMILIA SANTOS
Museu Nacional
AGRADECIMENTOS
A autora deixa expressos seus agradecimentos a todos aqueles que, de algu-
ma forma, lhe deram assistência em especial:
- Ao Dr. Luiz Emygdio de Mello Filho, do Museu Nacional do Rio de Ja-
neiro, pela orientação sempre pronta e segura.
- Ao Dr. G. Daniels, da Carnegie-Mellon University, pela valiosa colabora-
ção que nos prestou com a bibliografia.
— Ao Professor Álvaro Xavier Moreira, do Museu Nacional do Rio de Ja-
neiro, pelas sugestões e revisão concernentes à palinologia.
- À Sra. Paula Laclette e Srta. Olga Brasiliense, do Museu Nacional do Rio
de Janeiro, pelo excelente trabalho fotográfico.
- Às Professoras Myrian Maggy Paiz Machado, da Universidade Federal de
Pelotas, Elza Fromm Trinta, Maria Cristina da Silva Cunha e Arline Souza, do Mu-
seu Nacional do Rio de Janeiro, pela colaboração na anatomia e coleta de material.
- Aos Curadores e Responsáveis pelos herbários das Instituições citadas,
que prontamente nos emprestaram o material solicitado.
- Ao Conselho de Ensino para Graduados e Pesquisa da UFRJ, pelo auxí-
lio financeiro.
* Dissertação de Mestrado, Curso de Pós-Graduação em Botânica, UF-RJ.
Rodriguésia
Rio de Janeiro
Vol. XXX-N945
1978
99
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SUMÁRIO
1 - INTRODUÇÃO
2 - HISTÓRICO
3 - MATERIAL E MÉTODOS ....
4 - RESULTADOS
4. 1 - MORFOLOGIA
4. 1. 1 - Organografia
4.1.2 — Palinologia
•
4. 2 - DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA
4. 3 - TRATAMENTO TAXINÕMICO
4. 3. 1 - Subdivisão do gênero
4. 3. 2 - Descrição do gênero
4. 3. 3 - Chave para as espécies fluminenses . .
4.3.4 - Descrição das espécies
5 - FONOLOGIA
6 - DISCUSSÃO E CONCLUSÕES
7 - RESUMO
8- fSlDICE DOS COLETORES
9 - BIBLIOGRAFIA
10- ÍNDICE DAS ESPÉCIES
100
•
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cm
1 - INTRODUÇÃO
A família Musaceae, sensu Iatu, e conseqüentemente o gênero Heliconia
tem sido objeto de estudos por diferentes autores, principalmente aqueles que tra-
tam das correlações e sub-divisões das famílias de fanerégamas.
Apesar de interpretado de várias meneiras, o gênero Heliconia sempre foi
considerado homogêneo e com características próprias, que nitidamente o sepa-
ram dos demais gêneros de Musaceae s. 1., mesmo por autores antigos como
RICHARD (1&31) e ENDLICHER (1837), que o incluiram como único represen-
tante da sub-família Heliconioideae.
LANE (1955), que se dedicou ao estudo dos caracteres morfológicos dos
diferentes gêneros de Musaceae s. I., reconheceu que o gênero Heliconia tem ca-
racterísticas de individualização, porém preferiu mantê-lo na família Musaceae s. 1.
RENDLE (1956) e ENGLER (1964), consideraram Musaceae como uma
família poligenérica. O primeiro dividiu-a em três sub-famílias: Musoideae com o
genero Musa; Strelitzioideae com os gêneros Ravenala, Strelitzia e Heliconia;
Lowioideae com o gênero Orchidantha. ENGLER manteve as sub-famílias Musoi-
deae e Strelitzioideae, subdividindo esta última em três tribos: Ravenaleae com os
gêneros Ravenala e Phenakospermum; Strelitzieae com o gênero Strelitzia; Heli-
conieae com o gênero Heliconia, mantendo o gênero Orchidantha em família à
parte — Lowiaceae.
HUTCHINSON (1960), subdividiu Musaceae em três famílias diferentes:
Musaceae, sensu stricto, com o gênero Musa; Strelitziaceae com os gêneros Stre-
litzia, Ravenala, Phenakospermum e Heliconia; Lowiaceae com o gênero Orchi-
dantha.
Os autores mais recentes, como CRONQUIST (1968), têm mantido essa
individualidade, cuja interpretação já havia sido levada ao máximo por NAKAI
(1941), que elevou Heliconia ao nível de família — Heliconiaceae.
O ponto de vista de NAKAI foi mantido por TOMLINSON (1959, 1962)
que, procurando auxiliar no esclarecimento da posição taxinômica dos gêneros
de Musaceae s. L, estudou sua anatomia e concluiu que, também sob este ângulo
101
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11 12 13 14
cm ..
o gênero Heliconia se mantém individualizado, como demonstrou pela tabela
abaixo:
HELICONIA
- “Células epidérmicas com pare-
des anticlinais onduladas. (Fig. IA)
- Hipoderme sob cada superfície
sempre unicstratificada.
- Nervuras longitudinais muito
separadas umas das outras.
- Nervuras longitudinais situadas
em profundidade mediana, sem visíveis ex-
tensões nas bainhas dos feixes.
- Nervuras transversais nunca
com extensões nas bainhas dos feixes; en-
volvidas por células do parênquima e nun-
ca por fibras. (Fig. 1C).
— Hipoderme abaxial com células
de parede delgada, diferenciadas no pecío-
lo.
- Corpos silicosos oblongos, cada
um com uma profunda depressão central.
- Grãos de amido cilíndricos,
clipsóides, não achatado.”
OUTROS GÊNEROS
- “Células epidérmicas com pare-
des lineares. (Fig. 1 B )
- Hipoderme sob a superfície
adaxial frequentemente com mais de uma
camada.
- Nervuras longitudinais geral-
mente aproximadas, porém muito separa-
das cm Orchidantha
- Nervuras longitunais geralmcn-
te com visíveis extensões nas bainhas dos
feixes ou em Orchidantha, nervuras mais
adaxiais porém sem extensões nas bainhas
dos feixes.
- Nervuras transversais com ex-
tensões nas bainhas dos feixes ou envol-
vidas por fibras (Fig. 1D).
- Hipoderme abaxial com células
esclerosadas ou não diferenciadas de ou-
tras células do tecido básico do pecíolo.
- Corpos silicosos não oblongos
ou, se oblongos, (Musa), com uma leve de-
pressão central.
- Gãos de amido achatados ou
mais ou menos isodiamétricos.”
Apesar do avultado número de espécies descritas até o presente, mais de
250, a taxinomia de Heliconia está longe de ter sido esgotada. Mesmo numa região
restrita e densamente submetida a colecionamentos por coletores estrangeiros co-
mo SELLOW, GARDNER, GLAZIOU, POHL, RADDI, WIED NEUWIED, GAU-
D1CHAUD e outros, por técnicos do Museu Nacional como SAMPAIO, V1DAL,
SALDANHA e LUIZ EMYGDIO e do Jardim Botânico com BRADE, CAMPOS
PORTO, BARROSO, DUARTE, PEREIRA e SUCRE, entre outros, sem falar nas
históricas coleções de Frei JOSÉ MAR1ANO DA CONCEIÇÃO VELLOZO, até
aqui perdidas ou não localizadas, tem oferecido ocasião ao reconhecimento de no-
vos táxons específicos.
Iniciando o estudo taxinômico do gênero Heliconia, revisamos as espécies
espontâneas na região fluminense, englobando todo o atual Estado do Rio de Ja-
neiro. Este estudo diz respeito, principalmente, aos caracteres externos das espé-
cies, incluindo também, observações sobre a palinologia, a anatomia do ovário e
do fruto, a distribuição na área e correlação com o suporte geográfico.
102
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11 12 13 14 15
2 - HISTÓRICO DO GÉNERO HELICONIA NA REGIÃO FLUMINENSE
VELLOZO (1825), na Flora Fluminensis, foi o primeiro autor a tratar da
ocorrência do gênero Heliconia na região, descrevendo quatro espécies. H. biahy
Vell., H. thalia Vell., H. angusta Vell. e H. episcopalis Vell. Esse autor cometeu
dois enganos: considerou como H. thalia uma espécie de Marantaceae e aplicou,
a uma nova entidade (mais tarde descrita por MELLO FILHO como H. velloziana),
um homônimo do epíteto usado por LINEU (H. bihai) para outra espécie, válida,
porém diferente da entidade de VELLOZO e sem ocorrência nessa região (MELLO
FILHO, 1975).
PETERSEN (1890), em sua monografia na Flora Brasiliensis de MAR-
TIUS. cita seis espécies para o Rio de Janeiro: H. episcopalis Vell H. ferdmando-
-coburgii Szyzylow., H. bihai Sw„ H. angustifolia Hook., H. brasibensis Hook. e
H. cannoidea Rich. Apesar de ser a primeira tentativa de reunir as especies brasüei-
ras de Heliconia. o trabalho de Petersen deixa muito a desejar prmcipalmente por-
que esse autor incidiu em vários erros, confundindo e misturando especies. Petersen
cita como H. cannoidea o exemplar coletado por ACKERMANN, que examinamos
e verificamos ser H. hirsuta L. f.. Este exemplar deve provir de material cultivado
porque a espécie não é nativa na região fluminense.
Ao descrever H. bihai Sw. (sinônimo de H. caribaea Lam.), alem de ™ stu *
rar caracteres de diversas espécies. PETERSEN a confunde com H. bihai L A es-
tampa não coincide com a espécie de SWARTZ nem com a e , sen o sem
dúvida alguma. H. velloziana. O autor ainda confundiu H spatho-c.rcmada Anst.
com H. bihai Sw.. ao identificar o exemplar coletado por LUND no Corcovado.
Ao tratar de H. brasiliensis Hook., Petersen fez uma grande confusão, mis-
turando quatro espécies diferentes: H. brasiliensis Hook. (sinônimo e . annosa
Raddi), H. brasiliensis sensu Paxton (sinônimo de H. laneana Barreiros), H. glauca
Poit. ex Verlot e H. acuminata Rich., as duas últimas não ocorrentes na area em
estudo.
As outras espécies citadas por PETERSEN: H. ferdinado-coburgii e H. an-
gustifolia. são sinônimos de H. episcopalis e H. angusta, respectivamente.
Em 1900. aparece a monografia de SCHUMANN (in ENGLER;das Pflan-
zenreich), que também traz vários pontos negativos: as descrições são muito in-
completas e, na maioria das vezes, não caracterizam as espécies; alem disso nao
são citados os coletores, o que torna impossível reexaminar os exemplares estuda-
dos pelo autor.
Para o Rio de Janeiro, SCHUMANN cita apenas H. episcopalis e H. angus-
tifolia. Assim como Petersen, SCHUMANN confunde H. bihai L. com H. biahy
Vellozo e H. brasiliensis Hook. com H. brasiliensis sensu Paxton, citando como
local de ocorrência das duas últimas a Guiana e o Alto Amazonas; entretanto, nem
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cm ..
a espécie de HOOKER nem a de PAXTON foram, até agora, encontradas nessa
região.
SCHUMANN também repete erros anteriores, citando H.. pulverulenta
Lindl. (sinônimo de H. farinosa) como ocorrendo nas Antilhas. Esse erro é muito
comum entre os autores antigos que confundiam as espécies com folhas pruinosas,
citando quase todas como H. pulverulenta.
Em 1903, aparece o trabalho de GR1GGS (On Some Species of Heliconia),
que, percebendo o erro de PETERSEN ao tratar de H. bihai, deu o nome de H.dis-
tans à espécie descrita por PETERSEN, porém, sem explicar a mistura feita por
esse autor e sem tipificar H. distans, invalidando este nome.
Depois da monografia de SCHUMANN não se publicou outro trabalho que
reunisse as espécies de Heliconia encontradas na região fluminense até que, em
1975, MELLO FILHO discute o trabalho de VELLOZO, mostrando que H. biahy
Vell. é, na realidade, uma nova entidade - H. velloziana L. Em e que H. thalia é
uma Marantaceae - Stromanthe sanguínea Sond.
Finalmente, em 1976, a Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro publicou
um manuscrito de VELLOZO, com estampas do pintor Muzzi, onde estão incluí-
das três espécies de Heliconia, sob os nomes vulgares de: Pacó caajubá (est. 139 ),
Pacó uvávú (Est. 149) e Pacó uvávú (Est. 159).
Ao relacionar essas espécies com as da Flora Fluminensis e atualizá-las pe-
lo trabalho de SAMPAIO e PECKOLT, os editores cometeram alguns enganos,
que foram esclarecidos por MELLO FILHO & E SANTOS (1977), fazendo a cor-
respondência dessas espécies com H. episcopalis Vell., H. aemygdiana Burle Marx
e H. sampaioana L. Em., respectivamente.
3 - MATERIAL E MÉTODOS
As observações sobre a morfologia geral, as descrições e a chave para deter-
minação das espécies, foram baseadas nos caracteres de exemplares coletados na
região fluminense e citados como “material examinado". Sempre que 'possível pro-
curamos examinar também material vivo, cultivado no Horto Botânico do Museu
Nacional ou coletado na região, durante a realização deste trabalho.
Os exemplares estudados pertencem aos herbários das seguintes institui-
ções:
Botanical Museum and Herbarium, Copenhagen - C
Centro de Pesquisas Florestais e Conservação da Natureza Rio de Janeiro
-GUA
Field Museum of Natural History, Chicago - F
Herbarium Bradeanum, Rio de Janeiro - HB
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Jardim Botânico do Rio de Janeiro — RB
Jardin Botanique National de Belgique, Bruxelas — BR
Museu Nacional do Rio de Janeiro — R
Muséum National d'Histoire Naturelle, Paris — P
Naturhistorisches Museum, Viena — W
Swedish Museum of Natural History, Stockholm — S
Para as observações palinológicas foi utilizado material herborizado, com
exceção de: H. augusta, H. episcopalis, H.farinosa,H. lacletteana.H.spatho-circina-
da e H. laneana var. laneana. para as quais utilizamos material vivo ou conservado
em álcool a 70°.
Os grãos de pólen foram montados em um novo meio, idealizado por
MELLO FILHO, constituído de:
- Cloral hidratado fundido - 1/3
- Lactofenol de Amann - 1/3
- Glicerina 50% - 1/3
O tratamento por este processo não esvazia o pólen, mas tem a vantagem
de ser, ao mesmo tempo, meio clarificador e de montagem, ideal para preparações
rápidas, além de permitir a mensuração do grão de pólen em condições normais.
Tentamos o método de Wodehouse, porém, não conseguimos bons resulta-
dos principalmente porque, ao tratar o pólen com hidróxido de potássio, a maio-
ria dos grãos se rompia ou deformava.
Para cada espécie foram medidos 20 grãos, escolhidos ao acaso, com obje-
tiva 40X de Microscópio Orthomat, tendo sido calculados a média aritmética, o
desvio padrão da média e a faixa de variação.
■ A terminologia usada é a de ERDTMAN (1975), modificada por XAVIER
MOREIRA (1969) e por WALKER & DOYLE (1975).
As microfotografias de pólen e detalhes anatômicos foram tiradas em Mi-
croscópio Orthomat, equipado com câmara fotográfica.
As microfotografias dos frutos fora-.i tiradas em microscópio estereoscó-
pico, equipado com câmara fotográfica.
Os exemplares utilizados em anatomia são cultivados no Horto Botânico
do Museu Nacional e foram fixados e conservados em álcool 70 .
Os cortes de folhas e ovário foram feitos em micrótomo manual, clarifi-
cados em líquido de Dakin e corados com tionina aquosa.
Os desenhos de estaminódios, estigmas e anteras foram feito em micros-
cópio estereoscópico, equipado com câmara clara.
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4- RESULTADOS
4.1 - MORFOLOGIA
4.1.1 - ORGANOGRAFIA
HÁBITO - As espécies espontâneas na regiáo fluminense são todas de “ha-
bitus" herbáceo, apresentando um pseudocaule formado pelas bainhas das folhas,
que pode alcançar mais de 4m de altura. O aspecto é sempre musóide, ou seja,
com follias longamente pecioladas, afastando-se do eixo do pseudocaule de manei-
ra uniforme e distribuindo-se espacialmente obedecendo a uma disposição dística
ou espirilada, nunca canóideo como em H. cannoidea.
FOLHAS - São dísticas na maioria das espécies, mais raramente espirala-
das. Apresentam sempre um longo pecíolo ostentando, por vezes, uma mácula
mais clara junto à inserção da lâmina.
As lâminas são de dois tipos básicos: oblongas e lanceoladas, apresentando
variações até linear-lanceoladas e largamente oblongas; a base é cuneada na maio-
ria das espécies, podendo ainda ser truncada ou atenuada, porém sempre inequi-
látera; o ápice é agudo ou acuminado; as margens são, em geral, inteiras, ^odendo
fender-se entre o bordo e a nervura mediana, porém, em nenhuma das espécies
estudadas foi encontrado um padrão de laciniamento numeroso como se observa
em espécies de outras regiões, como por exemplo H. chartacea Lane ex Barreiros.
São sempre glabras e, na maioria das espécies fluminenses, verdes em ambas as
faces, com exceção de H. citrina L. Em. & Em. Santos e H. farinosa que têm a
face dorsal sempre densamente pruinosa, o que lhes dá um característico aspecto
cinéreo, e H. velloziana que muito raramente pode apresentar alguma cera.
A venação obedece a um padrão simples, com uma nervura mediana bem
evidenciada e nervuras secundárias transversalmente paralelas, formando ângulos
retos ou agudos com a nervura mediana.
INFLORESCÉNC1A - É sempre terminal e ereta, constituída por uma
cimeira helicoidal ou escorpióide, composta de fascículos protegidos por grandes
brácteas coloridas. Em geral, o número dessas brácteas varia pouco dentro de cada
espécie, porém, há exceções como H. episcopalis que normalmente apresenta 8 à
27 brácteas, mas, nos exemplares que crescem em locais mais úmidos, podem ser
encontradas até 53 brácteas e, consequentemente, as inflorescências alcançam
grande comprimento.
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18 19 20 21 22
cm
A raque é glabra ou pilosa e apresenta os segmentos em diferentes planos:
ora num único plano - escorpióide - e, neste caso, 1 1 inflorescência o auiter
dístico; ora se distribui em um arranjo espiralado - helicóide - c a mflorescencia
tem o caráter polístico. sendo freqüentemente quase reta em H. ep.scopalis. Pode
apresentar-se totalmente coberta pelas bases das brácteas como em H. ep.scopalis
ou com os entrenós aparentes em diversos graus; entretanto, nem sempre este da-
do é real porque, em algumas espécies, as brácteas não conservam a mesma pos.çao
após a secagem; neste caso. nas plantas vivas, as brácteas apresentam pouco espaço
entre si e, ao secar, mostram entrenós bem espaçados em consequência da retraçao.
As inflorescências jovens também apresentam um aspecto diferente com as
brácteas congestas e os entrenós inteiramente cobertos pelas bases dessas bracteas,
o que pode levar a interpretações errôneas de exemplares não comp etamente e
senvolvidos.
As brácteas são perenes em quase todas as espécies, caducas apenas em H.
episcopalis. quando deixam as cicatrizes bem marcadas na raque, carater que ime-
diatamente separa esta espécie das demais. Quanto a forma ( ig. - . po em ^ er
cimbiformes de base auriculada e parcialmente amplectente como em H. spatho-
-circinada ou lanceolado-conduplicadas de base apenas arre on a a * como em
H. lacletteana L. Em. & Em. Santos; em H. farinosa elas podem adquirir uma for-
ma um tanto intermediária e, apesar de serem cimbiformes, algumas vezes apresen-
tam a base mais arredondada do que auriculada, o apice e gera men 8 Ç >
sendo circinado somente em H. spatho-circinada A bractea mals m en r P
fértil ou estéril numa mesma espécie, com o ápice apenas aguça o ou °
vários graus, chegando a se continuar por uma verda eira o ia, 0 ^ .
a sua natureza de bainha. Quando as brácteas são cim^ 1 ° r ™“’ p ° rarrpiroS)
lo de água na cavidade, razão pela qual alguns autores (S
chamam de aquáticas as flores de espécies onde isto ocorre.
FLORES - São protegidas por bractéolas cimbiformes ou planas, assimé-
tricas em vários graus, com a nemira mediana em geral bem marcada^ glabras ou
pilosas apenas na nervura mediana ou em toda a tace orsa como em . episcopa
lis; geralmente são translúcidas mas podem ser opacas e coloridas em tons discre-
tos de creme ou amarelado.
O perianto, geralmente reto, pode ser curvo em poucas espécies, mas nunca
gcniculado como em H. latispatha Benth. ou H. glauca oit. ex er o .
Apesar das flores de Heliconia serem homoclam ideas, podemos distinguir
perfeiramente os seus dois veticilos: os três tépalos externos que seriam os sepa-
los, e os três tépalos internos, correspondentes aos petalos. Todos sao carnosos,
unidos na base, densamente hirsutos em H. aemygdiana Burle Marx e, nas outras
espécies, são glabros ou apenas um pouco pilosos nas margens ápices e nervuras
medianas. São longitudinalmente estriados, com utnculosde rafideos e células de
tanino. Os externos são, em geral, carenados, com as nervuras pouco acentuadas,
livres apenas no ápice ou o dorsal üvre quase até a base; os tres internos nao são
carenados. são livres apenas no ápice e apresentam as nervuras fortemente marca-
das.
111
SciELO/ JBRJ
11 12 13 14
Os estames são sempre cinco, com filetes em geral um tanto triquetros, de
base alrgada e aderentes à base dos pétalos, retos ou geniculados na base, glabros;
as anteras (Fig. 3) são lineares com as tecas de deiscência longitudinal e base geral-
mente bem inequilátera como em H. lacletteana ou as vezes quase regular como em
H. citrina; entretanto, esse caráter não é constante e podemos encontrar, na mes-
ma flor, alguns estames com as tecas de base inequilátera e outros com as tecas de
base regular como ocorre algumas vezes em H. aemygdiana.
Presa à base do sépalo dorsal aparece uma estrutura de origem discutida
que, para a maioria dos autores, é um estaminódio. Em 1972, MELLO FILHO lan-
çou uma nova teoria, considerando essa estrutura como sendo o vestígio de uma
flor; segundo ele. a flor de Heliconia está “representada por um conjunto de duas
flores, uma funcional e outra reduzida e inclusa, envolta pelo perianto da flor
normal”. A esse conjunto deu o nome de “dianthos”.
Esse “estaminódio" (Fig. 4-5), apresenta uma razoável diversidade morfo-
lógica; quanto â forma geral é linear, lanceolado ou oblongo, de ápice obtuso ou
variadamente aguçado, com a margem inteira ou lobada na base, liso em ambas as
faces ou marsupiado na face ventral, apresentando apêndices em H. aemygdiana.
A presença ou ausência da “bolsa” na face ventral dos “estaminódios”,
quase sempre acompanha a forma das brácteas. Assim, as espécies com as brácteas
cimbiformes possuem os “estaminódios” não marsupiados e aquelas com brácteas
lanceolado-conduplicadas os têm marsupiados. A única exceção é H. aemygdiana,
que possui brácteas perfeitamente lanceolado-conduplicadas e estaminódio não
marsupiado; entretanto, é a única espécie estudada que apresenta apêndices no
“estaminódio".
O estilete é triquetro, em geral com os ângulos bem marcados ou às vezes
quase alados, podendo ser reto ou curvado na base ou no ápice, com o estigma
(Fig. 6) um tanto capitado e, em geral, um pouco bilabiado, apresentando seis a
oito fendas. O ovário é sempre infero, trilocular, tricarpelar e uniovulado por lócu-
lo, com o ápice truncado e marcado por uma cicatriz deixada pela queda do pe-
rianto. Entre os lóculos aparece uma sutura intercalar, vista nitidamente em corte
transversal, que permanece durante o desenvolvimento do ovário até o fruto e por
onde, provavelmente, se dá a separação das sementes. Nenhuma das espécies estu-
dadas apresenta o ovário completamente piloso;ele é totalmente glabro ou possuê
pêlos apenas nos ângulos.
A flor de Heliconia é caracterizada por ter uma orientação invertida em re-
lação às flores dos outros gêneros de Musaceae s. I., apresentando o sépalo ímpar
em posição dorsal, enquanto que, nos outros gêneros, ele se apresenta em posição
ventral. Também o "estaminódio”, acompanha essa torsâo: em Heliconia ele é
oposto ao sépalo ímpar e está situado no verticilo externo, enquanto que, nos ou-
tros gêneros, o "estaminódio" ou o “locus" do estame abortado é oposto ao interva-
lo entre os sépalos restantes e está situado no verticilo interno, como pode ser
observado nos seguintes diagramas:
112
SciELO/JBRJ
^ *8- 3: Base irregular das anteras: A — H. aemygdiana; B — H. lacletteana; C — H. sam-
paioana; D - H. velloziana; E - H. citrina; P - H. episcopalis.
113
CO
Essa orientação invertida estaria relacionada com a polinização (Rendle) e a posição
r ° tsal do «paio ímpar facilitaria o trabalho dos beija-flores, principais polinizadores do gêne-
115
Fig. 4: Estaminódios marsupiados (face ventral): A - H. angusta (b - bolsa); B - H. la-
cleiteana; C - H. citrina; P - H. fluminens.s; E - H. laneana var. laneana.
117
SciELO/JBRJ
11 12 13 14
cm
É
u
m
O
t-ig. 5:
istaminódios não marsupiados (face ventral): A H farmosa;
: - H. aemygdiana (a - apêndices); D - H. spathocircinada, E -
B - H. velloziana;
H. episcopalis.
119
SciELO/JBRJ
11 12 13 14
Eig. 6: Estigmas: A - H. faiinosa; B - H. laneana var. laneana; C - H. lacletteana; D - H.
episcopalis; E - H. aemygdiana; E - H. laneana var. flava; G - H. fluminensis.
121
cm
FRUTO - (Fig. 10 - 13) - É uma drupa trispérmica (às vezes com menor
número de sementes, por aborto), trígona, com os três ângulos em geral arredon-
dados, porém irregulares e mesmo aliformes em H. aemygdiana; a cicatriz deixada
pelo perianto, e que se acentua no fruto, tem uma forma mais ou menos triangu-
lar, apresentando-se ressaltada ou plana em relação à superfície do ápice do fruto.
Acompanhando o desenvolvimento do ovário (fig. 7 — 9), é possível distin-
guir perfèitamente a diferenciação da parede do fruto em epicarpo, mesocarpo e
endocarpo. No ovário, a camada mais externa, que vai formar o epicarpo de cor
azul ou arroxeada, está constituída por uma delgada camada de células cutiniza-
das; a região mediana, que se transformará no mesocarpo esbranquiçado, é relati-
vamente espessa, formada por parênquima, onde ocorrem idioblastos com feixes
de rafídeos e feixes vasculares sem uma disposição padronizada; a camada mais
interna, que vai formar o endocarpo, é constituída por uma mistura de fibras e cé-
lulas de parênquima que se tornam esclerosadas à medida que o ovário vai-se de-
senvolvendo em fruto. Esse endocarpo pétreo acompanha as sementes, constituin-
do três pirênios (fig. 14), caracterizados pela micrópila fechada por um opérculo
por onde sai a radícula na época da germinação. Geralmente são de superfície ma-
melonada, muito irregular em H. episcopalis, H. sampaioana e H. velloziana e me-
nos irregular nas outras espécies sendo quase regular em H. aemygdiana.
O embrião é reto, basal e envolvido por abundante endosperma farináceo.
O fruto de Heliconia tem sido descrito como cápsula, esquizocarpo ou,
mais frequentemente, como baga. Entretanto, a presença de um mesocarpo carnoso
e de um endocarpo pétreo que acompanha as sementes, caracteriza uma drupa.
Na realidade não há uma deiscência natural do fruto; apenas as sementes, envolvi-
das pelo endocarpo, se separam em três pirênios quando retiramos o mesocarpo
ou. naturalmente, quando os tecidos mais externos se desintegram.
123
SciELO/JBRJ
11 12 13 14
Pig. 7: Corte transversal do ovário: (H. laneana var. laneana) A —detalhe da parede mostran-
do a diferenciação dos tecidos; B — detalhe do lóculo com óvulo.
125
cm 1
SciELO/JBRJ
50 jí
l ig. 8: Corte longitudinal do ovário: (H. laneana var. laneana) A _B - detalhes da parede do
lóculo, óvulo e camadas do ovário; C — detalhe da camada interna.
127
SciELO/JBRJ
0,25cm
D 0,25cm
Fig. 9: (H. laneana var. laneana): Corte transversal: A - ovário jovem; b - fruto jovem;
C — fruto com uma das sementes abortada. Corte longitudinal : D — truto com uma
semente.
129
cm 1234
SciELO/ JBRJ
0,25cm
0,25cm
cm 1
; SciELO/ JBRJ
0,5cm
0,5cm
ig. 10: Fruto e cicatriz (C) deixada pela queda do perianto: A - H. aemygdiana; B - H. an-
gusta.
0,5cm
0,5cm
cm 1
.SciELO/ JBRJ
0,5cm
0,5cm
Fig. 1 1 : Fruto e cicatriz (C) deixada pela queda do perianto: A
minensis.
H. episcopalis; B - H. flu-
0,5cm
cm l
ISciELO/JBRJ
0,5cm
0,5cm
0,5cm
0,5 cm
Hg. 12: Fruto e cicatriz (O deixada pela queda do perianto:
B - H. spatho-circinada.
A - H. laneana var. laneana;
cm 1
,SciELO/ JBRJ
0,5cm
0,5cm
ig. 13: Fruto c cicatriz (C) deixada pela queda doperianto: A - H. sampaioana; B - H.
veUozUna
0,5cm
t
0,5cm
I-ig. 14: Pirènios mostrando o opérculo (o): A - H. angusta; B - H. fluminensis; C - H. la-
neaija var. laneana; D - H. aemygdiana; E - H. episcopalis; E - H. sampaioana;
G - H. velloziana.
cm
SciELO/JBRJ
139
cm
4.1.2 — PALINOLOGIA
Descrição Geral :
Gãos de pólen radialmente simétricos, heteropolares, de tamanho médio a
grande (diâmetro maior de 57,45/a à 129,60/i), esféricos, prolato-esferoidais ou
oblato-esferoidais; exina intectada, irregular espessa (1,50/i à 6,90/i), diferenciá-
vel em sexina e nexina; ectosexina espiculada, endosexina baculada.
Segundo a literatura, em Heliconia há apenas raros vestígios de uma aber-
tura distai simples; entretanto, em H. lacletteana e H. laneana var. laneana, encon-
tramos uma abertura que parece ser intermediária entre os tipos monosulcado e
diulcado, constituída por um pseudosulco, formado por uma invaginação da exi-
na, trazendo um poro em cada extremidade.
Nas outras espécies estudadas não conseguimos observar aberturas, porém,
em H. farinosa encontramos grãos germinando, sem haver aberturas aparentes, ape-
nas observamos a formação de invaginações da exina, semelhantes a poros onde
irrompe o tubo polínico.
H. aemygdiana Burle Marx (Fig. ISA)
Forma: prolato-esferoidal
Tamanho: grande 69,75 /i ± 3,65 /i
E: 68.55 /i ± 3.03 /z
Exina: irregular, variando de 3,37 /a à 4,72 /i
Sexina: espessa, baculada
Nexina: delgada
H. angusta Vell. (Fig. 15B)
Forma: esférico
Tamanho: grande
Exina: irregular, variando de 4.50 /i à 5,85 /a
Sexina: espessa, baculada
Nexina: delgada
H. citrina L. Em. & Em. Santos (Fig. 15C)
P: 71,70 /a ± 2,04 /a
E: 71,55 /a ± 1,43 /a
Forma: prolato-esferoidal
Tamanho: grande 72,90 /a ± 2,70 /r
E: 71,17/a ± 6,32 /a
Exina: quase regular, variando de 4,20 /a à 4,87 /a
Sexina: espessa, baculada
Nexina: delgada
141
; SciELO/ JBRJ
11 12 13 14 15
cm
Hg. 15: Grlo de pólen: A - H. aemygdiana; B - H. angusta; C - H. citrina.
143
■SciELO/ JBRJ
11 12 13 14 15
cm ..
H. episcopalis Vell. (Fig. 16A)
Forma: esférico
Tamanho: grande P: 85,20 n ± 3,72 /a
E: 85,20 /a ± 3,70 /a
Exina: quase regular, variando de 6,45 /a à 6,90 /a
Sexina: muito espessa, baculada
Nexina: delgada
H. farinosa Raddi (Fig. 16B)
Forma: oblato-esferoidal
Tamanho: grande P: 77,77 /a ± 5,1 5 ja
E: 77,85 m ± 4,21 /a
Exina: regular, 3,90 n
Sexina: espessa, baculada
Nexina: delgada
H. fluminensis L. Em. & Em. Santos (Fig. 16C)
Forma: prolato-esferoidal
Tamanho: grande P: 57,45 /a ± 3,23 /a
E: 56,85 /a ± 3,48 /a
Exina: regular, 2,47 ja
Sexina: espessa, visivelmente baculada
Nexina: delgada
145
SciELO/ JBRJ
11 12 13 14 15
SciELO/JBRJ
cm 1
30 íí
30 fi
30 /i
Fig. 16: GrSo de pólen: A - H. episcopalis; B - H. farino sa (tp-tubo plínico) C - H. flumi-
nensis.
30 fJ
' 307
cm ..
H. lacletteana L. Em. & Em. Santos (Fig. 17A)
Forma: esférico
Tamanho: grande p ; 66,00 /j ± 3,42 n
E: 66,55 /u ± 3,70 n
Exina: irregular, variando de 3,07 /i à 4,05 /u
Sexina: espessa, visivelmente baculada
Nexina: delgada
H. laneana var. flava (Barr.) Em. Santos (Fig. 17B)
Forma: oblato-esferoidal
Tamanho: grande P: 54,00 /u ± 2,32 ju
E: 54,10/u + 2,22 n
Exina: regular, 1 ,50
Sexina: muito delgada, baculada
Nexina: equivalente à sexina
H. laneana Barr. var. laneana (Fig. 17C)
Forma: esférico
Tamanho: grande P: 63,00 /u ± 3,00 /u
E: 62,70 n ± 3,27 »
Exina: irregular, variando de 4,20 n à 4,65 /u
Sexina: espessa, visivelmente baculada
Nexina: delgada
149
SciELO/JBRJ
11 12 13 14 15
cm ..
C
Hg 17: Grão de pólen: A - H. lacletteana; B - H. laneana var. flava; C - H. laneana var.
laneana.
30 fi
151
SciELO/JBRJ
11 12 13 14 15
cm ..
H. rivularis L. Em & Em. Santos (Fig. 18A)
Forma: oblato-esferoidal
Tamanho: grande P: 64,25 /r ± 6,43 /u
E: 66,80 H ± 7,29 U
Exina: regular, 2,70 /J
Sexina: espessa, baculada
Nexina: delgada
H. sampaioana L. Em. (Fig. 1 8B)
Forma: oblato-esferoidal
Tamanho: muito grande 1 28.55 p ± 1 1 ,59 ^
E: 129,60 /J ± 11,68 M
Exina: regular, 4.80 /J
Sexina: espessa, baculada
Nexina: delgada
H. spatho-c irei nada Arist. (Fig. 18C)
Forma: oblato-esferoidal
Tamanho: grande **• 84,1 5 ± 4,97 n
E: 85,05 /i ± 4,95
Exina: pouco irregular, variando de 3,15 H à 3,22 /i
Sexina: espessa, visivelmente baculada
Nexina: delgada
153
SciELO/ JBRJ
11 12 13 14 15
30 fi
30 ft
30 n
30 fj
I ig. 18: Grão de pólen: A -
30 M
H. rivuUris; B - II. sampaioana; C - H. spatho-circinada.
30 ix
H. velloziana L. Em. (Fig. 19)
Forma: esférico
Tamanho: grande P: 65,40 jí ± 2,43 p
E: 65,20 /a ± 2,09 u
Exina: pouco irregular, variando de 3,67 /j à 3,90 n
Sexina: espessa, visivelmente baculada
Nexina: delgada
30 m
Fig. 19: GrSo de pólen: H. velloziana
157
ISciELO/ JBRJ
11 12 13 14 15
cm ..
Diâmetro Polar (/d )
Diâmetro Equatorial (fx)
D. P. M.
F. Var.
Int. Conf. 95%
D. E. M.
F. Var.
Ins. Conf. 95%
i T3
H. aemygdiana
69,75
3,65
68,16 - 71,34
68,55
3,03
67,24 - 69,86
° 32
es o
H. citrina
72,90
2,70
71,72 - 74,08
72,15
6,32
69,39 - 74,91
£ tS
V
H. fiuminensis
57,45
3,23
56,04 - 58,86
56,85
3,48
55,35 - 58,35
H. angusta
71,70
2,04
70,80 - 72,59
71,35
1.43
70,92 - 72,17
II. episcopalis
85,20
3,70
83,60 - 86,80
85,20
3,70
83,60 - 86,80
_o
'V
11. lacletteana
66,00
3,42
64,52 -67,48
65,55
3,39
63,95 - 67,15
w
II. laneana var. laneana
63,00
3,00
61,69 - 64,31
62,70
3,27
61,27 - 64,13
11. velloziana
65,40
2.43
64,35 - 66,45
65,20
2,09
64,30 - 66,10.
II. farinosa
77,77
5,15
75,52 - 80,02
77,85
4,21
76,01 - 79,69
c*
o
H. laneana var. flava
54,00
2,32
53,01 - 54,99
54,10
2,22
53,14 - 55,06
£
V
II. rivularis
64,25
6,43
61,45 - 67,05
66,80
7,29
63,61 - 69,99
O
—
3
11. sampaioana
128.55
1 1,59
123.48 - 133,62
1 29,60
11,68
124,49 - 134,71
o
11. spatho-circinada
84,15
4,97
81,98 - 86,32
85,05
4,95
82,90 - 87,20
Tab. 1 - Valores numéricos dos grãos de pólen: D.P.M. - diâmetro polar médio; F. Var. - faixa de variação; Int. Conf. - intervalo de confiança;
D.E.M. - diâmetro equatorial médio.
SciELO/ JBRJ
15 16 17 18 19 20 21 22
cm ..
4.2 - DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA
0 gênero Heliconia compreende mais de 250 espécies, que apresentam uma
distribuição binuclear: o núcleo mais importante, distribuído pela região neotropi-
cal, do norte do México ao sul do Brasil, reúne a quase totalidade das espécies.
O outro, localizado a leste do Oceano Pacífico, reúne umas poucas espécies, insu-
lares endêmicas (Nova Guiné, Fidji, Samoa. Ilhas Salomão e Nova Caledónia).
Das espécies aqui estudadas, apenas H. episcopalis, H. spatho-circinada e
H. aemygdiana têm uma distribuição geográfica ampla, ocorrendo desde o Perú,
Colombia, Venezuela e Guianas até o sudeste do Brasil. Das outras espécies restan-
tes, seis são rigorosamente endêmicas: H. angusta, H. citrina, H. farinosa, H. flumi-
nensis, H. lacletteana e H. sampaioana.
A espécie mais meridional do grupo neotrópico - H. velloziana - tem sido
colecionada do Rio de Janeiro até o Rio Grande do Sul. sempre no pendente da
Serra do Mar, voltado para o Atlântico. A ocorrência mais austral de Heliconia
corresponde a um colecionamento feito por Antonio Tavares Quintas, no Morro
da Polícia, em Porto Alegre.
Na região fluminense, o limite altitudinal máximo de ocorrência das espé-
cies é 1 .OOOm, atingido apenas por três espécies: H. angusta, H. laneana var. lanea-
na e H. sampaioana. A faixa de maior ocorrência das espécies fluminenses está en-
tre os 300 e 600m, onde são encontradas quase todas as espécies, sendo exceção
apenas H. episcopalis que não ultrapassa os 100m de altitude.
4.3 - TRATAMENTO TAXINÓMICO
4.3.1 - SUBDIVISÃO DO GÊNERO
Kuntze, em 1891, foi o primeiro autor a dividir o gênero Heliconia quando
fundou o subgênero Taeniostrobus (tipo: Bihai imbricata Ktze.), englobando as es-
pécies de grande porte e com brácteas marcadamente cimbiformes.
Em 1893, PAKER fundou outro subgênero - Stenochlamys (tipo: Bihai
psittacorum (L. f.) Ktze.), incluindo as espécies de pequeno porte e com brácteas
lanceolado-conduplicadas. Ignorando a classificação de KUNTZE, BAKER fundou
ainda outro subgênero - Platychlamys (tipo: H. bihai (L.) L.) incluindo as espé-
cies com brácteas profundamente cimbiformes e que, em 1900, foi colocado por
SC HUM AM, em sinonímia de Teaniostrobus Ktze.
160
SciELO/JBRJ
11 12 13 14 15
cm
Altitude em Metros
i
O
o
i
o
o
o
ri
1
O
o
200 - 300
O
o
Tf
1
o
o
CO
o
o
IO
1
o
o
Tf
500 - 600
o
o
1
o
o
o
o
o
00
1
O
o
c~^
800 - 900
o
o
o
1
o
o
ON
H. aemygdiana
X
X
X
X
H. angusta
X
X
X
X
X
X
M. citrina
X
X
H. episcopalis
X
H. farinosa
X
X
X
H. fluminensis
X
H. lacletteana
X
H. laneana vai. laneana
X
X
X
X
X
H. laneana var. flava
X
X
H. rivularis
X
X
H. sampaioana
X
X
X
H. spatho-circinada
X
X
X
X
X
X
H. velloziana
X
X
X
X
X
X
Tab. 2 - distribuição altitudinal das espécies de Heliconia, na região fluminense.
161
SciELO/JBRJ
11 12 13 14 15
cm ..
Aplicando as leis de nomenclatura, teremos o gênero Heliconia assim divi-
dido:
Subg. 1 - Heliconia (sinônimos: Taeniostrobus Ktze. e Platychlamys
Baker) — tipo: H. bihai (L.) L.
Subg. II - Stenochlamys Baker - tipo: H. psittacorum L. f.
GRIGGS, em 1915, manteve os subgéneros de KUNTZEe BAKER subdi-
vidindo-os em séries:
Subg. Taeniostrobus:
Série: Episcopalis - inflorescências com brácteas fortemente im-
bricadas e caducas.
Série: Imbricatae - inflorescências com brácteas fortemente im-
bricadas, porém persistentes.
Série: Pendulae - plantas com inflorescências pêndulas.
Série: Champneianae - inflorescência com flores exsertas.
Subg. Stenochlamys:
Série: Cannoideae — plantas com hábito canóideo.
Série: Distantes - plantas de tamanho médio, com hábito musói-
deo.
As classificações de KUNTZE e BAKER, em subgéneros, têm sido manti-
das até o presente, porém não constituem uma divisão muito satisfatória porque,
grande número de espécies se mantém intermediárias, principalmente quando se
trata da relação porte e brácteas. H. aemygdiana, por exemplo, é de grande porte
mas possui as brácteas perfeitamente lanceolado-conduplicadas.
A classificação em séries, feita por GRIGGS, apesar de não ter sido citada
em trabalhos posteriores, facilitaria um pouco a separação de parte das espécies,
mas ainda não é a ideal, principalmcnte porque mistura caracteres e, como parte
dos subgéneros de KUNTZE e BAKER, naturalmente falha na primeira tentativa
de colocação de determinadas espécies.
Estudando apenas as espécies encontradas na região fluminense, não nos é
possível esclarecer esse problema; é necessário que se estude mais profundamente
o gênero, para que se tente fazer uma divisão viável frente à diversificação morfo-
lógica das espécies.
4.3.2. - DESCRIÇÃO DO GÊNERO
HELICONIA L -
Linneu, Mant. 2: 147. 1771, nom. conserv.; Jussieu, Gen. Pl.:61. 1789;
Endlicher, Gen. Pl. 1: 228. 1837; Bentham in Benth. et Hook. Gen. Pl. 3: 655.
1883; Horan., Prodr. Monogr. Scitam,: 38. 1862; Petersen in Engler und Prantl,
Pflanzenf. 2 (6): 9. 1889 et in Mart., Fl. Bras. 3 (3): 8. 1890; Baker. Ann. Bot.
7: 189. 1893; Schumann in Engler, Pfianzenr. (IV) 45: 33. 1900; Standley.
Contr. Nat. Herb. 27: 1 16. 1928; Winkler in Engler und Prantl, Pflanzenf. 2 Auf.
• Em alusão ao Monte Hélicon, na Grécia, onde se eleva um santuário dedicado âs Musas.
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15? : 536. 1930; Lemée, Dict. Descriptif 3: 501. 1931; Woodson. Ann. Miss.
Bot. Gard. 32 (1): 48. 1945; Rodriguez. Boi. Soc. Cienc. Nat. 15 (81): 1 17. 1954;
Lane. Mitt. Staatsmml. 13:124. 1955; Aristeguieta, Gen. Helic. Venez.: 3. 1961.
Bihai Mill. ex Adans., Fam. Pl. 2:67. 1763.
Heliconiopsis Miq., Fl. Ind. Batav. 3: 590. 1858.
Bihaia O. Ktze., Rev. Gen. Pl. 2: 684. 1891.
Plantas herbáceas, rizomatosas e sem caules aéreos. Folhas dísticas
ou espiriladas, com bainhas convolutas formando um pseudocaule que pode alcan-
çar até cerca de 12m de altura; pecíolos longos ou curtos, com ou sem manchas
próximo à base da lâmina; lâminas lanceoladas ou linear-lanceoladas até largamen-
te elíticas, de ápice agudo ou acuminado, base inequilátera ou nâo, margem inteira
ou variadamente laciniada, glabras, pilosas ou pruinosas, com a nervura mediana
fortemente canaliculada na face ventral e saliente na face dorsal.
Inflorescências pedunculadas ou sésseis, terminais ou muito raramente late-
rais, eretas ou pêndulas, constituídas por cimeiras escorpióides ou helicóides, com-
postas de fascículos pauci ou multifloros, protegidos por brácteas variadamente
coloridas; raque escorpióide ou helicoidal, mais raramente quase reta, glabra ou di-
versamente pilosa, totalmente coberta pela base das brácteas ou com os entrenós
aparentes em diversos graus; brácteas côncavas ou às vezes quase planas, imbrica-
das ou náo, patentes ou reflexas, de ápice agudo ou acuminado, reto ou circinado,
em geral perenes ou muito raramente caducas. Flores pediceladas ou suhsésseis,
hermafroditas, zigomorfas, esverdeadas, brancas ou amareladas até vermelhas, to-
tal ou parcialmente inclusas nas brácteas; bractéolas translúcidas ou opacas, bran-
cas, amarelas, rosadas ou cor de palha, planas ou cimbiformes, longitudinalmente
nervadas, glabras ou variadamente pilosas; perianto reto, curvo ou geniculado,
glabro ou variadamente piloso, os sépalos em geral carenados, unidos quase até ao
ápice ou o dorsal livre em vários graus, ereto ou reflexo, os pétalos náo carenados,
quase totalmente unidos, geralmente retos ou às vezes reflexos; ovário 3— locular
ou 2-1 - locular por aborto.
Fruto drupa que se contrai ao secar e se divide em três pirênios (às vezes
menos por aborto), com o endocarpo impregnado de sílica, deixando a regiío da
micrópila delimitada por um opérculo.
Espécie típica: Heliconia bihai (L.) L.
4.3.3. - CHAVE PARA AS ESPÉCIES FLUMINENSES
Brácteas imbricadas, caducas 1 . H. episcopalis
Brácteas não imbricadas, persistentes
Brácteas cimbiformes
Raque e brácteas helicóides
Ápice das brácteas circinado; 1-2 flores exsertas 2. H. spatho-circinada
Ápice das brácteas não circinado; 4-7 flores exsertas 3. H. rivularis
Raque escorpióide, brácteas dísticas
Inflorescéncia adulta com brácteas hirsutas 4. H. sampaioana
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Inflorescência adulta com brácteas glabras
Planta robusta (até 5m); inflorescência 25-70 cm de comprimento; 7-14 brácteas; fo-
folhas em geral não pruinosas 5. H. velloziana
Planta delgada (até l,50m); inflorescência 17-30cm de comprimento; 4-7 brácteas;fo-
lhas sempre densamente pruinosas 6. H. farinosa
Brácteas conduplicado-lanceoladas
Perianto densamente hirsuto 7. H. aemygdiana
Perianto não hirsuto
I- olhas pruinosas 8. H. citrina
I- olhas não pruinosas
Brácteas densamente hirsutas, de margem refleta 9. H. fluminensis
Brácteas não hirsutas, de margem não reflexa
Polhas oblongas (largura 1/4 do comprimento)
Brácteas vermelhas 10- H. lancana var.
laneana
Brácteas amarelas 10a. H. laneana var.
flava
bolhas linear-oblongas (largura 1/6 do comprimento)
Ovário e pedicelo vermelhos ll.H. angusta
Ovário amarelo com o terço superior verde escuro, pedicelo amarelo
1 2. H. lacletteana
4.3.4. - DESCRIÇÃO DAS ESPÉCIES
1. Heliconia episcopalis Vell.
Fig. 3F, 5E, 6D, 1 1 A, 14A, 16A, 20
Vellozo, Fl. Flum.: 107. 1825; ícones 3: tab. 22.1831 (1827); in Arq. Mus.
Nac. R. J. 5: 101.1881 ; Petersen in Mart., Fl. Bras. 3 (3): 1 1. tab. 2.1890; Baker.
Ann Bot. 7; 190.1893; Schumann in Engler, Pflanzenr. IV (45): 35.1900, Rodri-
guez. Boi. Soc. Venezol. Cienc. Nat. 15(81): 120. 1954; Aristeguieta, Gen. Helic.
Venez.: n. 10.1961; Mello Filho, Rev. Brasil. Biol. 35 (2): 332.1975- Veloso PI
Fl.: tab. 13.1976.
Heliconia Ferdinando-Coburgii Szys. in Wawra, Iter Princ. Sax. — Cob 2 -
88, tab. 5.1888.
Heliconia biflora Eichl., Masc.; Petersen in Engler u. Prantl. Pflanzenf. 2
(6): 3, fig. 1 A, B. 1889, nomen.
Heliconia thyrsoidea Mart., Obs. msc. 2087.
Planta delgada atingindo cerca de 2,5m de altura. Folhas espiraladas, cerca
de 4 por pseudocaule, com os pecíolos glabros ou parcialmente pilosos, 80~85cm
de comprimento, as lâminas oblongo-lanceoladas, de ápice acuminado e base cu-
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neada, 70-1 16cm de comprimento e 22-30cm de largura, verdes em ambas as
faces, com a nervura mediana glabra. Inflorescência curto ou longo-pedunculada,
10-18cm de comprimento, pedúnculo às vezes geniculado no ápice, 1— lOcm de
comprimento, glabro; raque quase reta, geralmente glabra, raro puberula, marcada
pelas cicatrizes deixadas pela queda das brácteas, com entrenós não aparentes;
brácteas 8 à 27, extremamente caducas, fortemente imbricadas dando um aspecto
espiciforme à inflorescência, cimbiformes, com estrias longitudinais muito marca-
das, ápice acuminado e base um tanto auriculada, vermelho-alaranjadas na base e
alaranjadas ou amareladas para o ápice, glabras, a mais inferior estéril, às vezes fo-
liácea, 6,5-13 cm de comprimento e 1, 2-1,5 cm de largura na base, as demais
diminuindo de tamanho em direção ao ápice da inflorescência. Flores subsésseis,
2 à 3 em cada fascículo; bractéolas branco-amarelas, cimbiformes, fortemente ca-
renadas e longitudinalmente nervadas, hirsutas na face externa, principalmente na
carena e glabras na face interna, hialinas na margem, 3-4 cm de comprimento e
0,6- 1 cm de largura na base; pedicelos triquetros, glabros ou pilosos nos ângulos,
0.3-0.4 cm de comprimento; perianto branco-amarelado, reto, 4- 4,5 cm de
comprimento, os sépalos hirsutos na face externa, unidos quase até ao ápice ou o
dorsal quase totalmente livre, os pétalos glabros, com utrículos de rafídeos e célu-
las com tanino; anteras parcialmente exsertas na maturação; “estaminódio" linear
ou estreitamente lanceolado, acuminado, cerca de 1,2— l,3cm de comprimento e
0.05-0,1 cm de largura na base, apenas a nervura mediana evidente, não marsupia-
do; ovário ebúrneo amarelado, trígono com os ângulos arredondados, glabro, com
utrículos de rafídeos, cerca de 0,6cm de comprimento.
• Tipo: Vell., Fl. Flum. Icon. 3: tab. 22
Material examinado: Est. Rio de Janeiro: 1843, leg. Weddel n9 715 (P). Ca-
semiro de Abreu, 1953. leg. F. Segadas Vianna, L. Dau, W. T. Ormond, G. C.
Machline e J. Loredo Jr. n9 Restinga — 1 1843 (R). Horto Botânico do Museu Na-
cional (cultiv.) 23/12/1966, leg. Luiz Emygdio n9 2141 (R). Lagoa Rodrigo de
Freitas. 24/04/1 876, leg. Glaziou s/n9 (8496 ?) (P). Recreio dos Bandeirantes,
09/01/1949, leg. Palacios-Balegno-Cuezzo n9 401 1 (R); pr. Lagoa de Jacarepaguá,
1953, leg. E. Fromm n951 (R).
H. episcopalis é uma espécie muito característica pela caducidade de suas
brácteas, forma e crescimento indefinido da inflorescência, caracteres que logo a
separam das demais e que, por si só, justificariam um subgênero ou série dentro do
género. Foi descrita por VELLOZO sobre material coletado em Campo Grande
(matas marítimas) e tanto pode ser encontrada em restingas como em locais úmi-
dos; nos ambientes mais secos ela mantém seu porte normal porém, quando en-
contra um habitat mais úmido, tende a adquirir grandes proporções, principalmen-
te quanto ao tamanho da inflorescência que pode atingir 40cm ou mais de compri-
mento.
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í-ig. 20: H. cpiscopalis: hábito e distribuiçáo fluminenses.
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2. Heliconia spatho-circinada Aristeg.
Fig. 2A, 5D, 12B, 18C.21
Aristeguieta, Gen. Helic. Venez.: n. 14.1961; Sheffy, Taxon, Ecol. Study
Gen. Heliconia: 31.1965; Barr. Bradea 1 (44): 451.1974.
Heliconia linneana Lane ex Barr. Rev. Brasil Biol. 30(4): 571.1970.
Heliconia linneana var. flava Barr. Rev. Brasil. Biol. 32 (2): 205.1972.
Heliconia paraensis Hub. in sched.
Heliconia rollinsii Lane in sched.
Planta até cerca de 3m de altura. Folhas dísticas, 2 à 4 por pseudocaule,
com os pecíolos glabros ou muito esparsamente pilosos, 35-70 cm de comprimen-
to, as bainhas muito esparsamente pilosas, as lâminas oblongo-lanceoladas, de ápi-
ce acuminado e base truncada, 73-1 lOcm de comprimento e 20-30cm de largu-
ra, verdes em ambas as faces, com a nervura mediana esparsamente pilosa na face
dorsal. Inflorescéncia pedunculada, 21— 32cm de comprimento, pedúnculo 4,5—
27cm, glabro ou muito esparsamente piloso; raque amarela ou avermelhada, heli-
cóide, muito esparsamente pilosa, com entrenós aparentes de l,5-3,5cm de com-
primento; brácteas 6 à 10, helicóides, persistentes, cimbiformes. com estrias bem
marcadas na face externa, glabras ou raro muito esparsamente pilosas em ambas as
faces, ápice circinado e base arredondada ou um tanto auriculada, externamente
vermelho-alaranjadas, vermelho-amareladas, esverdeadas na base e vermelho-amare-
ladas ou vermelho-alaranjadas para a margem e ápice ou todas vermelhas ou ama-
relas, internamente amareladas, a mais inferior fértil ou estéril, foliácea, 1 1-1 7cm
de comprimento e 2,5— 3,5cm de largura na base, as demais diminuindo de tama-
nho em direção ao ápice da inflorescéncia. Flores pediceladas, 6 à 8 nos fascículos
inferiores, sendo 1 ou 2 exsertas, os fascículos superiores paucifloros; bractéolas
amareladas, geralmente cimbiformes, glabras ou muito esparsamente hirsurtas,
principalmente na nervura mediana, às vezes apresentando células com tanino, 3,5
- 5cm de comprimento e l,5-2cm de largura na base; pedicelos triquetros, gla-
bros, 0,5-lcm de comprimento, acrescentes na frutificação; perianto parcial-
mente exserto, amarelo ou amarelo-esverdeado, 4,5-5cm de comprimento, os
sépalos e pétalos unidos quase até ao ápice, glabros, com utrículos de rafídeos;
anteras parcialmente exsertas na maturação; “estaminódio” lanceolado, de ápice
caudado, cerca de 1.3cm de comprimento e 0,3cm de largura na base, com a ner-
vura mediana bem evidenciada, não marsupiado; ovário com os ângulos arredonda-
dos, glabro, amarelo.
Tipo: Bosques perto de La Pica, este de Maturín, Edo. Managas, Venezue-
la, 7/1959, Aristeguieta n°3897 (VEN, Holotypus).
Material examinado: Est. do Rio de Janeiro: 1825-27, leg. P. V. Lund
s/n° - ex Herb. Warming n<? 514 - (C). Angra dos Reis, 28/02/1965, leg. Castella-
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nos n9 25539 e Lanna n9 81 1 (GUA, R). Carmo, s/d, leg. Neves Armond nP 122
(R). Corcovado, encosta leste, 07/01/1945, leg. Carmen Dulce s/nP - ex Herb.
Segadas Vianna n9 626 - (R). Matas do Grajaú, 24/01/1963, leg. E. Pereira n9
7253 (UB). Guaratiba, Sítio Sto. Antonio da Bica (cultiv.), 26/12/1964, leg. Luiz
Emygdio n9 2069 (R). Horto Botânico do Museu Nacional, 11/1976, leg. E. San-
tos n9 3730 e E. Fromm Trinta n9 3721 (R). Itacurussá, 01/1958, leg. A. Xavier
Moreira s/n9 (R); 22/12/1963, leg. L. F. Pabst s/n9(HB). Jacarepaguá, Represa
dos Ciganos, 23/01/1962, leg. J. A. Rente n9 297 (R). Jardim Botânico, s/d, leg.
J. G. Kuhlmann s/n9 (RB). Mun. Macaé, Córrego-de-Ouro, Fazenda Vitória, Mor-
ro do Oratório, 02/05/1971, leg. P. Carauta n9 1359 (RB). Mangaratiba, Estr. de
Passa Tres, 20/01/1962, leg. A. Castellanos n9 23230 (GUA). Pedra da Gávea,
28/05/1967, leg. P. Carauta s/n9 (R); perto da Caixa D’Água, caminho para S.
Conrado, 13/01/1962, Leg. J. P. Carauta n9 167 (GUA). Mun. Rio Bonito, Bra-
çaná, Faz. das Cachoeiras, 19/01/1974, leg. P. Laclette n9 30 (R); 21/12/1974,
leg. P. Laclette nP 29 (R); 25/04/1976, leg. P. Laclette n9 175 (R). Vieira Braga,
05/1920, leg. A. J. de Sampaio nP 321 IA (R). Estrada da Vista Chinesa, EstaçSo
Biológica, 05/01/1964, leg. A. Castellanos nP 23496 (GUA).
Nome vulgar: Caeté, Banana do Mato.
O exemplar coletado por LUND, depositado no Herbário de Copenhagen,
está determinado por PETERSEN como H. bihai Sw. e traz, como local de coleta,
apenas “Prov. Rio de Janeiro". Provavelmente é o mesmo exemplar citado por es-
se autor na Flora Brasiliensis (sub. H. bihai Sw.), como tendo sido coletado por
LUND “ad radices Corcovado”.
3. Heliconia rivularis L. Em. & Em. Santos
Fig. 18A, 22
L. Emygdio & Em. Santos. Boi Mus. Nac. R. de J. sér. Bot. 43: 5, Fig. 3.
1977.
Planta com cerca de 2-3m de altura. Folhas dísticas, cerca de 6 por pseu-
docaule, com os pecíolos desde um pouco pilosos à glabrescentes, 60-80cm de
comprimento, as bainhas um tanto pilosas, as lâminas oblongo-lanceoladas, de ápi-
ce acuminado e base atenuada, 85-96cm de comprimento e 26-30cm de largura,
verdes em ambas as faces, com a nervura mediana um pouco pilosa na face dorsal.
Inflorescência curto-pedunculada, 30-41cm de comprimento, pedúnculo 4-6cm,
um pouco piloso, vermelho-escurò; ráquis vermelha, helicóide, um pouco pilosa,
com entrenós inclusos nas brácteas ou aparentes de 0,5-l,5cm de comprimento;
brácteas 8-11, helicóides, persistentes, cimbiformes, um pouco pilosas à glabres-
centes na face externa, glabras na face interna, de ápice acuminado e base auricula-
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F-ig. 21 : H. spatho-circinada: hábito c distribuição na região fluminense.
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da. externamente vermelhas, às vezes com os ápices alaranjados, internamente cor
de laranja, a mais inferior fértil, foliácea, 20— 21cm de comprimento e 2,5— 4cm
de largura na base, as demais diminuindo de tamanho em direção ao ápice da inflo-
rescência. Flores pediceladas, 10-16 nos fascículos inferiores, sendo 4—6 exsertas,
os fascículos superiores paucifloros; bractéolas amareladas, oval-lanceoladas, ine-
quiláteras, fortemente carenadas, glabras ou muito esparsamente pilosas na carena
e nas margens, 4 — 4,5cm de comprimento e 2— 2,5cm de largura na base; pedicelos
amarelos, triquetros, com os ângulos arredondados, glabros, cerca de lcm de com-
primento; perianto quase totalmente exserto, amarelo-esverdeado, 4,5— 5cm de
comprimento, o sépalo posterior livre quase até a base, “estaminódio" lanceolado
de ápice caudado, 0,7-1, 2cm de comprimento e 0,2-0,25cm de largura na base,
não marsupiado; ovário com os ângulos arredondados, glabro, amarelo-esverdeado.
Tipo; São Paulo: Caraguatatuba, 08/10/1974, leg. Luiz Emygdio Mello FP
nP3981 (R. Holotypus).
Material examinado; Est. Rio de Janeiro; Mun. Rio Bonito, Braçanã, Faz.
das Cachoeiras, 09/01/1977, leg. P. Laclette nP 271 (R). Tijuca, Estr. Vista Clrine-
sa. 29/03/1977, leg. Maria Cristina S. Cunha nP 542 (R).
4. Heliconia sampaioana L. Em.
Fig. 3C, 13 A, 14F, 18B, 23
L. Emygdio. Bradea 2 (15): 91. 1976; Veloso, Pl. Fl.: est. 15.1976 sub
H. biahy.
Heliconia farinosa f. hirsuta Lane in sched.
Heliconia farinosa var. farinosa f. versatilis Barr. Brasdea 1 (46); 461. 1974
Planta até 2m de altura. Folhas dísticas, 3 à 4 por pseudocaule, com os pe-
cíolos glabros, 30~35cm de comprimento, as lâminas oblongas ou oval-oblongas,
de ápice agudo ou acuminado e base atenuada, 47-75cm de comprimento e 19-
27cm de largura, verdes em ambas as faces, com a nervura mediana às vezes com
pêlos muito esparsos na face dorsal. Inflorescência pedunculada, 15-40cm de
comprimento, pedúnculo 5,5-lOcm de comprimento, hirsuto; raque vermelho-vi-
nhosa, escorpióidc ou atenuado-escorpióide, densamente hirsuta, com entrenós
aparentes de l-2,5cm de comprimento; brácteas distícas, 5 à 10 externamente
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i*
( I
f ig. 22: H. rivularis: hábito e distribuição na região fluminense.
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Mg. 23: H. sampaioana: hábito e distribuição na região fluminense.
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vermelhas e internamente alaranjadas, cimbiformes, longamente acuminadas, ex-
ternamente densamente hirsutas na base e mais levemente para o ápice, interna-
mente glabras, a mais inferior fértil ou estéril, laminosa ou não, 12-25cm de
comprimento e 1 ,2— 2,5cm de largura na base, as demais diminuindo de tamanho
em direção ao ápice da inflorescência. Flores pediceladas, 5 à 9 nos fascículos infe-
riores, os superiores paucifloros; bractéolas cor de palha, oval-lanceoladas, acumi-
nadas, glabras na face ventral e um tanto hirsutas na face dorsal principalmente na
nervura mediana, 2,5— 3,5cm de comprimento e 1—1, 5cm de largura; pedicelos in-
clusos nas brácteas, pilosos nos ângulos, cerca de 0,5cm de comprimento, verde-
•amarelados; perianto parcialmente exserto, verde encurvado, 3,5— 4,5cm de com-
primento, os sépalos cimbiformes, um pouco pilosos nos ápices, nas margens ou
na nervura mediana; anteras parcialmente exsertas na maturação; “estaminódio”
branco, lanceolado, acuminado, não marsupiado, 0,7-1 cm de comprimento e cer-
ca de 0,1 cm de largura na base; ovário oblongo, trígono, um tanto piloso nos ân-
gulos ou glabrescente, 0,8-1 cm de comprimento, verde; estilete triquetro ou às
vezes com os ângulos quase alados no terço inferior.
Tipo: Rio de Janeiro, prope Tijuca, 21/10/1883, J. de Saldanha n9 8402
( R. Holotypus).
Material examinado: Est. Rio de Janeiro: Horto Botânico do Museu Nacio-
nal (cultiv.) 10/1956, leg. L. Emygdio n9 1093 (R); 21/09/1976, leg. L. Emygdio
n9 4260 (R). Pedra Branca, 20/09/1964, leg. A. Castellanos n9 25655 (GUA, R).
Represa do Camorím, 06/10/1962, leg. J. P. Lanna Sobrinho n9 270 (GUA). Tere-
sópolis, s/d. s/leg. (RB, Holotypus de H. farinosa f. versatilis Barr.). Tijuca, 21/10/
1883. leg. J. de Saldanha n9 8402 (R, Holotypus); Floresta Nacional, 18/10/1883,
leg. Saldanha, Barão d’Hescragnolle e Schwacke s/n (R); Floresta da Tijuca,
10/1896, leg. Ule n9 4127 (R); entre Bom Retiro e Paulo e Virgínia, 12/11/1963,
leg. A. Castellanos n9 244 12 (GUA).
H. sampaioana se assemelha a H. farinosa porém, dela se diferencia perfei-
tamente pela pilosidade da inflorescência e pelas folhas não pruinosas.
5. Heliconia velloziana L. Em.
Fig. 3D, 5B. 13B, 14G, 19,24
L. Emygdio. Rev. Brasil. Biol. 35 (2): 331.1975.
Heliconia biahy Velh, Fl. Flum.: 106. 1825; ícones 3: tab. 19. 1831
( 1 827); in Arq. Mus. Nac. R. de J. 5: 101. 1881.
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Heliconia bihai sensu Petersen in Mart., Fl. Bras. 3 (3): 16, tab. 5. 1890,
p. p.
Heliconia farinosa var. efarinosa Barr. Bradea 1 (46): 461. 1974.
Heliconia farinosa var. efarinosa f. constricta Barr. Bradea 1 (46): 461.
1974.
Planta robusta, até cerca de 5m de altura. Folhas dísticas, 4 à 6 por pseu-
docaule, com os pecíolos glabros, 40— 145cm de comprimento, as lâminas elíticas
ou oblongo-elíticas, de ápice agudo ou acuminado e base obtusa ou truncada, 60-
150cm de comprimento e 25-40cm de largura, verdes em ambas as faces ou mui-
to raramente um pouco pruinosas na face dorsal, às vezes apresentando células
com tanino, com a margem inteira ou às vezes um pouco laciniada, a nervura me-
diana glabra ou raro levemente pilosa na face dorsal. Inflorescência curto ou lon-
go-pedunculada, 25-70cm de comprimento, pedúnculo 3,5-12cm, glabro;raque
vermelho-alaranjada, escorpióide, glabra, com entrenós aparentes de l,5-3,5cm de
comprimento; brácteas dísticas, 7 à 14, persitentes, cimbiformes, fortemente es-
triadas, glabras, de ápice longamente acuminado e base auriculada, vermelho-ala-
ranjadas externamente e amareladas internamente, a mais inferior foliosa, fértil ou
estéril, 21-50cm de comprimento e 2,5-4cm de largura na base. as demais dimi-
nuindo de tamanho em dircçáo ao ápice da inflorescência. Flores pediceladas, 5 à
15 nos fascículos inferiores, os superiores paucifloros;bractéolas alvacentas, oval-
-lanceoladas, glabras, com a nervura mediana bem marcada, com utrículos de rafí-
deos e células com tanino, 3— 5,5cm de comprimento e 1— 2,5cm de largura na ba-
se; pedicelos glabros. esbranquiçados, l,5-2cm de comprimento, acrescentes na
frutificaçào; perianto parcialmente exserto, esverdeado, geralmente encurvado.
3— 5cm de comprimento, os sépalos um tanto cimbiformes, o posterior livre quase
até a base, glabros ou muito raramente esparsamente pilosos apenas nas margens
ou nos ápices, com utrículos de rafídeos; estames com as anteras parcialmente
exsertas na maturaçào; “estaminódio" oblongo ou lanceolado, acuminado no
ápice, nào marsupiado, 0.6-1 cm de comprimento e 0,l-0,3cm de largura na base;
ovário ebúrneo ou branco-esverdeado, glabro l-l,2cm de comprimento; estilete
com os ângulos bem marcados.
Tipo: S5o Paulo, Caraguatatuba, Parque Estadual de Caraguatátuba,
08/10/1974, Luiz Emygdio n9 3977 (R, Holotypus).
Material examinado: Est. Rio de Janeiro: Caiçaras, estrada Rio-Sào Paulo,
08/1952, leg. A. Duarte n9 3449 (RB); 08/1976 leg. E. Santos n9 3728 e Luiz
Emygdio s/n9(R). Entre Lídice e Angra. dos Reis, 19/09/1964, leg. Z. A. Trinta
n9 881 e E. Fromm n9 1957 (HB, R). Madalena, Mata da Rifa, 20/01/1957, leg.
Luiz Emygdio n9 1216 (R). Represa do Riberío das Lajes, 15/08/1961, leg. Luiz
Emygdio n9 1937 (R). Mun. Rio Bonito, Braçanà, Fazenda as Cachoeiras, 22/1 1/
1975, leg. P. Laclette s/n9(R). 7km south of Rio Claro by Rio Pirai, 01/02/1968,
leg. L. B. Smith & E. L. McWillians n9 15349 (R). Tijuca, Açude da SolidSo,
18/12/1964, leg. Luiz Emygdio n9 2055, Sandwith, Lanjow e Margarete Emmerich
180
f'ig. 24: H. vclloziana: hábito e distribuição na região fluminense.
181
!scíelo/jbrj
11 12 13 14 15
cm
(R); 22/1 1/1968, leg. Lanna Sobr9& H.F. Martins s/n°(GUA); Estação Biológica,
1 1/07/1965, leg. A. Castellanos n° 23978 (GUA).
Est. São Paulo: litoral, cult. sítio B. Marx, 27/08/1972, leg. B. Marx-D.
Sucre n° 768 (RB - Holotypus de H. farinosa f. constricta Barr.). Caraguatatuba,
Parque Florestal de Caraguatatuba, 08/10/1974, leg. Luiz Emygdio nP3977 (R -
Holotypus).
H. velloziana é uma espécie que há muito vem sendo mal interpretada e,
na maioria das vezes, é determinada como H. bihai, H. brasiliensis, H. farinosa
ou variedades desta última. Os exemplares que apresentam folhas pruinosas po-
deriam, à primeira vista, ser confundidos com H. farinosa entretanto, H. velloziana
se diferencia bem de H. farinosa tanto pelo ritmo e tamanho da inflorescência co-
mo também pelo maior número de brácteas, maior número de flores em cada fas-
cículo e pela robustez da planta.
PETERSEN, na Flora Brasiliensis de Martius, mistura H. velloziana com
outras espécies, principalmente quando se trata das sinonimias. A estampa núme-
ro 5, atribuída a H. bihai Sw. corresponde a H. velloziana. Para o Rio de Janeiro
esse autor cita como H. bihai Sw., exemplares coletados por GAUDICHAUD,
LUND e RIEDEL. Desses só nos foi possível examinar o exemplar coletado por
LUND, que verificamos ser H. spatho-circinada.
6. Heliconia farinosa Raddi
Fig. 5A.6A, 16B, 25
Raddi. Mem. Mod. 18 Fis.: 393. 1820; Barr. Bradea 1 (44): 447. 1974 et
1 (46): 461. 1974.
Heliconia brasiliensis Hooker. Exot. Fl.:tab. 190. 1825.
Heliconia pulverulenta Lindley. Bot. Reg. 19: 1648. 1833.
Bihai brasiliensis (Hooker) O. Ktze., Rev. Gen. Pl. 2: 685. 1891.
Bihaia pulverulenta (Lindley) O. Ktze., Rev. Gen. Pl. 2: 685. 1891.
Heliconia dealbata Lodd. sensu Baker. Ann. Bot. 7: 200. 1893.
Bihai brasiliensis var. pulverulenta (Lindley) Griggs. Buli. Torr. Bot. Club
42 (6): 326. 1915.
Heliconia farinosa var. farinosa f. angusta Barr. Bradea 1 (46): 461 1974.
183
SciELO/JBRJ
11 12 13 14
cm
Hg'. 25: H. farinosa: hábito e distribuiçío na regiáo fluminense.
185
SciELO/JBRJ
11 12 13 14 15
cm
Planta delgada, até cerca de l,50m de altura. Folhas dísticas, 3 à 4 por
pseudocaule, com os pecíolos glabros, 45-60cm de comprimento, as lâminas
oblongas ou oval-oblongas, de ápice acuminado e base atenuada ou truncada, 50—
61cm de comprimento e 19-21cm de largura, densamente pruincsas na face dor-
sal, às vezes apresentando células com tanino na lâmina e na nervura mediana. In-
florescência pedunculada, 17-30cm de comprimento, pedúnculo 8-22cm, glabro;
raque vermelha, atenuado-escorpióide, glabra ou muito esparsamente pilosa nas
inflorescências jovens, com entrenós aparentes de 1— 3,5cm de comprimento; brác-
teas dísticas, 4 à 7, persistentes, atenuado-cimbiformes, longamente acuminadas,
glabras ou, raramente quando jovens, com pêlos muito esparsos na base, verme-
lhas, a mais inferior foliácea, geralmente fértil, 18-20cm de comprimento e 1,3-
l,5cm de largura na base, as demais diminuindo de tamanho em direção ao ápice
da inflorescência. Flores pediceladas, cerca de 5 nos fascículos inferiores, os supe-
riores paucifloros; bractéolas oblongas, apiculadas, glabras, as nervura mediana e
laterais bem evidenciadas, com utrículos de rafídeos e células com tanino, 2—2,5
cm de comprimento e 0,5— 0,6cm de largura; pedicelos inclusos nas brácteas, gla-
bros, cerca de 0,5cm de comprimento; perianto parcialmente exserto, esverdeado,
reto ou levemente encurvado, 3,5— 4cm de comprimento, glabro, com utrículos
de rafídeos e células com tanino; estames com as anteras parcialmente exsertas;
“estaminódio” Ianceolado, acuminado, às vezes um pouco cimbiforme e com a
nervura mediana bem marcada, 0,5— l,2cm de comprimento e 0,2— 0,3cm de lar-
gura na base, não marsupiado; ovário glabro, 0,5— 6cm de comprimento, esverdea-
do.
Tipo: Rio de Janeiro, Corcovado. Raddi s/n. (Fl, Holotypus, F, R, Fototy-
pus).
Material examinado: Est. Rio de Janeiro: caminho Alto da Boa Vista-Pai-
neiras, 03/01/1957, leg. A. Xavier Moreira e A. Rente s/n9(R); 13/10/1976, leg.
E. Santos n9 3729, Maria Cristina S. Cunha n9 534 e Myriam M. P. Machado n9
01 (R). Corcovado, s/d. leg. Raddi s/n9, (R, Fototypus). Gávea, 11/1948, leg. A.
Duarte s/n9 (RB, Holotypus de H. farinosa f. angusta Barr.). Floresta da Tijuca,
29/08/1965, leg. H. E. Strang s/n9 (GUA). Descendo da Vista Chinesa para o Jar-
dim Botânico, 16/10/1882, leg. J. de Saldanha - Gabinete de Botânica da Escola
Polythecnica n96503 — (R).
HORANINOV coloca H. spciosa Hort. como sinônimo de H. brasiliensis
Hooker, considerando iguais H. brasiliensis sensu Hooker e sensu Paxton. Os au-
tores posteriores têm mantido esse conceito, citando H. speciosa e H. pulverulen-
ta como sinônimo de H. farinosa. _
Não há dúvidas que H. pulverulenta e smonimo de H. farinosa entretanto,
não concordamos que H. epeciosa também seja sinônimo desta última.
A descrição de HORANINOV mostra claras diferenças entre H. speciosa e
H. pulverulenta, principalmente quanto ao tamanho da planta e ao indumento das
folhas. Por essas diferenças somos levados a considerar H. especiosa Hort. sensu
Horan. como sinônimo de H. brasiliensis sensu Paxton que, por sua vez, é sinôni-
mo de H. laneana var. laneana.
187
ISciELO/JBRJ
11 12 13 14 15
cm ..
7. Heliconia aemygdiana Burle Marx
Fig.3A, 5C.6E, 10A, 14D, 15A.26
Burle Marx, Bradea 1 (38): 379. 1974; Bardi, Trop. Gard. B. Marx: 28. Fig.
27-29. 1964, nomen; Veloso, Pl. Fl.: est. 14. 1976, sub H. psittacorum L. f.
Heliconia zygolopha Lane in sched.
Planta robusta, até cerca de 4m de altura. Folhas dísticas, cerca de 4 por
pseudocaule, com os pecíolos glabros, 40-90cm de comprimento, as bainhas es-
parsamente pilosas, as lâminas elíticas, oblongas ou oblongo-elíticas, de ápice lon-
gamente acuminado e base cuneada, 50— 120cm de comprimento e 27,5 — 40cm de
largura, verdes em ambas as faces, com a nervura mediana dorsalmente glabra ou
esparsamente pilosa, geralmente com uma faixa central avermelhada e glabra. In-
florescência curto-pedunculada. 25-40cm de comprimento, pedúnculo até l,5cm
de comprimento, glabro; raque helicóide, glabra ou um tanto hirsuta e glabrescen-
te, amarela ou amarelo-esverdeada, com entrenós aparentes de 1,5— 4,5cm de com-
primento; brácteas helicoidais, 7 à 1 0, persistentes, lanceolado-conduplicadas, com
as margens revolutas ou não. de ápice acuminado, externamente esverdeadas ou
amarelo-esverdeadas na base e carminadas para o ápice, tomentulosas quando jo-
vens e glabras quando adultas, internamente verdes ou amareladas na base e car-
minadas para o ápice ou totalmente carminadas, a mais inferior fértil, foliácea ou
náo, 26-30cm de comprimento e 1-1, 5cm de largura na base, as demais diminu-
indo de tamanho em direção ao ápice da inflorescência. Flores pediceladas, total-
mente exsertas, 6 à 12 nos fascículos inferiores, os superiores paucifloros;bráctéo-
las incolores, translúcidas, planas, com a nervura mediana saliente na face dorsal,
glabras na face ventral e glabras ou um pouco pilosas na face dorsal, principalmen-
te na nervura mediana, às vezes apresentando células com tanino, 5-6cm de com-
primento e 0,8-1, lem de largura na base;pedicelos triquetros, glabros ou pilosos
nos ângulos e depois glabrescentes, 1— 2,5cm de comprimento, amarelos ou ama-
relo-esverdeados, acrescentes; perianto verde, reto ou encurvado, 3-5, 5cm de
comprimento, os sépalos densamente hirsutos na face externa e gabros na face in-
terna, o posterior livre quase até a base, os pétalos hirsutos na metade livre da
face externa e glabros na face interna; estames com Filetes brancos, sendo em ge-
ral, 3 geniculados na base e 2 retos, anteras um pouco exsertas; “estaminódio"
oblongo, de ápice obtuso ou lobado e acuminado, 0,9— 1 cm de comprimento e
0,3-0,5cm de largura, não marsupiado, com apêndices variáveis em número, ta-
manho e forma, emergindo da parte mediana da face ventral da lâmina, muito
raramente totalmente liso; ovário triquetro com os ângulos bem marcados, às ve-
zes quase aliformes, glabro, amarelo-esverdeado.
Tipo: Espírito Santo, pr. Cachoeiro do Itapemirim, cult. Guaratiba, RJ,
14/05/1961, Luiz Emygdio n° 1938 (R, Holotypus).
188
SciELO/JBRJ
11 12 13 14
Fig. 26: H. aemygdiana: hábito e distribuição na região fluminense.
189
; SciELO/ JBRJ
11 12 13 14 15
cm
Material Examinado: Est. Rio de Janeiro: Carmo, margem do Paquequer,
leg. Neves Armond n9 123 (R). Guaratiba, Sítio Santo Antonio da Bica, cult.
20/02/1961, leg. Luiz Emygdio n9 2107 (R); 26/12/1964, leg. Luiz Emygdio n9
2060 (R). Braçanã, 04/01/1976, leg. Paula Laclette n9 49 (R), 12/12/1976. leg.
Paula Laclette n9 250 (R).
Est. Espírito Santo: pr. Cachoeiro do ltapemirim, cult. Guaratiba, RJ,
14/05/1961, leg. Luiz Emygdio n9 1938 (R, Holotypus).
Entre as espécies que ocorrem na região fluminense, H. aemygdiana se
destaca por ser a única com perianto densamente hirsuto; é ainda, muito caracte-
rística por seus frutos com ângulos desiguais, fortemente marcados e até mesmo
aliformes e, por seu “estaminódio” que geralmente apresenta apêndices. É inte-
ressante observar que, principalmente em exemplares cultivados e muito raramen-
te em exemplares espontâneos, esses apêndices diminuem em número, chegando
mesmo a desaparecer, permanecendo, neste caso, o “estaminódio" constituído
apenas pela lâmina oblonga.
LANE, em 1956, identificou o exemplar coletado no Carmo (R), como
H. zygolopha Lane, nome que, como tantos outros, esse autor não publicou. Este
exemplar está sem flores mas seus frutos são característicos e não deixam dúvidas
de que se trata de H. aemygdiana.
8. Heliconia citrina L. Em & Em. Santos
Fig. 3E,4C, 15C, 27
L. Emygdio & Em. Santos. Bradea 2(16): 96, fig. 2.1976.
Planta com 2 à 3m de altura. Folhas dísticas, cerca de 3 por pseudocaule,
com os pecíolos pruinosos, 35-70cm de* comprimento, as bainhas glabras ou mui-
to esparsamente pilosas, as lâminas lanceoladas ou oblongo-lanceoladas, de_ ápice
acuminado e base atenuada ou cuneada, 23— 92cm de comprimento e 16— 25cm
de largura, com a margem inteira ou um pouco laciniada, densamente pruinosas na
face dorsal. Inflorescência subséssil a longo-pedunculada, 19-30cm de compri-
mento, pedúnculo 1—1 Ocm de comprimento, glabro, verde na base e amarelo para
o ápice; raque amarelo-citrina, escorpióide.glabra, com entrenós aparentes de 2-4
cm de comprimento; brácteas dísticas, 6 à 9, amarelo-citrinas em ambas as faces,
lanceolado-conduplicadas, de ápicé acuminado, em geral reflexas quando sêcas,
glabras ou, quando jovens, esparsamente pilosas nas margens, a mais inferior fértil
ou estéril, foliácea ou hão, 15-22cm de comprimento e l-l,5cm de largura na
base, as demais diminuindo de tamanho em direção ao ápice da inflorescência.
Flores pediceladas, 6 à 10 nos fascículos inferiores, os demais paucifloros;bractéo-
las lanceoladas, acuminadas, glabras ou muito esparsamente pilosas na nervura me-
191
SciELO/JBRJ
11 12 13 14 15
diana, com utrículos de rafídeos e células com tanino,4— 5cm de comprimento e
0,7-1 cm de largura na base; pedicelos triquetros, alvacentos ou amarelados, gla-
bros ou muito esparsamente pilosos nos ângulos, 1—1 ,5cm de comprimento, acres-
centes na frutificação; perianto reto, alvacento ou esverdeado, glabro ou com os
sépalos, às vezes, muito esparsamente pilosos nas margens, com utrículos de rafí-
deos e células com tanino, 4-4,5cm de comprimento; “estaminódio” Ianceolado,
marsupiado na face ventral, cerca de lcm de comprimento; ovário glabro, alvacen-
to ou amarelado, com ápice verde escuro.
Tipo : Est. Rio de Janeiro, Mun. Rio Bonito, ,Braçaná, Faz. das Cachoeiras,
09/1 1/1975, Paula Laclette n9 27 (R, Holotypus).
Material examinado: Est. Rio de Janeiro: Mun. Rio Bonito, Braçanã, Faz.
das Cachoeiras, leg. Paula Laclette n9 251 (R); 09/01/1977, leg. Paula Laclette nP
273 (R).
Esta espécie é muito característica por suas brácteas geralmente reflexas
quando secas e folhas densamente pruinosas. É muito próxima de H. glauca Poit.
ex Verlot porém, nffo possui o perianto geniculado, característico desta última.
Aparentemente também é endêmica do Município de Rio Bonito.
9. Heliconia fluminensis L. Em. & Em. Santos
Fig. 4D, 6G, 11B, 14B, 16C.28
L. Emygdio & Em. Santos. Bradea 2 (16): 99, fig. 3. 1976.
Planta robusta, até cerca de 4m de altura. Folhas dísticas, cerca de 4 por
pseudocaule, com os pecíolos glabros apresentando mácula branca próximo à in-
serção da lâmina, 50-90cm de comprimento, as bainhas pilosas, as lâminas oblon-
gas, de ápice agudo ou acuminado e base atenuada ou cuneada, 70-1 15cm de
comprimento e 16-25cm de largura, verdes em ambas as faces, com a nervura me-'
diana pilosa na face dorsal. Inflorescência pedunculada, 15-40cm de comprimen-
to, pedúnculo até 8,5cm de comprimento, densamente hirsuto; raque escorpióide,
densamente hirsuta, alaranjada, com entrenós aparentes de l,5—4cm de compri-
mento; brácteas dísticas, 7 à 12, persistentes, lanceolado-conduplicadas, de mar-
gens extrorsas, densamente hirsutas na face externa e glabras na face interna, ala-
ranjadas, a mais inferior fértil, laminosa ou nJo, 15-22cm de comprimento e
l-l,5cm de largura, as demais diminuindo de tamanho em direçáo ao ápice da
inflorescência. Flores pediceladas, exsertas, 8 à 15 nos fascículos inferiores, os su-
periores paucifioros; bractéolas lanceoladas, glabras, com utrículos de rafídeos e
células com tanino, 4-5cm de comprimento e 0,7-lcm de largura; pedicelos tri-
quetros, glabros, crcme-esverdcados, 1-1, 5cm de comprimento, acrescentes na fru-
192
.SciELO/ JBRJ
Fig. 27: H. citrina: hábito e distribuição na região fluminense.
SciELO/ JBRJ
193
13 14
tificação, com utrículos de rafídeos e células com tanino; perianto reto, 4— 4,5cm
de comprimento, glabro, o sépalo posterior livre quase até a base e muito raramen-
te com pêlos ocasionais na margem, os pétalos fortemente estriados, todos densa-
mente cobertos por células com tanino e alguns utrículos de rafídeos; estames
com dois filetes retos e três um pouco geniculados na base; “estaminódio" lanceo-
lado, de ápice acuminado, cerca de lcm de comprimento, marsupiado na face ven-
tral; ovário glabro, creme-esverdeado; estilete encurvado.
Tipo: Est. Rio de Janeiro, Cantagalo, mata do Cambucá, 15/12/1967, Luiz
Emygdio n° 2590 (R, Holotypus).
Material examinado: Est. Rio de Janeiro: Cantagalo, s/d. Peckolt n9 152
(BR).
H. fluminensis e H. sampaioana são as únicas espécies encontradas na re-
gião fluminense que apresentam as brácteas densamente hirsutas; entretanto, po-
dem ser imediatamente separadas pela forma dessas brácteas, caracteristicamente
lanceolado-conduplicadas em H. fluminensis e cimbiformes em H. sampaioana.
10. Heliconia laneana Barr. var. laneana
Fig. 4E, 6B, 7, 8. 9, 12A, 14C, 17C, 29
Heliconia laneana Barr. f. laneana Bradea 1 (46): 460. 1974.
Heliconia speciosa Hort. sensu Horan. Prodr. Monogr. Scitam. 40. 1862.
Heliconia brasiliensis sensu Paxton. Mag. Bot. 3: 193. 1837.
Heliconia brasiliensis Hooker sensu Petersen in Mart., Fl. Bras. 3 (3): 21.
1890, p. p. et excl. tab. 6.
Heliconia laneana f. elatior Barr. Bradea 1 (46): 460. 1974.
Heliconia simulans Lane in sched.
Planta até cerca de 3m de altura. Folhas dísticas, cerca de 4 por pseudo-
caule, os pecíolos glabros, 34-1 18cm de comprimento, com mácula mais clara
na inserção da lâmina, as lâminas oblongas ou oblongo-lanceoladas, ápice agudo ou
acuminado a base cuneada, 45-67cm de comprimento e 18,5-24,5cm de largura,
verdes em ambas as faces, com a nervura mediana glabra. Inflorescência peduncu-
lada, 21-29cm de comprimento, pedúnculo 2,5-12,5cm de comprimento, verme-
lho-alaranjado, glabro na base e piloso para o ápice, raque atenuado-escorpióide,
195
,SciELO/ JBRJ
11 12 13 14 15
vermelho-alaranjada, glabra ou, às vezes, muito esparsamente pilosa com entrenós
aparentes de l,5-6cm de comprimento; brácteas dísticas, 7 à 9, persistentes, lan-
ceolado-conduplicadas, longamente acuminadas, glabras ou, às vezes, muito espar-
samente pilosas na base, externamente vermelho-alaranjadas, internamente alaran-
jadas, a mais inferior externamente um tanto esverdeada, fértil ou estéril, foliácea
ou não, 16-20cm de comprimento e 1—1, 5cm de largura na base, as demais dimi-
nuindo de tamanho em direção ao ápice da inflorescência. Flores pediceladas, 6 à
10 nos fascículos inferiores, os superiores paucifloros; bractéolas esbranquiçadas,
lanceoladas, acuminadas, glabras ou, às vezes, com a nervura mediana pilosa na fa-
ce dorsal, com utrículos de rafídeos e células com tanino, 2,5-3cm de compri-
mento e 0,5-0,7cm de largura na base; pedicelos amarelos, exsertos, triquetros,
glabros ou muito pouco pilosos nos ângulos, l-l,5cmde comprimento, acrescentes
na frutificação; perianto branco, reto, exserto, 3,5-5cm de comprimento, com
utrículos de rafídeos e células com tanino, os sépalos glabros ou muito pouco pilo-
sos nas margens ou na nervura mediana, os pétalos glabros, com fortes estrias lon-
gitudinais; estames com filetes e anteras brancas; “estaminódio” lanceolado ou
lanceolado-filiforme, 1-1, 2cm de comprimento, acuminado, lobado próximo à
base marsupiado na face ventral, com a nervura mediana bem evidenciada na face
dorsal; ovário amarelo, glabro ou muito esparsamente piloso nos ângulos, lcm de
comprimento; estilete às vezes com os ângulos quase alados.
Tipo: Est. Rio de Janeiro, Petrópolis, 02/10/1951, A. P. Duarte nP 4223
(RB. Holotypus).
Material examinado; Est. Rio de Janeiro: Cova da onça, 1 5/09/1867, leg.
Glaziou nó 1623 (BR). Horto Botânico do Museu Nacional, cult., 21/08/1956, leg.
Luiz Emygdio nP 1054 (R); 06/07/1976, leg. E. Santos nP 3722 (R). Itatiaia,
Picada Barbosa Rodrigues, 03/02/1967, leg. J. P. Carauta nP355 (GUA). Mata do
Rumo (reserva do J. Botânico), 18/01/1969, leg. D. Sucre nP4453 e P. 1. S. Braga
nP 1330 (RB). Restinga de Jacarepaguá, 10/09/1958, leg. Edm. Pereira nP 4295,
Line, Sucre e Duarte (RB). Serra da Estrela, 1844, leg. M. Weddell nP 874 ? (P).
Serra do Mendanha. 12/12/1965, leg. J. P. Carauta nP31 1 (GUA). Serra de Petró-
polis, 02/10/1951, leg. A. P. Duarte. nP 4223 (RB, Holotypus). Serra da Piaba,
27/10/1971, leg. D. Sucre nP 7839, (RB. Holotypus de H. laneana f. elatior Barr.).
Nome vulgar: Bico-de-guará.
PETERSEN ao descrever H. brasiliensis Hooker, na Flora Brasiliensis, não
se deu conta que esta espécie (sinônimo de H. farinosa), é diferente de H. brasili-
ensis sensu Paxton (sinônimo de H. laneana var. laneana) e, ainda misturou esta
última espécie com H. glauca Poit. ex Verlot e H. acumináta Rich., que não ocor-
rem na região fluminense.
A tábula não corresponde nem à espécie de HOOKER nem à de PAXTON,
porém, pelo perianto genuflexo e pelo ritmo da inflorescência, se assemelha muito
à H. glauca.
Os exemplares Poiteau s/nP (P) — citado por PETERSEN, para a Guiana
Francesa - e Kappler nP 1427 (P, G) - citado para o Pará - são respectivamente,
H. glauca e H. acuminata.
196
SciELO/ JBRJ
Fig. 28: II. fluminensis: hábito e distribuição na região fluminense.
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SciELO/JBRJ
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cm
Fig. 29: H. laneana vax. laneana: hábito e distribuição na região fluminense.
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cm
Os exemplares Glaziou n9 1623 e np 2718 são, sem dúvida alguma, H. la-
neana; o primeiro é a variedade flava e o segundo a variedade Ianeana. Deste últi-
mo recebemos dois exemplares: um de Paris, sem indicação do local de coleta, ape-
nas com o número de Glaziou e outro da Bélgica, com o mesmo número e com in-
dicação de ter sido coletado no Rio de Janeiro. Como ambos são idênticos, acredi-
tamos ter havido omissão de procedência na transcrição da etiqueta do exemplar
de Paris.
Pelo que até agora nos foi possível observar, o limite norte da ocorrência
de H. Ianeana é o Estado do Espírito Santo e, por essa razão, apesar de não termos
examinado o exemplar Wullschlagel nP 523. citado, por PETERSEN, para o Suri-
nam e a variedade concolor (“in insula Cayenne"), acreditamos que sejam H. acu-
minata ou H. glauca, espécies que esse autor confundiu com H. Ianeana e que
ocorrem nos locais por ele indicados.
10a. Heliconia Ianeana var. flava (Barr.) Em. Santos, nov. comb.
Fig. 6F, 17B, 30
Heliconia Ianeana f. flava Barr. Bradca 1 (46): 460. 1974.
Planta até cerca de 3m de altura. Folhas dísticas, 3 à 4 por pseudocaule.
com os pecíolos glabros ou esparsamente pilosos, 37-55cm de comprimento,
apresentando mácula mais clara na inserção da lâmina, as bainhas glabras ou espar-
samente pilosas, as lâminas oblongas, de ápice agudo ou acuminado e base ornea-
da, 47-65cm de comprimento e 14— 18cm de largura, verdes em ambas as faces,
nervura mediana glabra ou muito esparsamente pilosa na face dorsal. Inflorescên-
cia pedunculada, 1 1 -24cm de comprimento, pedúnculo glabro ou muito esparsa-
mente piloso, 2-28cm de comprimento, raque atenuado-escorpióide, amarelo-es-
verdeada geralmente glabra, às vezes muito esparsamente pilosa, com entrenós apa-
rentes de l-5cm de comprimento; brácteas dísticas, 6 à 10, persistentes, lanceola-
do-conduplicadas, acuminadas, glabras ou raro muito esparsamente pilosas na face
externa, amarelo-esverdeadas, a mais inferior fértil ou estéril, foliácea ou não, 10-
19cm de comprimento e 0,7-l,5cm de largura na base, as demais diminuindo de
tamanho em direção ao ápice da inflorescência. Flores pediceladas, 6 à 1 1 nos fas-,
cículos inferiores, os superiores paucifloros; bractéolas lanceoladas oü oblongo-
lanceoladas, acuminadas, glabras ou muito esparsamente hirsutas na face dorsal,
com utrículos de rafídeos e células com tanino, 3-5cm de comprimento e 0,5-1
cm de largura na base; pêdicelos amarelos ou amarelo-esverdeados, exsertos, tri-
quetros, glabros ou muito esparsamente pilosos nos ângulos, 1—1, 5cm de compri-
mento, acrescentes na frutificação; perianto branco ou com o ápice esverdeado,
reto, 4-4,5cm de comprimento, glabro ou muito levemente hirsuto no ápice e
201
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11 12 13 14 15
margens dos sépalos e pátalos; “estaminódio” lanceolado, acuminado, lobado
próximo à base, marsupiado na face ventral, 0,8-lcm de comprimento; ovário
amarelo ou amarelo-esverdeado, glabro, 0,3-0,5cm de comprimento; estilete às
vezes com os ângulos quase alados.
Tipo: Est. Espírito Santo, Cia. Vale do Rio Doce, 04/1 1/1972, D. Sucre nP
8345 (RB. Lectotypus).
Material examinado: Est. Rio de Janeiro: 1867, leg. Glaziou nP 2718
(BR. P). Belcm. dans les bourbions, 12/10/1876, leg. Glaziou nP 8982, (P). Case-
miro de Abreu, Fazenda Vila Verde (estrada que liga Rio Dourado a Rio da Os-
tras), 25/08/1974, leg. Arline Souza s/nP (R). Guaratiba, Sitio Santo Antonio da
Bica (cult.), originária do Est. do Rio. pr. Rio das Ostras, 09/1961, leg. Luiz
Emygdio nP 1964 (R). Estrada para Santo Antonio do Imbé, pr. Santa Maria
Madalena, 27/09/1964, leg. E. Santos nP2050.B. Flaster nP 1087 e C. Pereira (R).
Est. Espírito Santo: 1971, leg. B. Marx s/nP(RB, Syntypus de H.laneana
f. flava Barr.). Cia. Vale do Rio Doce, 04/1 1/1972, leg. D. Sucre nP 8345 (RB,
Lectotypus).
A localidade Belem. citada por Glaziou, é a atual Japerí, situada no vale do
Rio Guandu, no Estado do Rio de Janeiro.
1 1 . Heliconia angusta Vell.
Fig. 4A, 10B, 14A, 15B.31
Vellozo. Fl. Flum. :1 06. 1825; Ícones 3: tab. 20. 1831 (1827); in Arq.
Mus. Nac. R. de J. 5: 101. 1881.
Heliconia bicolor Benth. in Maund, Botanist 3: tab. 101. 1839.
Heliconia angustifolia Hook. f. Bot. Mag. 75: tab. 4475. 1849.
Bihai angustifolia O. Ktze., Rev. Gen. Pl. 2:685. 1891.
Bihai angusta (Vell.) Griggs. Buli. Torr. Bot. Club 42 (6): 321. 1915.
Planta delgada, até l,50m de altura. Folhas dísticas, cerca de 4 por pseu-
docaule, com os pecíolos glabros ou esparsamente pilosos, 15-58cm de compri-
mento, as bainhas pilosas, as lâminas estreitamente oblongas ou linear-oblongas, de
ápice acuminado a base cuneada ou atenuada, 42-87cm de comprimento e 5,5—
1 l,5cm de largura, verdes em ambas as faces, às vezes apresentando células com
202
cm
tanino. a nervura mediana esparsamente pilosa na face dorsal. Inflorescência pe-
dunculada, ll-23cm de comprimento, pedúnculo l,5-19,5cm de comprimento,
glabro; raque vermelha, levemente escorpióide, glabra, com entrenós aparentes de
l-3cm de comprimento; brácteas dísticas, 6 à 9, persistentes, lanceolado-condu-
plicadas, de ápice acuminado e base um pouco auriculada ou arredondada, glabras,
vermelhas, a mais inferior laminosa. fértil ou estéril, 8,5-1 5,5cm de comprimento
e 0.5— 1 cm de largura na base, as demais diminuindo de tamanho em direção ao
ápice da inflorescência. Flores pediceladas, 5 à 7 nos fascículos inferiores, os supe-
riores paucifloros; bractéolas oblongas ou linear-oblongas, de ápice caudado ou
longamente acuminado, glabras, às vezes apresentando células com tanino, 2-3.5
cm de comprimento e 0,4-0.8cm de largura na base; pedicelos vermelhos, glabros.
0,7-1 cm de comprimento, acrescentes, chegando a atingir 2,5cm na frutificação;
perianto branco, exserto, reto. 4-5cm de comprimento, os sépalos com a margem
hialina e um pouco pilosos no ápice, com utrículos de rafídeos, o posterior livre
quase até a base; estames com filetes retos e anteras exsertas; “estaminódio" lan-
ceolado, com a margem, às vezes, lobada próximo à base, de ápice acuminado,
marsupiado na face ventral, cerca de lcm de comprimento e 0,2— 0,4cm de largura
na base, com a nervura mediana bem evidenciada; ovário vermelho, triquetro, gla-
bro, cerca de 0,5— 0,6cm de comprimento.
Tipo: Vell., Fl. Flurn. Icon. 3: tab. 20.
Material examinado: Est. Rio de Janeiro: s/d, leg. Mario Lima s/nP (R).
Corcovado. 1879, leg. H. Wawra n° 213 (W), 06/07/1944. leg. F. Segadas Vianna
nP 534 (R); pr. Calxa-d’água. 10/09/1874, leg. H. Mosén nP2621 (S); Estrada do
Cristo Redentor, 17/06/1958, leg. Liene, Sucre. Duarte e E. Pereira nP 3890 (RB).
Horto Botânico do Museu Nacional, 06/07/1976, leg. E. Santos n9 3724(R). Ma-
gé, Faz. do Cortume, 06/1952, leg. J. Vidal n9 II — S/N (R); 07/1952, leg. J. Vidal
n9 II - 3998 (952) (R). Estrada Velha de Petrópolis, 15/05/1964, leg. Sick e L.
F. Pabst s/n9 (HB). Serra da Carioca, pr. Gruta Geonoma, 25/10/1968. leg. J. P.
Carauta n9 647 (GUA, R); Reserva Florestal I. C. N., 31/07/1970, leg. L. F. Barre-
to n9 01 (GUA). Teresópolis, 06/01/1883, leg. J. de Saldanha s/n9 Gabinete de
Botânica da Escola Polythecnica n9 6716 — (R); ao longo da estrada, 45km.
25/08/1968, leg. Zélia Silva n9 88 (R); Serra dos Órgãos, 1 1/01/1883, leg.. J. de
Saldanha s/n9 — Gabinete de Botânica da Escola Polythecnica n9 6715 — (R);
Parque Nacional, 09/1953, leg. J. Vidal s/n9(R); 31/07/1960, leg. B. Flastcr n9
76 (R); Sítio Samambaia, 13/06/1960, leg. H. E. Strang n9 192 (GUA); Soberbo.
15/09/1952, leg. J. Vidal n9 II - 5151 (952) (R); nova BR-4, 20/10/1963, leg.
L. F. Pabst s/n9 (HB); Tabuinhas, 31/08/1^60, leg. A. Abendroth n9 1427 (HB).
Tijuca, 21/10. leg. J. de Saldanha s/nP(R); 10/08/1931, leg. B. Lutz n9 620(R);
Açude da Solidão. 1 1/07/1960. leg. H. E. Strang n9 193 (GUA); caminho para
Pedra do Archer. 05/12/1960, leg. C. Angeli n9 249 (GUA); Estrada da Vista
Chinesa, Estação Biológica, 11/07/1963, leg. A. Castellanos nP 23976 (GUA);
descendo da Tijuca pela Vista Chinesa até o Jardim Botânico, 03/09/1883, leg.
Saldanha, Lischine e Lopes da Costa s/nP(R).
Nome vulgar: Bico-de-guará
203
SciELO/ JBRJ
11 12 13 14 15
Petersen, na Flora Barsiliensis, coloca H. angusta como sinônimo duvidoso
de H. psittacorum L. f. var. robusta Eichl. Entretanto, H. psittacorum se diferen-
cia bem de H. angusta pelo hábito, ritmo da inflorescência e cor do ovário (amare-
lo-alaranjado) e do perianto (amarelo-alaranjado com mancha negra no ápice).
12. Heliconia lacletteana L. Em. & Em. Santos
Fig. 2B, 3B.4B, 6C, 17A, 32
L. Emygdio & Em. Santos. Bradea 2 (16): 100, Fig. 4. 1976.
Planta delgada, até cerca de l,60m de altura. Folhas distícas, 4 à 8 por
pseudocaule, com os pecíolos glabros apresentando mácula mais clara próximo
à inserção da lâmina, 80-90cm de comprimento, as bainhas esparsamente pilosas,
as lâminas linear-oblongas, de ápice agudo ou acuminado e base cuneada ou ate-
nuada, um pouco inequilátera, verdes em ambas as faces, às vezes trazendo células
com tanino na face dorsal, 32,5-80cm de comprimento e 8-1 8cm de largura, a
nervura mediana glabra ou um pouco pilosa na face dorsal. Inflorescência curto-
pedunculada, 16-35cm de comprimento, pedúnculo l-8cm de comprimento, gla-
bro, raque vermelha, atenuado-escorpióide, glabra, com entrenós aparentes de 1-4
cm de comprimento; brácteas dísticas, 5 à 10, persistentes, laceolado-conduplica-
das, às vezes com a margem reflexa nas inflorescências mais adultas, de base arre-
dondada e ápice acuminado, glabras, externamente vermelhas, vermelho-alaranja-
das, ou as mais inferiores vermelhas e esverdeadas para o ápice, internamente ver-
melho-alaranjadas e amareladas para o centro, a mais inferior em geral laminosa,
fértil ou estéril, 13,5— 26,5cm de comprimento e 1-2, 5cm de largura na base, as
demais diminuindo de tamanho em direção ao ápice da inflorescência. Flores pedi-
celadas, 5 à 9 nos fascículos inferiores, os superiores paucifloros; bractéolas bran-
cas, planas ou um pouco desigualmente carenadas, lanceoladas, acuminadas, gla-
bras ou, às vezes, um pouco pilosas na nervura mediana, com utrículos de rafídeos
e células com tanino, 2,5-3,5cm de comprimento e 0,5-lcm de largura na base;
pedicelos amarelo-claro, triquetros, glabros ou muito esparsamente pilosos nos
ângulos, 0,5-1.5cm de comprimento, acrescentes na frutificação; perianto reto, ex-
serto, 4-5cm de comprimento, os sépalos brancos com o ápice esverdeado, gla-
bros ou muito esparsamente pilosos nas margens, o dorsal às veses livre quase até a
base, os pétalos esverdeados, glabros; estames com filetes brancos, dois quase retos
e três um pouco geniculados na base, as anteras exsertas na maturação, com o co-
nectivo esverdeado; “estaminódio" lanccolado, de ápice acuminado e margem lo-
bada próximo à base, marsupiado na face ventral, l,2-l,5cm de comprimento e
cerca de 0,3cm de lagura na base, branco-esverdeado; ovário glabro, amarelo-escij-
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.SciELO/ JBRJ
cm
ro com o têrço superior verde escuro; estilete com os ângulos fortemente marca-
dos, branco com o ápice amarelo.
Tipo: Est. Rio de Janeiro, Mun. Rio Bonito, 24/07/1974, Paula Laclette
n9 32 (R. Holotypus).
Material examinado: Est. Rio de Janeiro, Mun. Rio Bonito, Braçanã,
24/06/1973, leg. Paula Laclette n9 28 (R); Faz. das Cachoeiras, 1 1/1973, leg. Pau-
la Laclette n9 31 (R); 22/1 1/1975, leg. Paula Laclette n9 50 (R); 01/08/1976, leg.
Paula Laclette n9 115 (R); 17/10/1976, leg. Paula Laclette n9 221 (R).
Esta espécie parece ser endêmica no Município de Rio Bonito. É muito
próxima de H. angusta e, quando as etiquetas não trazem indicações completas,
pode ser difícil diferenciá-las em herbário.
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f-ig. 30: H. laneana var. flava: hábito e distribuição na região fluminense.
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Fig- 31 : H. angusta: hábito e distribuição na região fluminense.
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F'ig- 32: H. lacletteana: hábito e distribuição na região fluminense.
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5 - FENOLOGIA
J
F
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r -
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A
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N
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H. aemygdiana
fr
fl
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H. angusta
fl
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fl
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H. citrina
fl
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H. episcopalis
fl
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fl
H. farinosa
fl
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fl
fl
fl
H. fluminensis
fl
H. lacletteana
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fl
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fl
fr
fl
H. laneana var. laneana
fr
fr
o
11
fl
fr
fr
fr
H. laneana var. flava
fl
fl
fl
fl
fr
H. rivularis
fl
fl
fl
H. sanipaioana
fl
fl
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H. spatho-circinada
fl
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fr
fr
fl
fr
fl
fl
H. velloziana
fl
a
a
fr
fl
fl
fl
fl
fl
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cm ..
6. DISCUSSÃO E CONCLUSÕES
O gênero Heliconia, por sua complexa morfologia floral com caracteres ex-
clusivos e por sua diferenciação anatômica, separa-se bem dos demais genêros de
Musaceae s. I., o que fala em favor de sua possível individualização numa família
monogenérica, conforme, aliás, foi proposto por NAKAI (1941).
São as brácteas que fornecem os principais elementos para diferenciação
das espécies, permitindo separar aquelas que ocorrem na região fluminense em
dois grupos: com brácteas cimbiformes e com brácteas lanceolado-conduplicadas,
que em geral são acompanhadas pela presença de uma bolsa no “estaminódio”. no
primeiro grupo, ou, ausência dessa bolsa, no sengundo grupo.
As espécies mais características são: H. episcopalis. única com brácteas ca-
ducas; H. aemygdiana, com perianto densamente hirsuto e fruto com ângulos qua-
se aliformes; H. citrina, com brácteas lanceolado-conduplicadas. geralmente re-
flexas quando secas, aliadas às folhas densamente pruinosas na face dorsal. H. citri-
na e H. laneana var. flava são as únicas espécies estudadas que possuem brácteas
amarelas, em todas as outras espécies fluminenses as brácteas são vermelhas ou ala-
ranjadas, com ou sem tonalidades verdes.
O fruto de Heliconia é o órgão que tem provocado maior discordância en-
tre aqueles que estudaram o gênero. HUMPHREY (1896) fez uma boa descrição
do desenvolvimento e da morfologia da semente de Heliconia. afirmando em certo
trecho: “The ovary becomes a three-seeded septicidal capsule” e ainda: ‘The
exocarp forms a firm an dry envelope about the seed, showing no pulpy consis-
tency” (pela evidência mostrada na tábula IV fig. 68, Humphrey considera como
exocarpo todo o tecido externo ao endocarpo).
Aceitando a teoria de HUMPHREY, a segunda afirmativa naturalmente
nos levaria a aceitar a primeira; entretanto, parece que esse autor examinou apenas
frutos secos porque, quando maduro e vivo, o fruto apresenta um mesocarpo car-
noso, formado por células parenquimatosas, apresentando feixes de rafídeos e fei-
xes vasculares. Também ele não é deiscente e este fato, somado à presença do me-
socarpo carnoso e do endocarpo pétreo que acompanha as sementes, não permite
a classificação feita por Humphrey e nos levou a classificá-lo como uma drupa tris-
pérmica.
O pólen das espécies estudadas apresenta tres formas: esférica, prolato-es-
feroidal e oblato-esferoidal, predominando as formas esférica e oblato-esferoidal.
Quase todos são de tamanho grande, variando de 57,45/a à 85,20/i no maior
diâmetro, com excessão do pólen de H. sampaioana que ultrapassa 100/a , sendo
classificado como muito grande.
Não há diferenças quanto à esculturação da ectosexina, que é sempre es-
piculada e da endosexina que é sempre baculada. A única variação da exina foi
observada em H. laneana var. flava, onde quase não se nota diferença entre a sexi-
na e a nexina, que têm espessuras equivalentes, enquanto que, nas demais espécies,
a sexina é sempre muito mais espessa que a nexina.
Quanto à abertura, pelo que nos foi possível observar em H. lacletteana e
H. laneana var laneana, parece haver uma transição entre os tipos ulcado e sulcado,
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porque pode ser notado um pseudosulco unindo o que parecem ser pseudoporos.
Em H. farinosa observamos uma invaginação da exina, por onde germina o tubo
polínico; nas espécies restantes não observamos nenhum tipo de abertura, nem
mesmo vestígios.
Na região fluminense ocorrem espontaneamente 12 espécies e 1 variedade:
H. aemygdiana B. Marx, H. angusta Vell., H. citrina L. Em. & Em. Santos, H. epis-
copalis Vell., H. farinosa Raddi. H. fluminensis L. Em. & Em. Santos, H. laclettea-
na L. Em. & Em. Santos. H. laneana Barr. var. laneana, H. laneana var. flava
(Barr.) Em. Santos, H. rivularis L. Em & Santos, H. sampaioana L. Em., H. spatho
-circinada Arist. e H. velloziana L. Em.
7. RESUMO
Neste trabalho é feita a revisão das espécies do gênero Heliconia Musaceae, s. 1.
espontâneas na região fluminense, que compreende o atual Estado do Rio de Janeiro.
Nesta região foram encontradas 12 espécies e 1 variedade, todas com hábito musói-
deo e inflorescências eretas, helicoidais ou escorpióides, com brácteas cimbiformes ou lanceo-
lado-conduplicadas. A forma e disposição dessas brácteas se constituiu no principal carater de
separação das espécies, permitindo separá-las em dois grandes grupos: espécies com bracteas
cimbiformes e espécies com brácteas lanceolado-conduplicadas.
Além da organografia, é apresentado o histórico do gênero na região, observações
sobre a palinologia, chave para determinação das espécies, mapas mostrando a distribuição
geográfica na área, comentários sobre a taxínomia, relação dos exemplares estudados, relação
dos coletores e referências bibliográficas.
SUMMARY
The genus Heliconia lias ever been seen as homogeneous and with strong morphologi-
cal characteristics, even by the oldest authors as Richard (1831) and ENDLICHER (1837).
The anatomical features are peculiar too, as it was demonstrated by TOMLINSON
<1959, 1962), who established these differences making a comparision between Heliconia and
the othcr genera of Musaceae s. 1.
The morphological individualization of the genus had its highest interpretation with
NAKA1 (1941) who considcred Heliconia as a family of its own - Heliconiaceae.
Although there is a large number of deseribed species — above 250 — the taxonomy
of Heliconia is not saturated even in a restricted and largely explored area as the Fluminensis
region, known also as Rio de Janeiro State.
The first author to study Heliconia in this area, was Vellozo (1827) describing 4
species in his Mora Mumincnsis. Aftcr him carne PETERSEN in MART1US, Mora Basiliensis,
responsible for a lot of mistakes, mainly because he mixed up different spccies. Next carne
SCHUMANN (1900) in ENGLER, Das Pflanzcnrcich who, besides mixing up diffent species,
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gave in complete descriptions and omitted the collectors numbers; like some others authors,
he took all the species with pruinose leaves for H. pulverulenta Lindl. (= H. farinosa Raddi),
localizing it in the West Indies.
Schumann’s mondgraph was the last work dealing with the fluminense species until
1975, when MELLO MLHO, discussing Vellozo's work gave a new name to H. bihay Vcll.
(H. velloziana L. Em.), and established that H. thalia is a Marantaceae - Stromonthe sanguí-
nea Sond.
At least, in 1976, the National Library of Rio de Janeiro published a manuscript of
VELLOZO, with colored plates by Muzzo, including 3 species of Heliconia. designated by the
comon names of Pacó caajubá and Pacó uvávú, recognized by MELLO MLHO & E. SANTOS
(1977) as: Est. 139 - H. episcopalis Vel., Est. 149 - H. aemygdiana B. Marx, Est. 159 -
H. sampaioana L. Em.
All the fluminense species have leaves with long pctiolcs and blades oblong to broadly
-oblong or lanceolate to linear - lanceolate, generally with cntirc margins that sometimes can
be lightly laciniated but not as in H. chartacea Lane ex Barr. They are always glabrous and
H. citrina L. Em. & Em. Santos, H. farinosa Raddi and sometimes H. velloziana L. Em., have
a pruinose dorsal face.
The inflorescence is a terminal and straight helicoid cyme with fascicles subtended
by long and colorful brácts. These bracts can be distichous or spirally disposcd, cymbiform
or lanceolate-conduplicate, the lower one, in the same species, with or without flowers and
sometimes prolonged by a leaf.
The flowers are perfect and subtended by bracteoles. They have 3 sepals, 3 petals,
5 estamens and, attached to the base of the unpaired sepal. they have a membranose organ
called staminode by most of the authors, but w-hich MELLO MLHO (1972) thought could
be the rcmains of an included and aborted flower. It must be note that the species with lan-
ceolatc-conduplicate bracts have the “staminode” with a marsupioid membrane in the ventral
face, while those with cymbiform bracts have a plain “staminode”, being H. aemygdiana the
only exception because it has appendices instead of that membrane, which can be absent in
the cultivated specimens.
The fruit has been considered as a capsule or a berry, but the stony cndocarp attached
to the seed characterizes a drupe. That’s why it’s here classified as a three-seeded drupe.
The pollen grain is spherical, prolate-spheroidal or oblate-spheroidal, with an intectate
cxine.
This paper presents an account of the morphology and taxonomy of the; 12 cspecies
and 1 varicty spontaneous in the fluminense area.
8. IKDICE DOS COLETORES
ABENDROTH, A.
n9 1427 (HB) - H. angusta.
ANGELl.C.
n9 249 (GUA) - 11. angusta.
BARRETO, L. F.
n9 1 (GUA) - H. angusta.
216
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11 12 13 14
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BRAGA, P.I.S.
n9 1330 (RB) - H. lanear.a var. laneana.
BURLE MARX, R.
s/n° (1971 ) (RB) - H. laneana var. flava.
CARAUTA, J. P.
s/n9 (28/05/67) (R), n9 167 (GUA), n9 1359 (RB) - H. spatho-circinada; n9 31 1
(GUA), n9 355 (GUA) - H. laneana var. laneana; n9 647 (GUA, R) - H. angusta.
CARMEN DULCE
s/n9 (Herb. Segadas Vianna n9 626) (R) - H. spatho-circinada.
CASTELLANOS, A.
n9 23230 (GUA), n9 23496 (GUA), n9 25539 (GUA, R) - H. spatho-circinada; n9
23976 (GUA) - H. angusta; n9 23978 (GUA) - H. velloziana; n9 24412 (GUA), n9
25655 (GUA, R) - H. sampaioana.
CUNHA. M. C. S.
n9 534 (R) - H. farinosa. n9 542 (R) - H. rivularis.
DUARTE, A. P
s/n9 (11/1948) - H. farinosa; n9 3449 (RB) - H. velloziana; n9 4223 (RB) - H. la-
neana var. laneana.
I LASTER, B.
n9 76 (R) - H. angusta; n9 1087 (R) - H. laneana var. flava.
EROMM, E.
n951 (R) - H. episcopahs; n9 1957 (HB, R) - H. velloziana.
GLAZIOU, A.
n9 8496 ? (Pl - H. episcopalis; n9 1623 (BR) - H. laneana var. laneana; n9 2718
(BR, P), n9 8982 (P) - H. laneana var. flava.
KUHLMANN, J G.
s/n9 (s/d) (RB) - H. spatho-circinada.
LACLETTE. P.
s/n9 (22/11/75) (R) - H. velloziana; n9 27 (R), n9 251 (R), n9 273 (R) - H. citrina;
n9 28 (R), n9 32 (R). n9 50 (R). n9 1 15 (R). n° 221 (R) - H. lacletteana; n9 29 (R),
n9 30 (R), n9 175 (R) - H. spatho-circinada; n9 49 (R), n9 250 (R) - H. aemygdiana;
n9 271 (R) - H. rivularis
LANNA SOBR9, J. P.
s/n9 (22/11/68) - (GUA) - H. velloziana; n9 270 (GUA) - H. sampaioana; n9 811
(GUA, R) - H. spatho-circinada.
LIMA. M.
s/n9 (s/d) (R) - H. angusta.
LUIZ EMYGDIO
n9 1054 (R) - 11. leneana var. laneana; n9 1093 (R), n94260 (R) - H. sampaioana;
n9 1216 (R) n° 1937 (R), n9 2055 (R), n9 3977 (R) - H. velloziana; n9 1938 (R),
n9 2060 (R)' n° 2107 (R) - H. aemygdiana; n9 1964 (R) - H. laneana var. flava; n9
2069 (R) - H. spatho-circinada; n9 2141 (R) - H. episcopalis; n9 2590 (R) - H. flu-
minensis;n9 3981 (R) - H. rivularis.
LUND, P. V.
s/n9 (Herb. Warming n9 514) (C) - H. spatho-circinada.
lutz, B.
n9 620 (R) - H. angusta.
machado, m m. p.
n9 01 (R) - H. farinosa.
MACWILLIAMS, E. L.
n9 15349 (R) - H. velloziana.
MOSÊN. C.
n9 2621 (S) - H. angusta.
•• • f •». aiiguauí-
NEVES ARMOND.A.
n9 122 (R) - H. spatho-circinada; n9 123 (R) - H. aemygdiana.
217
SciELO/JBRJ
cm ..
PABST, L. F.
s/n9 (20/10/63) (HB) - H. angusta; s/n9 (22/12/63) (HB) - H. spatho-circinada.
PA LACIOS-BALEGNO-CUEZZO
n94011 (R) - H. episcopalis.
PECKOLT, TH.
n9 152 (BR) - H. fluminensis.
PEREIRA C
s/n9 (27/09/64) (R) - H. laneana var. flava.
PEREIRA, E.
n9 3890 (RB) - H. angusta; n9 4295 (RB) - H. laneana var. laneana; n9 7253 (HB) -
H. spatho-circinada.
RADDI.G.
s/n9 (Dellesscrt Herb. n9 25056) (R) - H. farinosa
RENTE. J. A.
s/n9 (03/01/57 (R) - H. farinosa; n9 297 (R) - H. spatho-circinada.
SALDANHA J.
s/n9 (21/10) (R), (3/09/1883) <R>. (Gab. Esc. Pol. 6715. 6716) (R) - H. angusta;
s/n9 (Gab. Esc. Pol. 6503) (R) - H. farinosa; s/n9 (18/10/1883) (R), (21/10/1883).
(Gab. Esc. Pol. 8402) (R) - H. sampaioana.
SAMPAIO, A. J.
n9 321 1 A (R) - H. spatho-circinada.
SANTOS, E.
n9 2050 (R) - H. laneana var. flava; n9 3722 (R) - H. laneana var. laneana; n9 3724
(R) - H. angusta; n9 3728 (R) - H. velloziana ; n9 3729 (R) - H. farinosa; n9 3730
(R) - H. spatho-circinada.
SEGADAS VIANNA, F.
n9 534 (R) - H. angusta; n9 Restinga 1 - 1483 (R) - H. episcopalis.
SICK.H.
s/n9 (15/05/64) (HB) - H. angusta.
SILVA, Z.
n9 88 (R) - H. angusta.
SOUZA, A.
s/n9 (25/08/74) (R) - H. laneana var. flava.
STRANG.H.E.
s/n9 (29/08/65) (GUA) - H. farinosa; n9 192 (GUA), n9 193 (GUA) - H. angusta.
SUCRE, D.
n9 768 (RB) - 11. velloziana; n9 4453 (RB), n9 7839 (RB) - H. laneana var. laneana;
n9 8345 (RB) - H. laneana var. flava.
TRINTA, E. F.
n9 3321 (R) - H. spatho-circinada.
TRINTA, Z. A.
n9 881 (HB, R) - H. velloziana.
ULE, E.
n94127 (R) - H. sampaioana.
VIDAL, J.
s/n° (09/53) (R), n9 II - S/N (06/52) (R). n9 II - 3998 (952) (R), n9 II - 5151
(952) (R) - H. angusta.
XAVIER MOREIRA. A.
s/n9 (03/01/57) (R) - H. farinosa; s/n9 (01/58) (R) - II. spatho-circinada.
WAWRA, H.
n9 213 (W) - H. angusta.
we;ddel. H.
n9715 (R) - H. episcopalis; n9 874 (?) (P) - H. laneana var. laneana.
218
SciELO/JBRJ
11 12 13 14
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220
cm
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XAVIER MOREIRA, A. 1969. Catálogo de pólens do Estado da Guanabara e arredores.
Museu Nacional RJ: 1-48, fig. 1-9.
10 - ÍNDICE DAS ESPÉCIES
Bihai angusta (Vell.) Griggs
angustifolia O. Ktze
brasiliensis (Hooker) O. Ktze
brasiliensis var. pulverulenta (Lindl.) Griggs . . .
Bihaia pulverulenta (Lindley) O. Ktze
Heliconia aemygdiana Burle Marx
angusta Vell
angustifolia Hook. f
biahy Vell
bicolor Bcntb
biflora Eichl
bihai sensu Petersen
brasiliensis Hooker
brasiliensis sensu Paxton
brasiliensis Hooker sensu Petersen
citrina L. Em. & Em. Santos
dealbata Lodd. sensu Baker
episcopalis Vell
farinosa Raddi
farinosa var. efarinosa Barr
farinosa var. efarinosa f. constricta Barr
farinosa var. farinosa f. angusta Barr
farinosa var. farinosa f. versatilis Barr
farinosa f. hirsuta Lane
Ferdinando-Coburgii Szys
fluminensis L. Em. & Em. Santos
lacletteana L. Em. & Em. Santos
Heliconia laneana var. flava (Barr.) Em Santos
laneana Barr. var. laneana
laneana f. elatior Barr
laneana f. flava Barr
laneana Barr. f. laneana
linneana Lane ex Barr
linheana var. flava Barr
paraensis Hub
pulverulenta Lindley
rivularis L. Em. & Em. Santos
rollinsii Lane
sampaioana L. Em
simulans Lane
spatho-circinada Àrist
speciosa Hort. sensu Horan
thyrsoidea Mart
velloziana L. Em
zygolopha Lane ’
202
202
184
184
184
188,
189
208,
209
208
179
208
166
183
184
195
195
191,
193
184
164,
167
145,184,
185
182
182
184
175
175
164
192,
201
204,211,
213
201,
207
195,
199
195
201
195
169
169
169
184
170,
177
169
175,
179
195
169,
174
195
164
181,
183
188
221
SciELO/ JBRJ
11 12 13 14
cm
CONTRIBUIÇÃO AO CONHECIMENTO DA TRIBO CUSPARINEAE
(RUTACEAE)
nova conceituação de raputia e gêneros derivados.
MARGARETE EMMERICH
Museu Nacional
SUMÁRIO
I
II
III
IV
V
VI
Vil
VIII
IX
. . . . 224
. . . . 225
.... 225
.... 233
1. Chave para a identificação dos gêneros
.... 233
.... 295
.... 295
.... 299
LISTA ALFABÉTICA DOS ‘TAXA "'ESTUDADOS
.... 305
RELAÇÃO DAS COLEÇÕES ESTUDADAS
.... 305
223
SciELO/JBRJ
11 12 13 14 15
I - INTRODUÇÃO
A presente pesquisa teve sua origem numa consulta feita pelo saudoso bo-
tânico ADOLFO DUCKE ao Professor LUIZ EMYGDIO DE MELLO FILHO so-
bre uma comparação entre exemplares de Raputia magnifica Engler e Raputia
paraensis DUCKE para decidir sobre uma possível sinonimização sobre esta útima.
DUCKE pendia para essa interpretação, MELLO FILHO para a conceituação de
ambas as espécies como “taxa" distintos.
Logo após o nosso ingresso nos quadros técnicos do Departamento de Bo-
tânica do Museu Nacional, foi-nos delegado o estudo em profundidade dessa ques-
tão.
Nesse trabalho fomos levados a estabelecer confrontos com as demais espé-
cies descritas para o gênero Raputia e daí envolver-nos em toda a problemática da
própria conceituaçâo desse gênero, de seus limites taxinômicos e da existência de
uma tendência centrífuga entre grupos de suas espécies componentes.
Nos anos que se seguiram ocupamo-nos em reunir bibliografia, analisar
exemplares de herbário, rever a inconografta, apreciar as descrições “princeps" e
reconhecer e localizar os espécimes-tipo. Como resultado dessas atividades alcan-
çamos a condição de dispor de suficientes informações para podermos empreender
uma revisão crítica do gênero Raputia conforme os conceitos englerianos e pré-en-
glerianos.
Em consequência dessa revisão crítica, o antigo género Raputia foi cindido
em 4 “taxa" de nível genérico, duas novas espécies e uma variedade sáo descritas,
uma nova combinação é proposta e um binômino, pré-existente, é revalidado.
A iconografia de Raputia e dos gêneros derivados foi ampliada e a distri-
buição geográfica de todo o grupo se enriquece com novas localidades, bem como
são apresentados os mapas de distribuição tanto para as espécies que permanecem
em Raputia como para as que foram deslocadas ou descritas para os géneros deri-
vados.
Agradecemos ao Professor LUIZ EMYGDIO DE MELLO FILHO o apoio
e a orientação que nos prestou no desenvolvimento da presente pesquisa e à Sra.
ISOLDA WISSHAUPT e a RAUL BARX GARCIA DE PAULA a execução dos
desenhos que ilustram o trabalho.
Aos curadores dos seguintes herbários, o nosso agradecimento pelo emprés-
timo dos tipos e outras exsicatas para o nosso estudo: Conservatoire et Jardin
Botanique, Genevc (G); Instituto de Pesquisas Agronômicas, Recife (1PA); Institu-
to Agronômico do Norte, Belém (1AN); Botanische Staatssammlung, Munique,
(M); Museu Paraense Emílio Goeldi, Belém (MG); Muséum National d’Histoire
Naturelle, Paris (P); Departamento de Botânica, Museu Nacional, Rio de Janeiro
(R); Jardim Botânico do Rio de Janeiro (RB); Herbarium Bradeanum, Rio de Ja-
neiro (HB); Instituto de Botânica, São Paulo (S); United States National Museum,
Smithsonian Institution, Washington (US); Instituto Botânico, Caracas, Venezuela
(VEN).
224
SciELO/ JBRJ
3 11 12 13 14
cm
II - HISTÓRICO
0 gênero Raputia foi estabelecido por Aublet, em 1775 ao descrever a es-
pécie R. aromatica, baseando-se em material procedente das florestas do Rio Ora-
pu (Guiana Francesa). Até a presente data esta espécie é conhecida apenas através
da estampa e da descrição de Aublet.
DE CANDOLLE (1822), baseado em material procedente de Porto Rico,
um ramo com folhas apenas, descreve uma segunda espécie para o gênero Raputia,
R. heterophylla. O material fora coletado por Bertero, que o identificou como
Bignonia. Atualmente esta coleção é definitivamente reconhecida como Bignonia-
ceae, levada por Britton (1915) ao gênero Tabebuia (T. heterophylla (DC.)
Britton como espécie, e, posteriormente, por Stehlé (1945), considerada na cate-
goria de sub-espécie de T. pallida (T. pallida subsp. heterophylla (DC.) Stehlé).
BENTHAM & HOOKER (1862-1867) não reconhecem Raputia como
gênero válido, incluindo-o em Pholidandra Neck. como sinônimo de Galipea
Aubl., invocando para isso o desenho “mal feito” de AUBLET para R. aromatica
e tendo em conta a espécie mal determinada de De Candolle.
ENGLER (1874) procedendo ao estudo monográfico das Rutáceas para a
Flora Brasiliensis, de MARTIUS, aumenta em quatro o número das espécies de
Raputia. Descreve como novas duas espécies: R. magnifica e R. trifoliata e faz duas
novas combinações, a saber: R. alba (Nees et Mart.) Engler, anteriormente descrita
por Nees et Martius, no gênero Aruba (1823), e R. ossana (DC).) Engler, descrita
por DE CANDOLLE (1822) como Galipea, gênero no qual deverá permanecer até
um possível estudo do tipo.
Segue-se, cronologicamente, o trabalho de PITTIER (1921) que descreve
a primeira espécie para a Venezuela: R. heptaphylla. No ano seguinte Ducke
(1922) descreve as espécies R. paraensis e R. sigmatanthus, ambas para o Brasil.
Para a coleção de R. sigmatanthus, Huber tinha porposto, “in schedula”, o binô-
mio Sigmatanthus trifoliatus.
TAMAYO & CROIZAT (1949) baseados apenas em material frutífero,
descrevem uma segunda espécie para a Venezuela. A natureza dos frutos, entretan-
to. bem como coleções posteriores, providas de flores e frutos, nos permitem
propor uma nova combinação para esta espécie, Cusparia larensis (Tamayo &
Croizat) Emmerich.
O estudo das coleções existentes nos diversos herbários possibilitou-nos
descrever dois novos taxa, bem como dar uma nova conceituação ao gênero
Raputia, dele retirando espécies, ora para estabelecer gêneros novos, ora para in-
cluí-los em gêneros já conhecidos.
III - MORFOLOGIA
As plantas do “complexo Raputia” são lenhosas, variando de subarbusto a
grandes árvores. As folhas são compostas, uni-a heptafolioladas e, com excessão de
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'8- A. Botões de 1- Neouputia alba (Nees et Mart.) Emmerich, 2- N. paraensis (Ducke)
J ^ le 5 ich - 3- N. trifoüata (Engler) Emmerich. 4- N. magnifica (Engler) Emmerich, 5- N.
Em • * ^ mmer > c h, 6- N. cowanii Emmerich, 7- Sigmatanthus trifoliatus Huber ex
m *nch, 8- Raputia heptaphylla Aubl., 9- Raputiarana «ubsigmoidea (Ducke) Emmech.
cm
duas espécies, sempre alternas, apresentando pecíolos longos canaliculados. Os fo-
liolos são geralmente peciolulados. O número dos folíolos é um carater de valor
taxinômico. Em Neoraputia alba (Nees et Mart.) Emmerich, as folhas são unifolia-
das, apresentando frequentemente, junto à inseção do pecíolulo duas estruturas, a
que chamamos de estipelas residuais, mas que talvez sejam folíolos em fase de re-
dução.
As inflorescéncias são vistosas, em geral ultrapassando as folhas, obedecem
a dois tipos básicos: recemo simples como cm Sigmatanthus, e cimeira, com nume-
rosas variações, nos outros géneros, onde, ao lado de dicasio, sem flor central, tam-
bém ocorrem cimeiras múltiplas, ocasionalmente com flores no pedúnculo.
O carater morfológico mais importante para a reorganização do “complexo
Raputia" é a flor. Um grupo de espécies se caracteriza por apresentar flores retas,
com os pétalos apenas aderentes (Fig. A 1 -6); outro grupo apresenta flores curvas
(Fig. A 7-9).
O cálice, no “complexo Raputia” é um carater de valor taxinômico tanto
3o nível de gênero como de espécie. 0 exame da Fig. A, nos mostra, o cálice
subcampanulado cm Sigmatanthus. o cálice denticulado, denteado e bilabiado, nos
outros gêneros.
Os pétalos ora são livres, como em Neoraputia, unidos apenas entre si, no
terço mediano, pela aderencia própria e a dos estames e estaminódios, ora coales-
centes ou concrescidos na base, como em Sigmatanthus, Raputia e Raputiarana.
Mas, é no androceu que encontramos as estruturas mais significativas para
o reagrupamento das espécies. Um estudo das estampas e da figura Bl— 6, nos
mostra uma constante num grupo de 6 espécies: estames livres, estames férteis
com pequenos apendículos nas anteras, estaminódios subulados. Outro grupo
apresenta os estames e estaminódios concrescidos, uma variação no número dos
estaminódios e uma difença na estrutura do apendículo das anteras (Fig.B 7—9).
Todas as flores deste grupo são curvas e os estames férteis estão localizados no la-
do abaxial da flor. Este carater diferencia estas espécies, juntamente com o gênero
Myllanthus Cowan (1960) do genero Lubaria Pittier, filogeneticamente próximo
a este grupo, dentro da tribu Cusparineae. O número de estaminódios, a natureza
do apendículo da antera c o tipo da inflorescéncia, permitem estabelecer três gêne-
ros dentro deste grupo de espécies.
0 gineceu é semelhante em todas as espécies, apresentando apenas varia-
ÇOes na pilosidade e nas medidas, variações estas usadas como carater de deferen-
ciação ao nível de espécie.
O fruto é o carater que comprova a afinidade entre todas as espécies do
“complexo Raputia”. Podemos definí-lo como capsula formada por cinco carpi-
dios. Os carpídios inicialmente unidos, vão ao amadurecer se separando ficando
presos, apenas em pequena extensão, na base. 0 endocarpio é coriaceo. As senten-
tes . em número de dois por carpídio são geralmente nigrescentes, subglobosas.
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Eig. B. Androceu de 1- Neoraputia alba (Nees et Mart.) Emmerich, 2- N. paraensis (Ducke)
Emmerich, 3- N. trifolUta (Engler) Emmerich, 4- N. magnifica (Engler) Emmerich, 5- N.
«ldanhae Emmerich, 6- N. cowanii Emmerich, 7- Sigmatanthus trifoliatus Huber ex
Emmerich, 8- Raputia heptaphylla Aub!., 9- Raputiarana subsigmoidea (Ducke) Emmerich.
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IV TRATAMENTO SISTEMÁTICO
No estudo de todas as espécies descritas, como pertencentes ao gênero Ra-
putia. deparamos, desde o início, com a grande heterogeneidade dos caracteres des-
sas espécies. Procuramos estabelecer uma conceituação taxonomicamente homogê-
nea e válida para o gênero em questão. Infelizmente nesse trabalho não nos foi
possível fazer um exame da espécie genérica, uma vêz que esta é conhecida apenas
através da tabula e descrição de AUBLET. Entre todas as espécies, encontramos
uma, a R. heptaphylla Pittier. na Venezuela, que melhor se adapta à conceituação
de Raputia de AUBLET. Tomamos, pois, esta como elemento de comparação.
Desde logo, uma espécie, a R. larensis, da Venezuela, demonstrou, pela mor-
fologia dos frutos e da flor, pertencer ao gênero Cusparia. Em decorrência estabe-
lecemos uma nova combinação. C. larensis (Tamayo & Croizat) Emmerich, com-
pletando a descrição mercê o exame de material mais completo, com flores e fru-
tos, (1977).
Do mesmo modo, R. ossana (DC.) Engler que apresenta os caracteres de
Galipea, e que, sendo conhecida somente através da tabula e descrição de DE
CANDOLLE (1822) foi excluída do gênero Raputia.
Um grupo de seis espécies apresentou grande homogneidade em seus ca-
racteres, quais sejam: botões retos, 3 estaminódios subulados e 2 estames férteis
com anteras curtamente apendiculadas, pétalos livres apenas aderentes nos bordos
pela pilosidade própria e a dos estames e estaminódios alternipétalos no terço mé-
dio de seu comprimento. Estas seis espécies vêm a constituir um novo género,
Neoraputia.
Uma outra espécie mereceu nova posição sistemática. Caracteriza-se por
flores dispostas em racemos simples, de flores curvas e anteras longamente apen-
diculadas, fato este não visto pelo autor, DUCKE, que, ao descrevê-la fala em
estame glabro e três estaminódios”. Esta espécie apresenta além dos dois estames
férteis longamente apendiculados, 5 estaminódios filiformes e o cálice subcampa-
nulado. O conjunto desses caracteres nos permitiu estabelecer o novo gênero
Sigmatanthus, como já proposto por HUBER, “in schedulla .
Um outro gênero, Raputiarana, é fundado sobre uma espécie que muito
se parece, a um exame menos acurado, com Raputia, divergindo entretanto, e
completamente, na estrutura floral. Aqui a flor é formada por quatro petalos
irregularmente concrescidos mais um apenas aderente, de forma diferente. As an-
teras apresentam um apcndículo longo, e as flores estão dispostas em cimeira mul-
tipara.
IV 1. CHAVE PARA A IDENTIFICAÇÃO DOS GÊNEROS:
Flores retas, pétalos apenas aderentes, estames e estaminó-
dios alternipétalos Neoraputia
Flores curvas, estames e estaminódios i concrescidos
5 estaminódios -• Sigmatanthus
3 estaminódios
Anteras curtamente apendiculadas 3. Raputia
Anteras longamente apendiculadas 4. Raputiarana
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I.
Neoraputia Emmerich
Aruba Nees et Mart in Nov. Act. Nat. Cur. XI: 174, t. 28, 1823 Raputia
Aubl. pr. p. Engler in Mart. Fl. Br. 12, 2: 102-104, tab. 20, 21, 1874,
Engler in Engler & Prantl. Pflanzenfamilien 29 ed. 19? : 287, 1931;
Rapoce Schott in sched.
Arbor, folia 1-7 foliolata. Inflorescentiae cimosae, in dichasiis 2-3 cin-
cinnoideo ramificantibus. Flores pentamerae, hermaphroditi, zygomorphae. Calyx
dentatus, denticulatus vel nitidus bilabiatus. Petalae cohaerens, tubo conjunctae.
Stamina fertilia 2, antherium basibus breviter appendiculatis, staminodia 3, subu-
lata, alternipetala. Discus cupularis, truncatus vel breviter dentatus. Stigma quin-
quclobata, Stylus longus. ovarium quinquepartitum, carpellis solum stylo con-
junctis. Carpellum biovulatum. Frudus 5 cocei, coccis bispermis, raro monosper-
mis, cndocarpio coriaceo.
Árvores, geralmente com folhas compostas, uni a setefolioladas. Inflores-
cencia em cimeira, dicásio com 2 a 3 ramos cincinóides; flores pentameras, herma-
froditas, zigomorfas, cálice cupuliforme, denticulado, denteado ou nitidamente
bilabiado. Pétalos apenas aderentes, formando um tubo num terço de seu compri-
mento. Estames férteis 2, com as anteras curtamente apendiculadas, estaminodios
3, subulados, alternipetalos. Disco cupuliforme, truncado ou levemente denteado.
Estigma geralmente 5 lobado, estilete longo, ovário 5 carpelar, carpelos livres uni-
dos pelo estilete. 2 óvulos por carpelo. Fruto com 5 carpídios, endocarpo coriá-
ceo, 2 sementes por carpídio, raro. 1.
Reune um conjunto de 6 espécies das quais 4 segregadas de Raputia.
Folha unifoliada
Folha tri-foliolada
Folha 4-7 foliolada
Cálice denticulado, flores vermelho
tijolo
Cálice denteado, flores alvas ....
Cálice bilabiado
Ovário piloso, flores alvas ou
amarelas
Ovário glabro, flores rosa-sal-
-máo
N. alba (Nees et Mart.) Emmerich
N. trifoliata (Engler) Emmerich
N. paraensis (Ducke) Emmerich
N. saldanhae Emmerich
N. magnifica (Engler) Emmerich
N. cowanii Emmerich
Neoraputia alba (Nees et Mart.) Emmerich (Est. I e II)
Aruba alba Nees et Mar. in Nov. Act. Nat. Cur. XI: 174, t. 28, 1823.
Raputia alba (Nees et Mart.) Engler in Mart. Fl. Bras. 12.2: 102, 1874.
Árvore de até 1 5m de altura, ramos roliços ou angulosos, pardos, lenticela-
dos, longitudinalmcntc estriados. Folhas alternas, estipuladas, unifolioladas. Esti-
pulas triangulares, 3mm longas, seríccas, caducas. Pccíolo roliço, de face adaxial
plana, castanho, lenticelado, com 2,5cm a 6cm de comprimento por 2mm de lar-
gura, espessado no ápice e na base, com I a 2 estipelas lanceoladas, de 3 a 4mm de
comprimento, tomentosas, no ápice do pccíolo. Peciólulo de até lcmde cornpri-
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Est. I Neoraputia alba (Nees et Mart.) Emmerich habitus a-inflorescência, b-frutos.
235
i
Est. II Neonputia ilbi (Nees et Mait.) Emmerich a-b botão, , c e
g-h estame, i-j estaminodio, 1— estilete, m n pe a , P
mente, r— semente, s- fruto, t- folha.
ovários, f- flor,
q- pericarpio e se-
237
cm
mento, canaliculado na face sueprior. Limbo cartáceo ou coriáceo, glabro, verde
escuro e brilhante na face superior e mais claro na inferior. Nas folhas novas, pe-
cíolo e face inferior do limbo densamente pubérulos. Limbo elítico lanceolado ou
obovado, de 12cm a 26cm de comprimento por 4cm a lOcm de largura, de mar-
gem inteira, revoluta, ápice longamente acuminado, às vezes cuspidado e de base
aguda, atenuada e às vezes decurrente. Nervura mediana saliente na face inferior,
nervuras secundárias em número de 9 a 16, proeminentes na face inferior, as ner-
vuras terciárias formando um retículo nítido em ambas as faces. Inflorescências
longas, ultrapassando as folhas, di ou tricótomas na parte superior, com ramifica-
ções arqueadas. Raquis anguloso, lenticelado. com 2 brácteas na base, de 13 a27
c m de comprimento até a bifurcação, raquis na parte florífera arqueado, de 5 a 1 1
c m de comprimento. Flores pediceladas, com 1 bracteola caduca na base. lanceo-
lada de até 6mm de comprimento, densamente ferruginea-tomentosa. Pedicelo
6mm longo. Cálice cupuliforme curtamente denteado, raro laciniado. 5mm longo.
e xternamente ferrugíneo-viloso, internamente na base albo-seríceo e com ápice e
lacínios tomentosos. Corola alba, com petalos espessos, espatulados, aderentes na
base, pela pilosidade, ápice obtuso, externamente seríceo com pelos adpressos, na
faixa central, lateralmente tomentosa, base glabra. Internamente tomentosa, na
fauce com uma faixa lanosa, base glabra. 2 estames e trés estaminodios, não con-
crescidos. Anteras rimosas com pequeno apêndice, filete na faixa mediana exter-
namente tomentoso e internamente lanosim estaminódios. subulados. externamen-
te tomentosos na faixa mediana com os terços superior e inferiores glabros,
internamente com a faixa mediana lanosa, o restante glabro. Disco urceolado. com
3mm de altura, ovário com l,2mm de altura, com a parte superior densamente
vilosa. Estilete glabro l,2cm longo. Estigma capitado, 5 lobulado. Fruto com
cálice persistente patente, 5 carpidios, unidos apenas na base, com 2 a 2.5cm de
comprimento por 1,2 a 2,5cm de largura, castanho, transversalmente sulcado,
siloso. Endocarpo amarelo ou alaranjado com 1,6 a 1,9 cm de comprimento por
1.8 a 2,4 cm de largura. 2 sementes, subglobosas, com 5 a 6mm de diâmetro
pardas com maculas escuras.
Tipo : Neuwied s/n — “circa viam Felisbertiam”.
Distribuição: Esta espécie é encontrada desde Santa Catarina, passando pelo Rio
de Janeiro, onde é frequente nas matas, até os estados do Espirito Santo no
litoral, e, para o interior até Minas Gerais.
Material estudado:
Santa Catarina: lie Ste. Catherine, Gaudichaud (P); Estado da Guanabara, Rio de
■Janeiro: Botafogo, Novo Mundo, J. G. Kuhlmann 28.7.1921 (RB);Covada Onça
ao Corcovado, Glaziou 6137 (R.P.MG); -Glaziou in Herb. Saldanha 638 (R); Cor-
covado, Glaziou 679, (RB.P); Riedel cat. n. 1035 (P), Riedel 472 (P.M.); Lagoi-
'dta, Ducke 30.10.1925 (RB); Sumaré, vertente para o Silvestre, A. P. Duarte
DIB); Sumaré descida dá Lagoinha, A.P. Duarte 5509 (HB, RB); Entre Jacarepa-
gná e a Tijuca, Glaziou 10459 (P), Praia do Pinto, A. Frazío X 1916 (RB); Estado
do Rio de Janeiro: Avelar, mata do Dr. Antonio de Avellar, Machado Nunes (SP);
Paraíba do Sul, Herb. J. Saldanha 638 (R); Espírito Santo: Barra do Juparanan-mi-
rim. Rio Doce, J. G. Kuhlmann 253 (RB) Minas Gerais: Teixeira Soares, Fazenda
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D 11 12 13 14
Santa Alda, Sampaio 644 (R); Governador Valadares, Mendes Magalhães 818
(BUMG); Município de Tombos, Fazenda S. Pedro, Mello Barreto 1974 (BHMG);
Mello Barreto 1985 (R); Mello Barreto 4.010 (BHMG); Rio Novo, F.J.P.L. Araújo,
nov. 1888 (R).
Nome vulgar:
Arapoca, Arapoca branca. Candeia do mato, Guarantão, Sucanga.
Observações ecológicas:
Arvore de até 15m de altura encontradas nas matas do Rio de Janeiro, Em Minas
Gerais é frequentíssima nas restantes manchas florestais das bacias do Rio Doce e
Mucuri, encontrada em grupos ou pequenas colonias, segundo observações feitas
por GERALDO MENDES MAGALHÃES, em 1959.
Uso:
Madeira de lei para construção de casas; utilisado pela população regional como
lenha e otima madeira para palitos. (Informações do Prof. GERALDO MENDES
MAGALHÃES).
Observações
Esta espécie é bastante variável quanto à estrutura da inflorescência. De dicásio
(sem floi central) a cimeira múltipla e ocasionalmente com flores no pedunculo.
O cálice varia de quasi truncado, com pequeníssimos dentes, até chegar a formar
pequenos lacínios triangulares de 2,5mm de altura. As folhas também apresentam
grande variação na forma e tamanho inclusive no angulb formado pela nervura me-
diana com as secundarias. O folíolo ora é séssil ora tem um peciólulo de até lcm
de comprimento com 1 ,2 ou sem as estipelas residuais.
Neoraputia trifoliata (Engler) Emmerich (Est. III)
Raputia trifoliata Engler in Mart. FI. Bras. 12.2: 103-104, tab. 21, 1874.
Ramos roliços, lenticelados. Folhas opostas, compostas, trifolioladas. Pe-
ciolo lenticelado, longitudinalmente estriado, roliço com o lado adaxial aplanado e
canaliculado, de 2 a 4,5 cm de comprimento, levemente espessado na base. Peció-
lulo 4 a 8mm de comprimento, espessado na base e na face adaxial, canaliculado.
Folíolos subcoriaceos, glabros, elitico-lanceolados, o mediano maior, de 5 a 8cm
de comprimento por 2 a 3cm de largura, com ápice agudo e base atenuada. A face
superior verde escuro, a inferior verde mais claro. Sobre ambas as faces pequenas
glandulas negras. Margem inteira, levemente revoluta. Nervura mediana proemi-
nente na face inferior. Nervuras secundárias, em número de 7 a 9, evidentes em
ambas as faces. Nervuras terciárias formando retículo proeminente em ambas as
faces. Inflorescência terminal, ultrapassando as folhas. Cimeira composta, pedún-
culo com 6 cm de comprimento até a bifurcação. Os raquis floríferos até 8,5cm
de comprimento, arqueados. O raquis florifero é levemente ferrugíneo-tomentoso.
Flores pediceladas, pedicelos curtos, espessados, ferrugineo-tomentosos. Cálice cu-
puliforme, levemente 5 - denteado. Bractéola caduca, triangular com l,5mm de
altura, ferrugineo-tomentosa. Pétalos extemamente denso albo-sericeos, pelo
adpressos.
240
v; p
iJ
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B â teil i
íi / \il i'J
r i j
sem 111 Neora P u,ia trifoliata (Engler) Emmerich a- habitus, h-c estaminódio, d-
snte, c- embrião, f- semente, gel- ovário, h-j botão.
cm
0 exemplar disponível apresenta apenas um pequeno botão, que, por se tratar pro-
vavelmente do isotipo não quisemos abrir, aceitando a descrição e a tábula de
Engler, na Flora Brasiliensis de Martius, como válidas.
Tipo: Riedel 796
Distribuição:
Esta espécie é apenas conhecida da coleção tipo, procedente de Esperança, Estado
do Rio de Janeiro.
Material examinado :
Brasília, Riedel (P).
Observações ecológicas:
Habitat in silvis umbrosis".
Neoraputia paraensis (Ducke) Emmerich (Est. IV e V)
Raputia paraensis Ducke Arch. Jard. Bot. Rio 3: 184—185, 1922.
Árvore de 3 a 5m de altura, de ramos roliços, estriados longitudinalmen-
,e . lenticelados. Folhas alternas, erectas, compostas de 5 folíolos. Pecíolos estria-
dos, lenticelados, com 4.5 a 15cm de comprimento por 1,5 a 3mm de largura, de
base e ápice espessado e face adaxial plana. Peciólulo até 3cm de comprimento por
L5rnm de largura, lado superior canaliculado. Foliolos desiguais, os medianos
maiores. Folíolos cartáceos, glabros, de face superior verde escura e face inferior
verde palida, nitidamente glandulosas. Limbos obovados, elíticos, de 1 1 a 23cm de
comprimento por 4,5 a 6cm de largura, de base aguda, atenuada e às vezes decur-
rente, ápice acumindado. Margem inteira, revoluta. Nervura mediana proeminente
rt3 face inferior, depressa no lado superior. Nervuras secundárias em número de 8 a
13, proeminentes na face inferior, as terciárias formando retículo em ambas as fa-
ces. Inflorescências longas, com pedunculo de 6,5 a 26cm de comprimento, raquis
floríferos 4 a 6cm longos, cincinados, denso albo-tomentosos. Brácteas oblongas,
Momentosas, caducas. Flores pediceladas, pedicelo até 6mm de comprimento por 1
mm de largura, denso albo-tomentoso. Bractéola triangular, ferrugínea serícea,
com lmm de comprimento. Cálice cupuliforme, 7mm de comprimento com 5
dentes pequenos, triangulares, agudos. Externamente denso tomehtoso-ferrugino-
50 » mternamente seríceo, alvo ou amarelo claro. Corola vermelho tijolo, 2,5 cm
longa. Pétalos espessados! oblongos, de ápice obtuso, extemamente denso seríceos
com as margens tomentosas, internamente branco-tomentosos, no terço mediano
c °m uma faixa lanosa, base glabra. Pétalos livres, aderentes pela pilosidade dos es-
tames e estaminódios. 2 estames férteis, anteras com pequenos apendículos, esta-
minódios 3, subulados. Disco cupuliforme levemente denteado, 2mm alto, mais
alto do que o ovário. Ovário glabro, l,2mm alto. Fruto com 2,5cm de comprimen-
to por 3,5cm de largura, formado por 5 carpidios, raras vezes alguns carpídios me-
nos desenvolvidos. Carpídios de dorso carinado, transversalmente sulcados, tomen-
,Q sos. Endocarpo coriaceo, 1 ,7cm longo por 2,3cm largo, alaranjado. Sementes 2,
subglobosas, de 6mm de diâmetro, pardas, com máculas escuras.
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SciELO/JBRJ
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Est. iv
Neoraputia paraensis (Ducke) Emmcrich habitus a— inflorescéncia, b frutos.
^st. V Neoraputia paraensis (Ducke) Emmerich a— b botão, c flor, d estilete, e f
«taminodio, g-h petalo, i^j estame, 1-n ovário, o- grão de polem, q-r fruto, s-grão
e Polem, t- pericarpio e semente, r- semente.
247
cm
Síntipo: Huber 20.1 1.1906 (MG. P), R. Siqueira 13.7.1907 (MG. G) e R. Siqueira
30.10.1907 (MG. G.)
Distribuição:
A espécie é conhecida das coleções tipo da Região de Peixe Boi, no Pará e do Ter-
ritório do Acre, de Vilia Epitacio Pessoa, com pequena variação nas folhas, segun-
do Ducke (1933).
Material estudado:
Brasil, Pará: Peixe Boi, J. Huber 20.11.1906 (MG. P); Peixe Boi, R. Siqueira
30.10.1907 (MG. G); Peixe Boi, R. Siqueira 13.7.1907 (MG. G); Território do
Acre, Vilia Epitacio Pessoa, J. G. Kuhlmann 854 (RB)
Observações ecológicas:
Árvore de mata de terra firme
Nome vulgar:
Capança, Caporé.
Uso:
Tóxico amolecendo os nervos.
Neoraputia saldanhae Emmerich (Est. VI)
Arbor? Ramis ercctis, teretis, brunneis, striatis, puberulis. Folia 7— foliola-
,a > rarius minus, laminis inaequalibus, intermedia majore, lateralibus gradatim
minoribus, petiolis validis teretibus canaliculat isque striatis, puberulis, 10— 15cm
•ongis, circiter 2mm crassis, basi et apice incrassatis; petiolulis semiteretibus supra
carinatis, 7-18mm longis, lmm latis, basi incrassatis. Folia membranacea, glabra
su pra laete viridia, subtus pallidiora, laminis integris, lanceolatis vel obovatis, 8,5
cm - I9 cm longis, 2,5cm - 6cm latis, basi attenuatis et in petiolulo leviter decur-
rentibus, cum apice acuminatis non rarius cuspidatis. Costa supra impressa subtus
v alde prominente, nervis lateralibus 18. supra impressis, subtus prominentibus,
' e nis reticulatis in sicco utrinque prominulis. Infiorescentia terminalis folia non
superans, pedunculis 2— bracteatis, 14cm — 15,5cm longis, puberulis, striatis,
ramulis arcuatis laxa circinnatis, fioribus pedicellatis, erectis, pedicellis 0,5cm
°ngis, crassis dense villosis, bracteolis caducis, lanceolatis, densericeis, 5mm
0n gis, lmm latis. Calyx cupuliformis 5 dentatus, in alabastro 7mm longus et 6mm
atus, extus ferrugineo-villosus, intus basi dense sericeus, supra glabrum. Corolla
IJ i alabastro l.icm longa; petalis albis crassis basi conglutinatis, extus adpresse
ajbido sericeis-pilosis, intus albido-tomentosis. Stamina fertilia 2, filamentis intus
glabris ad médium lanosis, extus puberulis, antheris breviter biappendiculatis,
nmosis; Filamenta 2,5cm longa 0,8mm lata; 3 sterilia subulata, intus basi glabris,
s upra lanosis, extus puberulis. Discus l,6mm altus. Ovarium glabrum, l,5mm
^ turn , stylo glabro 2,4mm longo, stigmata capitata indistinte lobata. Fructus
■gnotus.
249
SciELO/JBRJ
11 12 13 14
cm
Árvore? Ramos eretos cilíndricos, castanhos, densamente lenticelados, lon-
gitudinalmente estriados, pubérulos. Folha composta de 7 foliolos, raro menos. Folí-
°los de tamanhos diferentes, o central maior, os outros decrescentes. Pecíolos ci-
líndricos com os lados adaxiais planos e canaliculados, castanhos, lenticelados,
pubérulos, estriados, com 10 a 15cm de comprimento por 2mm de largura. Base
e ápice espessados. Peciólulos hemicilindricos, na face superior canaliculados com
7 a 18mm de comprimento por lmm de largura, de base espessada. Foliolos mem-
branáceos, de face superior verde escura e brilhosa e face inferior verde mais claro,
glabros, denso glandulosos. Limbo inteiro, de 8,5 a 19cm de comprimento por
2,5 a 6cm de largura, lanceolado ou obovado, de base atenuada ou levemente de-
currente e ápice acuminado, não raro cuspidado. Nervura mediana e secundárias,
ern número de 18, depressas na face superior e proeminente na tace interior. As
nervuras terciárias proeminentes em ambas as faces. Inflorescência terminal, não
ultrapassando as folhas. Cimeira. Pedunculo até a bifurcação com 14 a 15,5cm
d e comprimento, lenticelado. pubérulo, longitudinalmente estriado, na base com
2 bracteas, ramos floriferos arqueados, flores pediceladas. Pedicelo com 0,5cm de
comprimento, espessado, ereto, densamento viloso, bractéolas caducas, lunceola-
das, denso seríceas, com 5mm de comprimento por lmm de largura, cálice com
5 dentes, no botão com 7mm de comprimento por 6mm de largura, externamente
ferugineo-viloso. internamente na base denso seríceo, diminuindo para o ápice.
Corola, no botão com 1,1 cm de comprimento. Pétalos. alvos, espessos, aderentes
na base. Externamente denso albo-seríceos, internamente albo-tomentosos imbri-
cados. 2 estames e 3 estaminódios não concrescidos entre si. Filete com _.5mm
de comprimento por 0 8mm de largura, internamente de base glabra e região
mediana lanosa, externamente pubérulo. Anteras desiguais, com 4mm de compri-
mento por l,7mm de largura, rimosas, com pequeno apendículo. Estammodios
subulados, internamente de parte basal glabra e região mediana e superior lano-
Ms . externamente pubérulo. Disco l,6mm alto, ovário glabro com 5 carpelos, 1.5
m m altos, estilete glabro 2,4mm longo, estigma capitado, indistintamente lobado.
Fruto desconhecido.
T'Po: Saldanha 8510 (Holotipo R).
Distribuição:
Esta espécie é apenas conhecida da coleção tipo procedente da Fazenda de Cruzei-
ro, Serra da Mantiqueira no Estado de São Paulo.
Material examinado: _ . , „ . x ,
Brs »ü, São Paulo, Serra da Mantiqueira, Fazenda de Cruzeiro, do Sr. Major No-
vae s. Saldanha 8510 3-12 de Janeiro de 1884 (R).
bicoraputia magnifica (Engler) Emmerich (Est. VII e VIII)
Rapocc amarella Sçhott in sched.
Raputia magnifica Engler in Mart. Fl. Bras. 12.2. 102—103, tab. 20, 1874.
Árvore de 3 a 5m de altura. Ramos pardos, cilíndricos, lenticelados. Folha
composta de 4 a 7 foliolos, desiguais, o central maior e os laterais sucessivamente
menores. Pecíolo de 5 a 18 cm de comprimento, por 2 a 3mm de espessura, hemi-
253
SciELO/JBRJ
0 11 12 13 14
cm ..
cilíndrico, canaliculado; piloso. Espessado na base e no ápice. Peciolulo piloso, de
base espessada, supra canaliculado, com 8mm a 3,5cm de comprimento. Folíolos
membranaceos a subcoriáceos, obovados ou elíticos, de ápice acuminado, às vezes
cuspidado e de base aguda, atenuada; de 1 1 a 16,5cm de comprimento por 4,5 a
7cm de largura. Nervura mediana saliente na face inferior, depressa na superior, as
secundárias, em número de 10 a 14, nítidas em ambas as faces. As terciárias for-
mam um retículo nítido em ambas as faces. Inflorescencias terminais, ultrapassan-
do as folhas. Pedúnculo castanho, lenticelado, de 20,5cm a 26cm de comprimen-
to, na parte superior levemente piloso, ramos secundários arqueados, cincinados,
de 5 a 7cm de comprimento, pilosos. Flores pediceladas, as inferiores com pedi-
celo maior, até l,2cm de comprimento, e lmm de largura, longitudinalmente sul-
cados, sericeo-tomentosos, bractéola caduca. Cálice cupuliforme, 5 dentado, bila-
biado, com dentes triangulares agudos, 7mm de comprimento, extemamente se-
ríceo-tomentoso, internamente, na base albo-lanoso diminuindo para os lacínios.
Flores alvas, 2cm longas, pétalos livres^ formando um pequeno tubo pela aderên-
cia, na faixa mediana, dos pétalos, estames e estaminódios. Pétalos espessos, espa-
tulados, de ápice obtuso, na ântese recurvados, externamente seríceos com pelos
adpressos, internamente tomentosos, no terço inferior quasi glabros. Estames 2 e 3
estaminódios, alternipétalos, filete 6mm longo, na parte mediana com 2mm de lar-
gura, externamente tomentoso, na base glabro, internamente, na base glabro, na
faixa mediana denso lanoso. Anteras 5mm longas, desiguais, rimosas, com dois
apendículos na base. Estaminódios subulados, 7mm longos, externamente tomen-
tosos, na base glabros, internamente no terço inferior glabros, faixa mediana lano-
sa. Disco glabro, urceolado, levemente crenado, 3,5mm de comprimento, quase o
dobro do ovário. Ovário com l,5mm de comprimento, na parte superior densa-
mente piloso. 5 carpelos, estes na parte superior levemente fendidos. Estilete gla-
bro, l,2cm de comprimento, estigma capitado, sublobado. Fruto com cálice per-
sistente, patente. Carpídios oblongos, dorso obtuso carinado, nos lados transver-
salmente sulcados, pardos, pubérulos com 2,5cm de comprimento por 3,5cm de
largura. Endocarpo alaranjado, l,5cm de comprimento por 2,6cm de largura. Se-
mentes pardas, com máculas escuras, subglobosas a oblongas com 7mm de diâme-
tro.
var. magnifica
Tipo: Riedel “in silvis primaevis prope Mandioca prov. Rio de Janeiro.”
var. robusta
Foliola 12-23cm longa. 5-8cm lata, pedicelli incrassati 4-5mm longi, 2mm lati;
Calix 1,3- l,5cm longis; petalo luteo.
foliolos 12-23cm longos, 5-8cm de largura, pedicelos esparssados, 4-5mm de
comprimento por 2mm de largura; Cálice l,3-l,5cm de comprimento. Flores
amarelo claro.
Tipo: T. N. Guedes 556 26.3.1958, Ceará, Serra de Aratanha.
Distribuição:
Esta espécie ocorre na Serra da Estrela, nas matas da Bahia e nas serras do Ceará.
254
SciELO/JBRJ
11 12 13 14 15
cm
Est. VII Ncoraputia magnifica (Englcr) Emmerich habitus
255
ISciELO/JBRJ
cm
257
SciELO/JBRJ
cm
Nota-se uma nítida separação geográfica das variedades. A variedade magnifica se
limita à Serra da Estrela, ao passo que a variedade robusta tem uma distribuição
ampla da Bahia até o Ceará.
Material examinado:
var. magnifica: Brasil, Riedel (P); Brasil Riedel (P, ex Herb. Cosson); Rio de Janei-
ro, Serra da Estrela, Glaziou 16138 (R.P.)
var. robusta: Brasil Ceará, Fr. Allemão et M. Cysneiros 284 (R.); Freire Allemão
(R); Ceará: Aratanlia, Baturité, Fr. Allemão e M. Cysneiros 284 (R); Serra de Ara-
tanha, Guedes 556 (MG. US. IAN); Serra do Bezouro, Sitio Serrinha, Guedes 582
(MG. IAN); Bahia: Ilhéus, Repartimento, Velloso (R); Ilhéus, São Paulo Velloso
(R); Agua Preta, Bondar 2166 (SP. US).
Observações ecológicas:
Arbusto ou arvoreta de mata primária e da comunidade secundária.
Nome vulgar:
var. magnifica: Arapoca
var. robusta: Amarelinho. Cucão.
Neoraputia cowanii Emmerich (Est. IX).
Arbor 10m alta, ramulis teretibus, brunneis, lenticelosis, striatis. Folia al-
terna composita quinquefoliolata, glabra; petiolis brunneis, lenticelatis, semitereti-
bus, canaliculatis, striatis, 9-13,5cm longis, 2mm latis, apice et basi incrassatis,
petiolis et petiolulis junioribus dense pilosi. Foliola inaequalia, intermedia altera
superantia, laminis integris, chartaceis vel subcoriaceis, supra laete viridibus,
subtus pallidioribus, lanceolato-elliticis 15-19cm longis, 4,5-7cm latis, apice lon-
Si acuminato, raro cuspidato, basi cuneata, margine breviter revoluta. Costa utrin-
fiue prominente. Nervi laterales 8-10, subtus prominentes. Venae reticulatae in
sicco utrinque prominulis. Folia juniora nitida glandulis praedita. Inflorescentiae
terminales, dichasia, pedunculis striatis, lenticelatis, breviter pilosis 30cm longis.
firacteola caduca triangularia, villosa 3,5mm longa, lmm lata. Ramuli arcuati laxe
cincinati, villosi, floribus pedicellatis prãediti. Pedicelli incrassati, 5mm longi,
l>5m lati, villosi. Calyx glaucus, quinquedentatus, nitide bilabiatus, 6mm longis,
5.5mm latis, extus villosus, intus albido-sericeus, in alabastro 6,5mm longo, 5,3
0101 lato. Fios aurantiaca, petalis crassis, libris, aderentibus tercio intermédio,
s pathulatis, apice acuto, sub anthesi revolutis, extus adpresse dense albido-sericeis,
jntus tomentosis, basi glabra, sub anthesi 2,5cm longis, 0,5cm latis. Corola l,5cm
j°nga. Discus 2,6mm crassus, laeviter sinuosus. Ovarium l,6mm longum, 2mm
atum quinque partitum, carpellis solum stylo conjunctis. Stylum glabrum, 5,5mm
l°ngum. Stigmata capitata, glabra, quinquclobata. Stamina fertilia 2, antheris
basim breviter apcndiculatis, apendiculis 0,5mm longis. Antherae rimosae, 5,3mm
°ngac, 2mm latae. Filarrtenta 7,6mm longa, lmm lata, dorso tomentosa, apice et
asi glabris, antice in medio dense albido-lanosis. Estaminodia 3, cum estaminibus
alternipetalis, subulatis, 9,5mm longis 0,8mm latis, indumento filamentorum simi-
*ter. Pedunculus sub fructu 22cm longi, in ramulis frutifejás 6-8cm longus. Calyx
259
.SciELO/ JBRJ
11 12 13 14 15
^ st - IX Neoraputia cowanii F.mmerich a- habitus, b- botão, c- gineceu, d- estame,
e ~ cstaminódio.
261
SciELO/ JBRJ
persistens, explanatis, patens vel revolutis. Fructus 5 coccis, brunneis pilosis, 2,5
cm longis, 3cm latis, dorso carinatis a latere transverse sulcatis. Endocarpium lu-
teolum, 2cm longum, 2,5cm latum. Semina 2, subglobosa circa 7mm lata, brunnea.
Árvore de 10m de altura, de ramos cilíndricos, castanhos, lenticelados, es-
triados, folhas alternas, quinquefolioladas, glabras. Pecíolos castanhos, lenticela-
dos, com o lado adaxial plano e canaliculado, estriado com 9 a 13,5cm de com-
primento por 2mm de largura, cilíndricos, de base espessada. Peciólulos de 3 a 10
mm de comprimento, de base espessada, na face superior canaliculados. Pecíolo e
peciólulos novos densamente pilosos. Folíolos desiguais, o central maior. Folíolos
cartáceos ou subcoriáceos, de face superior verde escura e a inferior verde mais cla-
ra, lanceolada díticos, de 1 5 a 1 9cm de comprimento por 4,5 a 7cm de largura, de
ápice longamente acuminado, raro cuspidado e base cuneada, margem inteira, leve-
mente revoluta. Nervura mediana proeminete em ambas as faces. Nervuras secun-
dárias, em número de 8—10 proeminentes na face inferior. Nervuras terciárias for-
mando retículo proeminente em ambas as faces. Folhas novas com glândulas niti-
damente translúcidas. Inflorescência terminal, dicásio. Pedúnculo estriado, lenti-
celado, levemente piloso, de 30cm de comprimento. Ramos floríferos arqueados,
vilosos. Bractéola caduca, triangular, vilosa, 3,5 cm de comprimento por lmmde
largura. Flores pediceladas. Pedicelos espessos com 5mm de comprimento por 1 a
l.Smrn de largura, vilosos. Cálice verde cinza, 5 dentado, nitidamente bilabiado,
com 6mm de comprimento por 5.5mm de largo, extemamente viloso, intemamen-
te alboseríceo. Flores rosa-salmão, pétalos livres, aderentes no terço mediano, es-
pessos, cspatulados, de ápice agudo, na ântese revolutos, externamente denso-albo-
seríceos, adpressos, internamente tomentosos, e na base glabros na ântese 2,5cm
longos por 0,5cm de largura. No botão o cálice com 6,5mm de comprimento por.
5,3mm de largura. Corola l,5cm longa. Disco 2,6mm longo, crasso, levemente si-
nuoso, ovário l,6mm de longo por 2mm de largo, 5 carpelos isolados. Estilete gla-
bro, cerca de 5,5mm de comprimento, estigma capitado, 5 lobado, glabro. Esta-
mes férteis 2. Filete 7,6mm de comprimento por lmm de largura, dorso tomento-
so, de ápice e base glabros, na frente a faixa mediana densamente albo-lanoso. An-
teras rimosas, 5,3mm longas por 2mm de largura, na base curtamente apendicula-
das. Apendículo 0,5 mm longo. Estaminódios 3, como os estames alternipetalos,
subulados 9, 5mm.de comprimento por 0,8mm de largura, o dorso tomentoso po-
rém glabro no ápice e na base, na frente com uma faixa mediana albo-lanosa.
Pedúnculo na frutificação com 22cm de comprimento até a bifurcação, raquis
frutíferos 6 a 8cm longos. Cálice persistente, estendido ou refletido. Fruto forma-
do por 5 carpídios, marrons, pilosos, 2,5cm de comprimento por 3cm de largura,
carinados no dorso com os lados transversalmente sulcados. Endocarpo amarelo
claro com 2cm de comprimento por 2,5cm de largura, quando aberto. 2 sementes,
subglobosas com 7mm de diâmetro, pardas com máculas marrons.
Síntipo: J. A. Steyermark 86421 (US) e J. A. Steyermark, December, 19, 1960
(US).
Dedicamos esta espécie ao Dr. Richard Cowan do Smithsonian Institution, que
gentilmente nos possibilitou o estudo desta coleção.
263
cm
SciELO/JBRJ
Neuraputia Emmerich
265
cm
Distribuição:
Esta espécie é conhecida apenas da coleção tipo, procedente da Venezuela, Edo.
Bolivar.
Nome vulgar:
“Guachimacáu".
Material estudado:
Venezuela, Edo. Bolivar: “mostly levei forest along train east of pica 101, 5, 7 km
east of El Cruzero, ESE of Villa Lola. Alt. lOOft.” J. A. Steyermark 86421 (US);
Rio Toro (Rio Grande) “between Rio La Reforma and Puerto Rico , north of El
Palmar, alt. 200 - 250 m. J. A. Steyermark, December 19, 1960 (US).
2. Sigmatanthus Huber ex Emmerich
Raputia Aublet pr. p. Arch. Jard. Bot. Rio de Janeiro, 3:185— 186, 1922;
Engler in Engler & Prantl Pflanzenfamilien 29 ed. 19? : 287. 1931.
Sigmatanthus Huber, Lamée A., Dictionnaire descriptif et synonymique
des genres de plantes phanerogames VI: 109. 1935.
Arbor parva vel arbuscula, folia trifoliolata. Inflorescentiae racemosae, flo-
res longe pedicellati, hermaphroditi, zygomorphae, curvatae. Calyx subcampanula-
tus, sepala longa triangularia. Corolla sigmoidea, petalis glandulosis, cohaerentibus
raro connatis. Stamina fertilia 2, antheris basim longius appendiculatis. appendicu-
lo antheram aequante. Staminodia 5, longa, filiformia, cum filamentis in tubo
connatis, cohaerentia in tubo corollae, at basim vel supra. Discus cupularis breviter
quinquepartitum, carpellis liberis stylo conjugatis. Carpellum biovulatum. Fructus
5 cocci, coccis bispermis, endocarpio coriaceo.
Árvore pequena ou arbusto, folhas trifolioladas. Inflorescência em recemo
simples com flores longamente pediceladas. Flores curvas, hermafroditas, zigomor-
fas. Cálice subcampanulado, lecínios longos triangulares. Corola sigmóidea. Pétalos
com glândulas, aderentes, raro concrescidos. Estames férteis 2, com as anteras lon-
gamente apendiculadas, apendículo do mesmo comprimento das anteras. 5 estami-
nódios longos, filiformes, concrescidos com os filetes em um tubo, aderente ao tu-
bo da corola na base ou no terço inferior. Disco cupular, levemente 5 denteado.
Estigma capitado, estilete longo, ovário 5 carpelar, carpelos livres, unidos pelo esti-
lete, 2 óvulos por carpelo. Fruto com 5 carpídios, endocarpo coriáceo, 2 sementes
por carpídio.
O nome caracteriza a forma típica das flores.
É conhecida apenas uma espécie para este gênero.
Sigmatanthus trifoliatus Herb ex Emmerich (Est. X e XI)
Sigmatanthus trifoliatus Huber in sched.
267
SciELO/JBRJ
cm
£st. X Sigmatanthu; irifoliatus Huber ex tmmerich habitus.
269
2 3 4
SciELO/JBRJ
11 12 13 14 15
cm
Est. XI Sigmatanthus trifoliatus Huber ex Emmerich a-b botão, c-e ovário, f- estilete,
8- flor; h- petalo, i- filetes, j-k estaminódio, 1- pericarpio e semente, m- fruto,
n ~ semente.
SciELO/JBRJ
271
cm
Raputia sigmatanthus Ducke, Arch. Jard. Bot. Rio de Janeiro 3: 185-186,
1922.
Arbor parva vel frutex elatus, partibus novellis griseo-flavido-pubescenti-
bus, ramulis demum glabratis rugosis et striatis nonnunquam lineis subalato-eleva-
tis, saepe obscure lenticellosis. Folia trifoliolata petiolis patentibus vulga 5-9cm
longis superne saepe canaliculatis. Petiolulus usque 2mm longis, superne canalicu-
latis. Foliola obovata-lanceolata, membranacea, rarius sub-coriacea, utrinque pilo-
sula, subtus pallidiora. Foliola intermedia altera $uperantia. Laminis 9-1 5cm lon-
gis, 3-8cm latis, apice acuminato, basi attenuata. Foliola externa minora, subses-
silia, basi acuta. Costa media subtus prominens, venulae 5-8, subtus prominenti-
bus. Inflorescentia racemus simplex, in ramulo solitário, axillaris, erectus, elonga-
tus; pedunculus 1 5 ad 30cm longus, striatus; rhachis florifera 4-6cm longa, fructi-
fera saepe duplo longior; pedicelli sub anthesi usque ad 2,5cm longi, gracilis, apice
parum incrassati, fructiferi dimidio longioreset fortiter incrassati. Bracteola subu-
latae pubescentes, lcm longa, jam novissimae caducae. Calix subcampanulatus
longe et aequaliter 5 dentatus, dentibus triangularibus acutis vel acuminatis, extus
griseo pubescens, intus denso albido-sericeo hirtus, 6,5mm longus; Corola pallide
lilacina. rosea vel alba, in alabastro subsigmoideo-flexuosa, sub anthesi ad basin
laciniarum anguloso-reflexa, 3.5cm longa, usque ad 1/3 longitudinis in tubum
adhaerens. Petalis spathulatis, glandulosae, apice obtusis rarus acutis, extus dense
albido-sericeis, adpresse, intus tomentosis. Stamina 2 et staminodia 5 cum filamen-
tis in tubo connatis. cohaerentia in tubo corollae at basim vel supra. Stamina ferti-
lia 2, antheris basim longius apendiculatis, apendiculis 5mm longis, curvatis, levi-
tcr pilosulo ad extremitas liber. Antherae rimosae 6mm longae. Filamentis basi
glabris ad médium dense albido-sericeis lanosfs, in alabastro filamenta 5mm longa.
Staminodia 5. longa. Filiformis, ad basim dense albido tomentosis, medio albido-
sericeis apicem versus tomentosis. Discus ovarium brevissime superans, ferrugi-
neus, glaber, crassus, apice brevissime quinquedentatus; ovarium parce et minime
pilosulum, l,2mm longum, cinereopruinosum. Stylo usque ad 2,5cm longo, gla-
Fro, apice pilosulo, stigmate capitato. Capsula matura 1,5— 2cm longa, cálice per-
sistente non explanato, carpidiis 5 oblongis, compressis, dorso carinatis, fortiter
transverse plicatis, pube persistente vestitis. Endocarpium coriaceum, aurantia-
cum. Semina 2, brunnea, subglobosa, circa 5mm lata, subreticulata.
Árvore pequena ou arbusto grande, com as partes jovens cinza-amarelas,
pubescentes. Rambs glabros, rugosos e estriados, pouco lenticelados. Folhas trifo-
lioladas. Pecíolos 5 a 9cm longos, na face superior canaliculados. Peciólulos até 2
m m longos, canaliculados na face superior. Folíolo obovato lanceolado, rnembra-
néceo, raro subcoriáceo, pilosulo em ambas as faces. O folíolo central maior. Fo-
•íolos na face superior mais escuros do que na inferior. Folíolo externo menor,
subsessil, de base aguda. Limbus com 9 a 15cm de comprimento por 3 a 8cm de
•argura, de ápice acuminado e base atenuada. Nervura mediana proeminente no la-
do inferior, as nervuras secundárias, em número de 5 a 8, proeminentes no lado
inferior. Inflorescência em racemo simples, axilar, longo, ereto. Pedúnculo com
I ^ a 30cm de comprimento, estriado; raquis florífero com 4 a 6cm de comprimen-
to- quando em fruto o dobro do comprimento; pedicelo, na ântese, até 2,5cm de
comprimento, delgado, espessado no ápice, frutificado menos comprido e
273
SciELO/JBRJ
11 12 13 14
mais espesso. Bractéola caduca, subulada, pubescente com lcm de comprimento.
Cálice subcampanulado, com 5 dentes longos triangulares, agudos, de 6,5mm de
comprimento, externamente denso tomentoso, internamente denso seríceo-lano-
so. Corola alvacenta, rosa-pálida ou liláz-claro. Botões sibsigmóideos. Na ántese
as flores até 3,5cm de comprimento, com pétalos anguloso-reflexos e até 1/3 de
seu comprimento os pétalos aderentes. Pétalos espatulados, com glandulas, de ápi-
ce obtuso, raro agudo, externamente denso seríceos, pelos adpressos, às vezes ape-
nas com uma faixa central sericea, o restante viloso; internamente tomentoso. 5
estaminôdios e 2 estames férteis concrescidos entre si e aderente ao tubo da corola
na base ou no terço inferior. Os estames férteis no lado abaxial. Filetes de base
glabra, parte mediana denso albo seríceo-lanoso, no botão com 5mm de compri-
mento. Anteras 6mm de comprimento com apendículo de Smm de comprimento,
curvo e levemente piloso na extremidade livre. Estaminôdios longos, filiformes,
de base densamente albo tomentosa, seguindo-se uma faixa albo sericea e as par-
tes livres são tomentosas. Disco glabro, carnoso, com l,3mm de comprimento,
pouco mais alto que o ovário, levemente 5-dentado. Ovário com l,2mm de com-
primento, carpelos levemente pilosos. Estilete 2,5cm longo, piloso no ápice, es-
tigma capitado. Fruto 2cm de comprimento, 5 carpídios oblongos, de dorso cari-
nado, tansversalmente sulcados, pubescentes. Endocarpo coriáceo. alaranjado. 2
sementes castanhas, subglobosas com cca. de 5mm de diâmetro, de superfície su-
breticulada.
Tipo: Sintipo - Brasil, Pará: Vizeu, Mangai leg. Francisco Lima 25.1.191G (holoti-
po MG, isotipos RB e G) - Brasil, Maranhão: Serra de Pirocaua (Holotipo MG
10362, isotipos RB eP).
Distribuição:
Esta espécie é conhecida do Pará, Maranhão, Piauí e interior do Ceará. Um exem-
plar, Glaziou 679a, traz na etiqueta a procedência Floresta da Tijuca. Acreditamos
tratar-se de um equívoco, uma vez que é a única coleta fora da área norte c nor-
deste brasileira e de ser um “pro parte" de uma espécie frequente na Floresta da
Tijuca, qual seja Neoraputia alba (Nees et Mart.) Emmerich (Glaziou 679). GLA-
ZIOU (1905) a relaciona como Raputia trifoliata Engler e esta indicação é aceita
por Albuquerque (1968) no seu estudo das Rutaceae do Estado da Guanabara.
Material estudado:
Brasil, Pará: Vizeu, Mangai, Francisco Lima 25.1.1910 (MG. RB, G); Maranhão:
Serra de Pirocaua (MG. RB. P); Piau-: Parnaiba, Duckc 1.27.1907 (MG. RB. P);
Ceará: Quixadá, Ducke 14.4.1909. (MG. G); Quixadá, “Pé de Serrotes", Ducke
6.7.1908 (MG); Quixadá, “pé da Serra Riscada," Huber X. 1897 (MG. G); Fortale-
za, Mecejana, “base do serrote de Ancuri". Ducke 2538 (R. IPA. SP)'c Ducke
2548 (IPA. SP. US.-); Ceará, Freire Allemão et M. Cysneiros 283 (R).
Observações ecológicas:
Arbusto grande encontrado em capoeira, mata baixa de encosta e no mangue.
Ocorrendo em altitudes até lOOm.
274
Na 3
Sigm»t»nthus Huber ex Emmerich
275
cm
3. Raputia Aublet Hist. Pl. Gui. Franç. 2: 670—672, tab. 272, 1775.
Arbor, folia opposita vel alterna, 3—7 foliata. Inflorescentiae racemosae,
axillarcs vel cimosae. Flores hermaphroditi, zygomorphae, curvatae. Calyx quin-
quedentatus, petalis tubo inaequali conjunctus. Corolla bilabiata. Stamina fertilia
2, antherae basi breviter appendiculata. Staminodia 3, filamentis in tubo inaequa-
liter connatis, tubo corollae cohacrentibus.'Discus cupularis, denticulatus. Stigma-
ta 3 - 5 lobata, stylo glabro. Ovarium quinquepartitum, carpellis biovulatis.
Fructus 5 cocei, coccis 1-2 spermis.
Árvore ou arbusto de folhas opostas ou alternas, 3—7 folioladas. Inflores-
cência em racemos axilares ou cimeiras. Flores pentameras, hermafroditas, zigo-
morfas. Rores curvas. Cálice 5 dentado. Corola de pétalos concrescidos, bilabiada.
Estames férteis 2, com anteras curtamente apendiculadas, estaminódios 3, concres-
cidos entre si e aderente ao tubo da corola. Disco cupuliforme, denticulado. Es-
tigma 3 a 5 lobulado, estilete glabro. Ovário 5 carpelar. Fruto com 5 carpídios,
com 1 a 2 sementes.
Gênero com 2 espécies
Folhas trifolioladas R aromatica Aublet
Folhas 5 a 7 folioladas R heptaphylla Pittier
R aputia aromatica Aubl. Hist. Pl. Gui. Franç. '2: 671, tab. 272, 1775. Est. (XII)
Arbusto de ramos opostos eretos. Folhas opostas, trifolioladas. Foliolos
ovado-oblongos, acuminados, glabros, de margem inteira. Peciolo longo. Folío-
los com glandulas translúcidas. Inflorescências axilares. Cálice 5 denteado, dentí-
culos subrotundos, agudos. Corola de pétalos concrescidos, tubulosa, curva, ver-
doenga, bilabiada. Lábio superior trífido, com o lobo intermediário maior, lábio
inferior bífido. 2 estames, 3 estaminódios; Filetes curtos, vilosos, inseridos no tu-
Eo; antera oblonga, bilocular, com apendículo na base. Disco envolvendo o ová-
rio. Ovário subrotundo, pentágono. Estilete longo, estigma espessado, trilobado.
Carpídios 5, coalescentes, subrotundos, angulosos, uniloculares, bivalves, com
deiscência interna. Somente unica, ovóide, verde, aromática.
Material não visto, apenas conhecido da descrição e da tábula de AUBLET.
Distribuição:
Habitat in sylvis Orapuensibus"
foputia heptaphylla Pittier Contrb. Fl. Venezuela, 5, 1921. (Est. XIII)
Arbusto ou árvore pequena, de ramos e retos, cilíndricos, lenticelados,
com as partes jovens purpúreas, coberto por pelos pardos, esparsos. Folha com-
P°sta, de 5 a 7 foliolos, desiguais, o central e às vezes os 3 centrais maiores que
os laterais, os centrais medindo 12 a 28,5cm de comprimento por 3,5 a 8,5cm
de largura. O mais lateral com 4,5 a I6,5cm de comprimento por 1,5 a 5cm de
277
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11 12 13 14
E *t. XII RuputU aro mítica Aublet 1- inflorescência, 2- flor isolada, 3- Corola aberta
mostrando os estames, 4- estame, 5- Cálice e gineceu, 6- infrutecência, 7- capsula aber-
u . 8- cotilédones. (Tab. 272 de Aubl. Hist. Pl. Gui. Franc, 1775).
cm
largura. Pecíolo de 8;5cm a 22cm de comprimento e 3mm de largura, cilíndrico
com o lado adaxial plano e canaliculado, logitudinalmente estriado, de base espes-
sada. Peciólulos medindo de 1 a 2,5cm de comprimento, semicilíndricos com a
face superior canaliculada. Folíolos cartáceos, glabros, de face superior verde
brilhante e inferior verde mais claro, ovóides, elíticos ou ovóide-lanceolados, de
base atenuada ou levemente decurrente, às vezes assimétrica. Ápice agudo, raro
obtuso. Margem integra, levemente revoluta. Nervura mediana proeminente na
face inferior e levemente carinada na face superior. Nervuras secundarias, em
número de 12 a 15, proeminentes no lado inferior e impressas no lado superior.
As nervuras terciárias formando um reticulado nítido nas duas faces. Inflores-
cência terminal com 30 a 40cm de comprimento, cimoso-paniculada, com os
racémulos cimosos pauciflores. Pedunculo ereto de 15 a 20cm de comprimento
e 4 a 5mm de largura, na base com duas brácteas caducas, subopostas, oblongas,
de 2 a 3cm de comprimento por 5mm de largura; pedicelos 5 a 12mm longos,
ferrugíneo-vilosos; cálice cupuliforme levemente sinuoso lobado, persistentes. 4
mm longo por 4,5mm largo; externamente ferrugíneo-viloso, internamente le-
vemente albo-seríceo. Flor curva, de pétalos alvos, desiguais, concrescidos irre-
gularmente até mais ou menos 1/3 do seu comprimento, espatuladas, de ápice
obtuso, externamente seríceos, internamente denso tomentosos, na floração
refletidos, seus lacínios apresentando glândulas translúcidas. 2 estames e 3 esta-
minódios, concrescidos num conjunto formado de 2 estames e 2 estaminódios,
1 estaminódio permanecendo isolado, presos sobre a corola pela pilosidade. An-
teras de tamanho desigual, com pequeno apendículo, rimosas; filetes com o dor-
so viloso, a face ventral na metade inferior glabra e na metade superior denso la-
nosa. Estaminódios curtos, triangulares, agudos, com indumento idêntico ao dos
estames. Disco glabro. carnoso, de margem denticulada. Ovário viloso, estilete
glabro, estigma capitado, 5 lobulado. Frutos l,3cm de comprimento por _,8cm
de largura com 5 carpídios, às vezes alguns menos desenvolvidos, presos apenas
na base, obovóides e angulosos, castanho cinzentos, vilosos, no dorso carinados,
faces laterais transversalmente sulcadas; Endocarpo coriáceo, alaranjado, lem
longo por l,8cm de largo, 2 sementes nigrescentes, sub-globosas, com 5mm de
diâmetro.
Tipo: H. Pittier 9238, (Holotipo VENJ Isotipos: P. US. G; Paratipo: H. Pittier
8054 (VEN. US;)
Distribuição:
Esta espécie é conhecida da Venezuela, Colômbia e do Peru.
Material estudado:
yenezuela. Distrito Federal: ‘Virgin wetiorest on slopes along old road between
“Portachuela" and “Peflita" (Petaquire) and Carayaca, between Colonia Tovar-
J unquit 0 road and Hecienda El Limon, 6-8 mi. below junction of Junquito -
Colonia Tovar road.” J.-A. Steyermark 91443, May 26, 1963 (VEN); Comienzo
hacienda El Limón. Entre El Junquito y Puerto La Cruz, Aristeguieta 4643,
ma yo 1961 (VEN, US); Selvas dei valle de Puerto La Cruz. H. Pittier 9238, feve-
reiro 20, 1921, (VEN,' P, G, US); Hacienda Puerto La Cruz, H. Pittier 8054,
281
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E «- XIII Riputú heptiphylU Pittier a- habitus, b-ccarpidio, d- botSo, e- corte do
^tio mostrando estaminódio e estame, f- gineceu, g- sementes, h- pericarpio, i-j an-
tera.
283
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cm
Agosto 1918 (VEN, US); Colombia, José Celestino Mutis 1760 — 1808 n9 3771
(US); Peru, Departamento Loreto: Iquitos. E. P. Killip & A. C. Smith 27150,
August 3-11. 1929 (US).
Observações ecológicas:
Arbusto delgado ou árvore de até 4m, freqüente em mata virgem húmida de encos-
ta e nos lugares sombrios do bosque, ocorrendo em altitudes de 1000 a 1.500 me-
tros.
4. Raputiarana Emmerich
Raputia Aublet pr. p. Arch. Jard. Bot. Rio de Janeiro V: 143—144, 1930;
Engler in Engler & Prantl. Pflanzenfamilien 29 ed. 19? : 287, 1931.
Arbuscula, folia quinquefoliata. lnflorescentiae cymosae-cincinnoideae.
Flores hermaphroditi, zygomorphae. Calix cupulatus, quinquedentatus. Corolla
curvata. petalis glandulosae, in tubo inaequaliter connatis. Stamina fertilia 2,
antherae basi longius appendiculata, appendiculus antheram superans. Staminodia
3. cum filamentis in tubo connata. cohaerentia vel conglutinata in tubo corollae.
Discus cupularis. breviter dentatus vel sinuolatus. Stigmata capitata, Stylus longius,
ovarium quinquepartitum. carpellis solum stylo conjunctis. Fructus 5 — cocci.
Arbusto, com folhas compostas de 5 folíolos. lnflorescência em cimeira
múltipla; dores pentâmeras. hermafroditas, zigomorfas, curvas. Cálice cupuliforme
5 denteado. Corola arqueada, pétalos desiguais com gândulas translúcidas. 4 peta-
los mais ou menos concrescidos, e 1 mais estreito aderente. Estames férteis
anteras longamente apendiculadas. Apendículos mais longos que a antera. Estami-
nódios 3. reunidos com os filetes num tubo aderente ou parcialmente concrescido
sobre o tubo da corola. Disco cupuliforme levemente denteado ou sinuoso. Estig-
ma capitado, estilete longo, ovário 5 carpelar com carpelos livres, unidos pelo esti-
lete; cada carpelo com 2 óvulos. Fruto com 5 carpídios.
Com o sufixo tupi “rana” procuramos designar a semelhança aparente deste gêne-
r ° com Raputia.
Conhecida apenas uma espécie para o gênero.
R aputiarana subsigmoidea (Ducke) Emmerich (Est. XIV e XV)
Raputia subsigmoidea Ducke Arch. Jard. Bot. Rio de Janeiro V: 143-144,
1930.
Frutex 3m alta, ramulis teretibus, striatis. junioribus flavidis. Folia alterna,
glabra, 5- foliolata. Foliola intermedia altera superantia. Petiolo 17-30cm longo,
3 -5mm lato, superne applan 3 to et marginato, striato basi et apice incrassato. Pe-
tiolulo 3mm - 2,5cm longo, basi incrassato. Foliola lanceolata, elitica vel oblon-
285
SciELO/ JBRJ
Na 3
287
cm 12 3 4
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11 12 13 14 15
cm
go-lanceolata, basi cuneato vel attenuata apice sensim aucminata, usque ad 50cm
longa et ad 15cm lata. Costa media utrinque prominens, nervis lateralibus 14-20,
subtus prominentibus supra impressis, venis subtus reticulatis. Foliola integra le-
vieter revoluta. Inflorescentia longa. Pedunculi usque ad dichotomiam primam 40
cm longi. glabri. striati, applanati, dichotome ramosi ramis elongatis valde diver-
gentíbus. cicinnis fioriferis vulgo e pedunculi dichotomia tertia rarius quarta, pe-
dunculatis flexuosis subsecundifloris parte juniore revoluta, ferrugineotomentosa.
Flores anthesi 2-3mm pedicellati, callx cupuliformis, 5 dentatus, 3mm longus et
S-6mm latus, extus ferrugineo-tomentosus. intus glaber; corolla alba. extus seri-
ceo villosa, intus tomentosa fauce albo-villosa, in alabastro subsigmoideo-fiexuo-
sa, anthesi ultra 3cm longa usque ad 1/3 longitudinis in tubum concreta, laciniis
apicern versus dilatatis elongato-obovoideis obtusis, 4 latioribus anguloso-reflexis,
quinta angustiore erecta. Stamina fertilia 2. anthera 6,5mm longa basi longius
appendiculata. apppendiculo l,3cm longo, antheram superans. filamentis 1 cm
longis subulatis ad basim albovillosis ad apicern glabris. Staminodia 3. subulata.
1.3cm longa, intus ad basim tomentosis, medio lanosis, apicern versus glabris.
ex, us tomentosis. Discus glaber. leviter crenulatus. Ovarium glabrum vel breviter
pilosum. Stylum glabrum, 1.5cm longum. Stigmata capitata.
Arbusto 3m alto, ramos cilíndricos, longitudinalmente estriados, amarela-
dos. Folha alterna, glabra, composta de 5 folíolos desiguais, o central maior. Pecío-
■°s triangulares, de base e ápice espessado. 17 a 30cm de comprimento por 3 a 5
Jtint de largura, longitudinalmente estriado. Peciólulos de 3mm a 2.5cm longos, de
oase espessada. Folíolo lanceolado, elítico ou lanceolado oblongo, de base cunea-
da ou atenuada e ápice agudo ou acuminado. de até 50cm de comprimento por 15
Cm de largura. Nervura mediana proeminete em ambas as faces, nervuras secundá-
[| as em número de 14 a 20. proeminentes na face inferior, depressa na superior.
erciárias formando um retículo na face inferior. Folíolo de margem inteira, le-
' ( e mente revoluta. Inflorescência longa. Pedúnculo até a bifurcaçSo com até 40cm
e comprimento, glabro, estriado, aplanado. O pedúnculo se dichotomisando 3
a, é 4 vezes, ramos floríferos cincinados, ferrugíneo-tomentosos. Flores pedicela-
das, pedicelos com 2-3mm. Cálice com 3mm de comprimento por 5-6mm de
argura, cupuliforme, 5 dentado, externamente ferrugíneo-tomentoso, internamen-
J e glabro. Corola alba, externamente sericeo-vilosa, internamente tomentosa, na
•auce albo-vilosa. BotOes subsigmóides, fletidos. Na ántese os pétalos com 3cm de
COrn Primento e até 1/3 do comprimento formando um tubo. 4 pétalos concresci-
dos , o 5 livre. Pétlaos desiguais, os 4 mais largos espatulados de ápice obtuso, o
quinto mais estreito. 2 estames férteis e 3 estaminódios, parcialmente concresci-
d°s, entre si e sobre a corola. Os estames no lado abaxial da flor, filete albo-viloso
" a Fase, no ápice glabro, subulado, curvo, lem longo Com antera rimosa, 6,5mm
lon ga, apendículo l.lcm longo, glabro, curvo. Estaminódio subulado, l,3cm de
c °mprimento, internamente na base tomentoso, no meio lanoso e para o ápice se
'ornando glabro. Externamente tomentoso. Disco quase com a mesma altura do
0v ário, 2mm, ápice levemente 5 denteado e pouco crenulado. Ovário glabro ou
P°uco piloso. Estilete glabro, l,5cm longo, encurvado, estigma capitado.
Tl P°: Du cke 5,1 1.1927 (Holotipo em RB, isotipo em P, G)
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R*putiarana subsigmoidca (Ducke) Emmcrich habitus.
cm
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cm
Distribuição:
Esta espécie é apenas conhecida de São Paulo de Olivença.
Material estudado:
Brasil, Amazonas, São Paulo de Olivença, Rio Solimões, Ducke (RB. P. G.); Ducke
1054 (MG. R).
Observações ecológicas:
Arbusto de cerca de 3m de altura, das margens pantanosas dos riachinhos da mata
de terra firme.
IV 2. ESPÉCIES EXCLUÍDAS:
1- Raputia larensis Tamayo & Croizat = Cusparia larensis (Tamayo & Croi-
zat) Emmerich. (Est. XVI)
O material por nos examinado apresenta inflorescência em panicula, as flo-
res com 5 estames férteis, os carpídios separados desde o início, em parte aborta-
dos e com uma só semente o que nos levou a transferir esta espécie para o gênero
Cusparia.
-• Raputia ossana (DC) Engler = Galipea ossana DC. (Est. XVIII)
Não vimos material florífero desta espécie. Os frutos são muito diferentes
dos do “complexo Raputia”. Antes de não estudar as flores, preferimos revalidar o
nome dado por De Candolle a esta espécie, uma vez que encontramos uma contra-
dição entre a descrição dada por ENGLER e a tábula feita por DE CANDOLLE.
ENGLER, que confessa não ter visto material dessa espécie, equivocadamente, ao
descrevê-la atribui-lhe apenas 3 estames estereis, o que não concorda nem com a
descrição original, de DE CANDOLLE (1822), nem com a tábula que a ilustra.
V LITERATURA CITADA
ALBUQUERQUE, B. W. P. de Rutaceae do Estado da Guanabara. An. Acad. Brasil. Ciênc. 40
4:499-530,1968.
AUBLET, E. Histotrc des Plantes de la Guiane Erançaisc II: 670—673, tab. 272. 1775.
BENTHAM, G. et HOOKER, J. D. Genera Plantarum I: 285, 1862-1867.
BRITTON, Vcgctation of Mona Island. in Ann. Missouri Bot. Garden 2, 1—2: 48, 1915.
COWAN, R. s. Rutaceae in Botany of thc Guyana Highland IV. - Mem. New York Bot.
_ t Gard. 10,2:24-37,1960.
°E CANDOLLE, A. P. Mcmoire sur la tribu des Cuspariécs in Mém. Mus. d’Hist. Naturelle
9:139-154, 3 tab., 1822.
295
SciELO/JBRJ
11 12 13 14
4 SciELO/JBRJ ^ 12 13
cm
— Rutaceae in DC. Prodr. 1: 709-732, 1824.
DLCKE. A. Plantes nouvelles ou peu connue de la région amazonienne II. Arch. Jard. Bot.
Rio de Janeiro 3: 184-186, 1922.
Plantes nouvelles ou peu connue de la région amazonienne IV. — Arch. Jard. Bot.
Rio de Janeiro 5: 143-144, 1930.
— - Plantes nouvelles ou peu connue de la région amazonienne V. - Arch. Jard. Bot.
Rio de Janeiro 6: 41, 1933.
E.MMERICH, M. Sobre uma nova combinação em Cusparia (Rutaceae). Bradea 2 26: 177 —
_ 180,1977.
KNGLER. A. Rutaceae in Martius I I. Bras. 1 2 2: 75 — 1 95, tab. 14—40, 1874.
Rutaceae in Engler und Prantl Die natuerlichen Pflanzenfamilien 29 ed.. 19? :1 87 -
359,1931.
GLAZIOU, A. I . M. Rutacées in Plantae Brasiliae Centralis a Glaziou lecta. — Buli. Soc. Bot.
France LII.Mém. 3:81-86, 1905
LEMÉE, a. Dictionnaire descriptif et synonvmique des genres des plantes phanérogames.
VI: 109, 1935.
i 'ttS ad ESENBECK, C. G. et MARTIUS, C. PH. E. de Eraxinellac, Plantarum Eamilia Natu-
ralis. Definita et Scundum Genera disposita. Adiectis specierum
Brasiliensium descriptioníbus, in Nov. Act. Nat. Acad. Cur. 11:172
PIT _ -176. tab. 1823.
JLC^kR. H. Contr. El. Venezuela 5., 1921.
^TEHLÉ Caribbean Forester 6. Suppl. 330, 1945.
EA.MAYO, E. & Croizat, L. Raputia larensis Tamavo & Croizat sp. nova Rutacearum. -
Lilloa 17:223-226. 1949.
VI RESUMO
O presente trabalho é uma revisão de todas as espécies tidas como Raputia. O tipo das
ínfloresccncias, o número de estames e de estaminódios, a presença c o comprimento dos
apendículos da antera e a natureza dos frutos possibilitam um reagrupamcnto das espécies. A
heterogeneidade dos carcteres morfológicos encontrados permite uma nova conceituaçào do
género Raputia e a descrição de três novos gêneros, derivados, Neoraputia, Raputiarana e Sig-
matanthus. Duas espécies novas c uma variedade são descritas Dados históricos, morfológicos
c ec °lógicos são apresentados. Mapas indicam a distribuição geográfica das diferentes espécies.
ABSTRACT
This paper presents a taxonomic revision off all species of the genus Raputia. The na-
turc of the mflorcscences and fruits, the number of stames and staminodia, the presence and
tength of the appendages of anthers made a new reorganization possible. The heterogeneity of
<he morfological charactcrs permits a new concept of the genus Raputia and the descripition
°E threc new derivatcd genus: Neoraputia, Raputiarana and Sigmatanthus. Tw f o new specics
and one variety are dcscribed. Historical. morfological and ecological consideration are given.
* lapps of gcographical distribuition are included.
ZUSAMMENFASSUNG
In dieser Arbeit werden alie die zu Raputia gehoerenden Arten kritisch bearbeitet.
Dle Art der Bluetenstacndc, der Erucchte, die Zahl der Staubblaetter und Staminadicn, das
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^t- X\1 Cuspa ria larcnsts (Tamayo & Croizat) Emmerich a— hatitus, b flor» c gineceu»
d- estame, e- fragmento da inflorescência.
301
# $ ‘f w
li*- XVH Galipea ossana DC.
(Tab. 10 de DC. Mém. Cusp. in Mém. Mus. IX: 149, 1822)
303
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11 12 13 14 15
cm
Vorhandensein und die Laenge der Anhaengseln der Antheren ermoeglichen eine neue Reagru-
pierung der Arten. Die Verschidenheit der morphologischen karacteren erlauben eine neue
Definition der Gattung Raputia und die Beschreibung drei neuer, abgeleiteter Gattungen:
Neoraputia, Raputiarana und Sigmatanthus. Zwei neue Arten und eine Varietaet werden
beschrieben. Historische, morphojogische und oekologische Daten, sowie die geographische
Verbreitung der Gattungen werden angefuehrt.
MI RELAÇÃO DAS ESPÉCIES ESTUDADAS
1 .
2 .
3.
4.
5.
6 .
7.
8 .
9.
10 .
11 .
12 .
Cusparia larensis (Tamayo & Croizat.) Emmerich
Galipea ossana DC.
Neoraputia alba (Nees et Mart.) Emmerich
Neoraputia cowanii Emmerich
Neoraputia magnifica (Engler) Emmerich var.
magnifica Emmerich.
robusta Emmerich
Neoraputia paraensis (Ducke) Emmerich
Neoraputia saldanhae Emmerich
Neoraputia trifoliata (Engler) Emmerich
Raputia aromatica Aublet
Raputia heptaphylla Pittier
Raputiarana subsigmoidea (Ducke) Emmerich
Sigmatanthus trifoliatus Huber ex Emmerich
M1I RELAÇÃO DAS COLEÇOES ESTUDADAS
O número entre parênteses se refere ao número dado a cada taxon , dispostos em ordem al-
fabética, na relação precedente.
Awujo, F. J. R. L.
R.71 303 (3)
Aristcguieta, L
3945 (1); 2952 (1); 4643 (LO)
Aristeguieta, L. e F. Pommicr
1930(1)
Bondar, G
2166 (5)
Duarte, A
3421 (3); 5509 (3)
Ducke, A
1054 (11); 2538 (12); 2548 (12); MG 819 (12); MG 1101 (12); MG 2163 (12); RB
14891 (12); RB 19295 (3); RB 20503 (1 1).
I - razão, A
RB 8034 (3)
305
SciELO/JBRJ
Freire Allemão et M. Cysneiros
283 (12); 284 (5);R. 71314(5)
Gaudichaud, Ch.
s/n (3)
Glaziou, A. F. M.
6137 (3); 16138 (5); 679a (12); 10459 (3); 679 (3)
Guedes, T. N.
556 (5); 582 (5)
Huber, H
MG 297 (12); MG 7807 (6)
Killip, E. P. Smith A. C.
27150(10)
Kuhlmann, J. G.
253 (3); 854 (6); RB 16370 (3)
Lima, F
MG 10774 (12)
Magalhães, G.M.
818 (3)
Mello Barreto, H
1974 (3); 1985 (3); 4010 (3)
Mutis, J. C.
3771 (10)
Nunes, G. M.
R. 24107 (3)
Pittier, H
8054 (10); 9238 (10)
Ricdcl, L
s/n (8); (5); 472 (3);cat. n. 1035 (3)
Sagra, R de la
s/n (2)
Saldanha, J
638 (3); 8510 (7)
Sampaio, A
644 (3)
Siqueira, R
MG 8283 (6); MG 8822(6)
Stcycrmark, J. A.
91443 (10); 86421 (4)
306
P
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11 12 13 14
cm
Steyermaik, J. A., Francisco Delascio, G. C. K. y E. Dunsterville
s/n (1)
Tamayo, F
2527 ( 1 ); 3413 ( 1 )
Velloso, H. P.
734 ( 5 ); 918 ( 5 )
IX NOMES VULGARES
Amarelinha
Arapoca
Arapoca branca
Cacaito
Candeia do Mato
Capança
Caporé
Cucão
Guachimacáu
Guarataia branca
Guarantâo
Sucanga
Neoraputia magnifica var. robusta Emmerich.
Nooraputia alba (Nees et Mart.) Emmerich, Neoraputia magnifica var.
magnifica Emmerich.
— Neoraputia alba (Nees et Mart.) Emmerich
— Cusparia larensis (Tamayo & Croizat) Emmerich
— Neoraputia alba (Nees et Mart.) Emmerich
— Neoraputia paraensis (Ducke) Emmerich
— Neoraputia paraensis (Ducke) Emmerich
— Neoraputia magnifica var. robusta Emmerich.
— Neoraputia cowanii Emmerich
— Neoraputia alba (Nees et Mart.) Emmerich
— Neoraputia alba (Nees et Mart.) Emmerich
— Neoraputia alba (Nees et Mart.) Emmench
SciELO/JBRJ
307
11 12 13 14
LEVANTAMENTO DOS “TIPOS” DO HERBÁRIO DO JARDIM
BOTÂNICO DO RIO DE JANEIRO.
CONNARACEAE
C. GONÇALVES COSTA*
ELENICE DE LIMA COSTA ••
SINOPSE
Prende-se o presente trabalho à divulgação dos Tipos do Herbário do Jardim Botânico
do Rio de Janeiro (RB), sendo ilustrado com as fotografias das espécies citadas.
ABSTRACT
„ This paper is connected with the classification and publication of the Types from the
R >° de Janeiro Botanical Garden herbarium (RB). Photographs ilustrate each species cited by
th e authors.
INTRODUÇÃO
Dando continuidade ao levantamento dos “Tipos” do Herbário do Jardim Botânico
d ° Rio de Janeiro, trabalho que vem sendo feito por Pesquisadores e Estagiários desta Institui-
í^o. a Presentamos o que se refere às espécies da família Connaraceae.
Pesquisador do Jardim Botânico e Bolsista db Conselho Nacional de Desenvolvimento Ci-
entífico e Tecnológico (CNPq).
** Estagiária do Jardim Botânico e Bolsista do Conselho Nacional de Desenvolvimento Cien-
tífico e Tecnológico (CNPq).
^õdri^rij—
R, ° de Janeiro
Vol. XXX-N945
1978
309
SciELO/JBRJ
11 12 13 14
cm ..
RELAÇÃO DAS ESPÉCIES ESTUDADAS
Connarus erianthus Bentham ex Baker — RB: 15.822
Cormarus negrensis Huber - RB: 19.719
Rourea amazônica Huber - RB: 19.725
Rourea chryzomala Glaziou ex Schellenberg - RB: 88.356
Rourea cuspidata Bentham ex Baker var. cuspidata — RB: 19.717
Rourea duckei Huber - RB: 19.739, 146.205
Rourea glabra HBK. var. parviflora Baker - RB: 8.928
Rourea sprucei Schellenberg var. sprucei — RB: 358
1. Connarus erianthus Bentham ex Baker (Foto 1).
Baker in Martius, Fl. Bras. 14 (2): 191, t. 46. 1871.
“Habitat ad ripas fluv. Rio Negro prope Ega et Coari Prov. Alto Amazonas: Martius; ad Pa-
rá. Sieber (Hoffmannsegg); in vicinia urbis Santarém, locis campestribus apertis: Spruce. -
Najas.”
Exemplar RB 15.822 ISOSfriTIPO
19 SCHED.:
Ex Herb. Musei Britannici
29 SCHED.:
Connarus L. erianthus Spruce
O. N Connaraceae
Santarém, Pará
/Coll. R. Spruce anno 1850./
39 SCHED.:
Jardim Botânico do Rio de Janeiro
Herbário
N9 15.822
Fam: Connaraceae
Nome scient: Connarus erianthus Bth.
Procedência: Santarém, Pará
Collegit: Spruce
Determ: por Schellenberg
2 Connarus negrensis Huber (Foto 2).
Huber, Boi. Mus. Gocldi 5 (1): 374. 1909.
“Habitat in silvisapud Barcellos and fl. Rio Negro, 1.V1I.05”
Leg. A. Ducke (7208).
Exemplar RB 19.719 1SÔTIPO
19 SCHED.:
Barcellos
Matta
1-111
Ducke.
29 SCHED.:
Jardim Botânico do Rio de Janeiro
310
SciELO/JBRJ
11 12 13 14
Herbário
N9 19.719
Data: 1.7.1905
Nome scient: Connarus (negrensis Hub. =) Sprucei Baker
Procedência: Barcelos, Rio Negro, Amazonas
Collegit: A. Ducke Herb. Amaz. Mus. Pará 7208
Determ. por (J. Huber (typo) Schellenberg
3. Rourea amazônica Huber (Foto 3)
Huber, Boi. Mus. Goeldi 5 (1): 373. 1909.
“Hab. in silvis ripariiis, Paraná de Adauacá, apud oppidum Faro, 7.IX.07
Leg. A. Ducke (8659).
Exemplar RB 19.725 1SÓTIPO
19 SCHED.:
H. A. 8659
Rourea amazônica Hub.
Paraná de Adauacá, várzea, 7.9.1907. A. D.
29 SCHED.:
Jardim Botânico do Rio de Janeiro
Isotype of Rourea amazônica Huber =
R. amazônica (Baker) Radlk.
Data: Jun/7/71
39 SCHED.:
Jardim Botânico do Rio de Janeiro
Herbário
N9 19.725
Data: 7.9.1907
E'am: Connaraceae
Nome scient: Rourea amazônica (Bak.) Radlk.
Procedência: Paraná do Adauacá (Faro, Pará), várzea
Collegit: A. Ducke, Herb. Amaz. Mus. Pará 8659
Determ: por (J. Huber) Schellenberg
Obs: Forero (1976) elegeu a exsicata de n9 19.725 do Herbário do Jardim Botânico do Rio
de Janeiro como um Isótipo e considerou a espécie de Huber como um sinônimo de Rou-
íe * amazônica (Baker) Radlkofer.
4- Rourea chryzomala Glaziou ex Schellenberg (Foto 4)
Schellenberg, Engler Pflanzenreich IV. 1 27 (Heft 103): 196. 1938.
Sudbrasilianische Provinz: Goyaz, zwischen dem Rio Paranana und Chico Lobo in den
Campos (Glaziou n9 20.871! - Typus in herb. Paris).”
Exemplar RB 88.356 ISÓTIPO
!9 SCHED.:
Herb. Schwacke
“ourea chryzomala Gilg.
Goyaz
Ex: Herb. Glaziou
N9 20.871
311
SciELO/JBRJ
cm ..
29 SCHED.:
Jardim Botânico do Rio de Janeiro
Isopype of
Rourea chryzomala Glaziou ex Schell.
Determ. E. Forero
Data: Jun/7/71
39 SCHED.:
Jardim Botânico do Rio de Janeiro
Herbário
n9 88.356
Fam: Connaracçae
N. scient: Rourea chryzomala Gilg
Procedência: Goyaz
Observações: Herb. Schwacke
Collegit: Glaziou 20871.
Obs: Forero (1976) elegeu a exsicata de n9 88.356 do Herbário do Jardim Botânico do Rio
de Janeiro como um Isótipo.
5. Rourea cuspidata Bentham ex Baker var. cuspidata (Foto 5).
Baker in Martius, Fl. Bras. 14 (2): 181, t. 43. 1871. .
"Habitat typus in prov. do Alti Amazonas, secus fluv. Rio Negro rnter Manaos et BarceUos:
Spruce 1901., et inter BarceUos et S. Isabel: Spruce 1924 - Var. ad ripas fluv. Rio Negro
prope S. Gabriel da Cachoeira: Spruce 2376. - Najas."
Exemplar RB 19.717 ISOLECTÓT1PO
19 SCHED.:
Rourea Aubl. cuspidata Spruce
O. N. Connaraceae
Secus Rio Negro Brasiliae sept., inter Barra et BarceUos. Nov. 1851
1: R. Spruce n9 1901.
29 SCHED.:
Ex Herb. Musei Britannici
39 SCHED.:
Jardim Botânico do Rio de Janeiro
Isolectotype of Rourea cuspidata Bentham ex Baker var. cuspidata
Determ : E. Forero
Data: Jun/7/71
49 SCHED.:
Jardim Botânico do Rio de Janeiro
Herbário
N9 19.717
Fam: Connaraceae
Nom. scient: Rourea suspidata Benth.
Procedência: Rio Negro, Amazonas
CoUegit: Spruce 1901
Determ. por ScheUenberg
Obs: Isolectótipo escolhido por ScheUenberg (1938) e confirmado por Forero (1976). Na
mesma exsicata, encontramos um fragmento com frutos e, ao lado, a seguinte indicaçlo:
“Prope Panuré ad Rio Uaupés. Brasil: bori: Spruce n9 2432”, o que leva a crer que se trate
de um material coletado em outra ocasiáo.
312
SciELO/JBRJ
11 12 13 14
cm
6. Rourea duckei Huber (Foto 6 e7)
Huber, Boi. Mus. Goeldi 5 (1): 373. 1909.
“Hab. ad fl. Mapuera 30.XI.07 (8962, exemplar florifemm) et 11.X11.07 (9097, exemplar
frutiferum).”
Legit: A. Ducke
A) Exemplar RB 19.739 ISOSÍNTIPO
19 SCHED.:
R. Mapuera
C. da Egua, ilhas.
11.XII.1907
A. Ducke
Arbusto; fr. avermelhados.
29 SCHED.:
Lectotype
Rourea duckei Huber
in Boi. Mus. Goeldi 5: 373.1909
(Lectotype selected by E. Forero, 1971)
E. Forero, 1971.
39 SCHED.:
Jardim Botânico do Rio de Janeiro
Herbário
N9 19.739
Data: 11.12.1907
Fam: Connaraceae
Nome scient: Rourea duckei Hub.
Procedência: Rio Mapuera, affl. Rio Trombetas, Pará
Collegit: A. Ducke, Herb. Amaz. Mus. Pará 9097
Determ. por: J. Huber (Typo).
B) Exemplar RB 146.205 ISOSÍNTIPO
19 SCHED.:
R. Mapuera acima de Pataná
30.XI.1907
A. Ducke
Arbusto da beira. Fl. Branca
29 SCHED.:
Paratype of
Rourea duckei Huber
in Boi. Mus. Goeldi 5: 373.1909
E. Forero, 1971
39 SCHED.:
Jardim Botânico do Rio de Janeiro
Herbário
N9 146.205
Data: 30.11.1907
Fam: Connaraceae
Nome scient: Rourea duckei Hub.
Procedência: Rio Mapuera, affl. Rio Trombetas, Pará.
Collegit: A. Ducke, Herb. Amaz. Mus. Pará, 8962
Determ. por J. Huber (typo)
313
SciELO/JBRJ
11 12 13 14 15
Obs: Forero (1976) elegeu a exsicata n9 19.739 (A) do Herbário do Jardim Botânico do
Rio de Janeiro como um Lectótipo e a exsicata n9 146.205 (B) do mesmo Herbário como
um Parátipo.
7. Roureaglabra HBK var. parviflora Baker (Foto 8)
Baker in Martius, Fl. Bras. 14 (2): 182.1871.
"ad fl. Casiquiare, Vasiva et Pacimoni Brasiliae borealis et Venezuelae conterminae; Spruce
3273 ; et in México: Liebmann.”
Exemplar RB 8.928 ISOSÍNTIPO
19 SCHED.:
5273 Rourea
Ad flumina Casiquiari, Vasiva et pacimoni, coll. R. Spruce 1853-4.
29 SCHED.:
Jardim Botânico do Rio de Janeiro
Isosyntipe
Rourea glabra HBK var. parviflora Baker
= R. cuspidata Benth. ex Baker var. cuspidata
Determ. E. Forero
Data: Jun/7/71
39 SCHED.:
Jardim Botânico do Rio de Janeiro
Herbário
N9 8.928
Fam: Connaraceae
Gen: Rourea cuspidata Bth. ex Baker
Spc: glabra H. B. K.
Var: parviflora Baker
Patria: Prov. Casiquiari
Collegit: R. Spruce 3273
Det: Schellenberg
Obs: Forero (1976) considerou esta variedade como um sinônimo de R. cuspidata var. cus-
pidata. Na 39 Schedulae as observações sobre espécie (glabra H. B. K.) e variedade (parvi-
flora Baker) estão riscadas, nâo sabemos por quem.
8. Rourea sprucei Schellenberg var. sprucei (Foto 9)
Schellenberg in Engler, Pflanzenreich IV. 1 27 (Heft 103): 205.1938.
“Provins des Amazonestromes: Alto do Amazonas, bei Panuré am Rio Uaupés (Spruce n9
2760! - Typus in herb. Berlin). Bolivia: Rurenabaque (Cardenas n9 1753!)."
Leg. Spruce 2760.
Exemplar RB 358 ISOLECTÓT1PO
19 SCHED.:
Rourea, Aubl.
O. N. Connaraceae
Prope Panuré ad Rio Uaupés Brasiliae borealis
R. Spruce n9 2.760
314
SciELO/JBRJ
cm
29 SCHED.:
Jardim Botânico do Rio de Janeiro
Isolectotype of
Rourea sprucei Schellenberg
Determ: E. Forero
Data: Jun/7/71
39 SCHED.:
Jardim Botânico do Rio de Janeiro
Herbário
N9 358
Fam. Connaraceae
Nome scient : Rourea Sprucei Schellenb.
Procedência: Rio Uaupés, Amazonas
Collegit Spruce 2760
Determ. por Schellenberg.
Obs: A exsicata em pauta foi eleita Isolectótipo por Forero (1976).
AGRADECIMENTOS
Ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Cientifico e Tecnológico pelas bolsas con-
cedidas às autoras. Ao Botáncico Dr. Jorge Fontella Pereira, pela valiosa orientação e aos Srs.
Mário da Silva, Fotógrafo e Walter dos Santos Barbosa, Tecnologista, pela reprodução das fo-
tografias.
BIBLIOGRAFIA CONSULTADA
BAKER, J. c. 1871. Connaraceae in Martius, Fl. Bras. 14 (2): 174-196, t. 43, 46.
FORERO, E. 1976. A Revision of the American Speciesof Rourea Subgenus Rourea (Conna-
raceae). Mcm. N. Y. Bot. Gard. 26 (1): 1-119, figs. 1-29.
HUBER, J. 1909. Connaraceae in Materiais para a Flora amazônica. VII. Plantae Duckeanae
austro-guyanenses. Enumeração das plantas siphonogamas colleccio-
nadas de 1902 a 1907 na Guiana brasileira pelo Sr. Adolpho
Ducke e determinadas pelo Dr. J. Huber. Boi. Mus. Goeldi 5 (1):
372-375.
SCHELIENBERG, G. 1938. Connaraceae in Engier, Pflanzenreich IV. 127 (Heft 103): 1-326,
figs. 1-48.
315
SciELO/JBRJ
11 12 13 14 15
cm ..
1 . Connarus erianthus Bentham cx Baker
317
SciELO/JBRJ
11 12 13 14
2. Connarus negrensis Hubcr
319
SciELO/JBRJ
3. Rourea amazônica Huber
321
SciELO/ JBRJ
3 11 12 13 14
4. Rourca chryzomala Glaziou cx Schcllcnberg
323
SciELO/ JBRJ,
11 12 13 14
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5. Rourea cuspida ta Bcntham cx Baker var. cuspidata
325
cm 1
SciELO/ JBRJ
cm l
SciELO/ JBRJ
) 11 12 13 14
6. Rourea duckei Huber
327
cm l
SciELO/JBRJ
7. Rourea duckei Huber
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8. Rourea glabra HBK. var. paiviflora Baker
331
SciELO/ JBRJ
cm ..
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9. Rouiea sprucei Schellenbeig var. sprucei
333
SciELO/JBRJ
11 12 13 14 15
cm
“TIPOS DE SEMENTES ENCONTRADAS NAS
SCROPHULARIACEAE”
C. L. FALCÃO ICHASO*
O presente trabalho refere-se a 17 tipos de sementes encontradas nas
Scrophulariaceae e representa um tentativa para uma futura aplicação das caracte-
rísticas destas sementes em uma “chave” que permia a determinação dos gêneros
que ocorram no Brasil.
O trabalho de THIERET (1954: 164—183) sobre as tribos e gêneros que
ocorrem na América Central, foi o primeiro que apareceu dando maior destaque às
sementes encontradas na família e que serviu de base à elaboração deste tema.
THIERET criou 5 tipos de sementes que aqui serão aceitos parcialmente:
- Tipo reticulado-Bacopa
— Tipo reticulado— Lindemia
— Tipo foveado-Torenia
— Tipo longitudinal-sulcado-Stemodia
- Tipo espiralado-sulcado-Schistophragma
Nestes tipos foram feitas as seguintes modificações pela autora deste traba-
lho:
Supressão do epíteto genérico do tipo reticulado-Bacopa uma vez que di-
versos gêneros se apresentam com sementes reticuladas. O mesmo se aplica ao tipo
longitudinal-sulcado-Stemodia. O reticulado-Lindernia foi suprimido e as semen-
tes deste gênero que se apresentavam com a testa reticulada, foram incluídas no ti-
po reticulado propriamente dito. Outras, cujo reticulado era mais espaçado servi-
ram de base à criação do tipo reticulado-foveado.
Pesquisadora da Seção de Botânica Sistemática e Bolsista do CNPq.
Rodriguésia Vol. XXX-N9 45
Rio de Janeiro 1978
335
SciELO/JBRJ
Aos tipos de Thieret foram adicionados os seguintes:
- Granulado -Stemodia
- Sulcado-ondulado-Tetraulacium
- Cristado-reticulado-Angelonia
— Cristado-alado— Maurandia
— Alado-ondulado-Linaria
- Muricado-reticulado-alado-Antirrhinum
- Corticoso-cristado— Cymbalaria
- Pseudo-laevis-Veronica
— Escavado— Verônica
- Reticulado-inflado
— Linear-Physocalyx
— Reticulado-foveado
Seguem-se as descrições de todos os tipos com ilustações dos mesmos feitas
em microscópio estereoscópio com auxílio da câmara-clara nos aumentos corres-
pondentes às escalas projetadas.
1- Tipo reticulado (= reticulado-Bacopa de Thieret)
Caracteriza-se este tipo por apresentar a testa constituída de células de
mais ou menos irregulares e regulares formando um reticulado pouco profundo.
O endosperma apresenta-se também com um reticulado formado pela pressão das
células da testa.
São os seguintes os gêneros que o apresentam:
-rdmm
Na tribo Gratioleae :
- Achetaria Cham. et Schlecht.
- Bacopa Aubl.
- Capraria Toun. ex L.
- Conobea Aubl.
- Gratiola L.
- Lindemia All.
- Mazus Lour.
- Mecardonia Ruiz et Pav.
- Otacanthus Lindl.
- Schizosepala G. M. Barroso
- Scoparia L.
- Stemodia L.
Na tribo Digitaleae: - Digitalis Bahunin ex L.
Na tribo Buchnereae: - Anisantherina Pennell
— Buchnera L.
- Esterhazya Mikan
2 — Tipo foveado— Torenia
Caracteriza-se por apresentar unicamente fóveas relativamente profundas
336
SciELO/JBRJ
Imm
com penetração das células epidérmicas e endoteliais no
endosperma. Não há aqui como no reticulado-foveado de
Lindemia ou de Verbascum uma tendência para a delinea-
ção de um largo retículo. Dentre os gêneros brasileiros es-
tudados é característico de Torenia L. que se encontra na
tribo Gratioleae.
3 - Tipo longitudinal-sulcado = Longitudinal-sulcado-Stemodia de Thieret
r imm
10
A denominação do tipo nada deixa a
ser descrito restando apenas dizer-se que ca-
racteriza também o gênero Calceolaria L. da
tribo Calceolarieae motivo por que suprimiu-
-se o epíteto genérico. Quanto ao gênero
Stemodia L. pertence à tribo Gratioleae.
4 — Tipo sulcado-espiralado— Schistophragma
Não foi encontrado nos gêneros estudados. Difere do anterior por serem os
sulcos espiralados.
5 - Tipo granulado-Stemodia
O gênero Stemodia L. é dentre todos os gêneros es-
tudados aquele que engloba maior número de tipos pois ne-
le encontram-se o reticulado, o longitudinal-sulcado e o tipo
em questão que caracteriza as espécies S. erecta (Sw.)
Minod, S. marítima L. e S. stricta Cham. et Schlecht. Todas
elas são sementes diminutas com hilo aparente, e sua super-
fície granulada poderia ser interpretada como uma contra-
posição ao tipo foveado-Torenia.
SciELO/JBRJ
cm ..
6 - Tipo sulcado-ondulado— Tetraulacium
lm m
Jo
Neste tipo, a epiderme da testa é re-
sistente, a semente é negra, sub-tetragonal,
apresentando além dos sulcos ondulações
mais ou menos homogêneas e caracteriza
imediatamente a espécie T. veronicoides
Turcz.
7 - Tipo cristado-reticulado- Angelonia
Pelo crescimento .da epiderme
da testa, não acompanhado pelo núcleo
seminífero, há a formação de cristas,
hialinas, formadas pelas paredes anticli-
nais das células epidérmicas impregnadas
de uma substância parda que lhes dá
resitência.
imrõ
.,0
É característico de Angelonia H. B. K., que foi subdividido por Schmidt
(1862: 237—246) em grupos de' acordo com a deiscência de suas cápsulas. Infeliz-
mente não se possuem coletadas todas as espécies citadas para o Brasil pois dentre
as herboiizadas, verificou-se a viabilidade de serem distinguéveis apenas pelas ca-
racterísticas das sementes.
338
SciELO/JBRJ
11 12 13 14
8 - Tipo cristado-alado-Maurandia
9 — Tipo ondulado-alado— Linaria
A semente de Linaria canadensis (L.) Dum.
que é caracterizada por este tipo assemelha-se em
seu formato, a de Antirrhinum majus L., por ser
sub-tetragonal, embora tenha um eixo longitudinal
bem menor que o desta última espécie. Os bordos
são ondulado-alados. Pertence este gênero à tribo
Antirrhineae.
Apenas encontrado no gêne-
ro Maurandia Ort. Há a for-
mação de duas alas que cir-
cundam o núcleo seminífe-
ro, de consistência mais ou
menos resistente não trans-
lúcidas. O núcleo seminífero
possui em toda a superfície
restante cristas que nada
mais são do que alas aborta-
das. Maurandia Ort. perten-
ce às Antirrhineae
10 — Tipo muricado-reticulado— Antirrhinum
É um tipo misto, que como o seguin-
te caracterizam duas espécies de
Antirrhinum L. Há a formação de pe-
quenas alas, que em conjunto, deli-
neiam um reticulado. Na malha deste
reticulado formam-se pequenas pro-
tuberâncias que constituem a superfí-
cie muricada. Este tipo, caracteriza a
espécie A. majus L.
339
SciELO/JBRJ
11 12 13 14 15
cm ..
1 1 - Tipo denso-muricado-Antirrhinum
mm
te à superfície muricada externa da semente. Caracteriza,
orontium L. pertencente à tribo Antirrhineae.
Toda a superfície an-
terior desta semente, é
coberta por pequenas
protuberâncias, relati-
vamente duras, en-
quanto a superfície
posterior é lisa. Há
uma depressão sinuosa
e assimétrica, lisa em
quase toda a superfí-
cie basal desta depres-
são, exceção feita a di-
minutos aglomerados
de natureza semelhan-
este tipo, a espécie A.
•timo
1 2 - Tipo corticoso-cristado-Cymbalaria
Semente muito caracterís-
tica pois apresenta umas cristas de
coloração alva, mas quando o ma-
terial é herborizado, tornam-se
castanho-claras. O núcleo seminí-
fero é visível em poucos e dimi-
nutos espaços assinalados no de-
senho apresentado, por tonalida-
de negra. Vistas sob a lente, essas
cristas assemelham-se à cortiça, o
que justifica a denomianção dada.
Cymbalaria Hill, também pertence
à tribo Antirrhineae.
13 - Tipo pseudo-laevis— Verônica
As sementes de Verônica L. são as que mais se afas-
tam dos- padrões encontrados nas Scrophulariaceae
pois não formam o reticulado predominante de suas
sementes. Ao contrário, dão a impressão de serem
totalmente lisas, exceção feita à Verônica pérsica
Poir. que possui sinuosidades em sua porção central
e que por se diferenciar também das demais espécies
do gênero, constituiu um tipo à parte. A inclusão do
termo pseudo, deveu-se ao fato de algumas espécies
terem a rafe visível, o que sugere um ornamento na
340
SciELO/JBRJ
11 12 13 14 15
testa. São sementes de coloração castanho-claro, crassas e relativamente pouco
numerosas por cápsula.
14 - Tipo escavado— Verónica
Tipo que caracteriza
imediatamente, a espécie V.
pérsica Poir.. Sua face ventral é
escavada e a rafe ocupa nesta
região a porção mediana, sendo
bem visível, mas perdendo-se
em expressão à medida que
atinge as extremidades. O gêne-
ro Verónica L. pertence à tribo
Veroniceae.
1 5 — Tipo reticulado-inflado
Predominante nos gêneros da
tribo Buchnereae, este tipo
difere do reticulado propria-
mente dito, por não ter o
núcleo seminífero acompa-
nhado o desenvolvimento da
testa, ficando o mesmo mais
ou menos centralizado e en-
volvido pelas células epidér-
micas o que induz a se inter-
pretar este involtório como
uma bolsa transparente e
plena de ar. Em Çerardia
communis Cham. et Schlecht
o formato da semente, ova-
lado, permite a sua imediata
determinação. Já nos gêne-
ros Melasma Berg. Alectra
Thunb. Nothochilus Radlk.
Escobedia Ruiz et Pav. e
Castilleja Mutis ex L. o nú-
cleo seminífero é perceptí-
Ve l, também por transparência mas as expansões epidérmicas são mais desenvolvi-
das no sentido longitudinal.
341
cm 1
SciELO/JBRJ
11 12 13 14 15
cm ..
Com exceção de Castilleja Mutis ex L. pertencente
às Rhinantheae os demais gêneros citados àcima per-
tencem à tribo Buchnereae.
16 — Tipo linear— Physocalyx
De início este tipo havia sido incluído no reticu-
lado-inflado, mas seu reticulado é quase imperceptí-
vel pois suas células epidérmicas sendo muito estrei-
tas dão a impressão de estrias ao mesmo tempo que
T 4 m m impedem uma perfeita visualização do núcleo semi-
nífero. Sendo sementes relativamente grandes (3—
4,5mm) denominou-se-lhes de linear— Physocalyx
uma vez que determina este gênero, também perten-
cente à tribo Buchnereae.
0
Ima
17 — Tipo reticulado-foveado
Ao criar o tipo reticulado-Lindernia, THIERET
apresentou um desenho onde a única diferença dete ti-
po para o reticulado-Bacopa estava no formato das cé-
lulas epidérmicas retangulares, que neste último tipo,
apresentavam o lado maior paralelo ao eixo longitudi-
nal da semente enquanto. que naquele, elas o possuíam
perpendicular ao mesmo. Assim, por ser uma diferença
quase imperceptível as espécies com sementes reticula-
das foram incluídas no tipo reticulado. Lindemia crus-
tácea (L.) Wettst., L. microcalyx Pennell et Stehl.,
L. diffusa (L.) Wettst. e L. barrosorum L. B. Smith.,
apresentam uma tendência para a formação de fóveas,
342
SciELO/JBRJ
11 12 13 14
com uma distância apreciável entre as mesmas mas que ainda permitem a visuali-
zação de um largo-retículo, daí ter-se cognominado a este tipo de reticulado-fovea-
do. Lindemia All. pertence às Gratioleae e Verbascum Bauhin ex L., que também
possui este tipo de semente, pertence à tribo Verbasceae.
CONCLUSÃO
Examinadas 99 espécies depositadas nos Herbários do Jardim Botânico do
Rio de Janeiro (RB), Museu Nacional (R), Rradeanum (HB) e Alberto Castellanos
(GUA), verificou-se uma variação não só no formato, nas esculturações de suas tes-
tas, como no tamanho e consequentemente, no n° de sementes por cápsula.
Observou-se que Gratioleae é a tribo que possui maior número de tipos,
incluindo o reticulado-foveado, o reticulado, o foveado, o longitudinal-sulcado, o
sulcado-ondulado-Tetraulacium e o granulado, havendo uma predominância do
tipo reticulado.
Dentre as Gratioleae, Stemodia L. é o gênero que apresenta a maior varia-
bilidade de tipos: granulado, reticulado e o longitudinal-sulcado.
Em Verbasceae encontra-se o tipo reticulado-foveado (Verbascum Bahuin
ex L.). Em Calceolarieae tem-se o longitudinal-sulcado e em Hemimerideae o cris-
tado-reticulado-Angelonia.
A tribo Antirrhineae representada no Brasil por 4 gêneros, serviu de base à
criação de 5 tipos, uma vez que as 2 espécies de Antirrhinum L. variavam suflcien-
temente, permitindo, cada uma, a criação de 1 tipo. Assim, têm-se os tipos: ondu-
lado-alado-Linaria, corticoso-cristado-Cymbalaria, cristado-alado-Maurandia, o
denso-muricado-Antirrhinum e o muricado-reticulado-alado-Antirrhinum.
Veroniceae com Verônica L., serviu de base à criação de dois tipos: o esca-
vado-Veronica e o pseudo-laevis-Veronica.
As Buchnereae têm o tipo reticulado-inflado como o predominante, o reti-
culado encontrado em Buchnera L. e em Anisantherina Pennell e o lenear-Physo-
calyx.
Conclue-se, pois que as sementes, nas Scrophulariaceae são um ótimo ca-
ráter taxonômico e que o mesmo poderá ser utilizado como auxílio à determina-
ção não só de gêneros como de algumas espécies, que neste trabalho serviram de
base à criação de alguns tipos, como Linaria canadensis (L.) Dum., Antirrhinum
majus L., Antirrhinum orontium L., Tetraulacium veronicoides Turcz. e Mauran-
dia erubescens (Don.) A. Cray.
RESUMO
As variações encontradas nas sementes examinadas, permitiram que a autora criasse
12 tipos de sementes, além dos 5 anteriormente criados por THIERET, vizando uma futura
aplicação dessas características em uma “chave” que permita a determinação dos gêneros
encontrados no Brasil.
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ABSTRACT
On the basis of shape and structuie, twelve types of seeds have been established,
besides the five ones previously named by Thieret.
The author believes that a criterion of differentiation only using the seed-characteis
for the creation of a “key” would be possible to establish.
BIBLIOGRAFIA
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CONTRIBUIÇÃO AO ESTUDO BIOSSISTEMÀTICO E ECOLÓGICO
DE LUDWIGIA LEPTOCARPA (Nutt.) HARA. (1).
W1LMA TEIXEIRA ORMOND*
Maria Célia Bezerra Pinheiro**
Alicia Rita Cortella de Castells***
Maria Célia Rodrigues Correia****
Museu Nacional - Rio de Janeiro
(com 4 figuras no Texto)
Ludwigia leptocarpa (Nutt.) Hara segundo MUNZ (1947) compreende duas
variedades e uma forma. Mais recentemente, Raven (1963) cita a referida espécie
para o velho mundo, sem entretanto consideradas variedades e formas estabeleci-
das por MUNZ (1947) por falta de elementos para esclarecer o problema da pilosi-
dade por esse assinalada.
Os caracteres utilizados por MUNZ (1947), em sua chave, para determinação
das variedades e forma foram, a pilosidade dos pedicelos, dos hipantos e caules
jonvens e o tamanho dos pedicelos.
(1) — Trabalho realizado com o apoio financeiro do Conselho de Ensino para Graduados da
Universidade Federal do Rio de Janeiro (CEPG), Conselho Nacional de Desenvolvimen-
to Científico e Tecnológico (CNPq) e recursos da própria Instituição.
Professora Titular do Departamento de Botânica do Museu Nacional— UFRJ.
** Auxiliar de Ensino do Departamento de Botânica do Museu Nacional— UFRJ.
*** Professora Colaboradora do Departamento de Botânica do Museu Nacional-UFRJ.
**** Bolsista de Aperfeiçoamento pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico
e Tecnológico (CNPq).
Rodriguésia
Rio de Janeiro
Vol. XXX - N° 45
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Encontramos ao nível do mar (nas restingas) populações glabrescehtes.
Igualmente foram encontradas populações de L. leptocarpa (Nutt.) Hara em altitu-
des de 800m a l.OOOm exibindo estas uma pilosidade bem mais acentuada.
Tentando obter elementos para delimitar os taxa ou melhor compreender
o problema da gradação .da pilosidade submetemos as duas populações a experi-
mentos de transplantes para canteiros homogêneos em locais diferentes daqueles
dos ambientes naturais, bem como a contagem do número de cromossomas das
duas populações.
Na tentativa de esclarecer a nossa problemática abordamos também as en-
tidades sob vários aspectos, onde incluímos estudos de polinização, morfologia dos
frutos e biologia geral do taxon.
MATERIAL E METODOLOGIA
O material utilizado na experimentação deste trabalho foi cultivado no
Horto Botânico do Museu Nacional, existindo de cada exemplar, em teste, uma
exsicata no Herbário do Museu Nacional.
Vinte e três (23) exemplares foram transplantados da Fazenda do Bonfim-
Petrópolis (Serra dos Órgãos) e vinte c cinco (25) da Restinga de Jacarepaguá,
ambos do Estado do Rio de Janeiro, para o Horto Botânico do Museu Nacional.
Vinte (20) plantas foram obtidas a partir da germinação de sementes resultantes
da autofecundação dos espécimes em cultivo. Os experimentos se realizaram em
canteiros experimentais e em estufa telada.
Para. o estudo da influência dos fatores abióticos sobre as morfologias
encontradas, o material transplantado do campo e representante das duas popula-
ções (de altitude e de nível do mar) foi plantado em canteiros homogêneos, lado
a lado portanto nas mesmas condições ambientais. Os espécimes transplantados
eram adultos. Os experimentos foram realizados durante 4 anos consecutivos.
Para realização dos cruzamentos artificiais entre as duas populações, pro-
cedemos a emasculação um a dois dias antes da antese. Os botões foram protegi-
dos por saquinhos plásticos providos de poros respiratórios. A polinização foi
feita por fricção direta da antera sobre o estigma. Os botões que seriam utilizados
para polinização também foram protígidos alguns dias antes, da mesma forma,
para evitar a sua contaminação. Cento e vinte (120) cruzamentos foram realizados
entre as duas populações. Alternadamente espécimes das populações da Serra dos
Órgãos e da Restinga de Jacarepaguá serviram como organismo materno, obtendo-
se indiferentemente frutos.
A extensão da autogamia e autocompatibilidade foi estimada por meio do
ensacamento de cerca de 400 botões fio ais fechados de modo a evitar a contami-
nação por pólen estranho. A existência de polinização natural cruzada foi testada
em 30 botões florais, os quais foram emasculados, antes da deiscência das anteras e
deixados expostos ao meio ambiente, isto é, sem proteção alguma e, somente após
24 horas foram então ensados e observados diariamente até a obtenção dos frutos.
Várias flores e diferentes plantas foram deixadas como controle, isto é,
sem interferência alguma de modo que ocorra simultaneamente, tanto a autogamia
como a polinização cruzada, como supomos aconteça na natureza.
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Trinta (30) frutos obtidos por autogamia e trinta (30) por polinização na-
tural foram mensurados para confirmar a diferença do tamanho dos mesmos, de-
correntes do sistema de polinização. Os frutos obtidos das flores deixadas como
controle, foram escolhidos ao acaso.
Foram mensurados trinta (30) pedicelos e aparentes pedicelos tanto dos
frutos provenientes de autogamia como dos de polinização natural.
Para a contagem de cromossomas foram coletados botões florais na Restin-
ga de Jacarepaguá e Serra dos Órgãos e fixados em álcool etílico absoluto e ácido
acético glacial (3: 1). Após 24 horas foram transferidos para álcool etílico a 70%.
O número de cromossomas foi determinado nas células mães de grãos de
pólen. As anteras foram maceradas no carmim acético, segundo a técnica habitual.
Os desenhos dos cromossomas foram feitos em camara clara Wild, empre-
gando-se ocular 10 XK, Objetiva 90 X, abertura numérica 125, prisma 1,25 X.
Exemplares utilizados na contagem do número de cromossomas estão de-
positados no Herbário do Departamento de Botânica do Museu Nacional sob os
números, Ormond n9 560 e Ormond n9 572.
Material de diversos Herbários do Brasil foi examinado, conforme relação
abaixo:
MATERIAL EXAMINADO
ACRE
R. 109.975 - Território do Acre, Rio Branco, Barro Vermelho, Col. Luiz Emygdio
de n9 1868,03/09/1960.
ALAGOAS
R. Alagoas, Município de Riacho Dôce, Pratagi, Col. J. Vidal n9 IV-977 (954);
4/1954.
AMAPÁ
MG. 28.588 - Território Amapá, Rio Araguari vicinity Camp 12, 19 1 l’N-529 8’W;
Col. J. M. Pires, Wn. Rodrigues, G. C. Irvine; 30/09/1961.
AMAZONAS
MG'5081 - Amazonas, Rio Juruna, Santa Clara; Col. Ule 5104; 10-1900. R. 91659
- Amazonas, Cachoeira do Rio Madeira; Col. H. H. Rusby n9 1797; 10/1886.
BAHIA
R. 116.750 - Brasil, Bahia, Salvador, Antonia Rangel s/n; 1960.
CEARÁ
R. 30.287 - Ceará, Município de Maranguape; Col. Prancis Drouet 2654; 31/10/
1935. R. B. 44.954 - Ceará Serra de Baturité, Col. José Eugênio (S.J.) 867;
30/11/1937.
GOIÁS
R. 10158 - Goiás, Meia Ponte; Col. Glaziou 21440,01/09/1894.
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PERNAMBUCO
R - Pernambuco, Recife, Bonji. Terrenos do IPA;Col. Ana Maria de Barra Lima; 1 1/
1967.
PIAUÍ'
RB. 5895 - Piauí, Pouso do Guariba;Col. Luctzelburg 1 361 ; 06/08/191 2.
RIO DE JANEIRO
RB. 7270 - R. J. Praia da Gávea, Col. Armando Frazão; 7.1916. R 24.185 - R. J.
Sertão Cacimbas, Rio Itabapoana; Col. A. Sampaio 9.1909. RB 60160 - R.J.
Arnanam; Col. Othon Machado 220, 11/08/1945. R. 6761 - R. J.;Col. Dr.
Souza Brito, 135; nov. 1916. R. 41.720 - R. J. Cajpos, Granja Bom Sucesso,
Col. A. Sampaio 2882; 3/1918. R. 41.719 - R. J. Campos, Granja Bom Su-
cesso, Col. A. Sampaio 2821, 2/1918. R. 41.718 - R. J. Teresópolis; Col.
A. J. de Sampaio n° 2104; 03/04/1917. R. 38.585 - R. J. Teresópolis; Faz.
Boa Fé; Col. Henrique Pimenta Velloso 322. 17/03/1943. RB. 67.730 - R.J.
Morro Redondo, Col. Schwacke 1148, 10/11/1873. RB. 51.589 - R.J.Pe-
trópolis, Caetitu, Col. O. E. Goes e Dionísio 119; 2/1943. R. 41.798 - R. J.
Serra dos órgãos; Col. Manuca Palma; 07/03/1 883. R. 41.733 - R. J. Cam-
pos. Fazenda da Cacomanga; Col. A. Jozia Sampaio 8859/; 9/1939. PEL
4449 - R. J. Est. para Jacarepaguá, Col. E. Pereira 4408, Sucre e Duarte
15/10/1958. R. 54.241 R. J. - Recreio dos Bandeirantes, Jacarepaguá, Col.
Palacios Balengo Cuezzo 4438; 09/01/1949. RB. 67.731 - R. J. Jardim Bo-
tânico. Col. Dionísio, 29/05/1937. Ormond, n9 183, 190, 209, Quinta da
Boa Vista, 1967; Ormond n° 211, 216, 299 Jacarepaguá. Recreio dos Ban-
deirantes, 1968: Ormond n9 476, 515, Recreio dos Bandeirantes 1973.
Ormond n9 546, 579 Petrópolis, S. dos Órgãos 1973, Ormond n9 509, Pati
de Alferes 1973. Ormond n°. 536, 537, 538, 539, 540, 544, Jacarepaguá.
1974; Ormond n9 531, 532, 533, 541. Serra dos Órgãos, Teresópolis, 1974;
Ormond n9 529, 530, 534, Teresópolis, Serra dos Órgãos, 1975.
RIO GRANDE DO SUL
ICN. R. G. S„ Porto Alegre, Aterro Praia de Belas. Col. A. G. Ferreira 469; 15/04/
1968.
RORAIMA
MG 30.612 - Roraima, Boa Vista, Col. M. Silva 14, 20/02/ 1964.
SANTA CATARINA
RB. 51.274 - Sta. Catarina, Arar, Sombrio, Col. A. R. Reitz 520 15/04/1944.
SÃO PAULO
R. 41.724 - S. P. Horto Florestal de R. Claro; Col. A. Sampaio 4002; 9/1925. IAC
7171 - S. P. Pindamonhangaba, Col. S. G.; 23/08/1943. IAC 9351 - S. P.
Pindamonhangaba, Campo Exper., Col. D. Dedecca, 02/06/1948 SPF 647 -
S. P. Butantã, Col. A. B. Joly; 20/12/1948.
MARANHÃO
RB. 102.605 — Maranhão, Col. Ozimo de Carvalho 9; 1958.
MATO GROSSO
R. 30.628 - Mato Grosso, Cuiabá, Col. Gust. O. A.: Malme; 06/07/1903. R. 28.005
- Mato Grosso, Cuiabá, Col. O. A. Malme, 03/05/1894. R. 27.368 - Mato
Grosso, Cuiabá, Col. F. C. Hoehne; 2/1911. R. 27.367 - Mato Grosso, Cuia-
bá, Col. F. C. Hoehne; 2/1911. R. 107.113 - Mato Grosso, Pantanal do Rio
Negro, Fazenda Barra Mansa Col. Castcllanos 8i Strang 22.457. 10/09/1959.
R. 41.774 - Mato Grosso, Tucano no Rio Paraguay acima de Corumbá, Col.
F. C. Hoehne: 12/1913.
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MINAS GERAIS
VIC 1671 - Brasil, Minas Gerais, Viçosa, ESAV, Col. Kuhlmann 12/12/1934. V1C
2486 - Brasil, Minas Gerais, Viçosa, Col. Kuhlmann, 1935. HB 25.066 -
Brasil, Minas Gerais, Três Marias no Rio São Francisco Col. G. F. J. Pabst
7095, 12/10/1962. R. 116.700 - Brasil, Minas Gerais, Passa Quatro, Sena da
Mantiqueira Col. J, Vidal s/n9 ; I V/l 949.
PARÁ
R. 19031 - Pará, Óbidos, Col. Sampaio n9 4.922.1 1/09/1928 MG 11.043 - Pará,
Óbidos, Col. A. Ducke; 22/09/1910. MG 3.259 - Pará, Marajó, Col. Ch. de
Miranda, 1/1903. MG 9.986 - Pará, Monte Alegre, Col. A. Ducke, 16/12/.
1908 MG 10.896 - Pará, Rio Cuminá, Lago Salgado, Col. A. Ducke. 29/08/
1910.
PARAÍBA
RB 52.417 — Paraíba, Areia, Esc. de Agron. do Nordeste, Col. J. de Moraes Vascon-
celos 354; 30/10/1944. R. Paraíba. Areia Propriedade da Sta. Vitória Cruz,
Col. Vania Perazzo Barbosa, n9 26; 7/1972. R. Paraíba, Areia, Propriedade
da Sta. Vitória Cruz, Col. Vania Perazzo Barbosa, 7/1972.
PARANÁ
HB 4.448 - Brasil, Paraná, Mun. Cerro Azul, Cerro Azul, Col. G. Hatschbach. 04/
02/1961. HB 17.286 - Brasil, Paraná, Cerro Azul, Col. Hatschbach 7720;
04/02/1961.
DISCUSSÃO E CONCLUSÕES
EXPERIMENTOS DE TRANSPLANTES - Diversos exemplares transplan-
tados da altitude de 1000 metros (Serra dos Órgãos) para a área experimental do
Museu Nacional (Horto Botânico) e que situa-se ao nível do mar, permaneceram
com o mesmo lenótipo, isto é, a pilosidade dos caules jovens, pedicelos e hipantos
manteve-se acentuada, igualmente como ocorre no ambiente natural. Os espécimes
foram mantidos em experimentação, por um período de 4 anos. Além dos testes
feitos nos exemplares diretamente transplantados da Serra dos órgãos e da Restin-
ga de Jacarepaguá, outros foram feitos em exemplares provenientes de sementes
por nós obtidas por autofecundação dos exemplares transplantados mantendo os
mesmos as suas características. O transplante das duas populações para canteiros
experimentais homogêneos, lado a lado, e distinto dos ambientes em que se encon-
travam, não produziu modificação nos fenótipos das mesmas. Por outro lado, a
análise de material de herbário proveniente das diferentes regiões do Brasil, desde
o extremo norte até o sul, revelou a existência de exemplares com uma grande va-
riação quanto ao grau de pilosidade em áreas geograficamente próximas e sem di-
ferenças altitudenais.
Como os experimentos de transplante não nos permitiram chegar a uma
conclusão, realizamos cruzamentos entre as duas populações os quais redundaram
em produção de frutos com sementes viáveis. O estudo das progénies obtidas em
Fl, entretanto, não nos permitiu esclarecer sobre o problema do caráter pilosidade.
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Em Fl. os indivíduos nunca exibiram o mesmo fenótipo, dos pais quanto à pilosi-
dade, isto é, nunca eram tio pilosos ou glabrescentes quanto eles. O que se obser-
vou é que a progénie apresentava um grande número de indivíduos, distintos entre
si quanto ao grau de pilosidade, tendendo, entretanto, mais para pubescentes. Em
virtude da não obtenção de dados mais precisos para solucionar esse problema,
procedemos a contagem do número de cromossomas das duas populações, análise
morfológica do fruto e estudo do sistema de polinização.
NÚMERO DE CROMOSSOMAS — Segundo correspondência a nós enviada
por RAVEN em 25/06/1965, L. leptocarpa possui n=16. Este mesmo número foi
por nós encontrado nas duas populações em estudo (Fig. n9 1).
POLINIZAÇÃO E MORFOLOGIA DO FRUTO - As flores de Ludwigia
leptocarpa (Nutt.) Hara são hermafroditas. A antese das mesmas ocorre de manhã
por volta de 7 às 8 horas. A deiscência das anteras é extrorsa conforme assinala
também RAVEN (1963) e o que nos induziu inicialmente a pensar que se tratava
de planta cruzada. Para melhor compreender o seu sistema de reprodução diversos
exemplares foram mantidos em cultivo, tanto em canteiros totalmente expostos,
como em estufa telada, onde naturalmente, neste caso, ficavam protegidos dos
agentes polinizadores. Periodicamente, eram feitas observações o que nos permitiu
verificar que os exemplares em cultivo nos canteiros eram visitados por insetos.
Notamos que tanto os exemplares dos canteiros como os da estufa, produziram
frutos com sementes viáveis. Essa observação nos surpreendeu, um vez que, estan-
do na estufa, a obtenção de frutos só podia dar-se através de autogamia, contrari-
ando o que RAVEN (1963) assinala: “As anteras são extrorsas e assim não liberam
o pólen diretamente sobre o seu estigma”.
Uma análise mais acurada evidenciou uma diferença morfológica significa-
tiva entre os frutos obtidos dos exemplares expostos e daqueles da estufa. Essa
diferença está relacionada com o tamanho do fruto e do pedicelo, exibindo os
frutos da estufa um tamanho bem menor e um aparente pedicelo longo enquanto
que aqueles provenientes dos canteiros eram bem maiores e com pedicelos peque-
nos. Os frutos da estufa se apresentam menos desenvolvidos do que os dos cantei-
ros. MUNZ (1947), estabelece como um dos caracteres diferenciadores das varie-
dades de L. leptocarpa (Nutt.) Hara, o tamanho dos pedicelos indo eles de 1 a 15
mm de comprimento. Assinala ainda que na parte superior do pedicelo encontram-
se bractéolas concrescidas com as estipulas.
Neste trabalho não consideramos o limite de pedicelo a região onde encon-
tram-se inseridas as bractéolas concrescidas com as estipulas (MUNZ, 1947). O
exame mais minucioso, quando procedemos a mensuração dos pedicelos, mostra-
ram uma certa variabilidade quanto à localização das bractéolas o que nos obriga
à aplicação de outras técnicas para melhor delimitação deste caráter e que por
esta razão o taxon está sendo motivo de outros trabalhos. Os resultados das men-
surações mostraram que os pedicelos dos exemplares, em cultivo, alcançaram no
máximo 8mm de comprimento e os aparentes pedicelos um máximo de 23mm.
Este fato induziu a um estudo intensivo, observações e aplicação de diversos tes-
tes para melhor conhecimento do sistema de reprodução e compreensão do desen-
volvimento das morfologias diferente dos frutos. Pelos testes aplicados concluímos
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que o taxon era autogâmico e autocompatível, restando-nos assim verificar se
também ocorria polinização cruzada. Os experimentos realizados mostraram ser o
taxon também de polinização cruzada (Fig. 2c).
Os resultados obtidos de ambos os testes confirmaram e comprovaram que
L. leptocarpa (Nutt.) Hara é autogâmica e autocompatível bem como cruzada. Os
frutos obtidos dos botões que foram ensacados dentro e fora da estufa, diferiam
daqueles dos canteiros que não foram ensacados, nSb só o comprimento do fruto,
que naqueles é bem menor, como também no do pedicelo, que por sua vez, se
apresenta bem maior (Fig. 2a-d).
Paralelamente submetemos o taxon a outro experimento que consistiu em
emascular as flores e deixá-las expostas sem proteção do saquinho e portanto sujei-
tas a visitação, ao acaso, por insetos e consequentemente polinização cruzada-na-
tural (Fig. 2b). Simultaneamente selecionamos botões para servirem de controle,
isto é, para verificar o tamanho dos frutos obtidos naturalmente (Fig. 2d). Pelo
exame dos frutos coletados, ao acaso, verificamos que predomina a fertilização
cruzada. KAUL (1972) encontrou o inverso para Argemone mexicana Linn.
Os frutos obtidos por autogamia apresentam, em média, 170 sementes. Os
oriundos por fecundação cruzada, quer artificialmente, quer deixados emasculados
e expostos, apresentam uma média de 390 sementes como ocorre naqueles selecio-
nados para controle.
Não obstante, encontramos, ao acaso, na natureza frutos com pedicelos
considerados longos e iguais aos obtidos por autogamia. Supomos nestes casos tra-
tar-se de flores não visitadas pelos insetos ou ainda a ausência de polinizador no
dia de sua antese ou a outros fatores.
Com estes dados podemos entender as diferenças no desenvolvimento dos
frutos, isto é, frutos com pedicelos curtos e frutos com aparente pedicelos longos
(Fig. 3 a-b). Nas flores em que ocorre somente a autogamia só os óvulos da parte
superior do ovário são fecundados, formando portanto, sementes, ficando a parte
basal do fruto atrofiada por falta de fecundação dos óvulos (Fig. 3a). Naqueles em
que ocorre simultaneamente a autofertilização e cruzamento, todos os óvulos são
fecundados ficando o fruto em todo seu comprimento desenvolvido (Fig. 3b).
A base atrofiada dos frutos nos induziu inicialmente a pensar tratar-se de um pe-
dicelo longo, conforme é admitido por MLTNZ (1947).
Desta forma se desconhecessemos que o suposto pedicelo, longo, nada
Htais era do que o próprio pedicelo mais a parte basal do fruto, cujos óvulos não
foram fecundados, continuaríamos a considerar que as dimensões do pedicelo va-
riavam de 3mm a 20mm de comprimento.
Quanto à comprovação das diferenças apresentadas pelos diversos, frutos,
em função do modo de sua obtenção, isto é, autogamia ou polinização cruzada
foram feitos polígonos de freqüência para cada amostra obtida (Fig. 4). Os dados
estatísticos estão apresentados na tabela 1.
A análise dos resultados obtidos nos levou a concluir que 60% dos frutos,
r esultantes de polinização natural, apresentavam-se totalmente desenvolvidos e
com todas as suas sementes formadas, enquanto que o dos frutos, resultantes de
a utogamia, 10% apenas atingiu o seu desenvolvimento total.
Os dados estatísticos confirmaram o que nós observamos, estando assim
de acordo com o que a bibliografia assinala. SOLBRIG (1970) referindo-se aos
351
SciELO/JBRJ
cm
estudos clássicos de Darwin comenta que o mesmo demonstrou que em muitas
espécies, geralmente cruzadas, quando passam a ser autofertilizadas, apresentam
uma redução do número de sementes, chegando até mesmo em alguns casos, a
não formá-las. Observa ainda que as plântulas provenientes de sementes obtidas
por autopolinização não crescem tanto quanto as obtidas por cruzamento, pos-
suindo também menos vigor. STEBBINS (1950) comenta que algumas espécies
necessitam ser cruzadas, e se autofertilizadas não produzem progénies, ou quando
o fazem, estas são fracas e se degeneram, enquanto outras espécies afins são regu-
larmente autofertilizadas e parecem não ser afetadas pela contínua autofecunda-
ção. STEBBINS (1957) assinala que a problemática que envolve cruzamento e
autofertilização de plantas, necessita ainda de muitos estudos para determinar as
vantagens e desvantagens de um ou de outro sistema de reprodução sexuada.
SOLBRIG (1977) observa que a autogamia leva a um aumento de autofertilização
e que normalmente na maioria das plantas que se cruzam, a autofertilização é tida
como caráter de diminuição do vigor das sementes e da diminuição de sua produ-
ção. Segundo PROCTOR (1975) muitas espécies podem apresentar uma parcial
auto-incompatibilidade, isto é, o seu próprio pólen cresce mais vagarosamente no
seu estilete do que aqueles que provén de outra planta. Ormond (1973) verificou
caso semelhante quando cruzou Ludwigia octovalvis subsp. sessiliflora (Mich.
Raven O X Ludwigia octovalvis (Jacq) Raven subsp. octovalvis Cf obtendo uma
progénie com parcial incompatibilidade, isto é, não era autogâmica como os pais,
mas quando polinizada artificialmente, com pólen de outra flor da mesma plan-
ta, produzia frutos com sementes.
As razões que causam a obtenção dessas diferentes progénies ainda não
estão bem esclarecidas. Torna-se, entretanto, necessário prosseguir esses estudos
a fim de aplicar os mesmos às plantas econômicas para obtenção de uma maior
produtividade através do estudo do sistema reprodutivo.
MUNZ (1947) como já assinalamos, usa o caráter de comprimento de pe-
dicelo, além do de pilosidade, para estabelecer as variedades de L. leptocarpa
(Nutt.) Hara o que não é significante nas 2 populações por nós estudadas.
A completa fertilização dos óvulos de L leptocarpa (Nutt.) Hara quando
cruzada e a não fertilização dos óvulos situados na parte basal do ovário quando
é somente autogâmica, está sendo motivo de outro trabalho para esclarecermos
o porque da não fertilização de todos os óvulos do referido taxon quando não há
cruzamento, bem com na pilosidade.
AGRADECIMENTOS
Os autores expressam seus melhores agradecimentos às diversas Instituições pelo
empréstimo do material de herbário conforme relação do material examinado. Ao Professor
ROGER P. ARLÉ do Departamento de Entomologia do Museu Nacional pela feitura das
fotografias.
352
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10 11 12 13
cm
RESUMO
Neste trabalho os autores apresentam algumas considerações sobre os caracteres deli-
mitadores das variedades e forma de Ludwigia leptocarpa (Nutt.) Hara. Esta espécie ocorre no
Brasil desde o Norte até o Sul em habitats diversos. As polulações por nós selecionadas para
aplicação dos testes experimentais, foram da Restinga de Jacarepaguá (nível do mar) e Serra
dos Órgãos (cerca de lOOOm de altitude).
As duas populações foram transplantadas para os canteiros experimentais do Horto
Botânico do Museu Nacional sob as mesmas condições ambientais. Osfenótipos se mantiveram
conforme as características apresentadas quando nos seus ambientes naturais.
O número de cromossomas das duas populações é n=16.
Quanto à polinização verificamos que L. leptocarpa (Nutt.) Hara é autogâmica, auto-
compatível e cruzada. Os frutos obtidos por autogamia possuem hipanto com menor tama-
nho. Os obtidos por cruzamento são mais desenvolvidos.
O pedicelo varia de 3 a 8mm de comprimento. Maior ou menor desenvolvimento do
fruto deve-se à falta de fertilização dos óvulos situados na parte inferior do ovário que lhes dá
um aspecto de pedicelo.
Para comprovar as diferenças do desenvolvimento dos frutos recorremos a estatística.
ABSTRACT
The characteristics of the varieties of Ludwigia leptocarpa (Nutt.) Hara are discussed
by the authors. Thís species occurs from the North to the South of Brazil, in totally different
habitat. Populations from the Restinga de Jacarepaguá (sea levei) and from Serra dos Órgãos
(about lOOOm altitude) were selected in order to apply the experimental tests.
Both populations were transplanted to the experimental gardens at the Museu Nacio-
nal (RJ) and mantained under the same experimental environment.
The two phenotypes retained their original characteristics. The number of chromoso-
mes is n=16 for both populations.
Ludwigia leptocarpa (Nutt.) Hara is autogamic, autocompatible and crossed. Fruits
obtained through autogamic present a smaller capsule than those obtained by Crossing. Pedicel
range from 3 to 8mm in lenght.
, The no fertilization of the ovules situated in the lower regions of the ovary leadsdo a
lower development of the fruits, and gives to them the aspect of a pedicel.
Statistical methods were applied to compare the differences in development of the
fruits.
BIBLIOGRAFIA
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354
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11 12 13 14
Fig. 1 - Ludwigia leptocarpa (Nutt.) Hara.
Metafase onde se registra o número n = 16.
cm ..
Fig. 2 — Ludwigia leptocaipa (Nutt.) Hara.
Frutos resultantes de cada tipo de polinização
a) Autogamia b) polinização natural
c) Cruzamento artificial d) polinização natural-controle.
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2
2.rmron
f ig. 3
Ludwigia leptocarpa (Nutt.) Haia.
a) Desenvolvimento do fruto obtido com proteção de saquinho onde os óvulos da
parte basal não foram fecundados.
b) Polinização natural - mostrando a completa fecundação dos óvulos.
359
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FREQUÊNCIA
cm
AUTOGAMIA
POL. NATURAL
Fig. 4 _ Gráfico mostrando as diferenças de frutos resultantes de autogamla e de polinização
natural.
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cm ..
TABELA I
Comprimento do fruto
AUTOGAMIA
POLINIZAÇÃO
NATURAL
X
2.81 cm
3,98 cm
s
0.45
0,55
s x
0.08
0,10
cv %
16 %
13,9%
N
30
30
t
t = 1 1,7
teste
muito significativo p =
0,005
363
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) 11 12 13 14
CONTRIBUIÇÃO AO ESTUDO DAS PTERIDÓFITAS - I
CHAVE PARA DETERMINAÇÃO DAS FAMÍLIAS
ODETTE PEREIRA TRAVASSOS
Jardim Botânico
O presente trabalho é o início de uma série de contribuições para o conheci-
mento geral das Pteridofitas.
A primeira contribuição é uma chave para determinar material estéril das
vinte e três famílias que ocorrem no Brasil, de acordo cóm o sistema de ENGLER
(1954). Foi baseada nos seguintes caracteres: habitat, caule e folha estéril (trofó-
fila) e no revestimento.
Para usá-la é necessário os seguintes dados: habitat, tipo e revestimento do
caule, pecíolo e limbo da folha. Pois ocorre que há famílias que sáo reconhecidas
por pequenos detalhes na base do pecíolo, e outras, como no caso de Cyatheaceae
e Dicksoniaceae são separadas apenas pelo revestimento.
A idéia de fazer esta chave, foi porque sendo estudiosa no assunto, reco-
nheço com facilidade as diferentes famílias, sem necessidade de recorrer ao es-
porófito. Aprofundei-me no estudo morfológico da raiz, caule e folha das mesmas
e por meio de comparação, foi possível elaborá-la.
Resolvi usar o termo folha em vez de fronde no grupo das Filicineas (fetos
verdadeiros) para facilitar aqueles que irão manusea-la.
Espero que a mesma auxilie aos que necessitam apenas da determinação
da família para seus estudos.
1 - Plantas aquáticas ou paludosas
- Plantas epífitas ou terrestres .
2 - Plantas aquáticas natantes . .
- Plantas aquáticas ou paludosas
Rodriguésia Vol. XXX — N9 45
Rio de Janeiro 1978
365
3
5
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3 - Plantas com folhas simples, recortadas, membra-
naceas, com mais de 2cm de comprimento, com
uma folha por nó. (Fig. 1) PARKER1ACEAE
- Plantas com folhas simples, até 2cm de compri-
mento 4
4 - Com três folhas por nó, duas folhas normais,
natantes e uma submersa, com limbo reduzido
aos cordões vasculares (Fig. 2) SALVINEACEAE
- Com duas folhas, por nó, muito pequenas, uma
natante e outra submersa AZOLLACEAE
5 - Plantas aquáticas nfo natantes 6
- Plantas paludosas 11
6 - Plantas pequenas, bulbosas, folhas assoveladas,
liguladas, dispostas em roseta (Fig. 3) ISOETACEAE
- Plantas com rizoma ou caule ereto 7
7 - Plantas com rizoma 8
- Plantas com caule ereto, folhas grandes, com
mais de um metro de comprimento, pinadas e
com pinas inteiras POLYPODIACEAE
(Gen. Acrostichum)
8 - Plantas com folhas de limbo muito reduzido, fili-
forme, assemelhando-se a capim (Fig. 4) P1LULARIACEAE
- Plantas com folhas normais, simples ou compos-
tas 9
9 - Folha simples, recortada, membranácea (Fig. 1) . PARKERIACEAE
- Folha composta 10
10 - Folhas compostas de quatro folíolos, dispostos
em cruz (Fig. 5) MARS1L1ACEAE
- Folhas compostas de dois folíolos e com latex ^ en - Marsilia)
(Fig. 6) MARSILIACEAE
(Gen. Regnellidium)
1 1 - Plantas pequenas, bulbosas, com folhas assovela-
das, liguladas, dispostas em roseta (Fig. 3) .... ISOETACEAE
- Plantas com rizoma, e ramos eretos ou caules
eretos • 12
12 — Caule ereto, com folhas grandes, eretas, pinadas
e com pinas inteiras POLYPODIACEAE
(gen. Acrostichum)
- Plantas com rizoma ou rizoma e ramos eretos .. 13
13 - Plantas rizomáticas, com ramos aéreos, erectos,
folhas verticiladas, muito pequenas, de base co-
nata e formando uma bainha em volta do nó ... EQUISETACEAE
366
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- Plantas rizomáticas, com uma única folha por
nó 14
14 - Folha com limbo muito reduzido, filiforme, asse-
melhando-se a capim (Fig. 4) PILULARIACEAE
- Folha com limbo normal e compostas 15
15 - Folha com quatro folíolos, dispostos em cruz
(Fig. 5) MARSIL1ACEAE
(Gen. Marsilia)
- Folha com dois folíolos e com latex MARS1LIACEAE
(Gen. Regnellidium)
16 - Plantas epifitas 11
- Plantas tenestres 21
17 _ Plantas com rizoma e caules aéreos, clorofilados,
folhas reduzidas a escamas PSILOTACEAE
- Plantas com folhas distintas 18
18 - Folhas micrófilas (sem rastro foliar), pequenas,
lanceoladas (Fig. 7), até 2cm de comprimento,
com uma única nervura e sem ramificação, dis-
postas helicoidalmente e revestindo densamente
o caule LYCOPODIACEAE
- Folhas macrófilas (com rastro foliar) (Fig. 6), '
de formas e tamanhos variados, com mais de uma
nervura 19
19 - Folha de prefoliação circinada, com várias nervu-
ras e com nervura principal 20
- Folha sem prefoliação circinada, diferenciada em
pecíolo e limbo, com nervura reticulada e sem
nervura principal (Fig. 10) e sempre com uma
parte diferenciada em esporófito OPHIOGLOSSACEAE
20 - Folha com limbo foliar muito delicado, transpa-
rente e com uma única camada de célula de espes-
sura e sem estômatos, de lugares úmidos HYMENOPHYLLACEAE
- Folha com limbo normal, com mais de uma célu-
la de espessura, de formas e tamanhos variados,
simples, inteiras ou recortadas ou compostas . . . POLYPODIACEAE
21 - Plantas bulbosas, com folhas assoveladas, ligula-
das, dispostas em roseta (Fig. 3) 1SOETACEAE
- Plantas com rizoma, de caule globoso, ereto ou
arborescente 22
22 - Plantas com rizoma 23
- Plantas com caule globoso, ereto ou arborescen-
te 38
23 — Plantas com rizoma e com ramos aéreos 24
- Plantas simplesmente com rizoma 27
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24 -
25 -
26 -
27 -
28 -
29 -
30 -
31 -
368
2
Plantas com escamas ou folhas pequenas, escami-
formes . . . ;
Plantas com folhas pequenas, com uma única
nervura e sem ramificação
Ramos aéreos achatados, clorofiládos, com es-
camas pequenas
Ramos aéreos, sulcados, folhas pequenas, verti-
ciladas, com basé conata e formando uma bainha
em redor do nó
Folhas micrófilas (sem rastro foliar), geralmente
homorfas, de disposição espiralada ou em quatro
fileiras, cobrindo densamente o caule, com uma
única nervura lanceoladas (Fig. 7). Ramos eretos
ou prostrados
Folhas micrófilas (sem rastro foliar), em geral
dimorfas, triangulares (Fig. 8), inseridas aos pares
as maiores do lado ventral e as menores, no lado
dorsal, alternando-se; com lígula na base supe-
rior do limbo
Plantas de folhas micrófilas (sem rastro foliar),
pequenas, com uma só nervura
Plantas de folhas macrófilas (com rastro foliar)
(Fig. 9), de formas e tamanhos variados, com
várias nervuras
Folhas lanceoladas (Fig. 7), cobrindo densamen-
te o caule, espiraladas ou em quatro fileiras, geral-
mente homorfas
Folhas aos pares, triangulares (Fig. 8), sendo as
do lado ventral, maiores e as do lado dorsal, me-
nores. Com lígula na base superior
Plantas com rizoma curto, uma folha por nó,
diferenciada em pecíolo e limbo, este sempre
com uma parte diferenciada cm esporófito. Ner-
vação reticulada e sem nervura principal
(Fig. 10)
Sem estes característicos
Rizoma dorsiventral, folhas grandes, de prefolia-
ção circinada, com escamas na base do pecíolo,
junto ao rizoma e com intumescência próximo
das pinas (Fig. 11), nervação aberta e dicotômi-
ca
Sem estes característicos
Caule subterrâneo, devido a grande massa de raí-
zes fibrosas e coberto pelas bases das folhas mor-
tas; folhas grandes, pinadas ou bipinadas, pecíolo
com duas raízes adventícias na base e com duas
alas semelhantes e estipulas. Podendo apresentar-
se totalmente vegetativa ou com a parte superior
25
26
PSILOTACEAE
EQUISETACEAE
LYCOPODIACEAE
SELAGINELLACEAE
28
29
LYCOPODIACEAE
SELAGINELLACEAE
OPHIOGLOSSACEAE
30
DANAEACEAE
31
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ou mediana modificada em esporófito OSMUNDACEAE
- Sem estes característicos 32
32 - Folha ereta, pecíolo e limbo difícil de ser dis-
tinguidos, lâmina dividida repetidamente forqui-
lhada e podendo ter as partes forquilhadas liga-
das por uma membrana e .a parte final dos seg-
mentos transformados em porção esporófita
(Fig. 12) SCHIZAEACEAE
(Gen. Schizaea)
- Sem estes característicos 33
33 - Rizoma piloso. Folhas de prefoliação circinada
e o raquis indefinidamente longo, com crescimen-
to apical indefinido e com ramos gémeos, cada um
com um par de pinas e gomo vegetativo aborda-
dos; as pinas podem ser palmadas ou compostas
pinadas; veias geralmente livres. As folhas escan-
dentes assemelham-se a um caule escandente . . . SCHIZAEACEAE
(Gen. Lygodium)
- Sem estes característicos 34
34 - Rizoma piloso, geralmente curto com frondes
pinatifidas ou geralmente compostas pinadas, ten-
do parte de segmentos distintamente separados
em folha vegetativa e outros, em folhas ferteis
(esporófitos) (Fig. 14), Raramente completamen-
te dimorfa, Pecíolo longo SCHIZAEACEAE
(Gen. Anemia)
- Sem estes caracteres 35
35 - Rizoma com ramificação dicotômica. Folhas
grandes, escandentes, com forma peculiar, de di-
visão pseudo dicotômica, em forma de forquilha,
dividindo-se, uma ou mais vezes, poderão formar
folhas longas (Fig. 15) GLEICHENIACEAE
- Sem estes caracteres 36
36 - Rizoma delgado, folhas transparentes, com uma
só camada de células, exeto na região das veias,
sem estômatos. Limbo comumente lobado, pina-
do, dividido dicotomicamente ou simples HYMENOPHYLLACEAE
- Sem estes característicos 37
37 - Rizoma escandente, folha grande pinada, pina
longo peciolada e com a extremidade serrada ou
toda ondulada ou lobada, pubescente ou glabra,
subcoriácea, veias livres, rigorosamente paralelús . PROTOCYATHEACEAE
~ Rizoma de diferentes tipos, folhas de formas e
tamanhos variados, simples, inteiras, pinatifidas,
pinatisectas ou compostas. Veias livres ou anasto-
mosadas. Porém nunca, de divisão dicotômica.
Apresentando dimorfismo foliar ou não, porém
nunca com parte do limbo ou de um segmento
modificado POLYPODIACEAE
369
cm 1
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38 - Caule globoso. Folha grande, bi ou tripinada.
Pecíolo com par de estipulas na base. Nervuras
livres
MARATTIACEAE
— Caule ereto ou arborescente
39
39 - Caule arborescente ou subarborescente
40
- Caule ereto
42
40 - Caule arborescente, com folhas grandes, bi ou
tripinadas
41
- Caule subarborescente, escamoso, com várias pá-
leas escuras, geralmente lineares, folhas pinas, gla-
bras, coriáceas, veias livres
POLYPODIACEAE
(Gen. Blechnum)
41 - Ápice do caule protegido por páleas, caule com
raizes adventícias na base, formando uma massa,
com cicatrizes foliares e coberto de escamas. Fo-
lhas coriáceas
CYATHEACEAE
- Caule coberto de cerdas (pelos). Folhas com pi-
nas e pinúlas pediceladas, asperas. Pecíolo com
escamas perto da base e espinhoso; raquis marrom
claro e glabro
D1CKSONIACEAE
42 - Caule curto, ereto, lenhoso, com folhas dispostas
em coroa. Folhas eretas, grandes; com duas raizes
adventícias na base do pecíolo e duas alas em for-
ma de estipula. Podendo apresentar dimorfismo
total ou parcial, no ápice ou no meio da folha . .
OSMUNDACEAE
— Sem estes caracteres
43
43 - Caule ereto, escamoso, folhas bi ou tripinadas
finamente dissecadas, com três camadas de célu-
las de espessura e sem estômatos e espaços inter-
celulares
HYMENOPHYLLOPSIDACEAE
- Sem estes característicos
44
44 - Caule ereto, curto. F'olha com pecíolo cheio, de
base triangular e com dupla fileira de protube-
rância (Fig. 13). Lâmina pinada ou pinatifída.
Veias livres ou furcadas
PLAGIOGYRACEAE
- Plantas de pequenas até de tamanho moderado.
Caule ereto com páleas, pelos ou. escamas. Folhas
com pecíolo curto ou longo. Lâminas simples ou
compostas, inteiras ou recortadas. Veias livres ou
anastomosadas \
POLYPODIACEAE
SUMARY
The present paper is a Key to Identification of the Pteridophyta Families that occur
in Brazil, according to Engler System (1959).
It was based in the following characteres: habit, steapi, and leaves; the esporophyte
(fertile Ieaf) has not been used in the Key.
370
cm 1
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3 11 12 13 14
cm
AGRADECIMENTOS
Deixo aqui, os meus agradecimentos a todos aquêles que me ajudaram e estimujaram
e principalmente ao Dr. CARLOS TOLEDO RIZZINI que muito me animou na elaboração
desta chave.
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371
SciELO/JBRJ
11 12 13 14 15
EXPLICAÇÃO DAS FIGURAS
Fig.
1 -
Fig.
2 -
Fig.
3 -
Fig.
4 -
Fig.
5 -
Fig.
6 -
Fig.
7 -
Fig.
8 -
Fig.
9 -
Fig.
10 -
Fig.
11 -
Fig-
12 -
Fig.
13 -
Fig.
14 -
Fig.
15 -
Folha esteril de Parkeriaceae (Cerapteris pteroides (Hook.) Hieron). Seg. Smith,
1955. •
Folhas de Salviniaceae (Salvinia sp.), mostrando as duas folhas natantes e a
folha submersa modificada.
Aspecto de lsoetaceae (Isoetes histrix Bory), seg. Vaconcellos, 1968.
Aspecto de Pilularíaceae (Pilularia globulifera L.), sseg. Bower 1923.
Folha de Marsiliaceae (Marsilia sp.), Bower, 1926.
Folha de Marsiliaceae (Regnellidium sp.), seg. Bower, 1926.
Esquema de folha de Lycopodiaceae.
Esquema das folhas de Selaginellaceae.
Esquema do sistema vascular do nó de um rizoma, mostrando o rastro foliar
(RF), sonoletelo (SS) e a folha (F), seg. Bower, 1923.
Folha de Ophioglossaceae (Ophioglossum vulgatum L.), mostrando a nervação,
seg. Bower. 1923.
Esquema da intumescência da base do pecíolo da folha de Danaeaceae, seg.
Engler und Prantl, 1902.
Esquema da folha de Schizaeaceae (Schizaea elegans Vahl.) Sw.), (A-parte fér-
til), seg. Smith, 1955.
Base da folha de Plagiogiraceae, mostrando as protuberâncias (P), seg. Bower,
1928.
Folha de Schizaeaceae - Anemia sp., mostrando os segmentos distintos: parte
esteril (FT) e parte trofofila (FF),
Folha de Gleicheniaceae. Seg. Smith, 1955.
372
SciELO/JBRJ
11 12 13 14 15
373
11 12 13 14
375
cm
LEVANTAMENTO DOS TIPOS DO HERBÁRIO DO JARDIM BOTÂNICO
DO RIO DE JANEIRO
COMBRETACEAE R. Br.
hortencia pousada b autista*
CORDÉLIA LUIZA BENEVIDES DE ABREU"
SINOPSE
Este trabalho tem por objetivo a classificação e a divulgação dos tipos do
Herbário do Jardim Botânico do Rio de Janeiro (RB), sendo ilustrado com foto-
grafias das espécies.
INTRODUÇÃO
Em continuação ao levantamento dos tipos existentes no Herbário do Jar
dim Botânico do Rio de Janeiro, apresentamos os tipos da família Combretaceae
R- Br., gêneros Buchenavia Eichl., Ramatuela Kunth, Terminalia L. e Thiloa Eichl.,
obedecendo o critério dos trabalhos anteriores, qual seja:
a) Citação da espécie, do autor e da obra original,
b) Transcrição do material examinado (Tipo), tal como citado na
obra original; ., ,
c) Citação da sigla do Herbário do Jardim Botânico, seguida do nu-
mero de registro;
d) Classificação do Tipo;
e) Transcrição das diversas etiquetas (schedulae) encontradas nas
exsicatas, sendo a primeira sempre a do Jardim Botânico do Rio
de Janeiro.
0 Fotografias dos Tipos
Botânico do Rio de Janeiro
Jardim Botânico do Rio de Janeiro e Bolsista do CNPq.
Rodriguésia
Bio de Janeiro
Vol. XXX-N945
1978
381
SciELO/JBRJ
11 12 13 14 15
RELAÇÃO DOS TIPOS
Buchenavia callistachya Ducke - RB: 25.021
Buchenavia congesta Ducke - RB: 59.625
Buchenavia corrugata Ducke - RB: 17.677
Buchenavia discolor Diels - RB: 17.680
Buchenavia grandis Ducke — RB: 13.582, 8.853, 17. 6 82, 17.687, 17. 6 88, 15.853, 11 .290
Buchenavia huberi Ducke — RB: 50.943, 50.942, 50.941
Buchenavia macrophylla Eichler - RB: 17.672
Buchenavia parvifolia Ducke — RB: 17.686, 13.584
Buchenavia pterocarpa Exell et Stace — RB: 88.165, 76.900, 25.018
Buchenavia sericocarpa Ducke - RB: 50.945
Buchenavia suaveolens Eichler — RB: 17.673, 1 7.674
Buchenavia viridiflora Ducke — RB: 25.022, 25.023
Ramatuela crispialata Ducke - RB: 25.024
Ramatuela maguirei Exell et Stace — RB: 34.638, 34.639, 34.640
Ramatuela virens Spruce ex Eichler - RB: 17.671
Terminalia obidensis Ducke - RB: 1 7.676, 17.675
Thiloa inundata Ducke — RB: 50.947
1 ) Buchenavia callistachya Ducke (l oto 1)
Ducek, Arch. Inst. Biol. Veg., Rio de Janeiro 2 (1): 64. 1935.
“Habitat porpe Manáos (civ. Amazonas) in silva non inundabili loco Estrada do Aleixo, 9-7-
1932 florif. leg. A. Ducke, H. J. B. R. n<? 25.021”.
1?
EXEMPLAR RB 25.021 - HOLÓTIPO
SCHED.:
N° 25.021
9/7/1932 flor
Data
26/1 1/1932 com folhas
l am. Combretaceae
Nome scient. Buchenavia callistachya Ducke n. sp.
Procedência Manáos (Amazonas)
Collegit. A. Ducke
2? SCHED.:
N° 25.021
Eam. Combretaceae
Buchenavia callistachya Duck.
Proce. Brasil - Estado do Amazonas - Manáus.
Obs. arbusto grande; pedúnculos purpureo pardacenta, flores verde-amareladas-clara.
Col. A. Duck. flores coletadas em 9/7/1932
folhas coletadas em 26/11/32
Det. p. A. Duck.
3? SCHED.:
Manáos
t. f. da E? do Aleixo km 4
9/7/1932 A. D.
Arv. bast. gr.; pedúnculos purpures pardacento, flores verde amarelo claro
Folhas 26/11
2) Buchenavia congesta Ducke (Foto 2)
Ducke, Trop. Woods 90; 24. 1947.
“Arbor hucusque unica observata circa Manáos loco Cachoeira do Mindú in silva non inunda-
bili solo arenoso, Ducke 1465 fructibus adultis 3— XII— 1 943, Ducke 2003 fructibus novellis
4-X-1946".
382
SciELO/JBRJ
EXEMPLAR RB 59.625 - PARÁTIPO
1? SCHED.:
N9 59.625
Fam. Combretaceae
N. scient. Buchenavia congesta Ducke
Procedência Manaus — mata da terra firme dos arredores da cachoeira do Mindú.
Observações arvore grande
Collegit. Ducke 2003 Data 4/10/46
Determ. por Adolpho Ducke
2 í SCHED.:
Manaus, mata da t. f. dos arredores da cachoeira do Mindú.
4/10/46 A. D.
Arv. grande
D. 2003
3? SCHED.:
Buchenavia congesta Ducke n. sp.
4? SCHED.:
Lectoparatypc of
Buchenavia congesta
Det. C. A. Stace 1964
Nota: O exemplar Ducke 1465, eleito Lectótipo de B. congesta, encontra-se no MG. e não no
RB conforme Exell et Stace (1963: 36).
3) Buchenavia corrugata Ducke (Foto 3)
Ducke, Arch. Jard. Bot. Rio de Janeiro 4: 150. 1925.
Habitat in silva partis inferioris Serra Pontada regione montum Jutahy inter Almeirim et
Prainha civitatis Pará, 1. A. Ducke 1 1/9/1923, Herb. Jard. Bot. Rio n. 17.677”.
EXEMPLAR RB 17. 677 - HOLÔTIPO
SCHED.:
N9 17.677 Data 11/9/1922
Fam. Combretaceae
Nome scient. Buchenavia comjgata Ducke n. sp.
Procedência Região do Jutahy de Almeirim: Serra Pontada (Pará)
Collegit. A. Ducke
2? SCHED.:
Região do Jutahy de Almeirim
matta d 'uma grota na parte inferior da Serra Pontada
11/9/1923 A. Ducke
Arv. grande
Buchenavia corrugata n. sp.
SCHED.:
Holotype of
Buchenavia corrugata Ducke
Det. C. A. Stace 1964
— B. tomentosa Eichl.
Nota: a discordância existente entre as datas da primeira Sched. (11/9/1922) e a da obra ori-
ginal (11/9/1923), se deve a um erro na transcrição da etiqueta do coletor (2? Sched.).
4) Buchenavia discolor Diels (Foto 4)
Diels, Vcrh. Bot. Ver. Prov. Brand. 48: 192-193. 1907.
383
ISciELO/JBRJ
“Brasília: Amazonas pr. Manaos ad ripas fluminis Rio Negro, fruct. m. December 1-901 (Ule
n. 5979 - Herb. Berol.!)".
1 ?
EXEMPLAR RB 17.680 - 1SÔTIPO
SCHED.:
N9 17.680 Data XII — 1901
Iam. Combretaceae
Nome scient. Buchenavia (discolor Diels n. sp.)
= ochroprumna Eidl.)
Procedência Manáos, Amazonas
Collegit.E. Ule 5.979
2? SCHED.:
E. Ule Herbaxium Brasiliense.
Amazonas-Expedition
N95979
Stranch circa 4m. am Ufer Manáos
Rio Negro December 1901
3? SCHED.:
Isotype of
B. discolor Diels
= Buchenavia ochropounma Eichl.
Determinavit C. A. Stace 1964
5) Buchenavia grandis Ducke (Foto 5)
Ducke, Arch. Jard. Bot. Rio de Janeiro 4: 148. 1925.
“Habitat in silvis non inundatis civitatis Pará: prope Óbidos (Herb. Amazon. Mus. Pará n.
10.235); in regione fluminis Trombetas inferioris prope Oriximiná (H. A. M. P. n. 16.976) ct
inter montem et lacum Curumú (Herb. Jard. Bot. Rio numero 17.682); prope médium flumen
Tapajoz in collibus Quataquara (H. J. B. R. n. 17.687) et circa ejusden fluminis cataractas
infimas loco Bella Vista (H. J. B. R. n. 1 7.688); in Serra de Santarém visa. Civitate Maranhão:
regione fluminis Itapecurú prope Codó (Herb. Gener. Mus. Pará n. 658) et prope Mirador
(H. G. M. P. n. 2.351). Specimina omnia ab A. Ducke lecta excepto ultimo a M. Arrojado Lis-
boa lecto. Arbor lignum luteo-brunneum (bonum, frequenter usitatum) praebens in utraquc
civitate vulgo “mirindiba", in Santarém "cuia-rana” appellatur (10). Mores augusto ad octo-
brem; fructus maturi martio ad julium. — Inflorcscentiae in speciminibus regionis Tapajoz
minus dense, in speciminibus e regione Óbidos et Trombetas mediocriter dense, in epecimini-
bus e civitate Maranhão densissime pubescentes, ovário in primis glabro, in secundis modice
pubescente apice glabriusculo, in ultimis toto densissime vestito”.
A) EXEMPLAR RB 13.582 - ISOLECTÔTIPO
1? SCHED.:
N9 13.582 Data 9/3/1909 fruct.
23/9/1910 flor
Eam. Combretaceae
Nome scient. Bucjenavia grandis Ducke n. sp.
Procedência Óbidos (Pará), matta da terra firme
Observações Arvore muito grande
Collegit A. Ducke, Herb. Amazon. 10.235
2? SCHED.:
Buchenavia grandis Ducke
Lectotype
Det. C. A. Stace 1965
384
SciELO/JBRJ
cm
3? SCHED.:
Observações J. G. Kuhlman
ovário pilosulo, estames salientes
Nota: Resolvemos classificar o exemplar 13.582 como isolectótipo, tendo em vista que Exell
et Stace (1963:35), elegeo como Lectotipo o exemplar de MG.
B) EXEMPLAR RB 8.853 - 1SOPARÁT1PO
1? SCHED.:
N9 8.853
I am. Combretaceae
Gen. Buchenavia
Spc. grandis Ducke n. sp.
Var. Mirindiba
Patria Brazil, Pará, Rio Trombetas
Collegit A. Ducke Herb. Amazon 16 976
5/2/1918
2? SCHED.:
Ex Hcrbarrio Amazonico Musei Paraensis
N9 16.976
Terminalia lúcida Hfsgg.
“mirindiba”
Localité:
Oriximiná, baixo Trombetas
E9 do Pará
(Museu Goeldi) Pará (Brazil)
lamille: Combret.
Date:
5/2/1918
Collectioneur:
A. Ducke
3? SCHED.:
Buchenavia grandis Ducke
Determinavit C. A. Stace 1964
49 SCHED.:
Lectoparatype
Buchenavia grandis Ducke
Determinavit C. A. Stace 1964
C) EXEMPLAR RB 17.682 - PARÁTIPO
1? SCHED.:
N9 17.682 Data 1/10/1915
lam. Combretaceae
Nome scient. Buchenavia grandis Ducke
Procedência Matta ao pé da serra do Curumú (Óbidos, Pará)
Collegit A. Ducke
2a - SCHED.:
Óbidos
Mattas ao pé da Serra do Curumú
1/10/1915
A. Ducke
Arv. grande
3? SCHED.:
Lectoparatype of
Buchenavia grandis Ducke
Determinavit C. A. Stace
385
SciELO/JBRJ
11 12 13 14
cm ..
D) EXEMPLAR RB 17.687 - PARÁTIPO
1? SCHED.:
N9 17.687 Data 13/8/1923
Eam. Combretaceae
Nome scient. Buchenavia grandis Ducke n. sp.
Procedência Rio Tapajoz, Pará
Collegit A. Ducke
2? SCHED.:
Rio Tapajoz
morros do Quataquara
13/8/1923 A. Ducke
Arvore grande
3? SCHED.:
Lectopartype of
Buchenavia grandis Ducke
Determinavit C. A. Stace
4? SCHED.:
Nota: J. G. K. 16/5/1944
ovário glaberrimo
E) EXEMPLAR RB 17.688 - PARÁTIPO
1* SCHED.:
N9 1 7.688 Data 23/7/1923
Fam. Combretaceae
Nome scient. Buchenavia grandis Ducke n. sp.
Procedência Rio Tapajoz, Pará
Collegit. A. Ducke
2? SCHED.:
Rio Tapajoz
Bella Vista
matta da t. f.
23/7/1923 A. Ducke
Arv. alta, fr9amarell. pallido, gosto adstringente
3? SCHED.:
Lectoparatype of
Buchenavia grandis Ducke
Determinavit C. A. Stace
F) EXEMPLAR RB 15.853 - ISOPARÁTIPO
1? SCHED.:
N9 15.853 Data 21/6/907
Fam. Combretaceae
Nome scient. Buchenavia grandis Ducke n. sp.
Nome vulgar “mirindiba”
Procedência Codó - E. do Maranhão
Observações Arvore bastante grande, de copa larga
Collegit A. Ducke, Herb. Ger. Museu Pará n. 658
2? SCHED.:
Ex Herbário Generali Musei Paraensis (Museu Gocldi)
Pará (Brazil)
N9658 Famille:Combret.
Terminalia lúcida Hfsgg
386
SciELO/JBRJ
11 12 13 14
“mirindiba”
Localité:
Codó
État de Maranhão
Date:
21/6/1907
Collectioneur
A. Ducke
3? SCHED.:
Lectoparatype of
Buchenavia grandis Ducke
Determinavit C. A. Stace 1964
G) EXEMPLAR RB 11.290 - ISOPARÁT1PO
1? SCHED.:
N9 11.290 Data 21 - Agosto - 909
Fam. Combretaceae
Nome scient. Buchenavia grandis Ducke n. sp.
Nome vulgar “mirindiba”
Procedência R. Itapicurú, Mirador, E9 do Maranhão
Observações Do Herb. Ger. Mus. Goeldi 2351
Collegit M. Q. Lisboa
2? SCHED.:
Mirindiba - 2351- _ _
Arvore alta - Flôr amarela - Vi do Mirador - Beira do Rio no Carrasco Corunum
A fructa é procurada pelos Jacús — Rio Itapicurú — 200m. Altitude
21 - Agosto - 1909
M. Q. L.
3? SCHED.:
Buchenavia grandis Ducke
Lectoparatype
Determinavit C. A. Stace 1964
4? SCHED.:
Nota J. G. K. 16/5/1944
ovário piloso
anteras dos estames inferiores acima do cálice
6) Buchenavia huberi Ducke (Foto 6)
Ducke, Boi. Técn. Inst. Agron. Norte, Pará 4: 24. 1945.
Arbor in Musaei Paraensis hortum anno 1904 a doctore J. Hy^er e regione medii i^Arhnr
p «ús (in civitatc Amazonas) introducta, fructibus maturis 19-VI-1943, Ducke 28E /übor
spontanea prope Manaos circa Cachoeira do Mindú in silva non mundabih, nonbus subadult.s
12-VH1-1943, fructibus novellis 5-X, Ducke 1308, fructibus adultis 3-XII. Ducke 1450 .
A) EXEMPLAR RB 50.94?.- PARATIPO
SCHED.:
N9 50.943
J am. Combretaceae
N. scient. Buchenavia Huberi Ducke n. spc.
Procedência Belem, Museu, do médio Rio Purús (J. Huber, 1904)
Observações arvore grande
Collegit. A. Ducke 1281 Data 19/6/1943
2? SCHED.:
Pelem, Museu, do médio Rio Purús (J. Huber, 1904)
SciELO/JBRJ
387
cm ..
Arvore grande
19/6/43 A. D. 1281
3? SCHED.:
Buchenavia grandis Ducke
Determinavit C. A. Stace 1964
4? SCHED.:
Lectoparatype of
Buchenavia huberi Ducke
Determinavit C. A. Stace 1964
B) EXEMPLAR RB 50.942 - PARÃTIPO
1? SCHED.:
N° 50.942
l am. Combretaceae
N. scient. Buchenavia Huberi Ducke n. spc.
Procedência Manáos, mata da t. f. perto da Cachoeira do Mindú.
Observações arv. gr., fl. verde.
12/8/1943 f.
Collegit A. Ducke 1308 Data
5/10/1943 fruct.
2? SCHED.:
Manaos, matta da t. f. perto da Cachoeira do Mindú
12/8/43 A. D. n.
5/10 fruct. nov.
arv. gr., fl. verde
D. 1308
3? SCHED.:
Buchenavia grandis Ducke
Determinavit C. A. Stace 1964
4? SCHED.:
Lectoparatype of
Buchenavia huberi Ducke
Determinavit C. A. Stace 1964
C) EXEMPLAR RB 50.941 - LECTÔT1PO
1? SCHED.:
N° 50.941
Fam. Combretaceae
N. scient. Buchenavia Huberi Ducke n. spc.
Procedência Manáos, arredores da Cachoeira do Mindú, matta da t. f.
Collegit. A. Ducke 1450 Data 3/12/1943
2? SCHED.:
Manáos, arredores da Cachoeira do Mindú, matta da t f
3/12/43 A. D.
Arv. gr.
= D. 1450
3? SCHED.:
Buchenavia grandis Ducke
Determinavit C. A. Stace 1964
388
SciELO/JBRJ,
11 12 13 14
cm
4? SCHED.:
Lectotype of
Buchenavia huberi Ducke
Determinavit C. A. Stace 1964
Nota: Lectótipo segundo Exell et Stace (1963: 34)
7) Buchenavia macrophylla Eichler (Foto 7)
Eichler, Flora Allg. Bot. Zeit. 49 (1 1): 166. 1866.
“Habitat cum praecedente (Spruce n. 2507). V. s. in Hb. Martii et Imp. Petropol.”.
EXEMPLAR RB 17.672 - ISOLECTÓTIPO
1? SCHED.:
N9 17.672
Fam. Cambretaceae
Nome scient. Buchenavia macrophylla Eichl.
Procedência Panuré, Rio Uaupés (Amazonas)
Collegit. Spruce
2? SCHED.:
Ex Herb. Musei Britannici
18.347
Terminalia Macrophylla
pr. Panure Rio Uaupes
Spruce 2507
3? SCHED.:
2507 Terminalia Macrophylla Spruce
Prope Panuré ao Rio Uaupés
Coll. R. Spruce, Oct. 1852 - Jan. 1853
4? SCHED.:
Isolectotype of
Buchenavia macrophylla Eichl.
Det. C. A. Stace Date 1965
8) Buchenavia parvifolia Ducke (Foto 8)
Ducke, Arch. Jard. Bot. Rio de Janeiro 4: 150.1925.
Habitat in silvis primariis non inundatis civitatis Pará, 1. A. Ducke prope Villa Braga
Huminis Tapajoz (Herb. Jard. Bot. Rio n. 17.686) et inter flumina Cumina-mirim et Ariramba
af fl. Rio Trombetas (H J B R. n. 13.584); arbores steriles prope Belem, Breves et. Faro
observatae”.
.. A) EXEMPLAR RB 17.686 - LECTÓTIPO
1? SCHED.;
N9 17.686 Data 23/9/1922
bam. Combretaceae
Nome scient. Buchenavia parvifolia Ducke n. sp.
Procedência Rio Tapajoz (Pará)
c °Uegit. A. Ducke
2 ?
SCHED.:
R. Tapajoz
Villa Braga
matta da t? firme alta
23/9/1922 A. Ducke
389
SciELO/JBRJ
11 12 13 14
arv. mediana
Buchenavia parvifolia n. sp.
3? SCHED.:
N9 17.686 Data 24/5/1923
Fam . Combretaceae
Nome scient. Buchenavia parvifolia Ducke n. sp.
Procedência Rio Tapajoz (Pará)
Collegit. A. Ducke
4? SCHED.:
R. Tapajoz, Villa Braga
t. f. alta argillosa
24/5/1923 A. Ducke
arv. bast. gr., fr9 maduro verde de gosto adstringente
Nota: Lectótipo segundo Exell et Stace (1963: 13)
B) EXEMPLAR RB 13.584 - PARÁT1PO
1? SCHED.:
N9 13.584 Data 27/9/1913
Fam. Combretaceae
Nome scient. Buchenavia parvifolia Ducke n. sp.
Procedência Entre os rios Cuminá-mirim e Ariramba (Trombetas, Pará)
Collegit. A. Ducke
2? SCHED.:
Matta entre o Cuminá-mirim e o Ariramba
27/9/1913 A. Ducke
Arv. mediana
9) Buchenavia pterocarpa Exell et Stace (Foto 9 e 10)
Exell et Stace, Buli. Brit. Mus. (Nat. Hist.) Bot. 3: 23. 1963.
“VENZUELA: Amazonas: Occasional along Rio Yatua, near Laja Catipan, Casiquiare, 100-
140m., “flat-topped riverine tree, 6-8m. high, fruit green”. 6 Feb. 1954, Maguire, Wurdach &
Bunting 37543 (BM, holotype). Common and sudominant along Cana Catua, Cerro Yapacana,
Rio Orinoco, 125m., 19 Nov. 1953, Maguire, Wurdack & Bunting 36555 (BM). Cano Ypaca-
na, below port to Cerro Yapacana, Rio Orinoco, 6 Jan. 1951, Maguire Cowan & Wurdack
30763 (BM).
BRASIL: Amazonas: Santa Izabel, Rio Negro, in flooded riparian forest, 8 Oct. 1932, Ducke
25018 in part (K);same locality, 9 Mar. 1936, Ducke 25018 in part (K). Igarapé Imutá, tribu-
tary of Rio Negro, “terra firme". 12 Mar. 1952, Fróes 27937 (BM).”
A) EXEMPLAR RB 88165 - ISOPARÁTIPO
1? SCHED.:
Registro N9 88.165
2? SCHED.:
The New York Botanical Garden Venèzuelan Expedition 1953-54
Cerro Ypacana, Rio Orinoco, Território Amazonas
N9 36.555
Buchenavia suaveolens (Spruce) Eichl.
Small or médium riverine tree, common and subdominant along Cano Catua, Yapacana,
low bush about laguna.
1 25 meters elevation
Basset Maguire
390
SciELO/JBRJ
John J. Wurdack and
George S. Bunting
November 19, 1953
3? SCHED.:
Buchenavia pterocarpa Exell et Stace
Paratype
Det. C. A. Stace 1964
B) EXEMPLAR RB 76.900 - ISOPARÂTIPO
1? SCHED.:
Registro N9 76.900
2? SCHED.:
Plants of the New York Botanical Garden
Venezuelan Expedition, 1950-51
Cerro Yapacana, Rio Orinoco, Amazonas
NP 30.763
Buchenavia suaveolens (Spruce) Eichl. t n
Tree to 10 m. high, occasional along streamside Cano Yapacana below puerto to Cerro
Yapacana
Bassct Maguire
R.S.Cowan January 6, 1951
John J. Wurdack
29 SCHED.:
Buchenavia pterocarpa Exell et Stace
Paratype
Det. C. A. Stace 1964
C) EXEMPLAR RB 25.018 - ISOPARÂTIPO
19 SCHED.
N9 25.018 Data 8/10/1932
l am. Combretaceae
Nome scient. Buchenavia suaveolens Eichl.
Procedência Santa lzabel. Rio Negro (Amazonas)
Collegit. A. Ducke
2? SCHED.:
Sta. Isabel, R. Negro, igapó da boca do Igurupí Dará
f r. 9/3/1936 A. D.
Arv. pequ.
U- verde ferruginea
f l. 8/10/1932
3? SCHED.;
Buchenavia pterocarpa Exell et Stace
Paratype
Det. C. A. Stace
1 Buchenavia sericocarpa Ducke (Foto 1 1 e 12)
Ducke, Boi. Técn. Inst. Agron. Norte, Pará 4: 23. 1945
1° silva
secundaria non inundabili circa Manáos 26-X1 et 30 — XII— 1943, Ducke 1481.
ja ç„. EXEMPLAR RB 50.945 - HOLÔTIPO
^CHED.:
N9 50.945
391
SciELO/JBRJ
11 12 13 14 15
Fam. Combretaceae
Nome scient. Buchenavia sericocarpa Ducke n. spc.
Procedência Manáos, Est. do Bombeamento, capoeira, t. f.
Observações arv. peq. fr. adultos 30-12
Collegit. A. Ducke 1481 Data 26/11/1943
2? SCHED.:
Manáos, E? do Bombeamento, capoeira, t. f.
26/11/43 A. D.
Arv. pcqu.
fr. adultos 30-12
D. 1481
3? SCHED.:
Buchenavia sericocarpa n. sp.
(typus)
4? SCHED.:
Holotypus of
Buchenavia sericocarpa Ducke
1 1) Buchenavia suaveolens Eichler (Foto 13)
Eichler, Flora Allg. Bot. Zeit. 49 (11): 166. 1866.
"Habitat inter Barra et Barcellos secus fl. Rio Negro nec non ad fl. Vasiva, Cassiquiare et Pa-
cimoni, Brasiliae aequatorialis et conterminae Venezuelae (Spruce n. 1887 et 3189). V. s. in
Hb. Martíi et Imp. Petropolit”.
A) EXEMPLAR RB 17.673 - ISOLECTÔTIPO
1? SCHED.:
N9 17.673 Data XI— 1 85 1
Fam. COMBRETACEAE
Nome scient. Buchenavia suaveolens Eich.
Procedência Entre Manáos e Barcelos, R. Negro (Amazonas)
Collegit. Spruce
2? SCHED.:
Ex Herb. Musei Britannici
Terminalia, L.
suaveolens, Spruce
O. n. Combretaceae
Secus Rio Negro Brasiliai septentrionalis, inter Barra et Barcellos - Novemb. 1851.
/: Rich. Spruce n.: 1887 :/
6269
Nota: O numero de coleta de Spruce, citado por Eichler na obra original (3 189) difere do núme-
ro de coleta de Spruce da 2? Sched. (3198), segundo Exell et Stace (1963: 21) trata-se
de erro na publicação de Eichler (1866:166).
B) EXEMPLAR RB 17.674 - 1SOPARÁT1PO
1? SCHED.:
N9 17.674 Data 1853-4
Fam. Combretaceae
Nome scient. Buchenavia suaveolens Eichl.
Procedência R. Cassiquiari, Venezuela
Collegit. R. Spruce
392
SciELO/JBRJ
cm
2? SCHED.:
Ex Herb. Musei Britannici
Terminalia, L.
Vasivae, Spruce
0. N. Combretaceae
Ad flumina Casiquiari
Vasiva et Pacimoni, 1853-4
/: R. Spruce n9 3198:/
6638
3? SCHED.:
(Lectoparatype)
Buchenavia suaveolens Eichl.
Det. C. A. Stace 1964
12) Buchenavia viridiflora Ducke (Foto 14)
Ducke, Arch. lnst. Biol. Veg., Rio de Janeiro 2 (1): 63. 1935.
“Habitat in silvis siccioribus circa Manáos (civ. Amazonas), leg. A. Ducke; loco alto prope
Cachoeira Grande, 31/7/1932 norif., 8/1/1933 fructif., H. J. B. R. n<? 25.022 (cum ligno n .
184); loco Estrada do Alcixo, 15/7/1932 florif., H. J. B. R. n9 25.023 - Nomina vulgaria
“cuiarana”, “mirindiba” et “periquiteira”.
A) EXEMPLAR RB 25.022 - PARÁTIPO
SCHED.: ,
N9 25.022 Data 31/7/32 fl-, 8/1/33 fr.
Fam. Combretaceae
Nome cient. Buchenavia viridiflora Ducke n. sp.
Nome vulgar caia-rana, mirindiba ou periquiteira
Procedência Manáos (Amazonas)
Collegit. A. Ducke
Manáos, no alto do Campo Experimental da Cachoeira Grande, t. f. alta
Arv. med.
flor. 31-7, verde
Pruct. 8/1/1933
3? SCHED.:
Lectoparatype of
Buchenavia viridiflora Ducke
4 - SCHED.:
Lectoparatype of
Buchenavia viridiflora Ducke
Det. C. A. Stace 1964
Ducke 25.022
B) EXEMPLAR RB 25.023 - LECTÓTIPO
1? SCHED.:
N9 25.023 Data 15/7/1932
Lam. Combretaceae
Nome cient. Buchenavia viridiflora Ducke n. sp.
Procedência Manáos (Amazonas)
c °Hegit. A. Ducke
393
SciELO/JBRJ
11 12 13 14 15
cm ..
2? SCHED.:
Manáos
matta da t. f. da E?do Aleixo (km 4)
15/7/1932 A. D.
Arv. bast. gr., fl. verde
3? SCHED.:
Lectotype specimen of
Buchenavia viridiflora Ducke
Nota: Lectótipo segundo Exell et Stace (1963: 28)
13) Ramatuela crispialata Ducke (Foto 15)
Ducke, Arch. Inst. Biol. Veg., Rio de Janeiro 2 (1): 65. 1935.
“Habitat in silvula catinga ad Igarapé Jurupary, fluminis, Uaupés inferius affluentem
(civitate Amazonas), 2/11/1932 leg. A. Ducke, H. J. B. R. n9 25.024. Arborem vidi unicam".
EXEMPLAR RB 25.024 - HOLÔTIPO
1? SCHED.:
N<? 25.024 Data 2/11/1932
Fam. Combretaceae
Nome cient. Ramatuella crispialata Ducke n. sp.
Procedência Igarapé Jurupary, baixo Uaupés (Amazonas), catinga
Collegit. A. Ducke
2? SCHED.:
Baixo rio Uaupés
Igarapé Jurupary
catinga
2/11/1932 A. D.
Arv. apenas submediana, mas de copa larga
3? SCHED.:
Lectotype specimen of
Ramatuella crispialata Ducke
14) Ramatuela maguirei Exell et Stace (Foto 16 e 17)
Exell et Stace, Buli. Brit. Mus. (Nat. Hist.) Bot. 3:41. 1963.
^NEZUELA^mazonas: Alto Rio Orinoco, afio Yapacana from laguna to mouth, 125m.
holotypc™' ° CCasional waterside ”» 17 Mar - 1953, Maguire et Wuidack 34606 (BM,*
BRAZIL: Amazonas: Rio Curicuriary, tributary of Rio Negro, “super cataraétas, ad ripas
^ il aS v L°L P n^ fl ' aIbÍdÍS " 23 N0V - 1936 ’ Ducke 34638 «O: «me locality, 20 Nov.
1936, Ducke 34639 (k);same locality, 22 Feb. 1936, Ducke 34640 (K)”.
1 ?
A) EXEMPLAR RB 34.638 - ISOPARÁTIPO
SCHED.:
N<? 34.638
Fam. Combretaceae p
N. scient. Ramatuella virens Benth. O
Procedência Rio Curicuriary affl. R. Negro (Amazonas) acima das cachoeiras, margem
inundavel 6
Observações Arvore pequena, fl. brancacenta
Collegit. A. Ducke Data 23/11/36
Determ. por A. Ducke Data 1937
394
SciELO/JBRJ
11 12 13 14
cm
2 a . SCHED.:
Rio Curicuriary, acima das cachoeiras, margem inundável
23/11/1936 A. D.
Arv. pequ., fl. brancacenta
3? SCHED.:
Ramatuella m agoirei Exell et Stace
Paratype
Det. C. A. Stace 1964
B) EXEMPLAR RB 34.639 - 1SOPARÁTIPO
1? SCHED.:
N° 34.639
Eam. Combretaceae
N. scient. Ramatuella virens Benth.
Procedência Rio Curicuriary affl. R. Negro (Amazonas)
Collegit A. Ducke Data 20/11/36
Determ. por A. Ducke Data 37
2? SCHED.:
Rio Curicuriary, abaixo de Tumbira, margem inundável
20/11/1936 A. D.
Arv. pequ., fl. brancacenta
3? SCHED.:
Ramatuella maguirei Exell et Stace
Paratype
Det. C. A. Stace 1964
C) EXEMPLAR RB 34.640 - 1SOPARÃT1PO
I a . SCHED.:
N° 34.640
Fam. Combretaceae
N. scient. Ramatuella virens Benth.
Procedência Rio Curicuriary, affl. R. Negro (Amazonas)
Collegit. A. Ducke Data 22/2/36
Determ. por A. Ducke Data 1937
2í SCHED.:
Rio Curicuriary acima do Cajú, margem
22/2/1936 A. D.
Arv. pequ., fl. brancacenta
3? SCHED.:
Ramatuella maguirei Exell et Stace
Paratype
Det. C. A. Stace 1964
15) Ramatuela virens Spruce ex Eichler (Foto 1 8)
Eichler, in Mrtius, Fl. Bras. 14 (2): 100, t. 26, fig. 2. 1867.
“Habitat cum praecedente ad fl. Rio Negro supra ostium Cassiquiari: Spruce n. 3758. Najas”.
EXEMPLAR RB 17.671 - ISÓT1PO
1? SCHED.:
N° 17.671 Data 1854
Fam. Combretaceae
395
SciELO/JBRJ
11 12 13 14 15
cm ..
Nome scient. Ramatuella virens Bth.
Piocedenda Alto Rio Negro, Venezuela
Collegit. Spruce
2? SCHED.:
Ex Heib. Musei Britannici
Ramatuella, H. B. K.
virens, Bth.
O. N. Combretaceae
Ad. flum Guainia v. Rio Negro supra ostium fluminis Casiquiari a 1854 (R. Spruce n°
3758)
2687
3? SCHED.:
Isolectotype specimen of
Ramatuella virens Spruce ex Eichler
16) Terminalia obidensis Ducke (Foto 19)
Ducke, Arch. Jard. Bot. Rio de Janeiro 4: 147. 1925.
“Habitat in silvis periodice inundatis regionis obidensis civitatis Pará, terris compacte argillo-
sis, 1. A. Ducke loco Cacaoal Imperial (Herb. Jard. Bot. Rio n. 17.676) et ad rivum Tucandei-
ra affl. Rio Branco de Óbidos (H. J. B. R. n. 17.675)”.
A) EXEMPLAR RB 17.676 - SÍNTIPO
1? SCHED.:
N9 17.676 Data 23/6/1912
Fam. Combretaceae
Nome scient. Terminalia obidensis Ducke n. sp.
Procedência Matta do Cacaoal Imperial, Óbidos (Pará)
Collegit. A. Ducke
2? SCHED.:
Cacaoal Imperial
Matta da varzea
23/6/1912
A. Ducke
Arv. med.
“Piriquiteira"
B) EXEMPLAR RB 17.675 - S1ÜTIPO
1? SCHED.:
N9 17.675 Data 17/12/1913
Fam. Combretaceae
Nome scient. Terminalia obidensis Ducke n. sp.
Procedência Rio Tucandeira, aff. do Rio Branco de Óbidos (Pará)
Collegit. A. Ducke
2? SCHED.:
Rio Branco de Óbidos, rio Tucandeira, matta
(galho colhido no chão)
17/12/1913 A. Ducke
17) Thiloa inundata Ducke (Foto 20)
Ducke, Trop. Woods 76: 24. 1943.
396
SciELO/JBRJ
11 12 13 14
cm
“Haud infrequens ad ripas inundatas fluminis Tonantis et rivi Santo Antonio (infra Esperan-
ça), fluvii So limões affluentum, Ducke 644 et 1 109; October et November florebat .
EXEMPLAR RB 50.947 - SfrJTIPO
1® SCHED.:
N9 50.947
Fam. COMBRETACEAE
N. scient Thiloa inundata Ducke n. spc.
Procedência Tonantins, margem inundada do rio Central
Observações Cipó, fl. pardacenta, cheirosa
Collegit A. Ducke 644 Data 30/11/1940
2? SCHED.:
Tonantins, margem inundada do rio central
30/11/40 A. D.
Cipó, fl. pardacenta, cheirosa
D. 644
3? SCHED.:
Thiloa inundata Ducke n. sp.
(typos)
4? SCHED.:
Lectotypus of
Thiloa inudata Ducke
(= T. paraguariensis Eichl.)
AGRADECIMENTOS
Ao Dr. Jorge Fontella Pereira pela orientação dada a este trabalho, ao Conselho Na-
cional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico pela Bolsa de estudo concedida e a Sra.
Hilda Manhã Ferreira pela colocação da escala nas fotos.
ABSTRACT
This paper is connected with the classification of the Combretaceae types from the
Rio de Janeiro Botanical Garden Herbarium. Photographs ilustrate each species cited.
BIBLIOGRAFIA
DIELS, L. 1907. Combretaceae in Ule, E., II. Beitriige zur Flora der Hyleal nach den
Sammlungen von Ule’s Amazonas-Expedition. Verh. Bot. Ver.
Prov. Brandenbur 48: 192-193.
DUCKE, A. 1925. Combretaceae in Plantes nouvelles ou peu connues de la région amazo-
njenne (III Partier). Arch. Jard. Bot. Rio de Janeiro 4: 147-151.
397
,SciELO/ JBRJ
11 12 13 14 15
cm ..
1935. Combretaceae in Plantes nouvelles ou peu connues de la région amazo-
nienne (VIII série). Arch. Inst. Biol. Veg. Rio de Janeiro 2 (1):
63-65.
1943. Combretaceae in New Forest Trees and climbers of the Brazilian Amazon.
Trop.Woods 76: 24-25.
1945. Combretaceae in New Forest Trees and climbers of the Brazilian Amazon.
Fifth series. Boi. Tecn. Inst. Agron. Norte, Pará 4: 23-26.
1947. Combretaceae in New Forest Trees and climbers of the Amazon. Trop.
Woods. 90:24.
EGLER, W. 1963. Adolpho Ducke - Traços biográficos, viagens e trabalhos. Boi. Mus. Para-
ense Emilio Goeldi, Pará Nov. Ser. 18: 1-129, 1 fot.
EICHLER, A. W. 1866. Thiloa und Buchenavia, zwei neue Gattungen der Combretaceae. Flo-
ra Allg. Bot. Zeit. 49 (11): 161-167, 21 fig.
1867. Combretaceae in Martius Fl. Bras. 14 (2) : 77-128, 6 pl.
EXELL, A. W. et C. A. STACE, 1963. A revision of the genera Buchenavia and Ramatuella.
Buli. Brit. Mus. Nat. Hist. Bot. 3 (1): 1-46, 5 fig.
398
SciELO/JBRJ
11 12 13 14 15
cm ..
FOTO 1
Buchenavia callistachya Ducke
399
SciELO/JBRJ
11 12 13 14
FOTO 2
SciELO/JBRJ
0 11 12 13 14
FOTO 3
cm 1
SciELO/JBRJ
11 12 13 14
FOTO 4
Buchenavia discolor Dicls
405
SciELO/ JBRJ
cm l
SciELO/JBRJ
Buchenavia grandis Ducke
FOTO 5
407
cm l
SciELO/JBRJ
FOTO 6
cm 1
FOTO 7
Buchenavia macrophylla Eichler
411
SciELO/JBRJ
11 12 13 14
Buchenavia parvifolia Ducke
cm l
SciELO/ JBRJ
roio 8
cm
ISciELO/ JBRJ
FOTO 9
Buchenavia pterocarpa Exell et Stace
FOTO 10
. jw A ' •>> ^
X 'ÍÈ£*T^Í-
USTItüO 8E «Í0105II ftSUtl.
,. «Hf .
* , W >«***-*
: T-: / - w —
Buchenavia pterocarpa Exell et Stace
L 9cm
417
cm l
SciELO/JBRJ
11 12 13 14 15
cm ..
FOTO 11
Buchcnavia sericocarpa Ducke
419
SciELO/ JBRJ
11 12 13
FOTO 12
cm 1
SciELO/JBRJ
11 12 13 14
cm ..
FOTO 13
Buchenavia suaveolens Eichler
423
SciELO/JBRJ
11 12 13 14
FOTO I4
cm 1
SciELO/ JBRJ
11 12 13 14
cm ..
SciELO/ JBRJ
) 11 12 13 14
FOTO 16
cm l
SciELO/JBRJ,
FOTO 17
Kamatuela maguirei Exell et Stacc
L 10cm
1
FOTO 18
'
rO
•9cm
Ramatuela virens Sprucc cx Eichler
433
cm
2 3 4
SciELO/ JBRJ
11 12 13 14
FOTO 19
Terminalia obklensis Duckc
435
m
cm .
2
3
L
SciELO/ JBRJ
11 12 13 14
cm
Thiloa inundata Ducke
SciELO/ JBRJ
FOTO 20
437
cm
CONTRIBUIÇÃO AO CONHECIMENTO DA GERMINAÇÃO
DE ALGUMAS ESSÊNCIAS FLORESTAIS
APPARICIO PEREIRA DUARTE
Pesquisador em Botânica do
Jardim Botânico do Rio de Janeiro
Bolsista do C. N. Pq
A classificação das sementes de algumas essências, quanto ao processo ger-
minativo em duras e moles, prende-se particularmente à origem das essências. No
caso vertente, as plantas das florestas equatoriais e tropicais, em grande número
apresentam esse comportamento, isto é, sementes duras, enquanto que as de ger-
minação normal estão em minoria.
As sementes duras são aquelas que nas condições naturais apresentam um
índice baixíssimo de germinação. Quando em cultura temos que aplicar processos
mecânicos para obtermos germinação uniforme.
Entre nós, a família das Leguminosas é a que apresenta o maior numero
de espécies com sementes duras, observando-se particularmente o maior contin-
gente nas subfamílias Caesalpinioideae e Minosoideae. Entre as Caesalpinioideae
mais usadas, sobressai o gênero Cassia com o subgênero Fistula (DC).Benth. .Temos
como principais representantes deste grupo as espécies: Cassia grandis, C. ferragj-
nea, C javanica e C. fistula. As duas ultimas são espécies exóticas, porém, muito
cultivadas como plantas de jardim. C. javanica pelas suas flores róseas de belo efei-
to decorativo, C. fistula pelas flores amarelas em cachos tirsiformes, pêndu os,
muito decorativos (nome vulgar: chuva-de-ouro). As quatro espécies são cultiva as
como plantas ornamentais. C. grandis, como o nome específico indica, é dentre as
congêneres a de maior porte e a unica da flora amazônica que atinge até 30m de
altura e possui flores róseas (raramente brancas) segundo Ducke. Cresce ao longo
do Rio Amazonas e do Tocantins, na América Tropical em geral. Cultivada em
muitos lugares, desde o Nordeste até os Estados do Sul. Empregada na arborização
urbana, em parques e estradas. Esta espécie produz grandes legumes indeiscentes
que só libertam as sementes pela corrupção do exocarpo; estando neste mesmo
caso as três espécies precedentes, isto é, C. ferruginea, C. javanica e C. fistula.
Rodriguésia Vol. XXX - N9 45
Rio de Janeiro 1978
439
SciELO/JBRJ
A germinação destas quatro espéçies oferece, quando os frutos estão por
demais ressecados, grande dificuldade. Para se obter uma germinação uniforme,
toma-se necessária uma preparação prévia das sementes; esta preparação consiste
das seguintes operações: 1) libertar as sementes dos frutos; 2) submetê-las a um
tratamento que pode ser a. escarificação da testa com uma lima ou grosa fina,
removendo-se a camada impermeável até atingir, sem ferir, os cotilédones; 3) fei-
to isto, colocam-se estas sementes em um recipiente com água durante, 24, 48 ou
72 horas, tendo-se o cuidado de trocar a água cada 24 horas; 4) se as sementes,
porém, se entumescerem durante as primeiras 24 horas, podem ser lançadas à ter-
ra, mas só as que estiverem neste estado. As sementes destas Leguminosas devem
ficar enterradas a uma profundidade máxima de 2cm; ao cabo de 6 a 8 dias a ger-
minação estará completa e uniforme.
Poinciana regia (ou Delonix regia) ou Flamboyant. O comportamento des-
ta planta apresenta algumas variantes quanto ao processo germinativo. Se os frutos
forem colhidos quando estiverem amárelecendo, e se libertando as sementes, estas
germinam rápida e uniformemente, mas se os frutos forem colhidos depois da to-
tal desidratação, a germinação só se fará com muita irregularidade. A Poinciana
tem frutos deiscentes, mas esta deiscência só se dá depois de muito tempo, ou me-
lhor, libertando as sementes após o apodrecimento dos legumes que apresentam
um tecido lenhoso extremamente resistente. Plantas que apresentam tais frutos,
em condições naturais, têm perda de sementes de mais de 70%, visto que, quando
os frutos apodrecerem, já as sementes perderam naturalmente o poder germinativo
pela morte do embrião. Este fica comprometido pelo atáque dos fungos saprófitos
e dos insetos terrestres. O tratamento das sementes das Cassias se aplica também
ao gênero Poinciana.
As sementes destes dois gêneros, acima tratados, apresentam germinação
com os cotilédones epigéios e providos de material de reserva.
A subfamília das Mimosoideae apresenta-nos o gênero Parkia com mais de
30 espécies no equador e nos trópicos dos dois hemisférios (20 na América). Árvo-
res grandes, medianas e pequenas, quase todas belíssimas. Ocupam um lugar de
destaque na fitofisionomia da floresta Amazônica, segundo opinião de Ducke.
A Seção Sphaeroparkia Ducke., com Parkia multijuga Benth. (nome vulgar:
faveira), habita a mata grande de terra firme e de várzea alta, do estuário amazôni-
co inclusive Belém (Rio Guamá) e do Rio Tocantins (Alcobaça) através o Estado
do Pará e Amazonas (Solimóes) até o norte do Território do Guaporé, medrando
exclusivamente em solos argilosos, etc., segundo informações de Ducke.
Esta espécie se encontra cultivada no Jardim Botânico do Rio de Janeiro,
representada por dois magníficos exemplares, com um porte de perto de 20 me-
tros de altura, está em franca reprodução, produz frutos grandes, indeiscentes com
sementes que podem atingir até 2,5cm de comprimento.
As sementes deste magnífico gênero também oferecem grandes dificuldades
para germinar. Para se conseguir este resultado, temos que proceder a escarifica-
ção; depois desta operação imerge-se as sementes em água por período que varia
entre 24 e 72 horas. As sementes assim tratadas formam na superfície uma espessa
camada de mucilagem, esta substância tem por fim proteger o embrião durante a
primeira fase do período germinativo; garantindo ao embrião o primeiro suprimen-
to em água. Os cotilédones nesta espécie são de posição hipogéia. Ao germinar a
440
SciELO/ JBRJ,
11 12 13 14
cm
plântula forma uma curvatura em crossa; quando liberta-se totalmente dos cotilé-
dones, a plântula tem um comportamento de 10— 15cm, apresentando a primeira
folha embrionária com toda a estrutura das folhas definitivas, a segunda folha
surge imediatamente na transição do epicótilo e da folha primária.
Seção Platyparkia Ducke., Parkia pendula Benth., (nome vulgar: visgueiro
em Belém, jupuúba em Breves, faveira em Tocantins, pau-de-arara em Trombetas,
arara-tucupi no Amazonas). O autor do presente trabalho a observou à até próxi-
mo de Salvador, no Estado da Bahia, na confluência da estrada de Feira de Santa-
na e Candeias, onde foram colhidas sementes em fevereiro de 1975. Depois a árvo-
re foi observada em grandes exemplares ao longo da RB 101 (Sul da Bahia até pro-
ximo de Porto Seguro), alí a árvore tem o nome vulgar de visgueiro e joeirana-pre-
ta. É árvore que atinge grande porte na mata primária, destacando-se no meio das
outras, pela forma singularíssima de sua copa que lembra um grande guarda-sol.
A sua copa plana faz com que ela se destaque no meio da vegetação circundante e,
quando isolada, é uma belíssima árvore, particularmente quando em flor ou em
fruto, por causa dos longos pedúnculos pêndulos que podem atingir até lm, termi-
nados por uma inflorescência em capítulo de coloração purpúreo-vinosa, ou pe os
frutos formando fascículos. Os frutos desta espécie s5o deiscentes, medem de 1 —
15cm; quando se abrem, as sementes ficam presas à margem da sutura por uma go-
ma muito adesiva; quando se tenta tirar as sementes do legume estas vem presas a
goma, as quais para serem separadas da goma d 5o um grande trabalho de lavagem.
Produz uma goma táo abundante que poderia ser aproveitada como cola. O nome
visgueiro é muito bem dado pelo povo. As sementes sSo duríssimas, de coloraçao
cinzenta com manchas escuras, esparsas, lembrando as sementes de Ricinus
communis, apenas mais comprimidas. De todas as sementes que experimentei, oi
uma das mais difíceis para germinar. Foram deixadas de molho pôr um período e
72 horas, continuando inalteráveis; foram fervidas por 5 minutos, dando resu ta o
negativo. Só a escarificaçSo com lima é que deu resultado; assim, a germinação oi
mais ou menos de 85%; com uma imersão por 24 horas se entumeceram. Cuidados
que se devem ter nesta fase; as sementes no início do processo germmativo n o
podem apanhar sol direto, sáo muito sensíveis, devendo-se sombreá-las durante a
primeira semana após o início da germinaçSo. Depois disto o comportamento e
n °rmal. . , D
Seçáo Polyphosphaera Benth. Parkia gigantocarpa Ducke, visgueiro (Be-
lém). Árvore muito grande de copa larga com flores em grandes capítulos brancos
com estaminódios amarelos, fétidas, em inflorescências com longos pedúnculos,
que a princípio saem mais ou menos eretos e mais tarde com 0 pcs° as enormes
inflorescências e com as magnas vagens, que podem atingir até 70cm e mais de
comprimento, se tomam pêndulas. Esta espécie ocorre em mata alta de terra ‘ ir ‘
me. Pará: arredores de Belém, Santa Isabel (Estrada de Ferro de Bragança), Ilhas
Altas de Breves (Ilha de Nazaré), Ourém (Rio Guamá), baixo Rio Moju, Gurupá,
Óbidos e Oriximina (baixo Trombetas). Amazonas: Maués; médio Rio Negro (Ja-
camim). Território do Guaporé: Porto Velho, Santo Antonio, Teotomo. Sul da
Guiana Britânica, segundo Ducke.
Esta espécie como vimos àcima, tem também o nome vulgar de visgueiro,
apresenta uma larga distribuição o qúe deve estar relacionado com seus grandes
frutos e com seu habitat, ao longo dos vales dos rios. Seus frutos apresentam deis-,
441
SciELO/JBRJ
cência difícil e só podem libertar as sementes pelo apodrecimento do exocarpo,
depois de terem sido transportados pelas águas no período das cheias (hidrocória).
As sementes desta espécie também apresentam grande resistência à germi-
nação em cultura, exigindo o trabalho de escarificação e a consequente imersão
na água, que varia de 24 até 72 horas de duração.
Estas três espécies do gênero Parkia estão colocadas em Seções separadas,
realmente elas na germinação têm comportamento distinto. Parkia multijuga tem
germinação com os cotilédones hipogéios, enquanto que as duas últimas os apre-
sentam epigéios. Este comportamento entre as espécies seria bastante para separá-
las. Em seguida trataremos do gênero Enterolobium.
O Enterolobium contortisiliquum (Vell.) Morong, (= E. tinbouva Mart.).
Com o nome vulgar: orelha-de-negro ou orelha-de-preto (Monte Alegre), Timbaú-
ba, (Santarém), tamboril, (Macapá). Árvore de tronco muito grosso e copa que po-
de atingir em exemplares anosos até com 20cm de diâmetro, visto pelo autor do
presente trabalho, em Pirapora às margens do Rio São Francisco, com mais de lm
de diâmetro de tronco. Segundo a Flora Brasiliensis, a madeira seria esponjosa, e
segundo Record utilizada na Argentina. Pará: Santarém, raiz da Serra; Monte Ale-
gre, na mata de encosta de taboleiro arenoso. Território do Amapá: Macapá, fre-
quente na mata marginal dos campos. Nordeste até Ceará (visto pelo autor em
1948). Centro e Sul do Brasil até Porto Alegre e o Norte da Argentina. Podemos
acrescentar outros locais como no Norte de Minas Gerais, na região de Pedra Azul
com vários exemplares. No Sul da Bahia, na região de Porto Seguro, aí a madeira
é empregada na confecção de canoas. DUCKE cita 8 espécies, descritas todas da
América Tropical. A esta espécie podemos acrescentar o E. maximum Ducke,.
E. schomburgkii Benth., com o nome vulgar de timbaúba, timbó-da-mata ou tim-
bó-rana (Belém); fava-de-rosca (Óbidos). É uma árvore muito grande da mata vir-
gem, segundo Ducke.
A árvore pode florescer em indivíduos pequenos de capoeirão. Esta espécie
ocorre em quase todo o Estado do Pará; freqüente nas regiões de Belém, Gurupá,
Santarém, Óbidos e Faro e no médio Tapajós. Amapá: Marzagão. Amazonas: Pa-
rintins, Rio Negro e Solimões (São Paulo de Olivença). Acre, Mato Grosso central,
Rio de Janeiro, Guiana, Venezuela e América central. A estas três espécies pode-
mos ainda acrescentar: E. ellipticum dos cerrados mineiros, todas da subfamília
Mimosoideae e com um caráter bem marcante pelo aspecto ou forma do fruto.
O fruto deste gênero apresenta exocarpo plano com a superfície lisa ou verrucosa
como E. schombourgkii quase sempre circular ou com as extremidades enroladas
lembrando os lobos das orelhas, de coloração castanha ou preta, daí o nome,vul-
gar de orelha-de-negro.
Das quatro espécies mencionadas acima, só a primeira nos interessa, por-
que, é a espécie com a qual trabalhamos. Trata-se de árvore muito precoce com
crescimento rápido e com forma muito elegante, quando na época da brotação
apresenta coloração verde-clara, destacando-se das outras árvores pela copada
ampla de forma muito elegante, prestando-se para reflorestamento não só pela
rapidez com que cobre o solo, mas pela plasticidade ecológica, apresentada pela
grande área de sua distribuição; suporta os mais diversos climas, desde o super-
úmido até o mais seco, desde o mais quente até os mais frios, como por exemplo
o da Argentina.
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Os frutos deste gênero, segundo a crença popular, apresentam qualidades
negativas. São avidamente procurados pelo gado vacum, e segundo aquela crença,
possuem propriedades abortivas para as vacas em gestação.
Na subfamflia Caesalpinioideae temos o gênero Peltophomm, com uma
única espécie. Produz frutos monospermos ou raramente dispermos, comprimi-
dos, com exocarpo quase membranácco, indeiscente; sementes pequenas, lem-
brando as do pepino e mais ou menos do mesmo tamanho. As sementes quando
colhidas muito secas geralmente apresentam germinação lenta e irregular; mesmo
se deixadas imersas na agua por tempo superior a 72 horas. Elas não são fáceis
de escarificar, dada a sua pequenez, por isso temos de deixá-las na terra e aguar-
dar a germinação, que se faz irregularmente por período que pode ser superior
até 5 meses. Peltophorum dubium ocorre nos Estados do Rio de Janeiro, São
Paulo, Minas Gerais e Goiás. Trata-se de árvore de grande efeito ornamental, pelas
suas grandes panículas amarelas, sobressaindo de suas grandes folhas delicadamen-
te penadas, produzindo efeito decorativo extraordinário. A planta é muito precoce.
Na subfamília Faboideae (Papilionatae), temos algumas árvores. Platypo-
dium elegans, (jacarandá-branco, jacarandá-de-canzil, jacarandá-de-rego, em Minas
Gerais). Tipuana speciosa (Tipuana tipu), com frutos samaróides cuja germinação
é extremamente lenta. O único tratamento que pode ser aplicado é o da imerção
na água por tempo variável que pode ir de 24—72 horas. A germinação de Platy-
podium é sobremodo interessante; é hipogéia, observando-se o surgimento de uma
plântula minúscula com crescimento muito lento na primeira fase da germi-
nação, para depois de vários dias ou mais de 1 mês tomar o impulso normal de
crescimento.
Esta espécie é originária particularmente do Estado de Minas Gerais, nas
terras quentes e de bom padrão de fertilidade.
Tipuana speciosa apresenta mais ou menos o mesmo comportamento, sen-
do, porém, esta espécie do sul do Brasil até a Argentina. Foi introduzida nas pra-
ças e ruas do Rio de Janeiro, particularmente na Praia de Botafogo; quando cres-
cendo sem ser mutilada pela poda, pode atingir porte grande, como os exemplares
cultivados no Parque das Águas em Caxamhú, no Estado de Minas Gerais.
O gênero Ormosia, das Faboideas, conta com cerca de 45 espécies descritas
nos trópicos americanos e asiáticos. Árvores em geral de porte mediano, com
abundante flores negro-violáceas (atro-purpúreas) ou (em poucos casos) violáceo-
claras até lilases, as quais aparecem com intervalos de vários anos; bem conhecidas
s3o as suas sementes duras, vermelhas (comumente com mancha preta), raras vezes
ãmarelas, segundo Ducke.
O gênero, cuja curta descrição foi dada por Ducke, tem pequena distribui-
ção fora da Hiléia. Nós, pessoalmente, vimos na natureza exemplares deste gênero
nas seguintes localidades: no Estado do Rio de Janeiro, na restinga de Jacarepaguá,
representada por arbustos em formação arenosa, mas frutificando normalmente.
Um outro exemplar nas matas da Tijuca, acima do Restaurante dos Esquilos, árvo-
re com cerca de lOm de altura. Estes exemplares produzem sementes vermelhas
eom manchas pretas, ao que tudo indica, deve ser a espécie O. arbórea. Vimos ou-
tr °s exemplares em mata baixa de terreno acidentado em Friburgo, na localidade
de nominada Muri; a planta desta localidade produz sementes amarelas e bem
maiores do que das outras localidades citadas acima, creio tratar-se de O. fribur-
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guensis. No Estado de Minas Gerais, no Município de Carandaí, localidade Hermi-
lo Alves, localizei um exemplando gênero, talvez O. arbórea, com sementes verme-
lhas e manchas pretas; ainda em Minas Gerais em viagem de estudos, verifiquei em
1962, a presença de exemplares do gênero, às margens do Rio Paracatu e por últi-
mo um outro exemplar às margens de pequeno curso d’agua, no Horto Florestal
de Brasília.
Podemos concluir que o gênero, dada a dureza de suas sementes, apresenta
uma distribuição extremamente irregular e paralelamente, sempre em localidades
onde o índice de umidade é muito elevado. A dificuldade na germinaçào em esta-
do natural mostra que a planta está sempre ou quase sempre, representada por um
só indivíduo ou poucos exemplares.
Concluindo a nossa exposição, verificamos que as sementes deste gênero se
mostram duríssimas apresentando testa extremamente resistente à penetração da
água; a germinação só se dá em cultura, mediante a escarificação da testa, e remo-
ção de parte da mesma com uma lima, até atingir o albúmen, imergindo-se em se-
guida em água por um espaço de tempo que medeia entre 48 e 72 horas. Só então
as sementes se entumecem e inicia o processo germinativo. Sem essa prática é
quase impossível, senão impossível, conseguir a germinação de tais plantas.
Subfamília Caesalpinioideae. Schizolobium Vog., com 4 espécies descritas:
1 do Brasil tropical meridional, 1 da amazônia e 2 (duvidosas) da América Central.
A espécie meridional é Sch. parahyba (Vell.) Black. (Sch. excelsum Vog.), bacuru-
bu ou guapuruvu ou ainda birosca, nomes usados no Estado do Rio de Janeiro. É
freqüentemente cultivada no Rio de Janeiro e São Paulo, como árvore ornamental.
A outra espécie brasileira é Sch. amazonicum Hub. ex Ducke. Esta árvore não tem
designação vulgar especial: Em Alcobaça indicaram-me para ela o nome faveira,
usada para muitas Leguminosas de qualquer das três subfamílias; no Trombetas e
no Madeira confundem-na com o paricá (várias mimosóideas arbóreas). Árvore
grande da mata primária e secundária de terra firme e varzea alta. Floresce (ao
contrário da espécie meridional) em estado afilo; destaca-se sobre o fundo da mata
por sua copa de um magnífico amarelo-claro. Madeira branca, mole e leve. Limita-
se ao Estado do Pará, à fértil argila compacta de certas localidades: Alcobaça no
Tocantins (comum) Altamira (Xingú); Monte Alegre: colônia do Itauajuri; Rio Ta-
pajós, na região das cachoeiras inferiores; Rio Branco de Óbidos; ligo Salgado
(baixo Trombetas). No Amazonas, freqüentemente na mata de várzea alta do
baixo Madeira e Purús e do*Solimões inteiro até a fronteira. Peru e Colômbia.
Informações de Ducke que pelo seu conhecimento da Amazônia pôde delimitar a
distribuição da espécie, com segurança. Em Altamira, nós tivemos ocasião (em
1973) de observar a espécie ao longo da Transamazônica, onde havia na área
desmatada pelos tratores, numerosas plantinhas jovens; e também observar que o
solo era de bom padrão de fertilidade, como mencionou DUCKE em linhas acima.
As sementes deste gênero também devem ser escarificadas para se obter
uma germinação rápida e uniforme. Aqui trataremos da espécie Sch. parahyba,
que é própria dos Estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais. Toma-
mos esta planta por tratar-se de espécie de extrema precocidade; produz madeira
branca, podendo ser empregada no reflorestamento para produção de celulose
para papel, para fabrico de tamancos e caixotaria para embalagem de frutas, etc.
Como árvore ornamental, é de grande efeito decorativo pelas enormes panículas
amarelas, dando magnífico aspecto à paisagem, pela forma reta do fuste de cor
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clara; por todas estas características, a árvore deve ser aproveitada no reíloresta-
mento, não só pelo rápido crescimento, mas pela grande massa de lenho produzi-
do. Acrescendo a isto a pouca exigencia no que concerne à fertilidade do solo,
pois esta planta medra magnificamente bem em todo o vale do Paraíba, onde as
terras primam pelo baixo teor em nutrientes, causado em parte pela exaustão con-
seqüente às culturas que datam desde os tempos coloniais.
Até aqui vimos as espécies de sementes duras; vamos tratar agora de semen-
tes de curto período germinativo. Para exemplo vamos ver o gênero Dalbergia:
Dalbergia nigra, jacarandá-da-bahia ou jacarandá-caviúna. Esta espécie produz mui-
tos frutos, que nem sempre libertam as sementes, e estas quando em estado de ple-
na desidratação são levadas pelos ventos à grandes distâncias; dado o pequeno peso
dos frutos, estes rara ou dificilmente atingem o contacto com o solo onde se bene-
ficiariam da umidade necessária à germinação e consequente excese.
A germinação de Dalbergia, quando a semente permanece no fruto, é mui-
to lenta e irregular, pois a penetração da água se faz muito lentamente, e por esta
razão as plântulas são prejudicadas, ou pela seca ou pelos fungos saprófitos do so-
lo. Em os nossos trabalhos experimentais, tivemos oportunidade de observar,
quando libertamos as sementes do exocarpo, germinação rapida e uniforme, visto
que Dalbergia tem sementes de testa delgada, membranácea. Dalbergia, no seu
habitat, raramente ou nunca se encontra em formação, por causa do coelho do
mato, o qual é ávido pelas plântulas dos gêneros Dalbergia e Machaerium. Tivemos
ocasião de observar que, em viveiros onde havia sementeiras de várias essências, ele
tosava as plântulas de Dalbergia e Machaerium e não tocava nas outras. A denomi-
nação popular deste roedor é tapati, da família dos Leporídeos, Silvilagus minensis.
Este animalzinho é o maior inimigo natural do jacarandá na fase inicial de sua vi-
da, daí a raridade da espécie. É de não se encontrar mais do que 4 a 5 indivíduos
por hectare. Esta espécie está a exigir o máximo cuidado no sentido de sua preser-
vação, pois se encontra no limiar de extinção na natureza.
Áreas de ocorrência: Estado do Espírito Santo, Bahia, Minas Gerais (nor-
te) e, Rio de Janeiro em remanescentes jovens.
As sementes das Leguminosas, quanto à duraçao do poder germinativo, di-
videm-se em microbióticas, cujas sementes não germinam além dos três (3) anos
após a colheita; mesobióticas, cujo poder germinativo dura de três (3) até quinze
(15) anos, e macrobióticas, as que germinam depois de quinze (15) anos e mais,
quando conservadas em boas condições.
Numerosas Leguminosas são macrobióticas. A. Burkart, em sua obra Legu-
minosas Argentinas, cita trabalhos de Crocker (1938 e 1948 pag. 29), que por sua
vez cita os ensaios de diversos autores que obtiveram germinação de sementes de
muita idade. Uma Mimosa com oitenta e um (81) anos, uma Leucaena com noven-
ta e nove (99) anos; Cassia bicapsularis, cento e quinze (115) anos, Cassia multiju-
ga, cento e cinquenta e oito (158) anos .... Minosa pudica, quarenta e quatro
(44) anos deu em ensaio mais de 20% de germinação, etc. Por este motivo vemos
as plantas tropicais e equatoriais são protegidas pela organização de suas se-
mentes, que podem passar longos períodos em estado de dormência, esperando
condições favoráveis, como seja luminosidade, temperatura, umidade e oxigenação.
Em outro trabalho apresentaremos novas observações sobre o tema em fo-
co.
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BIBLIOGRAFIA CONSULTADA:
1) BURKART, ARTURO - Las Leguminosas Argentinas, Silvestres y Cultivadas (1952).
2) DUCKE, ADOLFO - Notas sobre A Flora Neotrópica, As Leguminosas da Ama-
zônia Brasileira II Boletim Técnico do Instituto Agronomico
do Norte n9 18 (1949).
3) GUYOT, LUCIEN - La Biologia Végétale (1962).
RESUMO:
O presente trabalho é uma contribuição para o melhor conhecimento sobre a germi-
nação das sementes das essências florestais mais empregadas na arborização de parques, jardins
e estradas e no reflorcstamento. Para tal tomamos como paradigma 4 espécies do gênero Cas-
sia, Enterolobium, Poinciana, Ormosia, Peltophorum, etc. As Cassias representadas pelas se-
guintes espécies: Cassia grandis, C. ferruginea, C. javanica e C. fistula. O gênero Enterolobium,
com a espécie, E. contortisiliquum. Peltophorum, com a espécie, P. dubium. Ormosia, com a
O. arbórea da flora das regiões centro-oeste. Tratamos também de três espécies do gênero
Parkia, espécies características da hileia amazônica principalmente.
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] Di Giorgio & Cb Itda.
EDITORES «ARTES GRAFICAS* OfF-SET
T»i». PABX 281-5042 e(a.r*t 0 ) 201-4495
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lo. Resumo. Introdução, Material e Métodos, Resultados, Conclusões, Agradecimentos, Referên-
cias. Abstract.
7 - Referência: Sobrenome, inicial (is) do nome (s), título do artigo,
nome da revista (ou Instituição), volume (ou número), páginas, ano da publicação
Hitchcock, A.S. - The Grasses of Ecuador, Peru and Bolí-
via. Contrib. V.S. Nat. Herbarium. Washington,
24 (8): 241-556. 1927.
Até três autores, são citados; quatro ou mais, usa-se o primeiro e o
complemento, assim:
Rizzini et alii. (1973).
g _ \ lista de referência deve ser ordenada alfabeticamente e com nume-
ro remissivo. As abreviações dos títulos da revista devem ser as utilizadas pelos abstracting
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